31.10.11

Encenações alimentares

Graças à mudança da hora não me custou muito acordar. Finalmente chegamos a tempo! E podíamos ter sido mais despachados não fosse a brilhante encenação da Constança para tomar o pequeno almoço. A cozinha ficou de pantanas. É costume quando se lembra de implicar com a comida. Abri um pacote de grão de bico e pus-lhe o foundue à frente. Em vão. Só comeu no jardim com o Nelson e a Carolina a dançarem a lambada.

29.10.11

O último aniversário


Lembro-me que naquela sexta feira pintei o cabelo. Ainda não esqueci a roupa que vestia. Nem o último local que estive antes de ir para casa.
Estavas impaciente. Como se sentisses que o tempo era escasso. Como se soubesses que seria o último par de velas que soprarias. E assim fechavas meio século de vida. E por ali ficarias. Glorioso. Mesmo tu que nunca simpatizaste com o Benfica. Dono de uma vida curta, mas intensa. O penúltimo de quatro filhos, ficaste orfão de pai com apenas 17 anos. Seleccionado para ires ao prémio na Sociedade Martins Sarmento recusaste a distinção porque não tinhas sapatos. E haveria de ser por um lápis - que não te deram - que levaste a primeira e única bofetada. Não sei se foi da mágoa por em tempos não teres que calçar, mas foi nos sapatos que fizeste carreira.
Pai de uma única filha. Bom vivant. Homem  de paixões e ódios. Descomprometido. Viveste com uma armadura. Morreste sem a tirar.
Naquela sexta feira quiseste a casa cheia.  Tu que eras um homem de solidão. De silêncio. Não te importaste com os parabéns cantados a tantas vozes. Mesmo que a dada altura te tenhas retirado para o teu sofá.
Aquela foi uma festa de anos dissimulada, disfarçada de despedida, ainda que nenhum de nós imaginasse que dali a menos de três meses estivéssemos a chorar a tua morte.

26.10.11

Pormenores

Podia ser a chuva que me embrulha o estômago. Que me mela o cabelo, mais do que o stress dos dias, preenchidos, apesar da desocupação. Mas não é.
Podia ser o baton rosa que não resiste ao frio e às dentadinhas. Ou o verniz descascado das unhas. Quiçá, a fila na caixa do Intermarché onde a última pergunta à primeira quanto pagou pelos implantes dentários que a emagreceram e lhe provocaram anemia.
Não deixa de ser um pormenor no corredor das fraldas haver apenas o tamanho 3 e o 5. Ou o cocó da nova cachorra que tomo como uma diarreia crónica. Gastam-se mais toalhitas que o habitual. E as velas dos chineses não chegam para disfarçar o cheiro. Gastei uma pequena fortuna em ambientadores que comprei no Lidl, mas confesso que o odor já me cansa.
O principal pormenor continua a ser a falta de uma sanita para a bicha que as pequenas batizaram de Pipa. O maridão excedeu-se com este presente, mas esqueceu alguns pormenores. A sanita foi um deles.

21.10.11

Companheira


Não é de todo normal que recuses comida. Torna-se preocupante se viras a cara a fiambre. Não reages. Limitas-te a seguir-me com os olhos. Esses olhos grandes que continuam cravados nos meus. Com a dureza de um punhal. Que fere. E faz sangrar. Se os teus olhos falassem... Não. A verdade é que eles falaram. Responderam à pergunta que te fiz, "há mais alguma coisa que possa fazer por ti, companheira?". E eles responderam. E despediram-se. Cravando aquele olhar no meu. Morrias, mas os teus olhos continuavam tão vivos... Continuas-te a olhar-me enquanto descias as escadas no colo do Nelson transformado em leito de morte. Despediste-te mais um pouco em cada degrau.
Fartaste-te de fazer disparates. Mas, eu gostava desse jeito de menina numa cadela velha. Se procurasse não encontraria uma companheira tão boa quanto tu. Com quem desfiei as horas de muitos dias. Lembrei-me agora de quando te deixei no terraço, bem no cimo do telhado. Não tinhas por onde sair, mas quando cheguei não te encontrei. Entrei em pânico. E de repente, apareces-me toda branca, saída de uma parede que tinhas acabado de roer.
Elas perguntam por ti. Continuam a colocar comida no teu prato, à espera que voltes.

