30.8.11

!!!!!!!!!!



Não é que é Agosto e está chover?! Porque não estou admirada?? Porque é costume!!! Eu que toda a vida pensei que tinha nascido no Verão - e gabava-me disso - afinal nasci no primeiro mês de inverno.
Boring!!!!

29.8.11

Setembro cheira a novo




Proponho-me a parar de puxar os meus próprios cabelos num ritual que se fosse humanamente possível se repetiria ao longo de 24 longas horas. Toco-lhes e procuro as pontas embaraçadas que sei não existirem. É um gosto – impossível de explicar – arrancá-los e deixá-los caídos no chão. Por este vicío a minha mãe fica... de cabelos em pé. E também aqui, na redação, este "tique" já me valeu reprimendas.
Este é um dos meus objectivos de Setembro. Este, e emagrecer. As férias foram para dormir e ganhar peso.
O setembro é diferente. É melhor, do que o Janeiro, por exemplo, onde nos propõem a descabida tarefa de mudar de vida de um dia para o outro. Em setembro, pelo menos, e no meu caso, venho de um mês em tudo diferente, dos outros 11, que compõe o ano. É, portanto, mais viável a proposta de mudança. E perspectiva-se melhor  sucedida.
Em criança, ainda hoje sinto, nos dedos o prazer que tinha em abrir os novos cadernos, em pegar as novas canetas, em pôr nos ombros a mochila  que poucas vezes carreguei. Houve um início de ano escolar, quando comecei o segundo ciclo, que me apaixonei por um conjunto de material em tons azuis florido (lindo de morrer). Havia a mochila, o porta-lápis, a régua, os cadernos e o guarda chuva. Pedi ao meu pai com tamanha convicção e persistência que não teve como recusar. Quando o primeiro dia de aulas chegou não tive coragem de usar o meu material xpto. Tive medo que me gozassem. Receei começar no segundo ciclo com a mesma alcunha que me tinha acompanhado no primeiro “menina do papá”.  Quando frequantava o primeiro ano, a professora decidiu de repente fazer uma visita de estudo a um museu da cidade. Enquanto todos batiam palmas à idéia, felizes da vida por irem passear, eu chorava a um canto. Quando a professora me questionou respondi-lhe, “não estou autorizada a ir a lado nenhum sem consultar a minha mãe. Eu não posso ir sem ela saber”.
E assim se cresce, dentro de um casulo. É que já bastava ser ruiva para ser diferente. Não precisava do estojo rosa que se dividia em três e nunca usei para não ter de gastar os lápis.
A Carolina anda numa fase de contradição. Se eu quero que vista saia, ela quer calças, se eu quero calças, ela quer vestidos. Uma noite destas, nos momentos só nossos, no aconchego da cama, numa destas noites que começam a esfriar, lá estava eu a gabar-lhe a beleza e os olhos grandes, quando ela me diz, “mãe ainda não entendeste que eu não quero ser a mais bonita, nem ter as coisas mais bonitas? Eu só quero ser normal!”. Toma que é para aprenderes. 

28.8.11

Eu e ela



Estou em casa sozinha com a Constança. Já vimos o Shrek três vezes. Nas cenas de pancadaria, lá vem ela sentar-se quase em cima da minha cabeça.

26.8.11

Último dia de férias



Hoje foi oficialmente o meu último dia de férias. E passei-o onde? No CHAA. Para quem não sabe, nesse maravilhoso hospital central com selo de qualidade. Entrada: pouco depois das 12.30 horas. Saída: perto das 20. Nos entretantos, muita dor aguda, colheitas, ecos, enfermeiros da velha guarda que nunca superaram a frustração de não entrarem em medicina, meia dúzia de internamentos e o pior, uma bebé da idade da minha que decidiu engolir um alfinete.
A sério, eu também tinha uma frustração pessoal de não ter tirado medicina. Em tempos achei que seria uma belissima médica, mas hoje dei comigo a pensar, nos corredores da urgência, que não seria capaz de conviver diariamente com tanta desgraça. Caí em mim e percebi que não sou assim tão forte. Uma coisa é a quantidade de artigos que leio, ter sempre uma desconfiança sobre o diagnóstico e até sugerir o antibiótico. Outra é passear-me de mãos nos bolsos enquanto uma criança de ano e meio agoniza com um alfinete espetado na garganta.
Bom, não tenho dúvidas que os nossos médicos e enfermeiros são, na sua maioria, excelentes profissionais, têm a nossa cura nas mãos e esforçam-se por serem bem sucedidos naquilo que fazem, mas se puderem, evitem passar pelo hospital. A sério. Como? Cuidem da saúde. Mais vale prevenir que remediar.

