1.12.11
See you in court
Sou persistente, poucos serão mais do que eu. Persigo objectivos, coisas, pessoas, ideias, projectos, bens...Raramente me resigno perante - vamos chamar-lhe - dificuldades. Talvez, impossibilidades. Volto atrás, se preciso for. Tomo outro caminho, porventura mais longo. E costumo lá chegar.
Sou de ódios. E paixões. De 8 ou de 80. Não sei usar meios termos. Não sei estar se não estiver por inteiro. Nunca fui metade. Nunca quis metade.
Sou radical. Impulsiva, também. E já me arrependi tantas vezes. De coisas que fiz. De coisas que disse. De coisas que comprei. De opções que tomei.
Não me arrependi de me tornar desempregada, ainda que não tenha sido propriamente uma opção. Foi uma consequência. E nem foram os salários em atraso que mais pesaram na minha decisão.
Acabada de entrar no terceiro mês sem trabalhar continuo num engarrafamento de vontades. De más vontades. Não recebi, ainda, os meus créditos - longe vai o mês de julho em que assinei o último recibo - e continuo rodeada de formalismos, de prazos. Apesar de ter resolvido o meu contrato de trabalho com justa causa motivado por salários em atraso, ainda não me foi entregue o modelo para efeitos de subsídio de desemprego.
Não sou paciente.
Sou prática. Mas tenho todo o tempo do mundo. E é por isso que decidi que não espero mais.
See you in court
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