E porque não tenho paz se alguém (um só que seja) julgar que culpei aqueles pais, que são as primeiras pessoas em que penso (ainda que não saiba quem são), venho acrescentar que ainda que assim fosse, ainda que aqueles pais tivessem gosto (como eu teria) da filha tirar medicina, ainda que aqueles pais pagassem com suor, ou não, aquele colégio, para ajudar a filha na sua formação, podem ser culpados por isso???? Por quererem o melhor para os filhos??? Foram aqueles pais que a empurraram para o precipício porque lhe proporcionaram as condições para uma vida melhor????
Minha senhora, poupe-me.
31.5.11
À mãe a sério
Houve alguém que se apelidou de "mãe a sério" para me abordar no meu bebé blogue que aos poucos (como minha benjamim) começa a dar os primeiros passos. São cada vez mais os que cá vêm espreitar e às vezes até dou comigo a pensar o que pode ter a minha vida de interessante. Serão jornalistas? Aprendizes de jornalistas? Amigas? Conhecidas?E depois penso que são elas, as minhas filhas que despertam curiosidade. Aqui posso escrever o que eu quiser. O meu director até costuma dizer que isto é a chiclet para descontrair antes de escrever peças que se assinam. Aqui eu posso escrever que meço mais de 1.70 quando na verdade tenho menos 10 centímetros. Está dado o mote.
No post anterior que se intitula deixem-nos ser felizes, o que pretendi foi rezar uma espécie de acto de contrição porque assumo, hoje e aqui, que sou uma jornalista que gostava de ter tido capacidades para ser...médica. E mais ainda, depois da doença do meu pai que me apanhou no início da minha formação. Vejam bem que pensei "quem sabe se tirar medicina não o salvo?". O que passa pela cabeça de miúdas de 19 anos, não é?! Mas continuando, em jeito de brincadeira incutia na minha Carolina o gosto pela medicina, dizia-lhe que seria a médica que eu não fui. E ela respondia-me "posso ser médica e cabeleireira?!. No post anterior quis responder-lhe que sim. Pode. Pode ser o que quiser desde que seja feliz. Foi essa a minha intenção. E só quem tem uma mente muito perversa (ou enfiou uma carapuça que não entendo) pode ter lido algumas entrelinhas naquelas frases. Sendo objectiva (defeito de profissão), esta senhora que se diz "mãe a sério" acusa-me de culpar aqueles pais do suicídio da filha. Só pode ter sido a si que isso lhe passou pela cabeça. Escrevi apenas a minha opinião - como de resto faço sempre aqui. Uma opinião completamente isenta e despegada da tragédia que se abateu ontem sobre essa família. Mas, uma coisa eu sei, não faltam pais que transportam para os filhos sonhos frustrados. E nem todos têm a coragem de lhes dizer que não, que não é isso que querem. Não conheço esta família, mas tomo-lhe as dores. E tira-me o fôlego imaginar o fardo que carregarão para o resto da vida. Tomara eu ter o maior coração do mundo para os ajudar a dividir a dor. Porque sou mãe a sério e não sei o que será daqueles pais. Deixo-lhes toda a minha solidariedade.Se tivesse à sua frente, se pudesse contar-lhe na cara o que vi e não me deixou dormir toda a noite, diria-lhe que não me conhece e que não lhe admito tal precipitação de julgamento. Diria ainda que é péssima na interpretação e que pelo menos até Domingo este ainda é um país livre. E sim, posso opinar.
E por mais que me esforce não consigo entender o seu comentário completamente despropositado e errado. Não me use - não use as minhas palavras que assumo porque a verdade é que todos sabem quem sou - para dizer quiçá o que lhe passou pela cabeça.
Àqueles pais ofereço todo o meu amor...porque sou mãe a sério e fico com o coração em pedaços de supor por meio segundo aquele sofrimento.
Andreia Lopes
Deixem-nos ser felizes
Gente...pais e mães, como eu, não forcem os vossos filhos, a seguir uma área de formação, uma profissão, um desporto que eles não gostam. Para o qual não têm aptidão ou propensão. Não os obriguem a fazer seja o que for que eles não gostem. Não lhes apresentem fulaninho como exemplo. Não lhes ponham o mundo sobre os ombros. As responsabilidades do futuro. Não lhes tolham os sonhos. Não lhes digam que ser cabeleireiro não dá dinheiro, não paga casas nem roupas caras.
e mais não digo (porque também não gosto de falar de cor)
Ah, a miúda que ontem se atirou da ponte da circular tentava entrar em medicina (curso esse já frequentado pela irmã). Já estava num colégio privado em Braga para subir as notas e ontem faltou a uma prova.
Crianças corruptas. É possível?
Cada vez me convenço mais que já nascemos com determinado génio (mau, bom ou assim-assim). Que aquilo que seremos já lá está. E vai-se manifestando em cada degrau que vamos subindo na escada da vida. Noto, por exemplo, que a minha Constança vai ter mau feitio (a quem sairá?). É determinada - como a irmã - e queixinhas. Passa a vida a fazer má cara se lhe tiram uma colher. E chega a usar um ar ameaçador.
A Carolina tem carisma. É uma líder (dito pela própria educadora). É a moderadora dos conflitos e a congregadora na sala. A favorita das meninas. E quando se enerva...fujam dela.
Bom, não é de hoje. Acho que nem do ano passado. Há uma menina, devota de santa Carolina. Não a quer partilhar com mais ninguém e verdade seja dita Kiki até nem lhe acha muita piada. Mas a miúda persegue-a. Cria complôs se a Carolina se mantém firme no propósito de brincar com outras meninas. E este ano, a coisa agravou-se. Não é que agora a pirralha tenta comprar a minha piquena, do tipo, "se brincares só comigo, dou-te um livro das winxs". A primeira vez que apareceu em casa com o livrito reconheço que não liguei. Pareceu-me normal. Mas, não é que ontem a rapariga elevou a fasquia. Quando preparava a Carolina para o banho encontro-lhe no bolso um mp3. "Onde arranjaste isto Kiki?". "Ah, já nem me lembrava, foi a .... que me deu". "E deu-te porquê?". "Olha não sei, deu-me... Mas eu disse-lhe que a vida é minha e brinco com quem quiser e ela deu-me na mesma".
Esta manhã, mal cheguei ao colégio, conversei com a educadora que como conhece a criança em questão, não se mostrou nem um pouco surpreendida com a atitude. Escusado será dizer que Kiki devolveu o mp3 e aproveitou para devolver também o livro.
A geração que nos educa nem sempre tem capacidade para nos criticar.
30.5.11
Amour
Eu sabia que escrever sobre homossexualidade dava pano para mangas e a minha grande amiga - defensora acérrima das minorias e da igualdade - já tomou posição.
Devo dizer-lhe que eu própria que costumo manter-me à parte dessas discussões tive vontade de responder ao senhor da Fnac, mas como não me saiu uma tirada daquelas bem inteligentes preferi fazer como os demais e fingir que não tinha ouvido.
Agora não podes pedir para o país fazer ouvidos moucos a uma declaração amorosa de um homem ao seu parceiro, perante milhares na plateia e milhões em casa. Gabo a coragem e o amor do miúdo assim como o orgulho em vincar que está no ranking dos 50 melhores manequins do mundo. O que ele disse foi coisa para chocar a maioria dos portugueses. Para arrancar um sorriso a um terço e um aplauso a outros tantos. Cést lá vie, Mary, há coisas que não mudarão...ou não (isto era impensável há uma década).