Quanto a mim, só lá fui para acompanhar um tio querido que por lá ficou a tratar-se. Nada de grave.

25.8.11

um agosto outonal


Alguém no meu lugar estaria a escrever "ainda bem que o tempo está ao estilo londrino, assim não deixa saudades quando na segunda me enfiar no jornal". Pois, não concordo nada. O meu moreno ameaça fugir a sete pés. Funciona assim como uma espécie de telemóvel que precisa de recarregar a bateria e naturalmente que o faz com sol e mais sol e doses xxl de bronzeador. Arrisco-me a rgressar à labuta mais branca do que a deixei e isso não me agrada porque enquanto ligar o ar condicionado vai-me custar menos entender que férias só daqui a 12 meses.
A verdade é que gosto de rotinas e não me importo nada de ter de trabalhar. Também ainda não estou em modo trabalho, mas sinto-me preparada para accionar o on.
Já comprei todas as revistas possíveis que me revelaram as tendências da estação. Passei a tarde a folheá-las maravilhada e a fazer figas para amanha me sair o euromilhões. Enquanto isso, contento-me com a contemplação dos mestres e desenrasco-me na Zara. Também estou rendida à Primark. E já fiz a listinha dos must have para o outono.
Voltei à franja. Parece-me uma boa opção para o frio, mas também pela dificuldade de a deixar crescer. Cortei umas pontas e assustei-me. Confirma-se que o trauma do cabelo curto da infância se mantém. Entendem agora o grande cabelo da minha Carolina? Não ha de passar pelo que eu passei quando a minha mãe entendeu que eu tinha uma juba maior que a do Simba e decidiu cortar-me o cabelo à garçon. Às vezes sonho que fiz um corte radical no cabelo e acordo aos gritos a suar em bica.
E confirma-se...Lá fora, bate leve, levemente como quem chama por mim...será chuva? Será gente? Gente não é certamente... só a chuva bate assim...

Agosto é, de facto, o primeiro mês de inverno. A julgar pelo tempo e pela quantidade de folhas caídas no chão...

24.8.11

Pelos caminhos de Portugal


Hoje, já fartos das paredes de casa; depois de alimentarmos a peixa e as cadelas e um pouco constrangidos por a Carolina estar sempre enfiada na casa da vizinha, decidimos sair! Ganda malucos! Toca a pegar na geleira, apetrechada de iogurtes e suminhos e sair por esse Portugal fora. Decidimos ir ao Gerês! E se à ida a viagem correu muito bem, no regresso, percorrendo aquelas magnificas estradas municipais, entre curvas e contracurvas, pequena Constança vomitou uma e outra vez. Desatou a chorar. A Carolina que começou num vómito constante juntou-se-lhe num pranto insuportável porque não suportava o cheiro a vomitado.

Lição do dia: não ofereçam gelado às vossas crianças antes de as enfiarem no carro.

