29.11.11

O Pinheiro merece um post

Não sei fazer rojões, embora tenha terminado com bom aproveitamento um curso de culinária. Pedi à minha mãe que os fizesse e as papas vou buscar ao take away. Hoje é dia de Pinheiro e apesar da tradição ter mudado vamos tentar manter o menú.
Já foram Pinheiros em que carreguei a caixa e a barriga de grávida. Outros em que bebi e fumei (eu que não fumo nem bebo) como se não houvesse amanhã. Mas havia sempre e o dia a seguir era sempre difícil. Mas, em abono da verdade se diga que nunca fui de excessos. Nem de aguentar até ao fim da festa. Escapava-me assim que vislumbrava um táxi ao fundo da rua.
Gostava, essencialmente, do jantar do Pinheiro. Com as amigas à mesa, entre copos e cantorias. Gostava de rever velhos amigos e conhecidos que se misturam no cortejo. Gente com quem há muito não falas, já nem cumprimentas, às vezes, mas naquela noite, nesta noite, voltamos a tratar-nos por tu.
Nesta minha terrinha que amo de coração a noite do Pinheiro é das mais aguardadas. E eu faço figas para que se preserve esta tradição que em tempos me fez tão feliz. Hoje nem tanto. Não sei se fui eu que envelheci, se foram os tempos que mudaram.
Ainda assim vou lá estar, com as meninas.

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