Já não basta ser segunda e ainda está a chover
Não gostei. O tempo trocou-me as voltas. Já não me lembrava desta sensação de calçar meias. Trocar-me as voltas (a mim) significa trocar a mais duas. Resultado: um atraso de quase meia hora.
Como se não bastasse grande neura vai por esta redação. Deve ter estado tudo a ver os Globos de Ouro até depois da 1 da manhã. Eu estive e o que mais me divertiu foi o casal Coutinho.
Vamos por partes, detestei o primeiro vestido da Bárbara Guimarães. O segundo nem sei...parecia a Jessica Rabit. O meu favorito foi o terceiro do Dourado. O último também não me convenceu. Com esta segunda gravidez, a mulher deitou corpo.
O momento alto foi a declaração do manequim vencedor ao seu marido. Ninguém é preconceituoso, mas foi impossível não notar. Isto no mesmo dia em que de manhã na Fnac, nas manhãs para a criançada, um menino pediu para lhe desenharem uma flor e de longe ouviu-se um adulto, "isso não é um bom princípio".
Ninguém foi capaz de lhe responder.
28.5.11
Procissão de velas rima com sossego
É a loucura! Ainda a blogar...mas não se iludam que só não virei gata borralheira porque nunca fui (ou serei) princesa. A explicação é simples, Kiki fez birra para ir à procissão de velas, "aposto que estão lá todas as avós e os seus netinhos, menos eu e a minha avó. Ir de anjinho, NUNCA, mas adorava ir com uma velinha na mão". De modos que minha santa mãe não teve como não ir. E para variar eu deitei a Constancinha. Dei-lhe o leite que já toma pelas suas mãos. Substitui o biberon pela chupeta, ela abraçou-me e afagou-me o cabelo até adormecer. Na minha conta pessoal subi uns pontos porque achava que era má a adormecer a benjamim mas afinal não sou.
E ficamos os três num sossego pouco habitual.
Acabaram de chegar e o insólito aconteceu. Enquanto as senhoras faziam a passadeira para Nossa Senhora de Fátima, começou a chover e a trovejar e o vento levou para os olhos de uma delas uma quantidade considerável de serrim colorido. Conclusão, a mulher está internada no novo hospital de Braga.
nota mental: isto era matéria para dar uma boa notícia.
E ficamos os três num sossego pouco habitual.
Acabaram de chegar e o insólito aconteceu. Enquanto as senhoras faziam a passadeira para Nossa Senhora de Fátima, começou a chover e a trovejar e o vento levou para os olhos de uma delas uma quantidade considerável de serrim colorido. Conclusão, a mulher está internada no novo hospital de Braga.
nota mental: isto era matéria para dar uma boa notícia.
27.5.11
Preguiçar
Ontem conheci um encantador de cães. Adorei tudo. Dos cães, ao encantador. O homem tinha um ar de filme, assim tipo Hugh Jackman... E depois, eu gosto de quem gosta de cães (menos do Hitler porque há sempre uma excepção que confirma a regra). Prometeu-me um cão (mais um), mas só para o ano que é quando vai cruzar a sua Chanel com o Cortéz. Avisei-o logo que ia cobrar e ele prometeu mais. Diz que o ensina no primeiro ano de vida. Que é como quem diz, põe o bicho a comer à mesa, a ir à casa de banho, a mudar a fralda à bebé - se bem que dispenso essa parte porque para o ano já não usará - a dar-lhes o leite e ainda as leva a passear. Come pouco e guarda a casa. Melhor que a bimby! Estou a pensar em usar a vizinha como homem de ataque. Enfiava-lhe o fato de 40 quilos no lombo e levava-a para o campo de treino. Depois era só gritar: defense (sim que os cães são poliglotas e em modo de acção só lá vão com o francês). E a vizinha que é uma gabelinha de ossos só parava no planeta novo que descobriram recentemente.
Não sei se é novidade, mas não me está a apetecer escrever. Ia já a correr para o cabeleireiro. À sexta dá-me para isto, para preguiçar. Também, justiça seja feita, tenho produzido bastante e esta semana até dei um pouco de defeito. Acho que vou voltar à greve... Era gaja de ir à feira também... O Sócrates?? Está afónico. Deixei-o para lá a soltar suspiros. Ainda não se recompôs das aventuras em Faro.
Hello Red
E agora, após as saudações matinais vou dar os dedinhos ao manifesto (há caracteres em pulgas prontos para saltar para a folha do word).
26.5.11
Deitar cedo e cedo erguer...dá saúde mas não faz crescer
Querido blogue, vou-me recolher. Eu sei, quase que parece mal dizer isto assim. São (só) 22 horas! Mas eu não sou a esposa do He Man (lembram-se deste super herói do nosso tempo? Falo para a geração nascida nos anos 80).
Hoje o dia foi longo. Trabalhei 9 horas (oi? quantas??9!!!!!). E preciso da minha cama como o Jerónimo de subir uns pontos nas sondagens.
A última entrevista que fiz foi...admirável! Com um senhor que treina cães. Por amor puro. Adorei e até me perdi nas horas. Tinha lá ficado mais tempo a aprender com ele. E o melhor, para o ano tenho garantido um pastor belga, nascido e criado...por quem sabe da coisa.
Sweet dreams
Hoje o dia foi longo. Trabalhei 9 horas (oi? quantas??9!!!!!). E preciso da minha cama como o Jerónimo de subir uns pontos nas sondagens.
A última entrevista que fiz foi...admirável! Com um senhor que treina cães. Por amor puro. Adorei e até me perdi nas horas. Tinha lá ficado mais tempo a aprender com ele. E o melhor, para o ano tenho garantido um pastor belga, nascido e criado...por quem sabe da coisa.
Sweet dreams
Será que era pedir muito?
Eu, uma banheira e este ar feliz. Juro que até brincava com a água e fazia muita espuma...
Mereço. Porque hoje estou farta de apanhar calor. Já escrevi demais. E já fiz uma entrevista (valeu que foi num sítio fresquinho). E mais logo tenho outra. Como tal, aconchego do lar e banho só lá para as 20 horas.
Mereço. Porque hoje estou farta de apanhar calor. Já escrevi demais. E já fiz uma entrevista (valeu que foi num sítio fresquinho). E mais logo tenho outra. Como tal, aconchego do lar e banho só lá para as 20 horas.
A insustentável dureza do calor
É assim, tenho ar de sueca (fartam-se de me dizer). Pele clara, cabelo mais claro ainda e sardas (como imaginam) para completar, na perfeição, o pacote. Mas, sempre disse que tolerava bem o calor e que gozo me dava entrar no carro estacionado ao sol e aguentar aí 2 minutos com a temperatura nos 37 graus. Enfim, mas como eu não sou daquelas que digo "desta água não beberei", retiro e corrijo essa minha resistência ao calor. Querido blogue, estamos em Maio e ontem dormi com a janela aberta...toda a noite (coisa que raramente acontece no verão) e voltei a rolar e rolar e mais uma noite em que sinto que não descansei...Please... torna-se insustentável...sabes como preciso das minhas horas de sono para funcionar sem dar defeito, pra me sentir saudável e produzir. E como se não bastasse passei a suar assim - como hei-de dizer sem ferir a susceptibilidade de todos os meus leitores - no bigode...E agora juntem a isto uma pequena pessoa nos seus 10 quilos, pa aí 80 centímetros a dar os primeiros passos e eu tipo cão de guarda atrás... não há condições.
