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| comprar um assim... |
30.12.11
Maleitas
Tenho para mim que 2011 não quer partir. Vai daí decidiu brindar-me nas duas últimas semanas com maleitas. Primeiro, o benjamim que continua a antibiótico, agora a primogénita. Começo a temer que o pediatra julgue que sou uma tarada que usa as filhas para o seduzir. Hoje, voltamos ao consultório. Diagnóstico: inflamação da garganta de origem vírica. Ou seja, não há nada que mate o bicho. A receita vinha endereçada a mim: doses extra de paciência. Mas, hoje foi difícil, a Carolina esteve com febre desde as 15 até praticamente agora, altura em que dorme e sua em bica. Desejo de Ano Novo: saúde. Que as duas (e todos cá de casa) voltem aos tempos áureos de ruído, energia, destruição. Só para terem uma ideia, antes do jantar incentivei a Carolina a ir brincar ao que me respondeu, "não mãe. Não vou agora desarrumar a casa". Ok filha, já ninguém duvida que estás doente.
Por isso, querido 2011, vês a luz, ao fundo, esse é o caminho. Segue-o.
Por isso, querido 2011, vês a luz, ao fundo, esse é o caminho. Segue-o.
27.12.11
Vamos dissertar
Primeiro sobre Fanny. Admito que adorei ver uma nação votar em peso pela sua saída. Foi lindo. E adorei também a Teresa Guilherme que fez questão de divulgar a percentagem.
Ainda em relação à pequena, pergunto-me de que se orgulha sua mãe. É que assim de repente não me ocorre nada, assim de bonito para partilhar com as vizinhas. A minha filha é tão direitinha, veja lá que todos os meses estoura o ordenado de 3 mil euros em compras. E nem sempre chega, de vez em quando, eu e o meu Nando ainda lhe damos mais mil. Ou então, a minha Fanny fala tão bem. é palavrão para aqui, ofensas para ali, com ameaças pelo meio. Ou ainda, estou tão orgulhosa da minha Fannyzinha que foi para a televisão encornar o namorado.
A propósito, o que ela disse à Cristina Ferreira também foi brilhante, "o meu Dioguinho não cumpriu o que prometeu, porque ele disse que estaria à minha espera acontecesse o que acontecesse".
Foi-se o Natal. Ficaram-se os doces; os queijos; o marisco... Então pensei, "não vou andar toda a semana a resistir à tentação de enfardar isto tudo", vai daí e decidi hoje comer tudo de uma vez.
Presumo que os 4 quilos a menos vão voltar em dobro.
24.12.11
Continuámos cá
Ainda que ocupemos menos espaço. Eu e a pequena. Digamos que os quatro quilos que se foram, assim, enquanto o bicho se instalou no pulmão do meu bebé, eram - como o bicho - uns intrusos. Foram uns (des)onrosos vencidos porque nem sequer deram luta.
Já a minha bebé terá emagrecido também o que é lamentável porque minhas pequenas contrariam a tendência segundo a OMS e peso a mais não é com elas.
Ainda que eu não tenha nascido para parir, nasci para ser mãe. Soube-o desde que me ofereceram um careca (que no meu tempo não havia Nenucos) de vestido branco e meia dúzia de pêlos na cabeça.
Com 13 anos tinha um pano bordado pela minha querida M a dizer Carolina. Mas, nos momentos de doença (ainda que coisas simples como diz o pediatra das minhas filhas a quem qualquer dia peço em casamento. Mil desculpas à esposa. Minha querida, essas chamadas que vê no telemóvel do seu marido não são de nenhuma "amiga", mas de uma mãe desesperada), entendo aquelas, mulheres e homens, que não optão pela maternidade. Ter um filho doente, ainda que seja com uma febrícula, uma dor de dentes, diarreia (coisas pequenas, como diz o homem), atira-me ao tapete.
A Constança tem uma ligeira infecção pulmonar. Já está a fazer antibiótico e está melhor a cada dia. Vai-se o bicho, mas a tosse ainda por cá andará, quiçá semanas. A propósito, odeio o Inverno. Os collants. Os babygrows. Camisolas interiores e afins. Elas também. Resistem a chapéus e não toleram nada à volta do pescoço. Cá em casa, é sempre Primavera com a temperatura dos 25 graus para cima. Mas, na hora de sair à rua é que elas doem.
