So far so good. Depois do dia da chegada em que baixou em todos nós um mau humor pior que o do pato Donald, ontem começamos a descomprimir.
As meninas cozinharam bolinhos de areia e eu pude começar a ler a Vogue, vá lá, durante 7 minutos...
A má notícia é a temperatura da água. Se me distraio parece que vejo o Guarda Sol atrás de mim.
O vento também era dispensável.
Mas, o importante é que não fui atacada por nenhum peixe aranha porque também não me atrevi a entrar no mar.
29.8.12
27.8.12
Partimos dentro de cinco horas
By the way, já devia estar a dormir...
E podia, não fosse a pequena Constança ter demorado 90 minutos a pegar no sono. Às tantas dava comigo a delirar nas histórias que lhe contava, tipo um urso que vai a um casamento, um urso tarado por mel e um urso que foge num barco de piratas. Ter ursos é condição obrigatória desde que adquirimos as chupetas com o Winnie The Pooh.
Agora ainda tenho de pintar as unhas e esperar que sequem tão rápido como a menina me garantiu. E ignorar que o Christian Bale está na TV.
A propósito, talvez não nos vejamos tanto nos próximos dias, mas estou certa que estamos todos nas tintas para isso.
25.8.12
Almost...Almost...
Eles dormem, eu escrevo.
Está
O lado bom é que temos acordado perto das 10.
Mas, o drama não se resume ao relógio. Há o problema com as chupetas (são três, agora) que faz questão de controlar, sempre, em sua posse. Os hematomas (actualmente, tem dois) nas costas e na coxa. Resultam deste amor fraternal entre duas mulheres que rivalizam pelo mesmo pote para o Nenuco.
E há a dependência doentia em mim. Tem sido pior que uma praga de melgas. A miúda não descola. E apela, "mia mãe... oh mia mãe Aeia...colo po favó". Nem mais. Era o que todas fariam na minha posição.
A mãe veste.
A mãe mete.
A mãe dorme.
Domingo abalámos.
Estou confiante. Optimista. Talvez me troque por alguma alforreca ou por uma estrela do mar e permita que me estenda na areia a ler (comprei três revistas há três dias e ainda não lhes consegui deitar, sequer o olho) ou a comer bolas de berlim.
21.8.12
E gritar? Oh, se grita!!!
É justo eu dizer aqui que além de falar, também grita. Oh (!) se grita. Fá-lo como ninguém. Mais do que a Fanny quando clamava pelo seu Mota.
Agora mesmo, desde que acordou precocemente da sua sesta, ainda não parou de gritar.
Às tantas chega aqui um pulmão.
Agora mesmo, desde que acordou precocemente da sua sesta, ainda não parou de gritar.
Às tantas chega aqui um pulmão.
No remoto mundo do Constancês
O Constancês é um idioma cada vez mais em desuso por estas bandas. A rapariga fala tanto e tão depressa que às tantas dou com ela a gaguejar. Diz tudo tão facilmente, e naturalmente, como se falasse desde sempre.
Ela canta - e encanta - seja em português ou inglês. Seja o genérico do Ruca ou o we are young.
Acorda e diz "bom dia". Agradece com uma "obigada" sempre que lhe dão alguma coisa ou fazem o que ela pede. Se estiver em apuros ou se não conseguir calçar o bebé apela "aiuda, aiuda".
Sabe nome e apelido.
Domina o iphone (incluindo o desbloqueio com código) e especialmente o youtube.
Um destes dias, cansada de tanta tagarelice a irmã chamou-lhe papagaio. E bastou para indignar a pequena que ripostou, "ohhhhhhhh....eu xou Constanxa Opes".
Ela canta - e encanta - seja em português ou inglês. Seja o genérico do Ruca ou o we are young.
Acorda e diz "bom dia". Agradece com uma "obigada" sempre que lhe dão alguma coisa ou fazem o que ela pede. Se estiver em apuros ou se não conseguir calçar o bebé apela "aiuda, aiuda".
Sabe nome e apelido.
Domina o iphone (incluindo o desbloqueio com código) e especialmente o youtube.
Um destes dias, cansada de tanta tagarelice a irmã chamou-lhe papagaio. E bastou para indignar a pequena que ripostou, "ohhhhhhhh....eu xou Constanxa Opes".
19.8.12
As crianças e o casamento
Carolina: avó quero um gelado.
Avó: vai à arca...
Carolina: mas, eu quero que tu me vás buscar o gelado.
Avó: Oh Carolina, doem-me as costas. Vai lá tu...
Carolina: vá lá, avó, por favor...
Avó: desculpa, mas não vou.
Carolina: és uma preguiçosa... por isso é que não tens marido!!!
nota mental: porque é que ela pensa que as preguiçosas não podem casar?
Avó: vai à arca...
Carolina: mas, eu quero que tu me vás buscar o gelado.
Avó: Oh Carolina, doem-me as costas. Vai lá tu...
Carolina: vá lá, avó, por favor...
Avó: desculpa, mas não vou.
Carolina: és uma preguiçosa... por isso é que não tens marido!!!
nota mental: porque é que ela pensa que as preguiçosas não podem casar?
Ah e tal
No Verão temos tendência para a comida leve, para beber muita água, fazer caminhadas, levar o animal mais vezes à rua, ir a pé ao supermercado, transpirar mais, correr na praia (really???), comer muito tomate e alface e com os colégios fechados levamos com as crianças - ao colo, às costas e até no carinho.