Eu fico com os teus olhos. E retribuo-te com as lágrimas que me mereces.

20.10.11

Descobertas e esclarecimentos


Além da publicidade a lembrar-me (como se fosse preciso) da abertura da Primark em Braga, ao pequeno almoço, hoje também fiquei a saber que o Homem é sempre capaz de pior. Desaconselho a visualização do vídeo onde se vê uma bebé chinesa de dois anos a ser atropelada, pelo menos duas vezes, num mercado. A criança, com ferimentos graves, é ignorada ao que parece por 18 pessoas, que passam, olham e desviam o olhar. Vê-se uma indiferença chocante perante um ser humano tão pequenino em sofrimento que de quando em vez esboça movimentos. A presença da criança só é notada por uma mulher do lixo que a alcança e a agarra pelos dois braços e a coloca na berma. Esta mulher - quero acreditar - quis ajudar a bebé estendida no chão, mas não me chocou menos a forma como lhe pegou. Ao que parece o estado da menina é muito grave e já li algures que estará em morte cerebral.
Bom, a propósito de um caso com o qual lido de perto, soube também que quase metade (40%) das mulheres portuguesas são ou já foram vítimas de assédio sexual no trabalho. E pensei "este tema dá pano para mangas". Vai daí comecei a pesquisar e decidi deixar aqui umas dicas para as milhares de senhoras envergonhadas que têm de levar com a baba dos chefes ou colegas:

 - Chama-se assédio sexual no local de trabalho a qualquer comportamento ou manifestação, por palavras, gestos ou acções, de natureza sexual, não desejado pela pessoa a quem se destina e que se considera, portanto, ofensivo.

 - O assédio sexual prejudica a carreira das pessoas ofendidas. É particularmente grave quando há situações de dependência profissional, de desemprego, de trabalho precário e de falta de qualificação profissional.

 - O assédio sexual não é uma brincadeira sem consequências, nem um comportamento romântico. Assim, não se deve confundir assédio sexual com uma relação livremente assumida, nem com sedução ou namoro.
O assédio sexual é uma forma de agressão que, além de ser um atentado à dignidade da mulher, falseia a relação de trabalho, pois sobrepõe a sexualidade ao papel de trabalhadora. Por isso se considera o assédio sexual também uma forma de discriminação no trabalho.

 - O assédio sexual é uma forma de violência que atinge particularmente as mulheres. Resulta da imagem de objecto sexual que os homens têm das mulheres.

 -  Em Portugal, os resultados apurados num estudo efectuado por iniciativa da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego - CITE ( fixem o nome desta entidade, ser-lhes-á muito útil) revelam que o assédio sexual é um problema grave e que uma em cada três mulheres foram ou são vítimas, às vezes repetidamente.

 - O que se entende por assédio sexual?

- olhares ofensivos;
 - alusões grosseiras, humilhantes e embaraçosas;
 - convites constrangedores;
 - graçolas ou conversas de segundo sentido;
 - comentários (de mau gosto) à sua aparência física;
 - exibição de fotografias pornográficas;
 - perguntas indiscretas sobre a sua vida privada;
 - toques;
 - gestos;
 - abusos de autoridade para obter favores sexuais e, por vezes, agressões e violação;
Quais as consequências do assédio sexual?

- na saúde: causando ansiedade, tensão, irritabilidade, depressão, incapacidade de concentração, insónia, fadiga e outras perturbações de ordem física e psicológica.
 - no trabalho: a situação resultante do assédio sexual pode fazer a trabalhadora sentir-se forçada a abandonar o trabalho temporária ou definitivamente. Esta atitude, terá que se fundamentar em justa causa e implicará a prova de que se foi vítima de assédio sexual. De contrário poderá sofrer prejuízos, tais como a perda de emprego e demais regalias, assim como a impossibilidade de exercer o direito a indemnização e ao subsídio de desemprego.

