29.7.12

May I???

Alguém gosta do loiro da Cláudia Vieira?

Yupi!

Não é que estamos todos de férias?

Para ti Afonsinho


São ou não são olhos de homem que ama? E ampara nos seus braços a sua dama...?
A apreensão do seu olhar, enquanto a abraça, transmite a segurança de quem dá todos os cromos do faísca pelo coração da sua Kiki.

Vou partir naquela estrada





Mas é só amanhã. E para já, por poucos dias.
Vou dar um saltinho à praia aqui ao lado, distrito do Porto, mas a verdade é que só percebes que não estás em Guimarães quando vês o mar e não descortinas a Penha no alto.
Cumprimentas mais gente do que em Guimarães e ouves a Santiago no calçadão.
Resisto sempre em ir para a Póvoa, mas quando chega o Agosto acabo por ceder.
E lá vamos nós. Todos. Inclusive pequena Dona Branca.
Vou sempre com a intenção de acordar com o galo, pegar na cadela e descer a avenida até à praia e de lá caminhar até Vila do Conde (porque a correr não me apanham). Ou, montar a "bicateta" (é assim que a Constança diz bicicleta), não a do marido, espero que alguém me ofereça uma - by de way, é de hoje a oito dias - e percorrer quilómetros incontáveis com o mar no horizonte.
O melhor que consigo é sempre descer a avenida até à praia e deitar-me, ora de papo para o ar, ora de bum-bum. E o principal exercício mental é a contagem das horas de exposição ao sol.
Isso tudo é só amanhã porque hoje ainda tenho uma festa, daquele que será talvez o meu futuro genro. Piqueno Afonso já faz quatro anos e parece que foi ontem que peguei naquele bebé que continua a ser o mais pequenino de todos os que já tive nos braços.
Ninguém sabe mas eu adoro a paixão que ele tem pela minha grande. Ela constrange-se, queixa-se que ele é pequeno demais, mas aquele amor ingénuo, descomprometido e sincero é coisa linda.

No salão


 - "Ponto mana, tás inda...como sémpe"

28.7.12

É muito bom quando são conscenciosos

- tou a abusaie... Tradução: - estou a abusar.

As frases mais repetidas da última meia hora

- mamã queo ito. - num conxigo. Aiuda... - dome bem bebé. - bom dia amoie. - tou a nadaie. - Constança calça os crocs. - não te pendures na piscina. - não atires água à Pipa. - Os bichinhos não fazem mal. - anda dormir...

27.7.12

Filho da puta? Chamei sim...

Sou gaja para mentir. Por exemplo, se me perguntam "estou gira?", não tenho coragem de dizer que não, mesmo que a pessoa que me questiona esteja parecida com a Paula Bobone.
Minto ao meu marido quando me pergunta quanto gastei nas compras.
Minto, quando me atraso.
Às minhas filhas também, tipo "Constança dorme se não vem trovoada" ou "Carolina os carrosséis já não estão a andar".
Mas não minto se te chamo filho da puta. Chamei pois. E soube a tão pouco quando comparado com tudo o que ouvi. E nem foi o "puta" ou "vaca". Foram os julgamentos. Errados. A minha ingenuidade quando cheguei a defender-te quando todos te atacavam o acto.
 Nós, nortenhos, temos, o calão (e o palavrão) de baixo da língua. E usámo-lo tantas vezes como obrigada ou faz favor. Por isso, até me divirto quando recordo a tua figura. Quantas gargalhadas já demos à custa daquele momento hilariante da "princesa desvairada".
Tenho medo de dormir sozinha e com esta idade passei a ter medo de andar na montanha russa, mas não sou cobarde. Assumo o que digo e tantas vezes (vezes de mais) o que penso.
Penso, rapaz, que o calor se meteu em ti. Não enxergas o ridículo que foste e continuas a ser.
Insististe num direito que te assistia ao tomares uma decisão, mas foste traído pela fraqueza de um intelecto débil e profundamente mau. Custou para descortinar em ti essa maldade, disfarçada na pele branca e no olho claro, nessa mistura de cabelo ruivo e loiro, no beijinho e na mão no ombro...
Se o gritaste tão alto com a histeria de uma mulher na menopausa porque o calas agora?
Se não respeitaste o teu pai ao agir como se tivesses acabado de entrar na puberdade porque lhe mentes?
Acreditas mesmo que ele não sabe o sacana que tem em casa?

Nham...Nham...