O meu corpo reclama por cama e açúcar. Para terem uma pequena ideia, ontem tive uma entrevista assim na última freguesia do concelho, onde Deus se esqueceu de passar. Eram trilhos, encruzilhadas, caminhos que se um boi for assim mais para o cheiinho já não passa...Demorámos praticamente 1 hora para fazer 18 quilómetros...quando saí do carro parecia que estava a sair da banheira e o pior é mesmo o meu cabelo...como odeio senti-lo molhado e numa de ondular... Aceitam-se condolências porque não tem sido fácil.
25.5.11
Eis-me
Procurei a melhor imagem que ilustrasse a minha situação física. E encontrei-a. Aqui estou eu, nesta versão canina. Rolei na cama. Virei almofada. Voltei a virar. Descobri. Cobri. Acordei. Adormeci. E quando parecia que assim ficaria até - pelo menos - depois das 7... um choro agudo...com volume no máximo despertou-me...Esperei. Orei, pedi a Deus, "vá, volta a dormir...", mas não... Fui lá e sabia que quando me pusesse os olhos em cima, então é que era o desastre total, da minha noite, já por si desastrosa. Escalou-me até me alcançar o colo. Agarrou-me o pescoço para se certificar que não fugiria. E começou a enroscar os dedinhos no meu cabelo...Meia hora depois...adormeceu.
Regressei, enfim, à cama. Para dormir mais duas horas. Custou tanto acordar. Mas aqui estou.
Abre a pestana!
Regressei, enfim, à cama. Para dormir mais duas horas. Custou tanto acordar. Mas aqui estou.
Abre a pestana!
24.5.11
Aí está o grande momento!
Não foram precisas mais voltas ao redor da Oliveira do jardim. Nem sapatos especiais de corrida. Ou livros de instruções. Dois dias após completar 14 meses, ela, a benjamim, começou a andar, simbolicamente na festa de 6 anos da mana. Os mais cépticos, ainda olharam, algumas vezes. Procuraram quiçá uma sediela que a segurasse pelo colarinho, mas não...não senhor...Constancinha aprendeu finalmente a andar. E - se isso é possível - agora é que ninguém a para. Ela não só anda, já escala qualquer obstáculo que lhe apareça pela frente.
O momento é este...A prova está aqui.
O momento é este...A prova está aqui.
Em greve
Agora que já dei os dedos ao manifesto - note-se que escrevi o que não tenho muito apreço por escrever - estou oficialmente em greve. Exijo à entidade patronal uma máquina para fazer sumo de laranja e uma arca frigorífica para guardar o gelo. Um ar condicionado também e um espelho dava jeito porque com este calor - solta cabelo, prende cabelo - estamos sempre à espera de virar urso panda...tipo máscara a escorrer pelos olhos e rosto manchado pela base e pelo suor...E porque não um espaço make up para retoques (nunca se sabe quando o...Portas (dasss) vai aparecer)... Um melão fresquinho e uma caixinha de magnum double de caramelo (my favourite). Assim nas pausas (que não tenho) um massagista para nos alongar os membros inferiores porque passamos muitas horas sentadas. Telemóvel, netbook, ipad, viatura e depósito atestado. Quiçá um contrato com alguma marca para nos calçar e vestir...
mas, por enquanto, suspendo a greve por um "cantinho" como este
mas, por enquanto, suspendo a greve por um "cantinho" como este
| eu sei, o computador já tenho |
PP, PCP e hino nacional
Nosso amigo Paulo Portas com dois "p" tal e qual o seu partido, Partido Popular, esteve em Guimarães e surpreendeu pela pontualidade. Não houve aparato. Nem caravanas. Nem opositores agredidos. Só volvos e ar de betinhos. Vi também muitos colegas cansados porque já seguiam a comitiva por terras longínquas. Vi mesmo colegas com muito mau ar e pensei "estarei eu asssim também?", mas imediatamente sosseguei porque afinal não me acabo em cigarros, nem respondo assim - tão - torto a quem quer que me aborde. E a verdade é que o meu jump-suite de ontem despertou muitas abordagens...
A seguir uma entrevista que não chegou a ser porque o tempo se fez pouco. E à tardinha, sede do PCP. Juro que não conhecia ninguém na mesa e não entendi porque a porta voz me tratava tu...sôtora faz favor porque a gente cá não andou na mesma escola e aposto que sou muito mais nova que ela. O melhor, foi a companhia da minha Kiki. Fez questão de me acompanhar. Eu ainda hesitei...tipo Kiki e PCP...não sei se combina... Mas, ela esteve lá e comportou-se que nem uma senhora. Mas eu avisei logo "não te iludas. A tua profissão está escolhida".
Finalmente, uma surpresa, à noite quando oiço "a portuguesa". Mão no peito, tom altivo e o hino de Portugal pela boca da minha Carolina. Foi lindo...
e agora vou dar os dedos ao manifesto... que é como quem diz escrever aquilo que se publica em papel e se assina.
23.5.11
O Rei claudicou e eu regressei!!!
Querido blogue se dissesse que senti a tua falta, mentiria. Se dissesse que não senti, mentiria à mesma. De quando em vez lembrei-me de ti. Afinal, tenho tanto para te contar e receei que a informação se auto-destruísse como as mensagens do inspector Gadjet.
Às vezes, detesto ter razão. Há muito que havia avisado que o Porto ia golear o Vitória. Acto consumado. E o resultado (6-2) nem deixa os vimaranenses tristes, ou frustrados porque foi tão esclarecedor que o único sentimento que nos desperta é a resignação. Fui adepta de sofá. Não apanhei sol nas bancadas do Jamor, nem me fiquei pelos grelhados dos pique-niques. Do meu sofá, e do meu gigante LCD, acompanhei a festa da taça. Vi o nosso presidente cumprimentar o Pinto da Costa e vi alguém fazer sinal ao Villas-Boas para cumprimentar o Machado. Vejam bem que durante a segunda parte do jogo até fui ao Lidl comprar pão quentinho. Ontem, Guimarães estava deserta e foi um dia acertado para compras. Até descobri uma marca italiana de cosméticos que me encantou. Coisa mai linda e mais barata. Vi cada verniz, cada blush, máscaras e o diabo a quatro que nos próximos dias me fará gastar lá uns trocos. Aqui fica o site:www.kikocosmetics.com/it/home
Depois de na quinta ter sido a secretária da minha filha, tantos foram os telefonemas a parabenizá-la, até que ela a dada altura se recusou a continuar a falar e a agradecer, no Sábado foi o dia da festa oficial. Não esteve calor, nem frio. Cães e crianças em amena cavaqueira. Muitos brinquedos, balões, winxs, bolas e bolinhas. E o melhor da festa??? Ah??? É que nem vão acreditar...É oficial (agora sim), rufem os tambores... Constancinha já anda!!!! Soltem o fogo de artifício. Não, esperem, ela detesta foguetes...parem lá com isso...bastam os confetis e que de preferência o vento os leve para o terraço da vizinha.
