31.10.12

Noite de princesas



Pois que o jantar vai ser servido.
Estou como que apreensiva se terei o tempo que preciso para a produção, visto que dependo de 1 metro de gente. Mas, como amanhã é feriado, não terá mal se me acompanhar na maquilhagem.
Estou indecisa entre um e outro vestido - talvez conte com o marido e escolho o contrário ao que ele escolher, pois que homem nenhum quer ver a sua mulher desnuda e cobiçada pelos demais.
E agora, cai a ficha. Andreia, tens 30 anos, duas filhas, estrias na barriga e mamas pequenas. E só vais jantar com outras trintonas, salvo uma única excepção. Beber uma caipirinha, um licor no final e fingir que és independente. Acorda para a vida!!!

São completamente doidos




 

Os americanos, de um modo geral, e os jornalistas americanos, em particular.
Eles acham que notícia só é notícia se estiverem em directo na boca do tubarão. Ou neste caso, no epicentro do furacão. Estas são apenas algumas imagens, mas vi tantas, nos telejornais. E o mais irónico é que o que supostamente seria um grande exclusivo assume contornos de comédia, ao jeito daqueles vídeos engraçados que passam em programas como o Gosto Disto.
Estou a lembrar-me de um jornalista da CBS que tinha um mar violento como cenário e rajadas de vento que atingiam sei lá que velocidade, mas a suficiente para não permitirem que o homem se mantivesse quieto. Foi, aliás, numa dessas rajadas que caiu e ficou preso nos destroços da tempestade. A colega em estúdio gritava assustada com o que considerou ser uma situação de perigo iminente para a vida do repórter. Mas, no terreno, preso nos destroços, era possível ver nos olhos do jornalista as audiências que resultariam daquela situação real (tipo, que oportuno o que me foi acontecer, quiçá ainda me erguem aqui uma estátua e o Obama enaltece o meu feito na campanha).
São completamente doidos. Desprovidos de bom senso. Movem-se pelas audiências e pelo melhor directo.
A diferença está, porventura, na mentalidade, e no hábito das catástrofes.
Nas imagens que vi, não vi um único americano chorar, lamentar-se, pela falta de luz, pela devastação, pelas vidas que se perderam, pelo adiamento do Halloween. Vi, antes, nova iorquinos vestidos de Batman e outros com máscaras de cavalos a pousar para as câmaras nas costas do repórter.
São completamente doidos.

Report




Ontem estive nos confins do mundo. Numa terra chamada Serafão que, só para terem uma ideia, não tem ainda saneamento básico. A maioria dos activos vive da agricultura e a rede viária é um desastre. Não fora o GPS e eu nunca lá teria chegado nem entrevistado, durante duas horas, o presidente de junta.
E foi ontem também que entendi que o Outono já não está numa de brincadeira. Instalou-se. Ontem, pela primeira vez percebi que está frio. As minhas mãos gelaram e já não tinha sítio onde as meter. O meu nariz ficou vermelho e até entrar no carro e ligar o ar condicionado estava imóvel.
À noite, ainda fui a Braga, numa de trabalho e lazer. Ao passar no Braga Park comprei o afamado blusão preto.
Esta manhã, em Guimarães, na mesma loja onde tenho uma amiga, verifico que o dito cujo tinha baixado para metade do preço. Oi???? Eu só fui dormir!!!
Naturalmente que pedi a devolução do dinheiro. E a seguir comprei-o outra vez por metade do preço.

29.10.12

Morreste-me


Se não farias hoje 60 anos.


Quatro letras nos matam quatro facas 
que no corpo me gravam o teu nome. 
Quatro facas amor com que me matas 
sem que eu mate esta sede e esta fome. 

Este amor é de guerra. (De arma branca). 
Amando ataco amando contra-atacas 
este amor é de sangue que não estanca. 
Quatro letras nos matam quatro facas. 

Armado estou de amor. E desarmado. 
Morro assaltando morro se me assaltas. 
E em cada assalto sou assassinado. 

Quatro letras amor com que me matas. 
E as facas ferem mais quando me faltas. 
Quatro letras nos matam quatro facas. 



28.10.12

How do I look today?

t'shirt Mango
saia Stradivarius
botins réplica JC


O novo membro (ou membra)





E fica-nos tão bem... Ai bebés, bebés...!