Em actualização



Vamos lá trocar duas de treta assim em jeito de actualização. Felizmente já não sei onde pára o termómetro. A febre foi-se. O apetite voltou, a noites de sono e as sestas bem dormidas, a tempo e horas. A rotina ocupou o seu lugar (como gosto de rotinas - digam o que disserem). Fala que dá gosto ouvi-la e acreditem que é bem melhor do que ouvir o professor ao Domingo à noite ou o Claudio Ramos nas manhãs da Júlia Pinheiro. O vocabulário dela triplicou - qual quê? - quadriplicou. Diz tudo!!!! E acreditem que não é exagero de mãe babada. A minha Constança é um prodigio da comunicação. Até canta em inglês! Outra das habilidades é comer, pela própria mão. E agora, o que considero ser o acto mais precoce, é o uso do pote! Verdade. Minha Constança já fez xixi no pote! Claro que ainda não lhe tirei a fralda - ainda não tem 18 meses - mas a danada já entende a ideia, o problema é que se esquece e normalmente pede o pote quando a fralda já está suja. A relação com a Kiki está cada vez mais divertida. Mordem-se. Apertam-se. Puxam cabelos. Às vezes jogam ao manuel tintim. Dão beijinhos. Partilham doces e bolachinhas.
A Constança está prestes a iniciar no colégio. No mesmo colégio que a Carolina frequentou - curiosamente com a mesma educadora. A Carolina está a poucos dias de começar o 1º ano. Eu, estarei provavelmente prestes a recomeçar o xanax.
As minhas férias dão as últimas. Segunda recomeço mais um ano. Valorizo mais a reentré de Setembro do que o novo ano em Janeiro.
Estávamos indecisos entre ir, ou não, de férias. O bebé é demasiado pequeno, o melhor é não arriscar...Logo se vê, se depois decidirmos marcamos e não sei quê, mas a verdade é que acabamos por não marcar nada e ficamos enfiados em casa que é como quem diz entre Guimarães e a Póvoa. Hoje a quatro dias de ir trabalhar não tenho dúvidas que foi um erro que não voltará a repetir-se. Medo de um bebé??? Eu enfiei-me num avião com a Carolina, com 2 anos, para uma viagem de oito horas.
E é isso. Agora para compensar a falta das férias a sério e considerando que esta não é a melhor altura para compras estou a pensar mudar a casa.

16.8.11

Oi? Pode soletrar, pf?


Gengivoestomatite herpética. É desta enfermidade que padece o meu benjamim. Embora estejamos já em fase de resolução, vamos nos sexto dia! E hoje ainda fez febre. Se já comia mal, agora simplesmente não come. Já compramos uma tartaruga a que chama carinhosamente "peixa", já compramos foguetes e velas de aniversário, um kit de limpeza e de electrodomésticos...já nem o grito do Shrek resulta. Constancinha está a um dia de perder peso.
Eu sinto-me a mulher mais triste do mundo. Por ela, primeiro. Por mim, a seguir. Estamos todos enfiados em casa a fazer turnos. Ela não come. E também não dorme. As gengivas sangram ao menor toque. Chorou mais em seis dias do que em 17 meses.
E perguntam vocês que raio de doença é esta? É uma herpes, respondo-vos eu. Não façam essas caras de estupefação perante os estragos que uma simples bolhinha pode causar. A primeira vez que um bebé pega este virús mete-se numa grande alhada. A lesão não se resume ao lábio, mas à boca: gengivas, língua, palato, até garganta.
Havemos de sobreviver.

12.8.11

Primeiro febrão (aos 17 meses não é mau)



O primeiro febrão em pleno verão era algo completamente inesperado. Era só o que me faltava :-(
O meu benjamim está febril, desde ontem, e suspeito do que vulgarmente se chama "febre aftosa". Foi muita areia na boca, muita água do mar e afins.
Estou triste.


a Maria também está doente

9.8.11

A morte


Estava moribundo, mas não merecia este fim. Morrer afogado, sem oxigenação no cérebro, deve doer. Resistiu enquanto pôde e não foi lá muito honroso sucumir numa piscina de criança com pouco mais de 10 centímetros de água. Eu que também vinha resistindo à troca fui a correr para a Vodafone. O iphone 4 já cá canta, mas quando olho para ele não consigo evitar não me lembrar das centenas de contactos que perdi. 10 anos de números conseguidos com esforço, confiança... Foram-se. E ao que tudo indica não deve ser possível recuperá-los. E as minhas aplicações??? Vou ter de instalar tudo outra vez. Neste momento estou sem a "galinha pintadinha" que já me fez falta para alimentar a Constança.
Estamos na praia. A aproveitar o sol sem banhos de mar. É como eu disse, vamos e vimos; vamos e vimos. Na próxima semana vislumbra-se a possibilidade de uma deslocação a Madrid...will see...
Agora vou ali ao terraço ver os voos rasantes das gaivotas.