Como proceder em caso de assédio sexual?
 - manifestar claramente ao abusador o seu desagrado e recusa;
 - procurar partilhar com alguém o problema que a afecta, falando com familiares ou amigos da sua confiança, ou conversando com colegas, para ver se já passaram pela mesma situação, já que a sensação de isolamento é muito prejudicial;
 - apelar à solidariedade dos colegas de trabalho;
 - encarar o problema como coisa séria que realmente é, para que o seja também para quantos a rodeiam;
 - recolher todo o tipo de provas possível: escritos como emails, SMS, eventuais presentes, gravações etc.,
 - apresentar queixa à CITE(Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego);


Que protecção legal existe em caso de assédio sexual?
 -  legislação do trabalho;
 -  legislação do direito criminal;
 - ou ambas.

Nestas situações, poderá haver direito a indemnização pelos danos sofridos.

Mais esclarecida A?

As manhãs de Domingo são sempre assim









19.10.11

É sempre bom sonhar com compras






Podiam todas (as pecitas) mudar-se para o meu roupeiro. Estou certa que apesar da sobrelotação arranjaria um espaço onde existissem em sã convivência.

tudo na Blanco

Lembram-se da caderneta da Kitty?


Mal soou a campainha, a criança apareceu-me à frente primeiro que a própria da minha filha.

 - a Carolina disse que você tem uma coisa para me dar...
 - é verdade. Tens aqui a caderneta da Kitty e agora já podes pensar noutro presente para pedir ao Pai Natal.

Agarrou-a sem agradecer e desapareceu feliz.

Hoje, quando me preparava para sair da escola vejo uma amiguinha da Carolina a segredar-lhe algo ao ouvido.

 - Carolina, o que te disse a M?
 - para tu não te esqueceres da caderneta para ela também.
 - como assim?
 - ela soube que ofereceste uma caderneta à C e ficou com ciúmes. Então pediu-me para te pedir que lhe comprasses uma para ela.

Sentido de oportunidade?

Outubro


Este Outubro recorda-me o Outubro de 2006. Com os braços ainda por fora das camisolas e as sandálias nos pés despidos de meias. Este Outubro, lembra-me parques com baloiços e bancos de jardim. Lembra-me bebés. Na ocasião, a Carolina era a Constança de 2011.
Em Outubro de 2006 tinha acabado de me casar e de me mudar para a casa onde hoje estou e não trocaria. Cresci aqui. Brinquei no monte que vejo desaparecer quando abro a minha janela. Foi-se o carvalho onde construímos uma casa, mas mantém-se a recordação. Foi-se o muro, mas permanecem as conversas das horas breves após o jantar nas noites de verão. Talvez já nem haja amoras. Ou as joaninhas que prendíamnos em latas de tinta.
Os meus cães de então já não correm neste monte. A minha mãe já não me chama desde a porta. Nem o meu pai sobe de carro. As minhas avós já não abrem as cadeiras de campismo no socalco da porta. Nem descascam maçãs.Os gatos que deambulam não têm nome. Foi-se o meu pai e as minhas avós. O senhor Adolfo enfartou e o Manelzinho em dois meses morreu de cancro nos pulmões.
Mas o que importa é que este Outubro me lembra Paris. Recordo-me de estar na sala, sentada no sofá, numa tarde de Outubro a fazer contas à vida. Pensava no orçamento da cozinha e do jardim. Mas, de repente tive em conta o aniversário do meu homem, dali a pouco mais de 15 dias.
Recordo-me de subir as escadas apressada até ao quarto. Vesti-me e procurei uma agência de viagens.
Na tarde seguinte de Outubro continuava sentada no sofá a pensar na segunda vez que visitaria Paris.
Mantive segredo até ao dia da viagem: sexta feira, 10 de Novembro de 2006.
Paris me encanta, mais ainda no Inverno, decorada a Natal. Com ele ao meu lado.

