As meninas brincavam na sala. Na cozinha, eu comia um pãozinho e conversava com a minha mãe quando a cadela aparece com alguma coisa na boca. Até aqui nada de anormal. Tudo o que mexe a Pipa come.
Como foi um canito assim para o caro e tem alguns problemas gástricos, costumo verificar o que ingere porque não raras vezes já lhe dei compensan e outros que tais. Bom, adiante, quando a seguro para ver o que tinha na boca, vi uma parte escura de fora que me pareceu aquelas aranhas de plástico, tipo carnaval. Ao tocar, percebi que eram umas patinhas bem reais e patinhas nesta casa- além das da própria cadela- só as da tartaruga. Fiquei toda arrepiadinha e apressei-me a verificar o aquário. Vazio. Foi um pranto colectivo. Panico. A Carolina gritava. A Pipa mastigava, sem dó nem piedade e quando se apercebeu que aquela carapaça talvez não lhe caísse bem, cuspiu o que restava da tartaruga. Desfigurada, tadinha.
A Carolina está furiosa e não permite que a cadela de aproxime. Cheira- me que esta noite não há caminha para ninguém.
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