* dizer apenas que foi assassinado. O autor confesso do crime (Carolina...não, não me enganei foi mesmo a primogénita) já se desculpou. O móbil do crime foi vingança.

5.8.11

Estou de parabéns!


Não dizer nada no dia do aniversário era vergonhoso. Iam pensar que não estou feliz, que estou amargurada a mal dizer as férias e o tempo e a queixar-me de estar enfiada em casa a mudar fraldas e a adormecer bebés. Não quero correr esse risco. A língua do povo é afiada e aprendi a lição quando há muitos anos a vizinha ligou para a minha mãe a dizer que eu estava embriagada na via pública. O que valeu é que estava sentadinha no sofá do canto com um prato de miluvit mel e a ver a Rua Sésamo nas barbas da minha mãe.
Perguntei há pouco como estava o dia quando nasci. Queria ter motivos para escrever... Em vez do once upon a time, diria..."era um dia quente de Agosto, deu entrada no hospital pouco depois do raiar do sol e duas horas depois a criança, alva como a neve, abria pela primeira vez os olhos ao mundo...". Mas, a minha mãe não se lembra do tempo, só que pagou à parteira para lhe facilitar a "horinha". Vamos abreviar, ok, nasci no velhinho hospital da Misericórdia - verdade, ainda sou dessa geração - sem epidural e com três na sala a parirem ao mesmo tempo. Também é verdade que fiz um batalhão de exames por ser tão branca, mas verificou-se que era apenas defeito de fabrico.
29 anos!!! Ufa, estou a 1 dos 30... Na prática o que muda quando se passa de vintona a trintona (além da cena de se usar e abusar do batón vermelha e de nos chamarem dona?)?? Alguém sabe? Alguém que já tenha passado por esta metamorfose... É agora que aparecem as brancas? E que a gravidade se torna implacável? Que vais substituir a amizade de anos com os sapatos pela amizade com os diamantes? É nesta fase da vida que nos oferecem o descapotável?
A verdade é que até agora o melhor presente foi a cantoria matinal das minhas filhas enquanto me saltavam para o colo. E tenho a certeza que não haverá melhor.

4.8.11

Estamos bem


Estou por cá e por lá... E nem sei o que prefiro...Depois do Caribe dos primeiros dias, regressamos a London e ao nevoeiro. Aos dias fechados que te torcem o nariz. O "picinão" foi tapado, as espreguiçadeiras já têm pelo das cadelas. A pele dourada ameaça desaparecer se o sol não iluminar os longos dias de férias. Neste mês de Agosto que dizem ser o primeiro de inverno. Há quem o cante "querido". Os emigrantes, principalmente, que aproveitam para vir à terra e passear-se com os mapas de Portugal pendurado no pescoço ou colado no vidro traseiro da "van" que fez a última vez a viagem auto-route fora.
Comem-se mais amendoins e em tempo de Gualterianas não resisto às farturas recheadas com leite condensado e aos sorvetes de chocolate e morango (já nem falo nas bifanas).
O subsídio de férias está quase gasto nas voltas de carrossel que este ano se multiplicam por duas. E os balões. E as fisgas luminosas - haja imaginação, todos os anos, inventam uma coisinha qualquer que desperte a atenção dos pequenos. Daquelas coisinhas (gabo-lhes o enjeito) que só funcionam nas mãos deles, daqueles miúdos com pouco mais de 10 anos que os pais cedo põe no mercado de trabalho.
Diz a Carolina que aprendeu a nadar. Deve ter aprendido com a Becas porque aquela técnica é de alguém de quatro patas. A Constança aprendeu a colocar DVD''s. A televisão da sala é dela. Ontem também aprendeu o que é o Arni-Gel, depois de uma aparatosa queda contra a mesa e hematoma no sobreolho.

Ah! E amanha faço anos!