Não tenho escrito e não sei como o farei agora. Não me apetece falar (mais) sobre stress e baús fechados porque nem sempre a chave está à mão de semear. Pensei que a minha estivesse naquele armário da cozinha onde se guarda tudo que importa e o que não importa. Mas, não a achei. Abri o baú à força. Arrombeio-o. E ainda continuo a limpar-lhe o pó que restou dos anos. Admito que já esteve bem mais sujo. Garanto que ficará a brilhar.
Obrigada pelas vezes que o telefone toca a waka waka e vejo a imagem de uma mulher de boné. T'Shirt sem mangas a lembrar o verão ou as manhãs desportivas (já não sei). Não tenho nada de novo para lhe dizer, mas ainda assim ela insiste, faz questão de ouvir, de perguntar. De partilhar medos e vitórias. Amigas...enfim!
28.2.11
23.2.11
Just be
As pernas compridas não são minhas. A forma esguia também não. Aquele jeito, desajeitado, de não fechar portas e gavetas é do pai. A imponência com que anda também. Mas o rosto...o rosto é meu. A expressão. Os olhos. A determinação. Ele dirá, o mau feitio também. Concordo. E a ansiedade. A puta da ansiedade. O querer que não chega para amanhã. O querer que foi sempre de ontem. E esta mania de andar descalça. Seja verão ou inverno. É dele também.
20.2.11
Busca
Continuo sem saber por onde andas. Ou quando voltas. Mas guardo a certeza (às vezes) que vais voltar (da mesma forma que estás aqui agora). Ainda não consegui entender porque partes. Porque partes todas as noites. E me deixas assim...Perdida. Desolada. Angustiada. Numa angústia que persiste e dá cabo do meu corpo. Faz-me vomitar. E tremer. E querer dormir estando acordada. Mas, continuo a minha busca na certeza que te trarei de volta. Custe o que custar.
17.2.11
Solução?
Dá-me a sensação que a minha cabeça "quinou" de vez. E o pior é que preciso tanto dela...E acreditem que não é por causa destes cabelos fartos e aloirados. Isto da cabeça quinar é mil vezes pior do que chegar a uma loja e ver uma gaja de 1.70m a pegar no último vestido...naquele que namoramos dias a fio e quando finalmente nos decidimos a comprá-lo, chegamos lá e a gaja fica com ele.
Os últimos vá, 10 anos da minha vida têm sido intensos (para o bem e para o mal). Em síntese, direi que foi na última década que cheguei ao mercado de trabalho bafejada pela sorte nesta profissão que amo. Foi na última década que vi o meu pai morto e as minhas avós e que engravidei, duas vezes. Parece pouco? A minha cabeça não acha.
Diz a médica que há muita coisa mal resolvida. Haverá certamente muita coisa sem solução possível. Aliás, como se resolve o prolema de uma filha única que com 20 anos vê desaparecer o pai? Há alguma fórmula, tipo regra de três simples...
Sobrevivi. Mas, há dias em que aqui a casa das máquinas avaria.
Os últimos vá, 10 anos da minha vida têm sido intensos (para o bem e para o mal). Em síntese, direi que foi na última década que cheguei ao mercado de trabalho bafejada pela sorte nesta profissão que amo. Foi na última década que vi o meu pai morto e as minhas avós e que engravidei, duas vezes. Parece pouco? A minha cabeça não acha.
Diz a médica que há muita coisa mal resolvida. Haverá certamente muita coisa sem solução possível. Aliás, como se resolve o prolema de uma filha única que com 20 anos vê desaparecer o pai? Há alguma fórmula, tipo regra de três simples...
Sobrevivi. Mas, há dias em que aqui a casa das máquinas avaria.
15.2.11
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| uma convicção |
Recebi reclamações ontem por não ter escrito sobre o amor. Juro que pretendia fazê-lo, mas enfim, não deu... Estive três dias ausente da redação e como tal não era conveniente dedicar-me ao blog em vez de me dedicar ao jornal...(são opções). Anyway, fica a promessa (estou a cruzar os dedos e a dar beijinhos) que vou escrever. Brevemente.
Entretanto, deixem-me partilhar... Um dia estão com uma infecção no pulmão esquerdo, no outro estão a fazer "tentém"e a ameaçar que mais mês, menos mês, estão a andar. Ontem, pequena Sassá, segurou-se, em pé, sem apoio, para aí, vá, meio minuto (ok, estou a exagerar um cadinho). Mas, segurou-se e eu e a Kiki rejubilámos...festejamos. E não é que a Mafarrica gostou e até repetiu proeza?
