Abri um baú velho que guarda os pertences da minha avó. Que é como quem diz echarpes, camisas de seda (muitas) que já não há por aí e pijamas, meias e camisolas interiores. Quando percebem que já não vamos a lado nenhum depois dos 80, em cada aniversário, passam oferecer pijamas e pantufas. Com a minha avó não foi excepção. Mas, descobrir aquelas camisas tem sido delicioso. Quando me virem com uma pecinha fantástica e pensarem "onde é que aquela p* arranja a roupa?, desconfiem que pode tratar-se de uma blusinha que tem mais de meio século de existência. Podia estar num museu, mas não, está neste cortiço fantástico mais magro que nunca.
Já tenho ali uma selecção prontinha para levar para a lavandaria, mas ainda me faltam umas meia dúzia de sacos para ver o que aproveito. E descansem os tios que até agora ainda não apareceu um camafeu ou uma joia de família.

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