A Constança acordou sem febre. Thank god a temperatura estabilizou nos 36. Pensei que me tinha livrado do centro de saúde, até ela me aparecer com uma expressão de espanto e a mão ensanguentada. Tinha se cortado na gilette do pai. E como foi na extremidade do dedo, numa zona de grande irrigação o sangue não estancava. Mais tarde, no centro de saúde, até me senti constrangida por levá-la com o que parecia ser um simples arranhão, mas se vissem a roupa dela- e a minha- e a casa toda pingada de sangue entendiam a minha precaução.
E hoje o dia estava reservado para os acidentes domésticos. Após o almoço, num dos seus sprints foi direitinha contra a porta da casa de banho. Não abriu a testa por um triz. Ficou- se por um grande galo.
Dorme, finalmente, mas antes, ainda vomitou, depois de mais uma crise de tosse (já disse que odeio o inverno?).
Desculpem lá não escrever sobre o Dow Jones, o preço do dinheiro ou a especulação imobiliária, mas isto é mesmo um diário, então escrevo, assim sobre o sono do bebé e a farinha láctea que mais gosta ou sobre os progressos da mais velha na matemática. Ou sobre as futilidades que eu adoro, tipo... Extensão de pestanas? Já disse que o efeito supera as expectativas? Não? Pois, supera. E até perdoo o meu pai por não me ter passado o gene dos seus lindos olhos azuis mar.
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