13.2.11
Tinha o meu domingo planeado. Programado ao minuto. Mas, após a alvorada - para não variar - pouco depois das 7 - ah???? Chuva??? Fiquei incrédula. Depois do dia de ontem! Acabei por ficar em casa e que bem fiquei. Enrosquei-me na manta do sofá (como já não fazia há tanto tempo) a ver filmes da tanga. De comando na mão e carapins nos pés. Ao Domingo é dia de lanche em família. É dia de comer punheta de bacalhau e rissóis e hoje ainda há o atractivo extra do Benfica - Vitória.
A minha Constança está como nova (graças a Deus). E como ela é diferente quando está bem. Continua mafarrica que só ela, mas divertida e com tanta graça naquele seu jeito de bebé delicioso e redondo que apetece morder e saborear cada pedaço.
Carolina brinca. Começou sensivelmente pelas 8 horas da manhã, interrompeu para o pequeno almoço e para o almoço e retomou.
Ontem dei um ralé até à vizinha Bracara Augusta. Eu sei que merecia a forca por tal heresia, mas perdoem-me os conterrâneos, gosto de lá ir, especialmente em dias de inverno disfarçados de primavera. Estava com uma meia dúzia de vestidos empoleirados no carrinho da Constança (daqueles restinhos de saldo) quando fui surpreendida por um impulso de razão e pousei-os. "Não vou levar. É comprar, por comprar". Ah?????? Exclamou a minha mãe enquanto me punha a mão na testa. "Queres água? Tenho água comigo", perguntou ainda. Então uma pessoa de vez em quando tem assim uns acessos de "loucura" e não compra umas pechinchas.
Deixo-vos com salpicos do fim de semana
A minha Constança está como nova (graças a Deus). E como ela é diferente quando está bem. Continua mafarrica que só ela, mas divertida e com tanta graça naquele seu jeito de bebé delicioso e redondo que apetece morder e saborear cada pedaço.
Carolina brinca. Começou sensivelmente pelas 8 horas da manhã, interrompeu para o pequeno almoço e para o almoço e retomou.
Ontem dei um ralé até à vizinha Bracara Augusta. Eu sei que merecia a forca por tal heresia, mas perdoem-me os conterrâneos, gosto de lá ir, especialmente em dias de inverno disfarçados de primavera. Estava com uma meia dúzia de vestidos empoleirados no carrinho da Constança (daqueles restinhos de saldo) quando fui surpreendida por um impulso de razão e pousei-os. "Não vou levar. É comprar, por comprar". Ah?????? Exclamou a minha mãe enquanto me punha a mão na testa. "Queres água? Tenho água comigo", perguntou ainda. Então uma pessoa de vez em quando tem assim uns acessos de "loucura" e não compra umas pechinchas.
Deixo-vos com salpicos do fim de semana
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| A marca. Dentes de Constança cravados no braço de Carolina um dia vai conseguir brincar sem desarrumar |
11.2.11
No consultório
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| mas o que ela gosta mesmo é de pintar |
Dra Aurora: sabes? E queres uma?
Carolina: não é preciso, obrigada.
Dra. Aurora: o que queres ser quando fores grande?
Carolina: vou ser médica.
Dra. Aurora: que bom, médica.
Carolina: vou ser médica porque a minha mãe diz que se ganha muito dinheiro.
A médica olha para ela e olha para o computador...
Carolina: afinal, ganham muito dinheiro, ou não?
(nota mental: isto foi tirada de jornalista)
10.2.11
Benjamim
Nada de alarmante - diz ela. Pois, não é que seja, mas quando ouvi "está com uma infecção no pulmão esquerdo", não queria acreditar. Parece que o mundo me caiu sobre os ombros. "Isso é muito mau doutor?". "Não, não é muito mau, tenha calma". A minha benjamim só tinha tosse, um pouco de febre, mais persistente nos últimos dias, mas nunca pensei que estivesse com uma infecção respiratória. Quer dizer, pensar pensei, mas como sou exagerada, tratei de espantar o agoiro. O doutor que é convictamente contra medicamentos, receitou-lhe um antibiótico (pasmem) para tomar durante 10 dias. Disse ainda que ela estava bem, sem nenhuma dificuldade em respirar e convencido que o antibiótico faria efeito e resolvia a situação. Ponto. Mas, claro está, eu insisti. "Estes quadros evoluem para que tipo de situação se não forem tratados?"; "e se o antibiótico não resolver?"; "será que tem alguma coisa a ver com o episódio do brilhante?". A resposta à última questão foi "esqueça isso". Tratou de me tranquilizar dado o estado dela, mas como eu insisti, esclareceu-me que as crianças que não respondem ao antibiótico têm de ser internadas para fazer intravenoso. Deus me livre e guarde. A minha pequena mafarrica vai-se tornar a melhor amiga do Klacid. Não voltou a fazer febre, praticamente já não tosse e tem estado no seu melhor...Esta manhã ninguém a aturava. Deu comigo em doida. Perdi a conta às vezes que a ameacei com uma palmada. Tudo porque teima em não ceder ao sono.