Minha Kiki teve muitos presentes, entre livros (sempre uma boa opção), winxs (muitas, entre canetas, a própria da boneca, maquilhagens, bolsas...), e muitas bolsas e cosméticos. Ai (suspiro) como é bom ser mulher.
E em jeito de remate, querido blogue, é provável que hoje nos voltemos a encontrar poucas vezes. Tenho a tarde preenchida entre entrevistas e candidatos. Hoje é a vez do Portas e pelos vistos na sexta almoço com o Socrates... Vida dura esta!
20.5.11
Em guerra aberta
Podia chamar este canito para me defender...
ou este jovem que pronto deve um pouco à beleza, mas quando estamos em apuros nem pensamos nessas coisas... estou indecisa...quem me dava jeito era o Bin Laden, mas o filho da mãe deixou-se caçar. Emprestava-me um dos seus homens-bomba e toma lá disto lá para o território vizinho. Isso é que era...
Como sabem, estamos em guerra e tenho me esforçado por engendrar a melhor estratégia de combate, mas os gajos da Nato estão tão ocupados atrás do Kadafi que não ligam nenhuma aos meus apelos. Vou ter de me desenrascar sozinha. De modo que o mais certo é contratar um grafiteiro e dar cabo do muro de Berlim... Ou então uns comunas e deitá-lo mesmo abaixo. Que me dizem??? Algum ex combatente por aí?
Respira
Odeio gente mal educada. Cobarde. Que não tenha coragem de te olhar nos olhos. Que não se justifique e se limite a um abanar de cabeça. Odeio falta de cavalheirismo também. Odeio. Odeio. Odeio
*mas cá calharás (já dizia um amigo) ou há mais marés que marinheiros (já dizia a minha avó).
*mas cá calharás (já dizia um amigo) ou há mais marés que marinheiros (já dizia a minha avó).
Good morning Friday
Ao pequeno almoço: futebol.
Entre a meia de leite e o pão: futebol e mais um cadito de futebol. E o mais insólito é que não se falava do Vitória e do Porto e da final de Domingo. Falava-se do...Cano. E dessa grande competição que é o futebol popular. E os fiscais de linha que pedem dicas ao público que quando não gostam de ser interrompidos os brindam com umas "biscas" daquelas bem verdes para os uniformes negros.
Maridão e mister discutiam acerca de golos falhados e jogadores com excesso de peso...
Ah??? Isto é demais para mim que estou armada em Claudia Jacques na organização da festa da minha Kiki. E as ideias surgem-me tão depressa como a Constança foge para a casa de banho para brincar com a água da sanita.
Futebóis à parte, o mais curioso da manhã - ainda antes de me dedicar ao trabalho a sério (tipo aquele que se publica e se assina) foi quando o polícia municipal mandava o meu homem parar o carro e ele seguia, na direcção do polícia. Eu a arregalar-lhe os olhos e de boca aberta; o polícia já de apito nos lábios e ele nada, mantém a marcha...até que lhe grito, "pára!!! Não vês o polícia???". Enfim parou, a centímetros de o atropelar.
Juro por Deus que às vezes penso que o homem tem qualquer distúrbio que eu ainda não descortinei.
19.5.11
Parabéns bailarina
Sempre pensei que não lhe teria o amor que sinto pela Carolina. Muitas vezes, enquanto a carregava dentro de mim, envergonhava-me, dessa certeza que me aparecia intocável. E não é por ela ter aqueles olhos onde cabe o mundo. Ou o sorriso das mil andorinhas que voam em bando. Não é por nada disso.Ou é por isso tudo. Com ela entendi isto de ser mãe. E o que me diziam do nosso coração ser uma espécie de duplex. Com quartos e divisões que nunca mais acabam. Mas não é a ela que hoje escrevo. É a ti. Que juntas as silabas e às vezes já és feliz na leitura. A ti que guardas na cabeça os números e fazes contas como eu nunca fiz com a tua idade. A ti que fazes perguntas difíceis. Que falas com as mãos. Em frente ao espelho ou ao que calha. Que adoras papeis. Canetas. Marcadores e lápis de cera. Que moldas a plasticina com a arte (e imaginação de criança). E vês figuras onde eu vejo nuvens. A ti que cedes à minha vaidade e deixas que te enfeite. A ti que insistes em vestir calças porque não gostas de que te espreitem por baixo de saias ou vestidos (ai os meninos). A ti que te moves como uma borboleta de asas grandes e coloridas. Que não se deixa apanhar. E voa ao som da musica. A ti, minha bailarina. Que manténs a postura e a elegância. Mesmo quando a sopa te pinga na roupa. E que de vez em quando (muito de vez em quando) me surpreendes e vestes-te sozinha. E Penteias-te e ainda chegas um blush no rosto para não me queixar que estás tão branca. A ti que ris (e choras) genuinamente. A ti que – como eu – não és de partilhas. Nem de segredos. A ti que és de ansiedades. De presentes. Mas, que detestas surpresas. A ti que dormes em conchinha e com as mãos a amparar o rosto. A ti que – como eu – não gostas de elevadores. Nem de te fechar em casas de banho. A ti que és minha. E tens o meu cheiro. O meu jeito. E hoje estás tu de parabéns (mas eu também porque te tive).
18.5.11
Médicos, enfermeiros e hospitais
Tive a sorte de passar poucas vezes pelos corredores do hospital de Guimarães. Entre um ou outro nascimento e uma morte. Tive o azar de conhecer as realidades hospitalares sempre com patologias incuráveis. Com os meus, com doenças sem sobrevida. Não deram esperança. Não me permitiram quase a rezar por um milagre. Passei naqueles corredores e cheguei a sair de saco negro na mão...como se levasse uma vida que se foi. Estive (ainda estou) desacreditada na medicina. Mas hoje, passei a manhã no Centro Hospitalar do Alto Ave, vulgo Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães. Entre conversa e visitas. Claro que vi gente doente. Mas feliz. Cujos olhos não mentiam. Assisti às quimios, entre revistas, tertúlias e almoços. Mas vi também quartos escuros de portas fechadas. De quem quer recolhimento. E chega a sentir vergonha da doença. Conversei com profissionais empenhados. Eficientes. Essencialmente humanos.
Esta manhã, comecei a mudar a visão (injusta, eu sei) que tinha da medicina.
* estas três horas em universo hospitalar devem-se a uma reportagem que estou a preparar (imperdível) para a próxima edição.
17.5.11
Cupcakes and flowers
Estávamos todos aqui "sogaditos" a trabalhar... que é como quem diz, cada um a alimentar as suas galinhas no farmville, ou no chat do face a dizer quanto ama a alma gémea ou então a riscar no calendário os dias que faltam para Domingo ver o Vitória no Jamor (que medo!!!), quando nos irrompem redação dentro. Flores numa mão, caixa de cupcakes na outra. Qual Carrie Bradshaw que bem que me soube o meu bolito.
A flor pousei-a no meio da "tralha". Já sabem não sou muito disso, mas vai ficar bem chegar a casa com ela na mão e lançar a suspeita "ah e tal, não sei, um admirador deixou-a, não se identificou"...