Um dia zango-me a sério

Ao final de semana penso 2347 vezes se saio de casa, ou não. Entre vestir três mulheres com birras pelo meio, cabelos, pequenos almoços e ficarmos (as três) comodamente de pijama, reconheço que me divido...mas normalmente opto por sair e aproveitar a manhã.
Mas, a verdade é que ao início da tarde quando entrava no carro para regressar encontrei um amigo que me disse, "então a família anda no passeio?". Eu respondi-lhe, "passeio com crianças? Isto é tortura". E foi assim. Sem dó nem piedade porque é isso que vão pensar muitas  vezes jovens pais que já o são ou aqueles que se preparam para ser. E não vai ser só numa manhã. Vai ser em muitas.
Porque as crianças - especialmente as nossas - têm esse dom de nos levar do céu ao inferno, em segundos.
Mas, se me perguntarem, "mas antes preferes sair sem elas?". Eu respondo, "depende".
Se for ao supermercado ou às compras, sim, prefiro sair sem elas.
Se for jantar naquilo que se pretende seja romântico e descontraído, sim, prefiro estar sem elas.
No resto (e não estamos a falar de trabalho, claro), elas que venham, que eu aguento.
Mesmo que a mais nova apronte, como esta manhã.
Ela estava na frente dos meus olhos que modéstia à parte são verdadeiras antenas. Nunca a perco de vista. Na verdade eram quatro olhos porque a Carolina também já está sob aviso. A ordem é seguir sempre a irmã.
Mas, a pequena, num piscar de olhos, desapareceu.
Não, ela tem que estar aqui, porque ainda agora estava. Não teve tempo de ir a lado nenhum. Mas, a miúda sumiu-se!
Procurei eu, a irmã, procuraram as funcionárias da loja. Nada.
E nada porquê? Vão entender já a seguir.




Estava a fingir-se de morta.

27.10.12

Isto é digno de nota



O meu telemóvel está desligado!!!
Fiquei sem bateria ia a tarde a meio. E o mais impressionante é que não me dei ao trabalho de subir ao quarto para pô-lo a carregar.
Isto NUNCA acontece!!! E hoje só é possível porque tenho todos os que amo aqui comigo.

Grande poupada que eu sou

Comprei o vestido da imagem há uns quatro anos na Mango de Barcelona. Em Portugal, a saia estava à venda, mas o vestido não e quando o vi lá não hesitei em trazê-lo.
A verdade é que o usei poucas vezes (talvez duas). E agora, que as rendas voltaram em força fui experimentá-lo. E estaria perfeito não fosse chegar-me quase aos tornozelos. O que fiz eu? Corteio-o. Tirei-lhe cinco folhos e com eles concebi esta saia para a pequena Constança que ficou amorosa.
Às vezes acho que merecia uma compensação por ter ideias tão económicas para a economia familiar.





A Kiki pegou bicheza

Dores de cabeça, de barriga, diarreia e febre. Está assim a minha mais velha desde quinta à noite.
É magra, mas rija e a temperatura não vai além dos 38 e sempre muito espaçada. Ontem só subiu era já noite. Hoje, teve duas vezes.
É estranho ver o coelhinho da Duracel ficar sem pilhas.
Ela pula, canta, dança, brinca à Casa dos Segredos, joga à caça com a irmã, esconde-se e às tantas enfia-se encolhida no sofá, cobre-se e diz "tenho frio. Vai começar a batalha entre os meus soldadinhos e o vírus". E assim se mantém. Se chegar aos 38 medico. Se não, deixo a febre fazer o trabalho dela.
A ver se amanhã volta ao modo energia ao day long.

26.10.12

Mensagem às bruxas



Parece que o nosso just girls vai sair.
Tive duas confirmações via email e uma reforçada, por telemóvel, se bem que esta pode não ser fiável porque veio a seguir a um pedido de desculpas.
Bom, bom, está tudo confirmadíssímo.
Já reservei o restaurante.
Já comprei os slims.
Falta-me o blusão preto.

Dentista

A primeira coisa que eu disse assim que a minha Carolina chegou ao mundo foi uma frase simples e objectiva que dirigi ao meu ginecologista. "Nunca mais me meto noutra". E disse-o com tamanha convicção como se aquela fosse, naquele momento, a maior certeza da minha vida.
Pois todos sabemos que a Constança existe.
Hoje, quando saí do dentista, foi exctamente essa frase que me assaltou. Não lhe disse, senão o homem excomungava-me, mas repeti-a interiormente uma data de vezes. E por essa altura ainda estava de tal forma anestesiada que a Carolina ligou à minha mãe e disse-lhe que eu tinha tido um AVC.
Meia hora depois, e à medida que o efeito da anestesia passava, instalou-se a dor. Uma dor que não sei classificar. A pior que já tive na vida. Tirava-me o fôlego com impulsos cortantes.
Voltei ao dentista. Na tentativa que me pudesse - quiçá - pôr a dormir porque assim não podia ficar.
Regressei com a indicação para tomar doses industriais de Clonix.
A última toma foi às 19h e vai-se estando, obrigada, mas pela moedeira cheira-me que não vou fazer as oito horas.