18.10.11

Mudar


Mesmo em modo candeeeiro, a Becas não poupa as cicatrizes. Lambe, coça, arranca pontos e sangra. Não anda. E nem sequer se aguenta nas patas. Parece que o acidente foi há uma eternidade, mas só fez uma semana na sexta.
Este mês não tem dado tréguas. Quando penso que já aconteceu tudo sou surpreendida por uma nova enfermidade. A primeira a deixar-se apanhar foi a Constança. Depois, o atropelamento da Becas. No dia seguinte, a Carolina começou com febre. Faltou à escola. Recuperou e ontem voltou a ter febre associada a dor de dente. Chorou tanto que me partiu o coração. Esta manhã no dentista descobrimos que está com uma infecção.Foi medicada com antibiótico e a dor cedeu. Espero que a febre também, se bem que não me parece que esteja relacionada com o dente. Tem espirrado e nota-se a voz "anasalada". Gripe? Constipação?
Estou agastada. Lido mal com doenças, especialmente das minhas filhas, ainda que não sejam "nada". Viroses, resfriados, febres ligeiras e muita falta de apetite. Alimentá-las é uma luta diária e já esgotei o rol de técnicas e estratégias.

14.10.11

Natal antecipado

- Mae, a Carolina da minha sala disse que só vai ter a caderneta da hello kitty em dezembro.
- ai é?
- Se calhar é porque o pai Natal lhe vai trazer. Coitada da Carolina, eu gostava de lhe dar os meus repetidos, mas ela não tem caderneta. Podes lhe oferecer uma mãe, por favor?

Custa pensar que há quem espere pelo Natal para comprar uma caderneta de cromos que custa 3€!

Sem dúvida que hoje vou fazer uma criança mais feliz.

13.10.11

Mensagens

Não tenho escrito. Nem aqui, nem em lado nenhum. E lamento. Faz-me falta. Começo a sentir a ressaca da dependência das palavras escritas...
Bom, mas adiante, nestes dias de abstinência que são tão poucos mas já parecem tantos, aconteceu tanta coisa... De repente ia dizer, tanta coisa ma... Mas, recuso uma classificação tão... Dramática?!
Há sempre o outro lado. O mal existe para valorizar o bem. E como a tal história dos chineses que há uns anos nos tolhiam de medo e agora abriram lojas a restaurantes em frente a nossa rua.
Aconteceu muita coisa. E outra tanta estará, ainda, por acontecer.
A Becas foi atropelada. Completa amanha uma semana de internamento. Safou-se. Mas deram-lhe uma sentença de morte. Todos os dias eu e as meninas vamos a clinica visita-la. Amanha vai ser operada a bacia.
Esta tarde, depois de uma reunião num banco de jardim, encontrei uma conhecida- não e próxima- temos crianças da mesma idade e soube há pouco tempo que esta a meio de uma batalha contra o cancro da mama. Nunca usou lenços. Optou por uma peruca e no inicio escondeu a doença. Para se proteger, para evitar olhares de pena, sentenciadores. Estava a amamentar quando sentiu o caroço. A Medica achou que era do leite. Desça irisou. Enquanto isso, o caroço crescia. Tomava- lhe conta do peito e da axila. E sem que ela soubesse já se tinha dissimilado para os ossos. Não pode operar imediatamente. Fez um ciclo intenso e desgastante de quimioterapia. No dia 25 deste mês vai tirar as duas mamas. Tem dois filhos, como eu. E muito medo de não os voltar a ver.
Desejei-lhe felicidades quando a deixei, mas já no carro lembrei-me de uma frase perfeita da Alice Vieira, " nao coloques um ponto final onde deus so pos uma virgula".
Um dia vou encontra-la e dizer-lhe.

11.10.11

So far, so good

A Becas esta fora de perigo! Não se confirmou a ruptura da bexiga que era o mais preocupante. Neste momento, pondera-se a cirurgia da bacia. Esta a evoluir favoravelmente. Hoje, o apetite voltou e eu já avisei quando começar a comer não vai parar.
Entretanto, a Carolina hoje voltou a escola. Ate tenho medo de dizer que parece que tudo esta a voltar ao normal.

8.10.11

Se...?

