25.1.11

M

M, aqui serias certamente feliz

A M é para mim, digamos...(pausa) uma espécie de conselheira. Vamos pôr as coisas desta forma para ser mais entendível...Eu sou o Cavaco (deus me livre e guarde). Ela é, tipo o João Lobo Antunes, o mais fixe dos conselheiros de estado.
M, apetece-me uma laranja. Ok, come lá a laranja. Mas, M, é de noite e lá diz o povo que a laranja à noite mata. Achas que coma, ainda assim? Então, não comas se não ficas a pensar nisso e ainda acordas esticadinha.
M, apetece-me mudar o cabelo. Estou a pensar fazer franja. Que dizes?
M, hoje a minha rinorreia está diferente. Achas que vá ao médico?
M, o meu período está atrasado alguns minutos. Achas que posso ter um tumor no sistema nervoso central?
É mesmo assim, a M esclarece-me todas as dúvidas. Mas, a M, tem um defeitozinho de fabrico. É quase como a minha fantástica gabardine da Red Valentino ter uma miserável de uma etiqueta que diz "made in India". Não pode ser tudo perfeito. A M lida mal com o lado material da vida. A M é daquelas que prega aos sete ventos "amor e uma cabana" e um maço de lenços de papel porque ela (como eu) também sofre de alergias. Olha agora ofendeu-se (vejam bem) com a nenuca como prova de pagamento do meu acordo com a primogénita. M, não tens filhos (mas se Deus quiser há-des ter) e vais perceber os esforços de uma mãe. Vais perceber muitas tangas que os pedopsiquiatras andam para aí a "vender". Vais-te desenrascar à tua maneira. Da forma melhor que sabes. Seja com nenucas, mascotes ou com folhinhas da Hello Kitty.

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