A verdade é que este miminho veio do GuimarãesShopping que faz 16 anos e em vez de receber, ofereceu.
Nós agradecemos e já agora voltem mais vezes...
Hero makes dreams come true
Já a conhecia. Quantas vezes nos cruzamos no colégio entre chegadas e partidas das nossas "piquenas". Não sei se ela sabe, mas até já tive o gosto de conhecer (e entrevistar) o seu pai, o Dr. da Várzea aquando da publicação de um dos seus livros. Contou-me das suas viagens. E encantou-me como normalmente me encantam todos os "velhos".
Adiante... ela chama-se Eduarda e é professora de português (embora eu - sabe-se lá porquê - achasse que era médica). A Eduarda tem, talvez, a profissão que eu teria se não fosse jornalista. Cresci muito próxima das palavras. E das notícias. E uma das minhas brincadeiras favoritas era puxar a mesa de centro da sala para perto do sofá e fingir que apresentava o telejornal.
Os portugueses...não, os portugueses não. Vou reformular...as pessoas tendem a gostar do que é complexo e caro e esquecem que na maioria das vezes as coisas simples resultam muito melhor. Foi num momento assim, de pura e simples inspiração que Eduarda ensinou a ler crianças de 12 e 13 anos. Como? Limitou-se a ler-lhes. Uma e outra história, no final de cada aula. Imprimiu-lhes os contos e permitiu que os levassem para casa e assim como quem não quer a coisa pediu que lessem os contos aos pais que foram convidados a comentar a iniciativa. Quase sem se dar conta instituiu a leitura como uma regra. Básica e essencial.
Criou uma oficina de leitura e no seu carro leva as crianças a lerem para outra crianças. E foi tudo tão simples. Sem mentes brilhantes. Sem orçamentos.
Eduarda sabe do que fala quando fala dos livros. Assim como eu brincava às notícias não tenho dúvidas que esta professora cresceu ao ritmo de cada livro que leu. E o melhor de tudo é que partilhou com os seus alunos o melhor que lhes podia dar. Enquanto mãe (cuja cria está a escassos meses de começar o ensino) não podia deixar de partilhar esta história real (e simples) que me deixa um pouco mais confiante e segura no ensino público português. Porque afinal ainda há profissionais que vestem a camisola.
para saber mais em:
Que se lixe a chuva...
Dois velórios em menos de quatro meses é muito para mim. Mulheres vestidas de preto. Filhos com t'shirt's escuras. E olhos tristes. Cujo olhar não vai voltar a ser o mesmo. Abraços. Palavras ditas ao ouvido. Que tu não ouves. Não ligas. Queres lá saber o que te dizem quando choras uma perda.
Mais um amigo perdeu o pai. E eu tive de lá ir mostrar-lhe a minha presença porque mais não posso fazer. Resultado: uma noite muito mal dormida. E sonhos estranhos à mistura.
Ok. Ok. Vamos lá esquecer isso e concentrar-nos na vida e neste ensinamento oriental "os deuses invejam-nos pela nossa mortalidade".
Depois de amanhã a minha Carolina faz seis anos. E é tempo de celebrar a vida. E fazer lista de tarefas. Assim de repente incumbi o Nelson de tantas que não me parece que vá ser capaz de cumprir tudo (vamos ver se me surpreende).
Gente da minha terra chove em Guimarães. E hoje não estando de perna de fora, estou de sandálias. No problem...desde que não tenha frio.
Pequeno almoço: duas conferências de imprensa com o intervalo de uma hora entre as duas.
16.5.11
Ao ritmo da economia
De manhã, ao pequeno almoço, em cima da mesa estavam, duas meias de leite, dois pães com manteiga, um croissant com fiambre, um sumo e uma pastilha sem açúcar. De repente dou com a Carolina a falar com os seus botões, "1,2,3...". "Então filha estás a pensar em quê?" "Estou aqui a fazer contas e não te vão chegar 5 euros para pagar isto".
Total: 4.25.
A manhã continuou ao ritmo da economia com a visita de sua excelência o ministro Vieira da Silva a quem cabe a pasta da...economia. Eu, o governante e outros que tais (da minha espécie) a contemplar madeiras numa empresa da região que - vejam bem - o Governo descobriu que vendia saúde e ajudava na recuperação financeira de Portugal. Assim, a um mês das eleições até parece campanha, não é?! Claro que foi mera coincidência.
14.5.11
Gabriela Canavilhas desculpa lá, mas fiquei sem pilha
Está um estranho silêncio nesta casa. Faltam cá as baixinhas (salvo seja). Chega a ser aterrador. Mas - reconheço - sabe bem. Há quanto tempo não me estendia no sofá? Até posso fechar os olhos sem correr o risco de alguém se esbarrar numa esquina.
Nestes dias, muita coisa aconteceu. Arranquei um dente com uma pinça à Kiki que por sua vez deixou de temer a Becas e passou a recear mais os caninos afiados da mana que por seu turno acrescenta vocábulos quase tão depressa como a Maria come estrelitas. Ah??? Andar??? Estamos quase. Já faltou mais. Passei pela vizinha e não precisei tomar xanax (menos mal). Anda um passarinho no meu jardim que não sabe voar, mas perdemos-lhe o rasto. Ainda não consegui insuflável para a festa de sábado. E de tarde pouco faltou para ir para a rua apanhar joaninhas tal o degredo da programação televisiva. E agora estou aqui, estatelada, quando devia estar no Paço dos Duques, de lanterna na mão, a acompanhar a visita com a ministra da cultura.
Nestes dias, muita coisa aconteceu. Arranquei um dente com uma pinça à Kiki que por sua vez deixou de temer a Becas e passou a recear mais os caninos afiados da mana que por seu turno acrescenta vocábulos quase tão depressa como a Maria come estrelitas. Ah??? Andar??? Estamos quase. Já faltou mais. Passei pela vizinha e não precisei tomar xanax (menos mal). Anda um passarinho no meu jardim que não sabe voar, mas perdemos-lhe o rasto. Ainda não consegui insuflável para a festa de sábado. E de tarde pouco faltou para ir para a rua apanhar joaninhas tal o degredo da programação televisiva. E agora estou aqui, estatelada, quando devia estar no Paço dos Duques, de lanterna na mão, a acompanhar a visita com a ministra da cultura.
12.5.11
Louca por Kitty's
Não anda, não senhora. Mas pouco falta. Gatinha. Senta. Cai. Levanta. Vira de barriga. Rasteja para baixo de móveis. Come...de colher na sua mão direita. E agora até já ajuda a pôr a fralda. Ora, levanta as perninhas; ora limpa com a toalhita. Mas, o mais surpreendente é o que fala...como fala. Já lhe perdi a conta aos vocábulos Tenho para mim que sabe dizer tudo e a sério que não é delírio de mãe babada. Ela já dizia "olá". Ok. Depois disse "pápa"; "vó"; "dá-me"; "nanananão"; "mamã"; "tio" and so on. Mas de repente - e juro que ninguém lhe ensinou - viu uma gata sem boca, de laço na testa e disse "kitty". Ah??? Disseste mesmo isso??? Sim. Disse. E repetiu. E vai daí qualquer gata ou animal que se assemelhe é "Kitty".
