7.5.11

Uma noite a dois (com mais 2 na cabeça)

Resolvi contribuir para a economia na noite que o Cavaco falou ao país e apelou à contenção. À poupança dos portugueses. O pior foi que só deixei os euros em cadeias espanholas.
Jantei na Póvoa, à beira mar. Senti a maresia. E a chuva molhou-me os pés descobertos nas sandálias. Só eu e meu homem (mas tive sempre aquela sensação que se tem ao sair de casa e que nos esquecemos de algo). Estranhei o silêncio. O diálogo. Os meus olhos nos dele. Sem estarem perdidos numas quantas mesas ao lado à procura da Kiki ou na boca da Constança. Só liguei uma vez e a minha mãe nem atendeu. E eu não paniquei. Passeamos de mão dada. Comprámos (sempre mais para elas. Sempre elas. Depois nós). E resisti a algumas coisas que qual espinha de peixe na garganta ainda estão atravessadas. E regressamos. Numa noite preenchida entre nuvens e estrelas. Deitámo-nos sem fraldas para mudar, nem leites para fazer. Só nos deitamos. Eu e ele. Depois de as ver bem embaladas pelo sono tranquilo. E de lhes beijar a face.

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