Não apareceu para trabalhar. Nem avisou o superior hierárquico da ausência ou do atraso. Tal atitude não era normal na "Joana" (nome ficticio, claro está) e os colegas começaram a ficar preocupados. Toca a ligar-lhe. Ora de um número, ora de outro e nada da Joana. Muitas horas e telefonemas depois aparece com umas escoriações e tal e diz que teve uns problemas para resolver. Que tinha inclusive passado no hospital e teria que voltar a sair para ser observada no instituto de medicina legal.
O marido, de quem está separada há uns bons meses, porque a enganou com uma daquelas irmãs brasileiras, que adoram vir a Portugal fazer prospecção de mercado porque ainda ninguém lhes disse que isto está tudo fodido, também telefonou a um colega da Joana a perguntar como estava:
Marido: "então a Joana?"
Colega: "oh pá, ninguém sabe dela!"
Marido: "ela aparece já por aí. Eu é que precisava de falar com ela e levei-a até à Penha".
Colega: "oh pá, falavas com ela logo, não sabias que ela tinha de trabalhar? E levaste-a até à Penha como?
Marido: "Ela disse que tinha de trabalhar e não queria ir, então eu meti-a na mala do carro e fomos, mas não lhe fiz mal".
Ah?????? Repete lá isso???? Meteste-a na mala do carro, mas não lhe fizeste mal???
O rapto quase passou despercebido aos dois (à vítima e ao agressor), mas no dia seguinte fez manchete na rádio local mais ouvida do país (dizem eles). Foi notícia na SIC e até no JN.
Isto não é cómico. É sério.

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