Hoje acordei com o vento. Assobiava. E entrou-me pelo sono dentro. Não eram ainda 8 horas. Só o vento fazia barulho. Que bom! Vou dormir. Mas, não dormi. De olhos fechados já confundia o vento com o choro da Constança. Que não tardou. E assim se desperta para mais um dia. No aconchego do lar. Com duas crianças e uma grande dor de costas.
A Carolina passou a manhã a ver dvd's. Barbie e a magia da moda e a Sininho que salvou as fadas. E pelas minhas contas salvou-as umas três vezes. Constancinha até que não esteve mal. Não boleirou muito no colo. Ficou-se pelas cadeiras e pelos objectos impensáveis que gosta de brincar. Mas, não esteve mal, não senhor. Agoro dorme. O pior é lá pelas 17h. Já comeu. Já dormiu. Vai de atazanar-me o juizo. Não há cadeira que a sente. Não há brinquedo que a cative. E não faltam opções espalhadas pela sala.
Constancinha é, mil vezes, pior do que foi a Carolina. Apesar das evidências até tenderem para o contrário. As cólicas da minha Kiki foram muito piores e mais longas. Na Constança desapareceram ao fim do primeiro mês. Com Kiki valia-me o aero-om. Com Constança nem comprei. Nenhuma mamou (culpa minha). As duas adoram o Nutriben. São o terror dos automóveis. E dos carrinhos de passeio. É uma delícia vê-las mudar todos os dias. Cada uma à sua maneira. Carolina surpreende-me com vocabulário novo. Com raciocínios surpreendentes. Com a sua vontade de crescer. Com a sua impaciência para que os dentes lhe caiam.
Constancinha é um pequeno livro. Cheio de páginas em branco. Já bate palminhas. Faz a "pitinha". Dança as (doidas) das galinhas e...dança. Não pode ouvir um sonzinho que toca a abanar a cabeça. Diz xau e chama. Tem um temperamento terrível.
Vou abaná-la que já se está a espreguiçar.

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