Fashion victim
Missão Cumprida. Ontem os convites da minha piquena maior estavam na minha mão. E a seguir não mais saíram da mão dela. Esta manhã correu para a educadora para os entregar. Esta é a imagem. Digam que não estão uma ternura as minhas crias. Eu adorei. Um agradecimento ao grande designer Pedro Lobo. E porque estamos numa de agradecimentos e enquanto ainda tenho tempo, outro obrigada à colega aqui de um órgão da concorrência que me cedeu o seu girassol anão. Como eu previa a minha Kiki adorou ter mais uma florzinha para cuidar. Já o semeamos. Resta esperar que cresça.
11.5.11
Em hibernação
Falhei uma missão. Ainda não tenho os convites da Kiki na mão. O colega que está a tratar disso é muito bom rapaz, mas péssimo com prazos. E hoje de manhã não lhe consegui as sementinhas do girassol com as instruções e tudo para o plantarmos e ele crescer (e até já mexi os cordelinhos junto do vereador). Mas não desisti.
Está uma quarta feira quente e pachorrenta. Não me apetece escrever. Não me apetece estar sentada. E pensando bem, não me ocorre nada que me apeteça. Talvez ir buscar a minha Kiki que hoje ficou com cara de gatas das botas no colégio. Eu acho que é a ansiedade pelo aniversário, até estou a preocupar. Ela conta os dias. Ela fala disso antes de abrir os olhos de manhã e ontem eu disse-lhe, "para a semana a minha bebé vai fazer aninhos se Deus quiser" e ela contrapôs imediatamente, "e se Deus não quiser também. Nem sei porque se diz isso". Até fiquei assim - como dizer - angustiada, mas disse-lhe que tinha toda a razão e prometi-lhe a melhor festa de sempre.
*vou dar um suspiro e já venho
10.5.11
Contas, crianças, bolos e batatas fritas
Estou dedicada à matemática. Faço contas e mais contas. Somo. Subtraio. Tudo porque já estou a organizar (mentalmente, para já) o aniversário da minha "piquena maior" que no próximo dia 19 de Maio faz 6 anos. Conto crianças e de repente, ocorrem-me assim umas 40. Por isso este ano, excluí adultos. Pareceu-me que a convivência sã era impossível, como tal, é mais recomendável ser tudo da mesma espécie; falar tudo a mesma língua; beber tudo sumo de laranja e só pedir batatas fritas.
Continuo a fazer pressão pelos convites, mas hoje vou tê-los na mão (garanto). E são a coisa mai linda (depois mostro). O bolo? Ora bem. Eu não queria uma winxs, mas a piquena faz questão. Ontem tentei persuadí-la. Em vão. Mantém-se fiel à boneca. Presente? Parece-me que 40 - assim de repente - já são suficientes. Vou-me dedicar a tornar a festa apenas inesquecível.
Porque vale a pena ser jornalista
Há pouco estive na loja de um colega que além de me dizer que não pareço portuguesa falou mal dos jornalistas. Perguntei-lhe se deveria entender a primeira observação como um elogio ou uma critica. Ele respondeu-me um elogio. Então tive de lhe perguntar o que têm de errado as mulheres portuguesas onde me incluo. A conversa não se prolongou muito mais. E as "farpas" aos jornalistas foram atiradas aos colegas do desporto.
Mas, sim há uma tendência para dizer mal dos jornalistas. Desconfiar dos jornalistas. Negar o que dizem os jornalistas. Olhar de lado os jornslistas, sempre com um pé atrás não vá sacarmos do gravador a qualquer momento. Tipo, a meio do pequeno almoço; a atravessar a estrada; no cabeleireiro...
A minha vida de jornalista (só por acaso comemoro este ano uma década de carreira) tem sido vasta (não me ocorreu adjectivo melhor). Noto a minha evolução. Desde o medo (e a vergonha) de perguntar até ao descaramento de perguntar tudo (e tudo é mesmo tudo... o mais disparatado se preciso for porque um dia, uma colega bem mais velha me disse que o segredo está aí, em não ter medo de perguntar) e interromper os "fala baratos". Desde as conferencias de imprensa que às vezes não demoravam mais de 5 minutos, às bandas de garagem, às reuniões de câmara até às grandes histórias do presente. Eu sou dessas jornalistas. Das do terreno. Das que cheiram e desfalecem e pedem copos de água com açúcar. Daquelas que – se não fossem um cubo de gelo – choram com os entrevistados. E sentem. E se colocam naquela casa no momento da derrocada. E tenho tido o prazer de conhecer (e contar) tantas histórias. Uma das últimas não posso deixar de partilhar. Fui a uma casa – pobre com migalhas espalhadas pelo chão e um odor que ainda era de morte – acabada de enlutar porque um dos membros (o pai) se tinha atirado de uma ponte. Deixou mulher (operária) e um filho menor com um problema de saúde que dá pelo nome de nanismo diastrófico. Trocando por miúdos, é uma criança muito limitada, mas que dadas as suas limitações é até muito desenrascado. Para terem uma idéia, tem 15 anos e mede 1.20m. A casa onde vivem é do banco. E o banco reclama de um empréstimo que não é pago há meio ano.
Dois dias depois da reportagem ser publicada recebi o telefonema de um anônimo (e agora o meu director diria que ninguém é anônimo) que quer ajudar esta família. E o melhor é que não se ficou pelas intenções e neste momento sei que já abriu uma conta no nome do miúdo onde todos os meses depositará uma quantia de dinheiro. E fez mais, pôs a advogada da sua empresa a tratar do empréstimo bancário. E eu...rejubilei por chegar às pessoas desta forma. Por lhes tocar e contribuir para a partilha. E por isso é tão bom ser o que sou...
9.5.11
Segundas feiras
À segunda feira resisto ao despertador. Quem me liga a esta hora?. Pergunto. E depois aquele cheirinho da minha Kiki que faz conchinha em mim...ai... é uma violência sair da cama. E a tortura continua quando me olho ao espelho.
Ontem à noite deliciei-me com o Perdidos na Tribo. Fartei de rir com aquela figura do Castelo Branco que até os nativos confundiu no que respeita ao género.
Ouvi dizer que vem mais calor e eu digo venha ele. E com ele os vestidos e as sandálias sem pés molhados e garganta arranhada e mucosas congestionadas no nariz. E pernocas larocas à mostra. É o que se quer... isso e muito tempo de antena para nos esclarecer em quem votar daqui a um mês.
confidência: o meu Sócrates traiu-me. Estou muito tristinha com ele.
8.5.11
Lembrem-me de colocar a escova de dentes onde Constança não lhe chegue
O impensável aconteceu. A minha escova de dentes desapareceu pela segunda vez. E tive de os lavar com uma escova de criança que a Carolina não usa. E desaparece porquê? Perguntam vocês. Porque desde que Constança gatinha e se apaixonou por Kitty's (chama kitty a todo o animal) dedicou-se a roubar-me a escova cuja protecção é uma kitty. Respondo eu. E depois saber onde a enfia é praticamente impossível. Vale-me que tenho outra da mesma espécie a quem ofereço 5 euros se me encontrar a escova. Da primeira vez conseguiu. Agora está mais difícil. Constancinha dificultou a coisa.