E esta hein?


Eu já vi esta cara em algum lado... E o cabelo também me é familiar... Só o peito é que me faz duvidar...

Boletim clínico

Ou o Christian Bale pode vir mesmo sem disfarce


Pois que estou melhor, obrigadinha.
Acabei hoje o ciclo de cinco injecções diárias. Só em jeito de curiosidade, apenas uma vez na minha vida tinha sido picada (desta forma, vacinas não contam, naturalmente) por causa de uma alergia.
Nunca fui criança de crises de garganta, gripes e acho que no meu tempo ainda não se tinha inventado a doença que trazemos na boca a toda a hora e dá pelo nome de virose.
Para ser totalmente sincera, em 30 anos de vida, lembro-me de estar doente (com febre e mau estar) duas vezes. E o facto de ser tão saudável até me entristecia. Era a única que nunca faltava à escola e só ia ao médico nas consultas de rotina.
Mas, se começarmos a falar de dentes, o quadro muda, radicalmente.
Eu era aquela a quem os dentes de leite não caíam. Às tantas, sentia os ratinhos que espreitavam por trás. Da primeira vez, ainda fui feliz e orgulhosa, mostrar à minha mãe, o meu novo dentinho. E ela o que fez? Levou-me ao dentista para me arrancar o velho.
Maneiras, que das vezes que se seguiram, calava-me que nem rata e qual rata, a minha própria mãe passou a inspeccionar-me a boca.
Os momentos que se seguiam naquele consultório cuja empregada sofria de obesidade mórbida, reservo-me o direito de os manter para mim, de tão aterradores que eram.
Naturalmente, que a sequência desses episódios traumáticos fizeram estragos na minha gaveta das memórias. E vergonhosamente só me apanham em dentistas quando o caso está irremediavelmente perdido.
Como agora. E há dois anos.
Vou, marco as consultas, até já cheguei a pagá-las adiantado para garantir que no dia não faltaria. Adiantou? Não!
Mas, desta é que. Daqui a meia hora, com um calmante no bucho e a suar em bica vou estar de boca arreganhada naquela cadeira... Ai valha-me Deus..

25.10.12

Os meus, os teus (nem sempre os nossos)



Há menos casamentos. Os números dizem-nos que até os divórcios diminuíram, o que não significa que há mais amor. Resulta, antes, da falta de dinheiro dos casais porque separar sai caro - seja pelo processo, seja pelos bens. Deixam de ter onde viver ou como se mobilizarem.
Ou seja, há muitos casais que vivem como tal e já há muito deixaram de o ser. Eu conheço-os.
Criam-se situações embaraçosas e não é apenas pelo lado conjugal, de ter que se estar com quem já não se quer, de continuar a partilhar a intimidade de uma casa (mesmo que já não seja lar). Às vezes, a situação arrasta-se tanto que chega-se a partilhar aquela casa com os novos companheiros. E nem sempre (ou raramente) as relações são cordiais.
Os filhos ficam confusos.
As cabeças desarrumadas.
Os roupeiros mais cheios.
A casa de banho mais ocupada.
Há mais desarrumação e menos leite no frigorífico.
Vai-se, quiçá, o respeito. Pelo outro, com quem se partilhou uma dúzia de anos de vida (ou mais).
Se me questionarem direi que sou moderna, que tenho a cabeça aberta. Mas, se há assunto em que os costumes ainda me tolhem, é este das relações. Daquelas que acabam, tantas vezes, mal resolvidas e que complicam quando há filhos de ambas as partes e ex mulheres e maridos.
Eu sei que nem sempre é assim. Que há exemplos felizes de coabitação.
Mas, se fosse comigo, ou tinha a minha cabeça muito esclarecida, ou o meu ex ia ter uma grande canceira.

