24.12.11

Continuámos cá


Ainda que ocupemos menos espaço. Eu e a pequena. Digamos que os quatro quilos que se foram, assim, enquanto o bicho se instalou no pulmão do meu bebé, eram - como o bicho - uns intrusos. Foram uns (des)onrosos vencidos porque nem sequer deram luta.
Já a minha bebé terá emagrecido também o que é lamentável porque minhas pequenas contrariam a tendência segundo a OMS e peso a mais não é com elas.
Ainda que eu não tenha nascido para parir, nasci para ser mãe. Soube-o desde que me ofereceram um careca (que no meu tempo não havia Nenucos) de vestido branco e meia dúzia de pêlos na cabeça.
Com 13 anos tinha um pano bordado pela minha querida M a dizer Carolina. Mas, nos momentos de doença (ainda que coisas simples como diz o pediatra das minhas filhas a quem qualquer dia peço em casamento. Mil desculpas à esposa. Minha querida, essas chamadas que vê no telemóvel do seu marido não são de nenhuma "amiga", mas de uma mãe desesperada), entendo aquelas, mulheres e homens, que não optão pela maternidade. Ter um filho doente, ainda que seja com uma febrícula, uma dor de dentes, diarreia (coisas pequenas, como diz o homem), atira-me ao tapete.
A Constança tem uma ligeira infecção pulmonar. Já está a fazer antibiótico e está melhor a cada dia. Vai-se o bicho, mas a tosse ainda por cá andará, quiçá semanas. A propósito, odeio o Inverno. Os collants. Os babygrows. Camisolas interiores e afins. Elas também. Resistem a chapéus e não toleram nada à volta do pescoço.  Cá em casa, é sempre Primavera com a temperatura dos 25 graus para cima. Mas, na hora de sair à rua é que elas doem.
Hoje é a ceia de Natal. E como tradicionalmente será cá em casa. A minha mãe já me pediu um xanax. Hoje, foi também o dia (in memorium 24 de Dezembro de 2011) que a minha Carolina me disse, "estive a pensar e concluí que o Pai Natal não existe. É apenas um homem fantasiado. E mais, não tenho dúvidas que a rena que vimos não passava de um veado, só com uns pés diferentes". O 1º ciclo é tramado, pá. Mas, amanhã ao desembrolhar os presentes e ao ver quão simpático o Pai Natal foi para ela, já a vejo, penitenciar-se e agradecer-lhe, a ver se mantemos a ilusão, pelo menos até à universidade.
Bom, a sapateira espera-me.

Um Natal cheio de saúde para amigos e familiares e especialmente para os anónimos que passam por aqui e para os que têm nome, mas não conheço.

1 comentário:

  1. Espero que tenha corrido tudo bem!!! Para ser preciso tomar um xnax não deviam estar a prever coisa boa....Beijinhos

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