A Carolina teve pesadelos toda a noite. Ninguém dormiu convenientemente.
Triste como a noite. Foi assim que acordei. Depois de muitos porquês numa conversa dolorosa com a almofada. Se tivesse ido imediatamente busca-la mal saiu do portão? Se não tivesse levado a Carolina comigo podia ter ajudado o Nelson enquanto levantava a grade... Se tivesse entrado eu...
Ainda antes do pequeno almoço fui ao Veterinario. Enchi-me de coragem para vê-la. Estava alerta, com aqueles olhos curiosos e espertos. Tentou aproximar-se mas como tem uma fractura na bacia não consegue erguer as patas traseiras. Mas o pior e a ruptura da bexiga. Há muito xi-xi espalhado pelo corpo. E o xi-xi e toxico. Se eu tivesse terminado o jantar e só depois a fosse buscar aquele carro não passaria. Talvez não passasse nenhum e ela entrasse directa em casa...
A Becas continua a resistir. A recuperação vai depender dela. Há ainda a hipótese de cirurgia. Continua a correr risco de vida.
O meu coração parece encolhido.

7.10.11

Vamos falar de animais :-(

Cresci com cães por perto. Herdei do meu pai este gosto. E encaro-o quase como uma obrigação ter um cão- ou mais- como elemento da família.
A Bia e o Bill foram uma espécie de irmãos que não tive. O Bill morreu envenenado ainda jovem e a Bia morreu de amor. Nunca superou a dor de o perder. Deixou de comer, de sair do ninho e morreu cerca de três meses depois.
Não ouvir os latidos- não os ouvir chamarem-me- era insuportável. Não ter aquela companhia que me aquecia os pés, que dormia comigo sem que ninguém soubesse... Aquele vazio causava dor. Precisava urgentemente de outro cão.
O Nelson apareceu com a becas em outubro de 2001- nem de propósito, já lá vão 10 anos- era linda, elegante, uma verdadeira senhora. Apaixonei- me por ela a primeira vez que a vi. Nunca mais a larguei.
A Becas já viveu comigo em três casas mostrando uma adaptabilidade impressionante.
A Becas engravidou e por ser demasiado nervosa perdeu os seus bebes. Passou bastante mal na ocasião.
Hoje a Becas fugiu quando abri o portão de casa. Há três semanas que dois cães vadios não me largam a porta. Perdi a conta as vezes que já liguei para o canil e nada. Os cães, apesar de tísicos e moribundos são complicados de capturar. E a Becas fugiu. E enfiou-se com os vadios num descampado Como demorou para voltar fui procura-lá e encontrei-a presa. Chamei o Nelson para levantar a rede. Ela correu, feliz, na minha direcao e foi atropelada. Rodopiou por baixo do carro, envolvida para se proteger. A Carolina desatou aos prantos. Eu culpei o Nelson. E vim embora. Tomei-a como morta e vim para casa chorar as lagrimas que ela me merece. O Nelson correu com ela para o veterinário. Esta estável. Tem uma para partida e provavelmente a bacia também. Esperemos que não tenha hemorrogias internas. São decisivas as primeiras 48 horas.
A Becas que formou 9 meses na minha barriga gravida da Carolina, a quem lia os textos que escrevia sobre o ventre carregado de vida ficou internada.
A becas fará no dia 16 de outubro 10 anos.
Estou certa que fará. Torçam por ela.

Manutenção e limpeza a meia noite????

Sou uma menina que preza muito as horas de sono, a noite. Por regra, deito- me cedo- alguns diriam bastante cedo. Na noite passada o insólito aconteceu. Acordei com o ruído do que pensei ser uma mota. Quando entendi que não voltaria a adormecer, abri a janela e fui a varanda. Mota de grilo. O barulho, ainda mais audível, no exterior, e nada perante os meus olhos. Voltei para a cama. Brum...brum...brum mm mm... Voltei a rua. E sou surpreendida com o veiculo de limpeza da Camara municipal e um funcionário de moto serra na mão!!! Mas esta tudo doido?!?! Manutenção e limpeza de folhas caídas e corte de arvores a meia noite???
Claro esta que liguei para a PM.

6.10.11

Quem diz a verdade merece chocolate

Quatro gomas depois, uma tentativa (falhada) de abocanhar uma barrita de chocolate e outra de uma vitamina de morango na farmácia seguiu-se este apelo:
- Mae, podes me dar um chocolate?
- qual chocolate? Ainda não desististe de pedir coisas?
- aquele chocolate que se chama salame, que me das sempre mas que costumo não comer...
- posso filha, mereces uma recompensa por tanta sinceridade.