Quando as crianças nos tramam




Este é um dos temas do Boa Tarde, apresentado pela Conceição Lino na SIC.
Estarão em estúdio mães a exporem situações embaraçosas criadas pelos filhos. Uma delas é a Carla Rocha, da RFM. Mas, podia ser eu. Oh, se podia... Com uma filha como a Carolina com uma língua que não cabe na boca...
Ainda esta semana aprontou.
O meu marido tem a mania de coleccionar moedas. Ou seja, se destrocar uma nota e não gastar o troco quando chega a casa guarda-o. E assim junta quantias consideráveis.
Tendo eu um faro jornalístico apurado encontro sempre o esconderijo das moedas e para lhe trocar as voltas, mudo-as de sítio.
Esta semana, o homem, decidiu contá-las. Mas, não as encontrou.
Confrontou-me.
 - Não sei do que estás a falar. A sério que guardas moedas?
 - Não brinques comigo - resmungava - Onde é que as puseste?
A discussão prosseguiu comigo a mostrar-lhe as moedas, mas a fazê-lo crer que tinha sido ele o responsável pela mudança.
Pois que a Carolina, nesse dia, após o jantar, foi à avó. E eis o que se passou na cabeça dela:
 - Os meus pais estão chateados.
 - Ai sim?! Porquê - perguntou-lhe a minha querida sogra.
 - Porque o meu pai disse que foi assaltado dentro da própria casa. E foi pela minha mãe!.

Convocatória



Meninas, já chega de pequenos almoços, pão com nozes, compotas e meias de leite.
Vamos mudar o urban style e adoptar o night style. Abusar da base e do blush em vez do primário e da máscara que só disfarça as olheiras.
Subam no salto. Vamos para a gandaia - como sugere a nossa saudosa Fany.
Está feita a convocatória. Entendam-na como uma intimação.
E se fosse no dia das bruxas?

It's magic



Pois foi o que se fez esta semana. Assim, como se um condão resolvesse conflitos ou crises de adaptação. Só o relógio, sempre no limite, incomoda as minhas manhãs.
Já não há lágrimas que caem como tromba que inunda.
Não há pranto. Nem a perna que arrasta porque alguém a prende.
A viagem faz-se calma, na pacatez dos minutos que nos separam do colégio. O colo que lhe dou é de saudade. Já não é de medo.
E foi assim, desde que na sexta feira passada alguém fez magia.

24.10.12

Back on road




Estou de volta à estrada. Thank God com GPS. Porque a rede viária, nas bandas onde ando é péssima. Tem curvas, mas não tem sinalização. Tem gado, mas não tem transportes públicos.
Essencialmente, tem gente. Quase sempre boa gente. Que te permite uma tarde de prosa. 

23.10.12

Desafio-vos


A andarem 14 horas em cima de uns saltos como estes.

(experimentem lá e garanto que à noite um par de meias vai ter o gosto de pêra doce que derrete na boca).

22.10.12

Foi lindo

Ver o Rúben chorar pela sua Tatiana.
O amor é assim una coisa-como dizer-admirável!

Lembrar apenas que o Rubenzito foi o mesmo que disse ah e tal para ela a relação é séria, para mim, não. E outra pérola como que a tinha traído ainda na semana anterior.
Agora, eu pergunto, seria aquilo a saudade já a apertar ou medo do que a miúda fosse descobrir cá fora (sim porque ele pensa que ela foi expulsa).

Condicionada

Digamos que estou condicionada.
Ponho gelo desde as 13 horas.
Tenho os olhos semi-cerrados. Sono.
Tenho 4 injectáveis para tomar (hoje já me picaram o rabiosque). E três dias de antiinflamatório.
Digamos que são legitimas as minhas limitações.
Vou só pôr um pouco mais de gelo e talvez vte (ou não).

Manifestis Probatum









Wine bar, conservas e tapas.
Recomendo.

20.10.12

Hoje



Diz o marido que vou jantar fora.
Só eu (e os meus 55 quilos, porque às vezes parece que tenho 100 sempre com a rapariga em cima) e ele.

O último post




Cabe em qualquer um(a).
Os homens deste século acham que podem desflorar uma mulher (mesmo que já esteja desflorada há muito) e que o podem dizer. Descaradamente. Como se insulta o carro se avaria ou se o combustível falta.
“Se quiseres foder diz-me ainda hoje. Se não, não falamos mais”. E remata com o que julga ser o seu bem mais precioso: a frontalidade. “Desculpa, sou muito directo”.
E haverá mulheres que consideram normais estas abordagens modernas que dão o corpo pelo corpo. Como uma troca de alimentos de séculos que se foram há muito.
Faz-me impressão. Revira-me o estômago a facilidade com que as meninas se dão, considerando normal esse contacto. Quase como uma cadeira que terão de fazer na faculdade. Sem amor. Sem envolvimento. Sem meses de desejo. Sem o simbolismo de uma primeira vez. Que se esquece, como também vão esquecer o primeiro beijo.
E as náuseas aumentam quando se tem em casa duas mulheres, lindas e namoradeiras que crescem na era facebook, msn e skype.
Eu não sei como será. Mas sei como não quero que seja.