E à tarde, lá vou eu mais uma vez para a USF. Em cinco dias, três passei por lá. Não, não estou moribunda. Vamos a sossegar.
E à tarde, lá vou eu mais uma vez para a USF. Em cinco dias, três passei por lá. Não, não estou moribunda. Vamos a sossegar.
8.2.11
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| vou ter coragem para fazer a TAC |
Diz a minha querida Dra Aurora que tenho de fazer um TAC aos seios perinasais e eu adverti-a, desde logo, que não sabia se seria capaz (hoje continuo sem saber, mas confiante). Quem sabe um dia eu adquira esse hábito ao jeito de uma condução defensiva. Estou numa de me familiarizar com a minha sinusite e quem sabe a convença a ir morar para o nariz de outro.
A minha Constancinha tem andado meia febril. Nada de muito alarmante, mas - já me conhecem - para mim "meio ai" basta. A minha pequena que está uma coisa por demais viciante anda constipada quase desde que nasceu - com excepção do Verão. É uma tosse que vai e vem e quando vem quase sempre a faz vomitar. Agora imaginem a família em peso (entenda-se eu, Kiki, papá e vovó) a fazer figuras de otários para que coma - distraída - enquanto nos observa e pensa "que espécie é esta?" ou "mas onde raio eu vim parar?" e vem uma ataque de tosse e pimba...vai-se a sopa e o nosso esforço.
A minha Kiki continua na fase de habituação à franja. Às vezes ainda olha ao espelho e desabafa, "não gosto de me ver assim", mas se soubesse como fica linda...Da outra vez lamentou-se "os meninos disseram que eu já não era eu". Como te entendo filha, é complicada essa coisa de perder a identidade.
Gente tenho andado tão entusiasmada com o meu ofício e com as histórias que tenho tido o prazer de conhecer... Quase tão entusiasmada com as minhas reportagens como com as new collections.
E agora vou...fazer mais pesquisas inúteis sobre TAC e doenças dos seios perinasais.
7.2.11
Zara
Ah! Sabiam que a menina que faz a publicidade da nova colecção primavera / verão da Zara sou eu quando tinha 10 anos?
Hoje é que é
Tenho consulta marcada. E hoje é que é, lá vou eu (eu!) para a USF abrir o coração à minha querida Dra Aurora. Quinta volto lá com a primogénita para a consulta que antecede a entrada na escola.
5.2.11
Outra coisa
Lembram-se destes fofuchos que o pai Natal trouxe à Carolina? Pois estão ligeiramente diferentes... obrigou-me a cortar o tacão :-(
Mãe sofre.
Mãe sofre.
À espera do cocó
Enquanto o diabo esfrega um olho abocou um brilhante - daqueles que a irmã cola no rato do pc. Espreito e vejo-o a brilhar na língua. Vai de enfiar os dedos por lá dentro...para nada porque não o consegui tirar. E ela mastigava...mastigava. E eu, já tirava casaco e suava...suava. Só via o filho da mãe a brilhar (tipo dente de ouro)... Mais dedos lá para dentro... Sem êxito. 808242424. Exposição feita. Recomendação: urgência. Não havendo perigo de asfixia, não sabemos onde se alojou o brilhante e temos de despistar algumas situações. Ok. A ver vamos o que acha o pediatra. "Esteja atenta ao cocó nos próximos dois a três dias".
O cocó seguinte continuou a cheirar mal, mas ainda não brilhava. À espera dos próximos.
O cocó seguinte continuou a cheirar mal, mas ainda não brilhava. À espera dos próximos.
4.2.11
Aqui fica o meu coração
Estas noites, já deitada - naqueles momentos só nossos - a minha Carolina perguntou-me, "mãe, quando somos adultos, continuamos a ter pais?". Bem, eu sou um exemplo que nem sempre. Mas, a ela, respondi-lhe (sem pensar muito) "claro que sim. Olha a mamã como tem a vovó e o papá e tanta gente e eu vou estar sempre aqui, sempre, sempre a olhar por ti". Ela disse apenas "pois vais". E vou mesmo (de uma maneira ou de outra). Mas, a puta da vida nem sempre é fácil (eu que o diga). E é a puta da morte que a complica. Hoje, à hora do almoço o meu telefone tocou. E quando toca àquela hora, daquele número, ou é para me avisar de alguma promoção imperdível ou para me dizer que alguém morreu. Já perceberam que não corri para o intermarché. Hoje desapareceu mais alguém que (como o meu pai) não conseguiu vencer essa luta tão desigual. Mais alguém que tinha filhos, netos, uma família. E fico sempre a pensar...Eu que me considero doutorada nestas merdas porque perdi a presença física de duas das pessoas que mais amo no mundo - daquelas sem as quais não se pode viver - não posso deixar de sentir uma imensa pena (sim, pena) daqueles filhos. E é para eles (especialmente para ti compadre) que te deixo o meu coração...para dividires essa dor.