Hoje é a ceia de Natal. E como tradicionalmente será cá em casa. A minha mãe já me pediu um xanax. Hoje, foi também o dia (in memorium 24 de Dezembro de 2011) que a minha Carolina me disse, "estive a pensar e concluí que o Pai Natal não existe. É apenas um homem fantasiado. E mais, não tenho dúvidas que a rena que vimos não passava de um veado, só com uns pés diferentes". O 1º ciclo é tramado, pá. Mas, amanhã ao desembrolhar os presentes e ao ver quão simpático o Pai Natal foi para ela, já a vejo, penitenciar-se e agradecer-lhe, a ver se mantemos a ilusão, pelo menos até à universidade.
Bom, a sapateira espera-me.
Um Natal cheio de saúde para amigos e familiares e especialmente para os anónimos que passam por aqui e para os que têm nome, mas não conheço.
22.12.11
Lembro- me de ti
Cada vez que olho o teu canto. E imagino a tua imagem pesada ainda que fosses uma velha magra que se alimentava de leite e pão seco.
Sempre que quero dizer algo, provérbios ou frases feitas. Sempre que as palavras me escapam entre os dedos. E não tenho como confirmar o ditado do povo.
Sem ti, tornei- me assim... Insegura. Fraca. Porque não tenho o muro que me amparava ou as palavras firmes. Determinadas. Inabaláveis. Bastava dizeres "oh mulher"... Bastava... Para eu saber que tudo ficaria bem.
E em dias como estes dias, isso bastava-me.
Sempre que quero dizer algo, provérbios ou frases feitas. Sempre que as palavras me escapam entre os dedos. E não tenho como confirmar o ditado do povo.
Sem ti, tornei- me assim... Insegura. Fraca. Porque não tenho o muro que me amparava ou as palavras firmes. Determinadas. Inabaláveis. Bastava dizeres "oh mulher"... Bastava... Para eu saber que tudo ficaria bem.
E em dias como estes dias, isso bastava-me.
17.12.11
As três na cama
O meu homem não está. O inconveniente do Natal é que há sempre o jantar do trabalho, do futebol, do grupo de sueca, da malha e do totobolo.
Depois de lhe ter mandado um SMS a exercer chantagem emocional, estou deitada com a minha primeira que por sua vez tem um carrinho de bebé na sua cabeceira com uma boneca que chamou Rapunzel. Às tantas, levanta-se, agora cobre, depois destapa. Volta a deitar-se, embala, sussurra musicas de Natal e neste momento exigiu que desligasse o ar condicionado porque segundo me ouviu dizer faz mal à sinusite da "filha".
Depois de lhe ter mandado um SMS a exercer chantagem emocional, estou deitada com a minha primeira que por sua vez tem um carrinho de bebé na sua cabeceira com uma boneca que chamou Rapunzel. Às tantas, levanta-se, agora cobre, depois destapa. Volta a deitar-se, embala, sussurra musicas de Natal e neste momento exigiu que desligasse o ar condicionado porque segundo me ouviu dizer faz mal à sinusite da "filha".
A estreia
Um dia vou reunir todos os adereços natalícios que a Constança destruiu e fotografar. O último e mais polémico pela reacção furiosa da irmã foi o calendário de Natal da Kitty.
Todos os dias, a Carolina comia o seu chocolate e contava as janelas fechadas. Todas as noites, antes de adormecer, dizia-me quantos dias faltavam para o Natal. Hoje, não comeu. Logo não vai subtrair um dia à contagem. Não restou uma única janela. É uma visão desoladora. De rosa choque enfeitado com a gata e seus pares virou pedaço de cartão rasgado.
Entretanto, continuamos na missão "presentes" e no "to buy or not to buy". Passo, olho as montras, caminho para a frente para logo de seguida retroceder e entrar. Toco. Miro ao espelho. Suspiro e saio. Andamos nisto. Resisto num dia, sucumbo no outro. Para mim e para elas.
Acho que falta sempre mais qualquer coisa. Um presente é mais um sorriso. Fui educada neste espírito de oferta onde até um sabonete se embrulha. Todos davam. Todos recebiam.
O Natal mudou. Já nem todos dão. E nem todos recebem. A crise justifica a escassez e até se avisa semanas antes da consoada "não compres nada para o meu porque eu também não vou dar às tuas".