Já ouvi algumas vezes a expressão "a última coca-cola do deserto" para classificar algo de raro. Ou de bom.
Nunca ouvi a "melhor bolacha do pacote", até hoje. Mas não me soa bem. Quem a inventou teve uma ideia peregrina. Tola, mesmo. Ao menos que dissesse a "última bolacha do pacote", tipo, aquela que resta e todos querem deitar o dente, mas ninguém tem coragem.
À parte disto há outro adjectivo que me intriga: "estranho".  Quando o uso é, normalmente, para classificar algo que não sei dizer. "É estranho como ele me faz sentir". Ou "é estranho o efeito que as tuas palavras têm em mim". Ou, "é estranho sentir inveja de quem não conheço"... Talvez, "é estranho perder o meu tempo a falar mal de alguém na blogosfera, especialmente de alguém que me dou ao trabalho de ler", ou "é estranho ser Verão e não ter amigos que me convidem para ir à praia e resta-me vir para a Net destilar veneno". And so on... Nunca mais acabava.
Vai daí, optei por me sustentar em critérios científicos e procurei o dicionário para entender se a minha interpretação de "estranho" estava correcta.
Eis a definição:


estranho | adj. | s. m. | s. m. pl.
1ª pess. sing. pres. ind. de estranhar

Entre muitos exemplos, como estrangeiro ou desconhecido, alheio ou singular, diz o dicionário que estranho pode ser também algo de "extraordinário". E neste contexto, entendo-a, anónima, quando diz "a melhor bolacha do pacote".


Mas, discordo totalmente. Não tenho nada de extraordinário. As duas gravidezes deixaram-me com estrias na barriga, as mamas caídas e murchas e a anca ligeiramente larga. Os meus dedos dos pés são feios e gordos. Tenho uma meia dúzia de cicatrizes que resultam de uma infância livre e feliz. Não faço mais de 50 quilómetros sem vomitar o que é uma chatice nas viagens longas. E sempre que vomito urino-me. 
De resto, como a anónima, faço xi-xi e cocó (o que não tem nada de estranho), lavo a cara e os dentes. Ah, o cabelo também... Uso champô, máscara, gotas para hidratar, protector solar e um desembaraçador no Verão. E mesmo que não usasse nada disso, tive a sorte de nascer com um bom cabelo (herança genética). Toda a gente o gaba e chega a duvidar da sua cor natural. 
Talvez só isso seja "estranho".

À sexta feira


Vou feirar.

Summer times


25.7.12

Porque a hora do banho nunca é pacífica


Tendemos a improvisar. E ultimamente dá-lhe para isto. Começou por conta própria. Enfiou-se lá dentro, abriu a água que foi entornando em cima dela.
O cabelo é que continua a complicar. Não gosta de água nos olhos. E chora como se lhe roubassem a colecção do Shrek.
E se o banho no bidé é bem mais rápido do que na banheira, a balbúrdia que resta é mil vezes pior.

Aberta a época festeira


De manhã, enquanto (ainda) passámos, a caminho do colégio, a Constança murmura que os carrosséis dormem.
E parecem dormir, naquele vazio da manhã. Sem luz. Sem música. Só com o homem de pano na mão que vai dando uma limpadela ao Smart da Barbie.
À noite, cheira a algodão doce, a pipocas, a sorvetes, às farturas e às bifanas do Zé das Caldas.
As crianças - ou pelo menos as minhas - falam sem parar enquanto pulam e perguntam se esgotaram o orçamento que vêm amealhando no porco mealheiro.
 - Quero andar na Branca de Neve, nas pistas infantis, no grilo também e na chávena - pede entusiasmada a Carolina.
A Constança é mais contida. Ainda olha com desconfiança aquele ambiente "festeiro", de carros, motas e cavalos que andam em círculo, uma e outra vez. Com Shrek's e Michey's pendurados em camiões.

Mais umas coisinhas que toda a gaja gosta










E maquilhagem também.
E lingerie ou biquinis.
Também gosto de bijuteria (na impossibilidade de jóias).

Muito agradecida.

Faltam menos de 15 dias

A minha bicicleta deve ter um cesto também à frente. Obrigada

24.7.12

Ai o dinheiro!


Deus me perdoe, que gosto tanto do Cristianinho e tenho até simpatia por estas três senhoras, mas quando vi a D. Dolores caminhar pela passadeira vermelha só me lembrei das vizinhas que vão ao Intermarché de calção de licra pelo joelho, chinelo de lavar as escadas e saco do Lidl enrolado na mão para não terem de comprar os do Intermarché.
Aquela bolsinha a tiracolo e o movimento de braços fez-me pensar (once again) que por mais abundante que seja o dinheiro ele há coisas que não pode mesmo comprar. A elegância no vestir e a pose desta família por mais elegante e nobre que sejam os seus corações.
E se a D. Dolores parecia que ia às compras, as filhas foram aos chineses mais próximos. O que era aquele vestido da Ronalda??? E o penteado da outra???

Chamem-lhe obsoleta agora


Houve uma menina que há uns dias, ou meses, atrás apelidou o meu netbook de peça de museu. Ah e tal "já trocavas de PC", disse-me ela. Quase como se o bicho envergonhasse uma gaja assim dada ao estilo.
E não é que eu não quisesse um apple de uns 3 mil euros, como aquele em que trabalhava na redaçcão, mas a minha meia ainda não está suficientemente cheia.
Maneiras que mudei de roupa ao menino e dito assim até parece que mudou de sexo também.
Digam lá que não ficou garboso assim com a Menina das Sardas?

Chegou o calor


E com ele os amores de Verão!

Summer time