Conclusão do dia: a vida não é fácil.
Porque nem sempre te apetece sorrir. Ou cantarolar. Ou assobiar. Porque nem sempre as horas passam a correr porque estás a fazer alguma coisa interessante. E em dias como o de hoje? Ai, nem sei que diga. Deprimi. Penso e não me ocorre nada interessante. Nada que valha a pena escrever. E eu quero concorrer ao prémio de jornalismo “famílias na Comunicação Social” (quem tiver idéias, partilhe). E estou a morrer de saudades das minhas filhas (sim, vi a Carolina há 8 horas atrás e a Constança há cerca de três).
Não é fácil. Um dia qualquer acordas com uma dor de pescoço, entendes que nunca vais conseguir calçar os sapatos que compraste um tamanho abaixo e nunca vais ter um ventre como o da Giselle. Lês um artigo e ficas a saber que afinal a água não emagrece e o leite não faz bem como se pensava. Descobres que não há diferença entre os cremes de dia e os cremes de noite e nunca vais ter um jatinho privado que te leve às compras em Milão e ainda te traga a tempo de jantar em Guimarães.
Percebes que és velha de mais para te disfarçar no Carnaval, mas não o suficiente para não o comemorares. Que as fraldas não garantem secura por 12 horas. É uma grande tanga porque não há manhã que não tenha de mudar a Constancinha toda por causa do xixi atrevido.Deprimi.

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