A família do meu homem não sabe fazer Natal. Não esperam pelo 25 para abrir os presentes. Se preciso for até os abrem - e usam - logo na altura que os compram. Faltem dois dias ou um mês.
Eu cultivo o Natal. Compro, embrulho com o papel mais bonito que encontrar e vou acondicionando até à madrugada de 25. As crianças dormem e nós adultos, divertimo-nos mais a distribuir os presentes pelos sapatinhos do que com o bingo com os cartões a 20 centimos.
Hoje foi a festa do colégio. A primeira da Constança. E ela portou-se lindamente na sua incursão pelo palco. Vestida de verde brilhante e olhos azeitona mirou a plateia com bravura e distribuiu xau's. Apetecia desembrulhar e levar para casa.
A Carolina sentiu saudades daquele palco.
15.12.11
Eu que gosto tanto de Portugal
Um comum mortal está sem salário desde Julho, vai daí resolve o contrato de trabalho com justa causa por salários em atraso. A entidade patronal preenche a declaração e a razão do desemprego é "justa causa por salários em atraso". A Segurança Social recebe o pedido e faz o quê?
a) difere o processo e apresssa-se a pagar ao c
b) envia carta a solicitar mais documentos que só por acaso o
Exactamente! A resposta certa é - naturalmente- a B.
Nota mental: para a próxima, em vez da verdade, assinalas outro motivo qualquer, tipo os arranjinhos que tanta boa gente faz para receber subsídio de desemprego e de certeza que hoje, em vez de uma carta a pedir o modelo RP 5044 que só por acaso foi entregue no Centro de Emprego aquando da inscrição, e registos de correio, teria recebido outra carta com o diferimento do processo.
É pá, custa tanto ser sério neste país.
Se eu fosse técnica da Segurança Social e estivesse perante dois pedidos, sendo que um invocava a justa causa por salários em atraso e outro um acordo de revogação com a empresa que em dificuldades financeiras deixava de ter condições para pagar salários, qual deles me suscitaria mais reservas na hora de deferir? Nenhum, claro está. Mas qual seria aquele que teria carácter de urgência? O do beneficiário que não recebe, no mínimo há dois meses (tempo que a lei prevê para a resolução com justa causa).
Isto sou eu a pensar, assim com uso da minha razão. Pelos vistos os senhores da Segurança Social pensam um bocadinho diferente.
14.12.11
Azeda solidão
Pareceu-me bem uma tarde ao jeito Sexo e a Cidade. Uma curta deslocação ali ao lado e umas coisitas que nos aquecessem o coração. Coisa pouca para adornar o piqueirito e fintar a crise. Enviei SMS com cara de Gato das Botas. De nada adiantou. Fiquei entregue a mim mesma. E que melhor companhia podia ter para me acompanhar? Uma louca, por compras, desvairada que gasta até a carteira começar a chorar. Eu, e eu, numa tarde de compras? Não sei se será uma ideia sensata. Vai que a Troika descobre, ainda vem cá a casa e leva tudo. Paga o justo pelo pecador.
Pois não sei que faça. Ir ou não ir eis a questão.
Pois não sei que faça. Ir ou não ir eis a questão.
13.12.11
Arranja-se sempre qualquer coisinha
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| Blanco |
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| Blanco (o meu favorito está esgotadíssimo) |
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| Mango |
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| Mango |
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| Blanco |
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| Blanco |
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| Blanco |
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| Blanco |
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| Blanco, porque perdi a minha capinha da Kitty |
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| Blanco |
De modo que fica aqui assim uma listinha singela para alguma alminha solidária.
Foi há um ano em que me meti nestas coisas da blogosfera. Pensei que podia ganhar dinheiro com isto. Escrever um livro; lançar uma agenda ou um cd para o Natal. Perdi umas horas das tardes de Domingo- aquelas a seguir ao almoço enquanto a Constança dormia a sesta - a preparar uma proposta para o El Corte Inglês comprar este espaço do cantinho, em vez do rato, que por cá permanece a custo zero.
As tentativas frustraram-se. A Constança nunca dormia o suficiente que me permitisse embrenhar-me na questão. Mudei de agulha. Vou usar o blogue para atacar as minhas inimigas, até que percebi que nem isso tenho (a vizinha não conta ). Desde que pari e perdi o ventro liso e as mamas espetadas que deixei de despertar ódios. Já não me levam a sério. Deixei de exercer concorrência.