7.5.11
Uma noite a dois (com mais 2 na cabeça)
Resolvi contribuir para a economia na noite que o Cavaco falou ao país e apelou à contenção. À poupança dos portugueses. O pior foi que só deixei os euros em cadeias espanholas.
Jantei na Póvoa, à beira mar. Senti a maresia. E a chuva molhou-me os pés descobertos nas sandálias. Só eu e meu homem (mas tive sempre aquela sensação que se tem ao sair de casa e que nos esquecemos de algo). Estranhei o silêncio. O diálogo. Os meus olhos nos dele. Sem estarem perdidos numas quantas mesas ao lado à procura da Kiki ou na boca da Constança. Só liguei uma vez e a minha mãe nem atendeu. E eu não paniquei. Passeamos de mão dada. Comprámos (sempre mais para elas. Sempre elas. Depois nós). E resisti a algumas coisas que qual espinha de peixe na garganta ainda estão atravessadas. E regressamos. Numa noite preenchida entre nuvens e estrelas. Deitámo-nos sem fraldas para mudar, nem leites para fazer. Só nos deitamos. Eu e ele. Depois de as ver bem embaladas pelo sono tranquilo. E de lhes beijar a face.
Jantei na Póvoa, à beira mar. Senti a maresia. E a chuva molhou-me os pés descobertos nas sandálias. Só eu e meu homem (mas tive sempre aquela sensação que se tem ao sair de casa e que nos esquecemos de algo). Estranhei o silêncio. O diálogo. Os meus olhos nos dele. Sem estarem perdidos numas quantas mesas ao lado à procura da Kiki ou na boca da Constança. Só liguei uma vez e a minha mãe nem atendeu. E eu não paniquei. Passeamos de mão dada. Comprámos (sempre mais para elas. Sempre elas. Depois nós). E resisti a algumas coisas que qual espinha de peixe na garganta ainda estão atravessadas. E regressamos. Numa noite preenchida entre nuvens e estrelas. Deitámo-nos sem fraldas para mudar, nem leites para fazer. Só nos deitamos. Eu e ele. Depois de as ver bem embaladas pelo sono tranquilo. E de lhes beijar a face.
6.5.11
Roda viva de ministros
Acabo de chegar à redação. São quase 16.30 horas. Os olhos já tendem a teimar. A ceder à força da gravidade. Andei para trás...e para a frente, entre corredores sem saída, atrás da ministra da saúde. E quando estamos a 1 mês das eleições esta roda viva de ministros e assessores começa a deixar-me, no mínimo agastada. E quanto mais mails leio, o adjectivo piora. Ministro do ambiente em Riba de Ave. Ministro da Justiça, em Braga... Mas quê? De repente é só obra feita. So inauguração?? Florzinhas na mão e lápides para a prosperidade?? E agora com o dinheirinho do FMI é que vai ser festança.
E como eu sei que gostam de histórias sobre os assessores, esta da ministra Ana Jorge - cara colega que entregou a carteira profissional para assessorar a governante - de seu nome Claudia Borges, diz-se, que ganha 7 mil euros por mês... Agora, isto sim, é uma assessora. Morena, chinelo no dedo, mala de praia e garra de leoa. Ai de ti se te dirigisses à ministra sem falar com ela primeira. E três perguntas depois agarra-te, ao jeito de rugby e de uma assentada escorraça tudo que é jornalista e repórter de imagem. Ok, 7 mil euros é muito, mas 6900 esta merece...
reflexões, viagens, alternativas e compras, sempre compras...
Há uns anos (uns bons anos), fiz com os meus pais uma viagem fantástica. Nós (apenas os três) e uns tios. Éramos cinco pessoas e dois carros. Percorremos Portugal; Espanha e França, do norte ao sul. Visitamos o Mónaco e passamos a fronteira para Itália. Conhecemos cidades fantásticas. Sempre de carro. O meu pai de mapa na mão, muitas estradas e quilómetros fora. Lembro-me de passar no país Basco de madrugada e achar aquilo tenebroso (uma espécie de Iraque), mas apaixonei-me pelo sul de França. Conheci cidadezinhas que não sabia que existiam. Daquelas dignas dos filmes franceses. Vi túmulos de soldados que lutaram pelos Aliados na 2ª guerra. Subi ao Mont Blanc e passei de 30 graus para 10 negativos. Até estive numa festa popular francesa e fartei-me de comer e beber aqueles sumos que parecem desodorizantes (que se misturam com água) e aqueles queijos e compotas. Mas o mais curioso é que em casa de portugueses emigrados comemos um pica no chão (ou um era um parente qualquer).
Hoje estou com ideias estranhas (charamar-lhe-ia, felizes). Apetece-me fazer algo do género. Sem GPS. De mapa. Quiçá pelo ar. Mas quero sair. Acordar com a minha almofada, mas noutra cama. Experimentar outro pequeno almoço. E (como diz a minha Kiki) explorar...
Pois não sei se vai dar. Por isso, por hoje, vou-me desforrar em compras. É ponto assente.
Hoje estou com ideias estranhas (charamar-lhe-ia, felizes). Apetece-me fazer algo do género. Sem GPS. De mapa. Quiçá pelo ar. Mas quero sair. Acordar com a minha almofada, mas noutra cama. Experimentar outro pequeno almoço. E (como diz a minha Kiki) explorar...
Pois não sei se vai dar. Por isso, por hoje, vou-me desforrar em compras. É ponto assente.
5.5.11
Respiração abdominal
Recomendação: evitar vizinhos que se fecham em cavernas e hibernam. São uma espécie cada vez mais comum. De vez em quando no Verão dão um ar da sua graça, mas lembrem-se, são sempre de evitar.
Corações
Filho de peixe...sabe nadar
Eu digo: "nunca (e nunca é mesmo nunca) deixo para amanhã o que posso fazer hoje". E isso vale-me, muitas vezes adjectivos como "eficiente" (vulgo despachada) ou ansiosa vulgo "tens a mania que tens de ter tudo para ontem". O meu argumento é o seguinte: "não sou presunçosa ao ponto de deixar para amanhã o que quer que seja porque nada me garante que amanhã ainda aqui estarei" (é bom ou não é?!).
O meu marido é exactamente ao contrário. Compramos um móvel, daqueles que para montar é tipo surpresa do ovo kinder e ele diz "calma, se não o montar hoje, monto no próximo Natal".
A minha Carolina é o chamado "study case" (algum cientista interessado?). Tipo, "mãe quero uma winx". Para quem não sabe, quela imitação de barbie com umas asas nas costas do tamanho de um barriguita que custa a módica quantia de 45 euros!!!! Ok, o teu aniversário está próximo. "Não entendeste, quero uma winx hoje, agora". Neste caso é a genética materna que se impõe.
Agora vejamos este exemplo: Carolina hoje é finalmente o dia que vais dormir sozinha na tua cama. "Não mãe, é amanhã, combinamos que era amanhã". Carolina, mas combinamos isso ontem, tipo é hoje, estás a perceber?. "Não mãe, o dia é amanhã. Amanhã começo a dormir sozinha na minha cama. Amanhã vou comer sentadinha à mesa e tudo pela minha mão, amanhã vou para o colégio sem reclamar. Mas tudo isto só amanhã. Combinado é combinado, mãe".