Então e os gelados, as cervejas e afins, a sangria, o marisco, os aniversários, a família e os amigos mais próximos e tudo é pretexto para o lanche XXL, as horas e horas de cortiço estendido, entre sestas, pós almoço e pós lanche?
E o pão da Póvoa e as bolas de berlim do Algarve?
Poupem-me com a tanga que se emagrece no Verão. Comigo e com toda a gente que conheço é precisamente ao contrário.
16.8.12
Maleitas de Verão
Ainda recentemente a colega dizia que não há Verão sem uma qualquer maleita, tipo queda ou febre e eu lembrava-me da estomatite da Constança há um ano atrás sem ter como adivinhar que hoje a minha maior também ia dar defeito.
Acordou com dor de cabeça, garganta e - como não há duas sem três - de barriga.
É verdade que a temperatura ainda não chegou aos 37.5 nem ela desligou a ficha (agora, por exemplo está a cantar karaoke no Meo Kids), mas é o suficiente para eu ligar o modo alerta total.
Acordou com dor de cabeça, garganta e - como não há duas sem três - de barriga.
É verdade que a temperatura ainda não chegou aos 37.5 nem ela desligou a ficha (agora, por exemplo está a cantar karaoke no Meo Kids), mas é o suficiente para eu ligar o modo alerta total.
15.8.12
Summer time
Estas não são fotos de Verão pelas cores quentes dos bovinos.
São momentos do (nosso) Verão porque pela primeira vez levei as meninas à Feira do Gado e concurso pecuário, uma iniciativa que se insere no programa das Festas Gualterianas.
É verdade que não estivemos lá muito tempo (porque senhor meu marido teve uma partida de ténis e não nos acompanhou), até porque é difícil gerir o medo e a estupefacção de duas (talvez três) meninas perante tão belos e grandes exemplares. Mas, foi o suficiente para elas conhecerem (muito pouco) a ruralidade que ainda existe em algumas freguesias de Guimarães.
E a Carolina só perguntava porque é que todos os senhores usavam chapéu...
13.8.12
A festa # 5...
Para começar
Já tratei de reservar estes trapinhos, sendo que alguns ainda nem chegaram e a saia talvez nem chegue (snif...snif...).
E para as mais distraídas, dizer só que é tudo da Mango.
11.8.12
9.8.12
A festa #1
Não podia faltar o look.
Escolhi um (in)discreto vestido neon da Primark. Foi uma estreia nisto dos fluorescentes.
Não me parece que o meu homem tenha morrido de amores pelo modelito, mas eu senti-me bem nele e só o despi no final da noite.
Escolhi um (in)discreto vestido neon da Primark. Foi uma estreia nisto dos fluorescentes.
Não me parece que o meu homem tenha morrido de amores pelo modelito, mas eu senti-me bem nele e só o despi no final da noite.
7.8.12
Report
Tenho muitas novidades, entre elas a decepção que foi a marcha gualteriana deste ano - e a vontade que tive de ir embora, depois de 117 bocejos - mais pormenores da festa e desta nova vida pós 30. Mas vim para a praia. Pois tem de ser. Primeiro cá por cima. Depois pelos algarves.
Maneiras, que vou passear a Miss Pipa até ao calçadão e a gente vai-se falando.
Maneiras, que vou passear a Miss Pipa até ao calçadão e a gente vai-se falando.
6.8.12
A festa
Foi o que eu esperava. O que planeei. Familiar. Sentados a uma mesa que nunca mais acabava. Gente que se vê todos os dias e outros (infelizmente) apenas uma vez por ano.
Juntos, a beber do mesmo vinho, parece que estamos todos cá, que ninguém precisou de ir a lado nenhum para endireitar a vida. Continuámos cúmplices e intervenientes nas mesmas estórias.
Coleccionamos as mesmas perdas. Exibimos as mesmas feridas - umas mais sãs que outras.
Quando olho os meus primos - aqueles com quem cresci - a minha afilhada que batizei com menos idade do que aquela que ela tem hoje, e esta geração vindoura entendo, com naturalidade, os meus 30 anos.
Eles são só cinco e parecem 30.
ficam os registos
Juntos, a beber do mesmo vinho, parece que estamos todos cá, que ninguém precisou de ir a lado nenhum para endireitar a vida. Continuámos cúmplices e intervenientes nas mesmas estórias.
Coleccionamos as mesmas perdas. Exibimos as mesmas feridas - umas mais sãs que outras.
Quando olho os meus primos - aqueles com quem cresci - a minha afilhada que batizei com menos idade do que aquela que ela tem hoje, e esta geração vindoura entendo, com naturalidade, os meus 30 anos.
Eles são só cinco e parecem 30.
ficam os registos
![]() |
| A Pipa naturalmente... |
![]() |
| Fiquei demasiado balofa e o iphone agora é branco (falha do maridão) |
| Se ela dança, eu danço... |
| Não é mau de todo se continua a aguentar comigo |
| após a decapitação |
| Os presentes... |
| Já descida no chinelo |
| To big... |
| Ei-la, a afilhada... Eu sei...já não esqueço que a Páscoa é sempre que tu quiseres |
| Mummy...mummy... is that really you? (versão Amy Winehouse) |
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