Se não posso ganhar dinheiro nem meter nojo a ninguém de que me serve um blogue?
Serve para imortalizar momentos. Soltar palavras que nem sempre se dizem, ou ouvem. Servirá para viver quando não restar mais que recordar.
10.12.11
Pequenas confusões urológicas
A Carolina criou o hábito de se fazer acompanhar da irmã sempre que vai à casa de banho. E sempre que vai, vai na última. E quase sempre interrompe a refeição para o fazer.
Hoje, ao almoço:
- Ai mamã, tenho de ir à casa de banho. Constancinhaaaaaaaa...
- Á vou, á vou...
Encontrámo-nos as três, como de costume, na casa de banho. A Carolina sentada na sanita. A Constança a espreitar...para a sanita. E eu, de papel higiénico na mão quando sou surpreendida por esta brilhante queixa:
- Ai mamã que tenho a bexiga cheia de cocó.
Hoje, ao almoço:
- Ai mamã, tenho de ir à casa de banho. Constancinhaaaaaaaa...
- Á vou, á vou...
Encontrámo-nos as três, como de costume, na casa de banho. A Carolina sentada na sanita. A Constança a espreitar...para a sanita. E eu, de papel higiénico na mão quando sou surpreendida por esta brilhante queixa:
- Ai mamã que tenho a bexiga cheia de cocó.
9.12.11
Eis- me
Sentada numa das cadeiras pretas do Centro de Emprego de Guimaraes. Na mão esquerda o ticket 551- à minha frente estão cerca de 20 desempregados. Sobre as pernas cruzadas o modelo RP 5044 que guardo como se fosse um título de tesouro ou um anel de ouro de 30 gramas. As horas de sono que a falta deste papelito me roubou; o dinheiro das cartas e o tempo na fila dos correios; as chamadas efectuadas que me fizeram exceder o plano dos 450 minutos. Devo ser a desempregada mais excêntrica do país. Ele é gastos de telefone, em advogados, em cópias de registos e avisos. É duro ser desempregado em Portugal.
À chegada, uma senhora com uma carta ainda por abrir, abordou- me. Queria saber que senha deveria tirar. Bastou- me ler o cabeçalho para perceber que aquela senhora, de ar modesto, cabelo por pintar e cachecol no pescoço, tinha sido notificada para uma junta médica que acabava de faltar porque não abriu a carta.
Eis-me de perna cruzada e dormente a olhar para uma TV cuja imagem é vermelha. A Seguranca tinha proibido os utentes de sentarem no vão da escada, mas o vão virou banco colectivo. E a Seguranca resignou- se.
Parece- me que vou voltar às benzodiazepinas.
À chegada, uma senhora com uma carta ainda por abrir, abordou- me. Queria saber que senha deveria tirar. Bastou- me ler o cabeçalho para perceber que aquela senhora, de ar modesto, cabelo por pintar e cachecol no pescoço, tinha sido notificada para uma junta médica que acabava de faltar porque não abriu a carta.
Eis-me de perna cruzada e dormente a olhar para uma TV cuja imagem é vermelha. A Seguranca tinha proibido os utentes de sentarem no vão da escada, mas o vão virou banco colectivo. E a Seguranca resignou- se.
Parece- me que vou voltar às benzodiazepinas.
8.12.11
Ou vai ou racha
O trânsito continua sem fluir. Obras? Natal? Não me parece. São outras vontades. Que constrangem mais que as filas e o pára- arranca.
Talvez amanhã o tempo mude.
E o sol brilhe.
Talvez amanhã o tempo mude.
E o sol brilhe.
7.12.11
Tempo
Há quem lhe chame dinheiro. Confirmo. Há quem o ganhe e quem o perca. Quem tenha muito. Ou pouco. Quem não se rale. Quem não o conte, nem o olhe em relógios ou telemóveis.
Há quem desespere para que passe. Há quem o queira prolongar. Ou parar.
No meu caso, tempo é dinheiro. E já estou a perder.
Há quem desespere para que passe. Há quem o queira prolongar. Ou parar.
No meu caso, tempo é dinheiro. E já estou a perder.
Luvas brancas
Não é que a Fanny escapou da nomeação?! Não gostei. Aquele arranjinho do Miguel desempatar... Eu que até simpatizo com o rapaz não lhe entendo aquela afeição por rapariga tão mal educada. E formada. E mentirosa. E burrinha. E tanta coisa mais.
