6.1.12

Cinema


Enquanto espreito os melhores momentos de 2011 do Você na TV, percebo como o cinema faz falta na minha vida.
Com o meu pai, a segunda feira era sempre dia de cinema, no extinto S. Mamede, hoje transformado em sala de espectáculos.
Com o Nelson ainda mantivemos muitos anos o hábito com uma periodicidade semanal. Lembro-me da estreia do Titanic (que ainda mantém o título de filme da minha vida) com a sala a rebentar pelas costuras. Vi o filme, a primeira vez, com o meu pai, a minha mãe e um casal amigo. Na mesma semana, fui vê-lo mais duas vezes. Mas, nunca chorei.
Depois com as meninas, o cinema passou para segundo plano. Vamos quando há uma estreia que nos cativa ou quando precisamos de um balão de oxigénio.
Deixem-me acrescentar duas coisas. Primeiro que a pirataria comigo não tinha grandes chances de sobrevivência. Não ouso ver um bom filme - que ainda não tenha estreado -  em casa e o meu LCD é graaaande. A tela do cinema, a coca- cola XL e a caixa de pipocas são insubstituíveis.
Agora, não posso deixar de lamentar a exurbitância que custa um bilhete de cinema. Da última vez que fomos ver os vampiros, pus no balcão uma nota de 10 euros para pagar os dois bilhetes e estava convencida que ainda traria troco quando sou surpreendida pelo fulano "são 12 euros e não sei quê". Oi? Já é assim tão caro uma sessão de cinema? Fora o menu de pipocas xpto que traz bebida e o copo para oferecer à Carolina como compensação por nos ter permitido a ausência.

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