2.2.11
Deprimi
Conclusão do dia: a vida não é fácil.
Porque nem sempre te apetece sorrir. Ou cantarolar. Ou assobiar. Porque nem sempre as horas passam a correr porque estás a fazer alguma coisa interessante. E em dias como o de hoje? Ai, nem sei que diga. Deprimi. Penso e não me ocorre nada interessante. Nada que valha a pena escrever. E eu quero concorrer ao prémio de jornalismo “famílias na Comunicação Social” (quem tiver idéias, partilhe). E estou a morrer de saudades das minhas filhas (sim, vi a Carolina há 8 horas atrás e a Constança há cerca de três).
Não é fácil. Um dia qualquer acordas com uma dor de pescoço, entendes que nunca vais conseguir calçar os sapatos que compraste um tamanho abaixo e nunca vais ter um ventre como o da Giselle. Lês um artigo e ficas a saber que afinal a água não emagrece e o leite não faz bem como se pensava. Descobres que não há diferença entre os cremes de dia e os cremes de noite e nunca vais ter um jatinho privado que te leve às compras em Milão e ainda te traga a tempo de jantar em Guimarães.
Percebes que és velha de mais para te disfarçar no Carnaval, mas não o suficiente para não o comemorares. Que as fraldas não garantem secura por 12 horas. É uma grande tanga porque não há manhã que não tenha de mudar a Constancinha toda por causa do xixi atrevido.Deprimi.
1.2.11
A minha Velha
Quando vejo outros velhos a comemorarem 100 anos penso sempre que podias ser tu. É inevitável. Isso foi sempre uma certeza na minha cabeça. Já tinhas apagado 88 velas, mas para mim tantos anos eram muito pouco, ainda. Pensava ter-te comigo mais uns 15 anos. Ali, no sitio do costume. Com as brigas do costume. Pensei que o leite em cima da mesa - o leite que era aquecido vezes sem conta, o leite de que te queixavas sempre, por estar frio, por estar doce de mais ou por não o poderes tomar de tanto azedo, “queres dinheiro para o açúcar?”, perguntavas ironicamente. Como dizia... pensei que o leite fosse por lá ficar muito mais tempo.
E o comando? Estava convicta que íamos continuar as nossas discussões pela posse da televisão. Pensei que continuasse, anos fora, a moderar as discussões que tinhas com a Carolina para apurar quem fora a primeira a chegar à casa de banho.
Convenci-me que as tuas queixas pela sopa não estar ao teu agrado se mantivessem, por muitos e bons anos.
Gritavas connosco com a pujança de quem tem 15 anos e acabou de perceber que os homens não são perfeitos. Viveste 88 anos com a saúde de quem acaba de nascer e tem a vida pela frente. Nem um cancro com 80 anos te adoeceu. Continuaste a fazer a tua sopa (a minha sopa). A fazer o teu toco com a arte que a tua mãe te ensinou. Continuaste a ler (ninguém lia livros com a tua rapidez). A ver notícias (como gostavas da SIC Notícias). A escrever...
Naquele Natal obriguei-te a entrar no carro. Percorri a cidade. Era Domingo. Mostrei-te as iluminações naquele ano em que ainda não se falava em crise e a Câmara não poupou nas luzes. O Toural deslumbrou-te. E uma mão apertou-me o coração.
Em oito dias deixas-te tudo. A sopa nunca mais foi igual. O leite não voltou a arrefecer na mesa da sala. A SIC Notícias perdeu audiência. Deixei de levar-te livros. Deixei de te ouvir. Entendi tarde que te despedias. E tirar-te de mim foi a coisa mais violenta que sofri na vida.
Aquele canto continua vazio. O teu cordão no meu pescoço. A minha pele que lembra a tua. Os meus cabelos, da cor do fogo, como o teu. E a tua força?! Ah, como quero viver assim! E morrer assim...velha. Com filhos, netos, bisnetos e tataranetos. Com cada mão no meu rosto. Cada lágrima (e foram tantas)....
Mas, a verdade é que nunca pensei que fosses morrer. Podia morrer o vizinho do lado, de 30 anos, que transpirava saúde e eu achava a coisa mais natural do mundo. Mas, tu? Tu não! Tu eras o meu muro. Que jamais cairia...
Naquele domingo caiu (e eu ainda não me ergui...)
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