Passei a manhã a conduzir. Sim, guiar. Sozinha. Resultados práticos? Nenhuns. Servi outros que há muito me deviam ter servido.
O meu pai sempre me ensinou a calçar luvas brancas na hora de responder. Assim fiz, convicta que terei a minha recompensa.
5.12.11
Perguntas difíceis
Ontem, durante a Casa dos Segredos, quando o piquena já devia estar a dormir (mas foi bem no início),
Carolina: mamã, o que é perder a virgindade?
Carolina: mamã, o que é perder a virgindade?
A começar
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| So I hope |
Em vez dos sinos soam outros outros ruídos. Gastos...
Há meia dúzia de noites que a minha primeira me interrompe o sono com um longo e audível "mãenheeeeeeeeeé". Vale-lhe este meu instinto e o sono leve que me permite responder-lhe, às vezes, ainda a dormir. E acabo ou começo (o dia) na cama dela.
3.12.11
Apontamentos de Natal
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| Pai Natal de autoria da Carolina |
Gosto de contemplar a árvore com mais presentes a cada dia que passa, conforme se vai aproximando o Natal. E verdade que gosto mas tal prazer não me é permitido desde os 2 anos da Carolina. Os presentes não resistiam à sua curiosidade e a ronda de entrega do Pai Natal na noite de 24 tornava-se no mínimo duvidosa. A solução que encontrei foi colocar, apenas, alguns presentes, como forma de incentivo ao bom comportamento na época de Natal. Os restantes são armazenados no escritório que um mês antes fica interdito. Dadas as dimensões reduzidas do trenó e a idade avançada das renas, o Pai Natal requisita escritórios, caves, garagens, sotãos para guardar os presentes de maior porte. Era mais ou menos isto que dizia na carta que deixou no correio.
Este ano não foi possível deixar na árvore os presentes de incentivo. Nem um!!! A culpa é da Constança e da cadela. Vai daí, está tudo trancado no escritório.
Dizer também que não é saudável a relação entre a canídea e as renas da decoração. É isso e o pavor que pequena Constança tem do Pai Natal. De modo que se recusou a tirar a foto da praxe e a cumprimentar os elfos. Mas adora vê-lo pendurado no terraço e mudar a fralda ao Menino Jesus do presépio.
1.12.11
See you in court
Sou persistente, poucos serão mais do que eu. Persigo objectivos, coisas, pessoas, ideias, projectos, bens...Raramente me resigno perante - vamos chamar-lhe - dificuldades. Talvez, impossibilidades. Volto atrás, se preciso for. Tomo outro caminho, porventura mais longo. E costumo lá chegar.
Sou de ódios. E paixões. De 8 ou de 80. Não sei usar meios termos. Não sei estar se não estiver por inteiro. Nunca fui metade. Nunca quis metade.
Sou radical. Impulsiva, também. E já me arrependi tantas vezes. De coisas que fiz. De coisas que disse. De coisas que comprei. De opções que tomei.
Não me arrependi de me tornar desempregada, ainda que não tenha sido propriamente uma opção. Foi uma consequência. E nem foram os salários em atraso que mais pesaram na minha decisão.
Acabada de entrar no terceiro mês sem trabalhar continuo num engarrafamento de vontades. De más vontades. Não recebi, ainda, os meus créditos - longe vai o mês de julho em que assinei o último recibo - e continuo rodeada de formalismos, de prazos. Apesar de ter resolvido o meu contrato de trabalho com justa causa motivado por salários em atraso, ainda não me foi entregue o modelo para efeitos de subsídio de desemprego.
Não sou paciente.
Sou prática. Mas tenho todo o tempo do mundo. E é por isso que decidi que não espero mais.
See you in court
Ora, pois claro
Ontem, enquanto víamos a entrevista do Passos Coelho,
Carolina: mamã, já entrevistaste o Passos Coelho?
Mamã: não.
Carolina: e o Sócrates?
Mamã: o Sócrates já - respondi com um sorriso de gabarolice.
Carolina: e ele deu-te os parabéns pelas tuas filhas?
Carolina: mamã, já entrevistaste o Passos Coelho?
Mamã: não.
Carolina: e o Sócrates?
Mamã: o Sócrates já - respondi com um sorriso de gabarolice.
Carolina: e ele deu-te os parabéns pelas tuas filhas?
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