E eu sei que amanhã a conversa será a mesma. Lá está, os genes do pai.
4.5.11
o dia em que a Agatha se encantou por mim
Um dia antes os caros colegas correram atrás dela, mas ambas sabíamos que no dia seguinte o exclusivo era meu (temos pena). E à hora marcada ela já estava à minha espera. Confesso que nem me preocupei muito em escolher a indumentária. E se lhes disser que vesti a primeira coisa que me veio à cabeça nesta manhã estou a ser o mais verdadeira possível. Mas fui feliz na escolha. Esta modesta gabardine que vêm na imagem, assinado pelo querido Valentino, apaixonou a espanhola que não se cansou de a gabar. Convenhamos que não é nada o género dela, mas que a Agatha, de apelido Ruiz de la Prada, tem olho para a coisa, lá isso tem. Em vez de ser eu a fazer as perguntas ela disparou logo, "de quem é o casaco que tens vestido". "É do seu concorrente, Valentino". "Pois logo vi", disse-me ela. E estávamos nós a dissertar pelo fascinante mundo da moda quando me dei conta que tinha de trabalhar.
"E vires comigo para Madrid, ah que te parece? Já disse aqui à Lolita que ou emagrece ou vai à vida, trabalhar quiçá para a H&M". Pois é Agatha, eu até ia, sabes, me encanta o teu país, o salero, o tango, Madrid e especialmente Barcelona, mas se me despedir, o meu director ainda me cobra uma indemnização e isto da crise toca a todos. E depois lá se vão as "griffes" e as gabardines de dois salários mínimos.
"E vires comigo para Madrid, ah que te parece? Já disse aqui à Lolita que ou emagrece ou vai à vida, trabalhar quiçá para a H&M". Pois é Agatha, eu até ia, sabes, me encanta o teu país, o salero, o tango, Madrid e especialmente Barcelona, mas se me despedir, o meu director ainda me cobra uma indemnização e isto da crise toca a todos. E depois lá se vão as "griffes" e as gabardines de dois salários mínimos.
Entrevista
Estou em contagem decrescente para uma grande entrevista (em tamanho e em conteúdo...por ser com quem é...?). É um grande exclusivo também (embrulhem concorrência).
Inveja, muita inveja...
3.5.11
Esta é só para ela...para a minha mãe
Não escolhemos ficar apenas as duas. Preferi nao chorar contigo. E a última coisa que queria era ver-te exorcizar essa dor. Não escolhemos ficar assim. Mas assim estamos (e espero que continuemos).
Sei o quão desejada fui. E como ficavas bem de barriga quando ainda te sentias mulher. Lembro-me de te ver numa foto num vestido rosa pré-mamã e de me imaginar ali dentro. Escolheste-me o melhor dos pais. E agradeço-te porque até para amar é preciso saber. E eu fui a mais amada das crianças (perdoem-me a presunção). Tive tudo. E tive amor. Tive proteção. E senti-me sempre uma pequena borboleta que ia crescendo dentro do seu casulo. A quem as asas custavam a desabrochar...
Nem sempre gostava das roupas que escolhias para eu vestir. Principalmente quando me enfeitavas para as festas e me obrigavas a usar veludos (como odeio veludos). Ir ao cabeleireiro também não era dos meus hobbies favoritos. Mas insistias. E cortavas-me o cabelo. Queixavas-te que era "archudo" . Lavavas-me a cara com a água do arroz depois de o cozer. Não me querias de sardas. Não me querias de tantas maneiras. Mas é assim que sou. É assim que me tens. Imperfeita. Impulsiva. Refilona. O meu pensamento é mais lento que a minha raiva. E ela fala quando deveria estar em silêncio. Muitas vezes arrepende-se e cora de vergonha.
Eu sou tudo o que tu quiseres. Ou antes, o que não queres que seja. Mas sou tua. Fizeste-me assim. Saí do casulo. As asas agigantaram-se e hoje acolhem duas pequenas lagartas que também vão crescer. Vivo numa armadura que me deixa imune a mais perdas.
Preciso de ti. E preciso de tudo que tens para me dar. Preciso que me fales do tempo. Que me digas que estou bonita e que te orgulhas. De mim. Delas. Que confias. Que não querias outra no meu lugar.
Nunca vais ler o que hoje te digo. Mas digo à mesma. Eu não te trocaria. Mesmo que torças o nariz de cada vez que te pergunto se estou bem. Mesmo que nunca me digas palavras de incentivo e de estímulo (e não me chames filha) e quase sempre me cobres das coisas em que não sou boa. Estou-me nas tintas. Mesmo que continues a não fritar as batatas à minha maneira. E que continues a deitar - quase - mais sunquick do que água. E a usar pouco sal. Mesmo que prefiras outra manteiga que não a mimosa. Que uses as minhas jóias que te provocam alergia e depois as esqueças numa bolsa qualquer. Mesmo que não seja o que tu sonhaste que seria. Sou assim. … é o que se arranja.
Mas, gosto de ti.
Parabéns mãe
2.5.11
Com os bebés mil olhos não chegam
O dia tinha tudo para começar mal (7 da manhã; duas crianças - uma em cada cama; a acordarem em simultâneo e a gritarem por mim...), mas até que - para minha surpresa - começou bem. E estava a correr bem. Pelo menos após convencer a Carolina a ir para o colégio (hoje teve um daqueles rompantes em que me disse que não ia lá aprender nada). Mas, enfim, muitos brinquedos espalhados pelo chão do quarto; porta fechada (porque isto de bebé virar gato tem a sua piada, mas não é lá muito seguro numa casa com três pisos) até que a primogénita se lembrou, "porque não colocar uma máscara e fazer uma representação teatral para o benjamim?". Benjamim, esse que continuava sentada no chão, onde o risco de doi-doi é mínimo. Mas, Kiki pensou que não estaria bem instalada
ali no chão e decidiu colocá-la na zona vip para assistir à peça mais acomodada em cima da cama da mãe (a tal cama nova, digna de revistas de decoração e alta como tudo)... Imaginam o que aconteceu? Mergulho, claro está. Entre uma alisadela de cabelo, oiço "cachapum" e a seguir um choro abafado.
E assim se foi a boa disposição matinal do meu benjamim e a minha também que já liguei para a saúde 24 e para os tios umas 125578452121212 vezes...
1.5.11
Às mães
Era tão pequena a mão que nem o seu dedo mendinho conseguia agarrar. Pesava quinhentas gramas e respirava sem ajuda do ventilador.
O coração de sua mãe quase não batia com receio de que ele sufocasse sob o peso do seu amor.
A todas as mães. às boas mães. àquelas que o são e voltam a ser. ou às que ainda não o foram. às que são mãe e pais (e são tantas). às que estão sós. às que choram sem ombro que as acolha. às que os perderam.
a todas as boas mães e boas avós como eu tive a sorte de ter.
O coração de sua mãe quase não batia com receio de que ele sufocasse sob o peso do seu amor.
A todas as mães. às boas mães. àquelas que o são e voltam a ser. ou às que ainda não o foram. às que são mãe e pais (e são tantas). às que estão sós. às que choram sem ombro que as acolha. às que os perderam.
a todas as boas mães e boas avós como eu tive a sorte de ter.
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