Eu sou a mais maluca, mais desiquilibrada, mais obcessiva, mais tudo de mau de todas as mães do mundo. E estou muito triste, e desanimada, por isso. Tão triste que me apetece auto-flagelar-me. Eu mereço. A segunda feira é sempre um dia de difícil despertar. Não é por nada. É só por ser segunda feira. Mas, esta noite até dormi bem. A sério que sim. Mesmo, os três enfiados na cama e puxa edredon para um lado e puxa para outro. E pernas por cima. Acordei com a sensação que tinha dormido o essencial. A minha Carolina acordou, como sempre com energia para dar e vender. Pulou, gritou. E pulou mais e gritou mais. E quando se previa ser uma segunda feira como tantas outras, eis que se lembra: “dói-me a barriga!”. “Oh filha, já vai passar, é só uma cólica”. “Não, dói-me mesmo a barrriga!”, insistiu. “Que queres que te faça? Não queres ir para o colégio, é isso?”. E do outro lado uma afirmação com o pescoço. “Então tens que ir para o tio, a mamã tem que ir trabalhar”. Resignou-se com a solução. Eu diria que até se entusiasmou e antes de a deixarmos com a mana no tio ainda passamos em casa para ela buscar o seu material de trabalho.
Durante a manhã liguei mais do que o aceitável e a resposta era sempre a mesma, “deixa de ser chata, está bem, estão bem as duas”. Mas, quando lá cheguei para busca-las para o almoço encontro uma Carolina de cabeça tombada sobre os ombros, com um ar moribundo. Entrei em choque que é o meu costume nestas coisas.
Em casa, dei-lhe a sopa, coloquei o magic english, dei-lhe uma colher de brufen (não, não tinha febre, mas eu sou estúpida e vou sempre pela profilaxia) e em pouco tempo andava a saltitar e a pedir-me cócegas. O humor dela mudou quando lhe disse que podia ir passar a tarde à universidade com a avó. E agora? Uma mãe pensa o quê? Está doente? Ou é uma fiteira da pior espécie que já me tomou o pulso a toda a esta obcessão e manipula-me com a maior facilidade do mundo???
Anyway, isto tudo para sustentar a conclusão do dia. Duas já chegam para me consumir a alma.
Sem comentários:
Enviar um comentário