Homens modernos




Ela é casada. Ama o marido. Não vive sem ele. Quer tê-lo sempre por perto. Não o trocaria por nenhum outro.
Ela é bonita. Alta. Olhos verdes. Veste 36 de calças e soutien. Anda como ninguém. Como se as pernas, bem torneadas, se envolvessem numa dança de segundos. Desliza em cima de saltos vertiginosos, companheiros de todas as horas. De qualquer bate perna. No shopping ou na calçada portuguesa.
Fixa olhares. Atrai ordinarice e bocas foleiras. Fez-se mulher assim. Entre uma saia curta e um decote.
É a mulher. 90% quer tê-la nos braços e entre as pernas. 10% é gay.
Ela quer. O sexo. A insanidade de (duas) cabeças. Mas, quer estar entre as pernas e no coração.
Não lhe basta o encontro. Fugaz. O despe e veste, sem o afagar do cabelo ou a persistência do olhar.
Não lhe chega tocar o corpo. Quer para si a alma. O domínio dos pensamentos. E os likes do facebook.
Mas, os homens julgam-se assim. Donos da carne. Senhores da mente. Gente sem propriedade… que não sente.
Até que, uma tarde qualquer, entre a lavandaria e o pão do dia, ela vai apagar o cigarro e vai vestir.
Com aquele, não despe mais.

19.10.12

Casa dos segredos

Já li alguém escrever que este tinha sido o pior casting de todos. Discordo.
Acertaram em cheio com quase todos os concorrentes.
Já nem falo no "jogo", desde o primeiro dia, nem das meninas nuas nas revistas. Num mês já houve pelo menos duas ameaças de agressões e agora estes dois triângulos amorosos cujo vértice comum dá pelo nome de Alexandra, aquela fulana ridícula e petulante que abana as nadegas moles e celuliticas e ainda há pouco a vi exibir-se semi nua para o ex que por sua vez diz que ela faz parte do passado e só tem olhos para a actual Mara que dá 20 a 0 àquela que diz que tem muito conteúdo. Se  o Nuno não a tivesse salvo, domingo o povo corria com ela.
Para mim é obvio que só lhe interessam os homens que já estão interessados noutras, como o Fábio e o Cláudio. Vamos combinar, bonitinhos por fora, mas pobres, pobres, por dentro.

Verão...Verão...!



facilitava tanto o calor do Rio de Janeiro


Deus- o meu marido e a freguesia toda - sabem como adoro trapinhos.
É assim aquela coisa que me deixa para lá de eufórica. Seja o mais glamoroso Valentino ou uma camisolita engraçada da loja dos chineses. Ou da feira. Já perceberam que compro em todo o lado. Quer dizer, ultimamente "todo o lado" é onde toda a gente compra. Foram-se as grifes.
Namoro casacões, blusões, kispos e normalmente até tenho alguma predileção pelas coleções Outono / Inverno. Mas, valha-me Deus, no Verão é tudo tão mais simples.
A começar por despir o pijama; vestir a roupa; sujarem-se a comer e optar por deixá-las de cuecas e não precisar de carregar mantas e casacos para tudo o que é lado. Ou simplesmente, não haver lado onde se vá.
Até aqui era tão simples preparar o dia seguinte. Um vestido, umas sandálias e um laço para o cabelo (a multiplicar por duas, claro). Agora, lá vem a meia calça cuja cor que pretendemos desaparece sempre que precisamos dela. Depois, a camisa branca, ganda maluca, que vai com todos e nem adianta ter uma meia dúzia porque vai chegar o dia em que não tens uma limpa ou passada. Finalmente, o vestido e o casaco que, mães da minha vida, há-de estar ligeiramente curto nas mangas ou as pequenas inventam que aperta no pescoço.
Obrigatório é falar dos sapatos. A minha grande luta diária. O meu karma. Não há um único sapato que não magoe a minha mais velha. Porque estão pequenos. Porque estão grandes de mais. Porque têm um fio mais grosso no dedo mindinho. Porque a fazem cheirar mal dos pés.
Ter mil sapatos e nenhum é exactamente a mesma coisa.
Escusado será dizer que a mais nova já tem a lição na ponta da língua.
Ai (suspiro) Verão...Verão...!

Aprender a usar os homens



Carolina: É uma seca ter tantos rapazes apaixonados por mim...
Mãe: ai sim... Quem são?
Carolina: são muitos! Mas o Rui (pausa e sorriso matreiro) oh mãe o Rui ama-me mesmo.
Mãe: que fofo! Mas porquê?
Carolina: hoje, no final do lanche, tinha na mão o pacote do leite para deitar ao lixo. E então lancei um desafio aos meus apaixonados. O primeiro que chegar ao pé de mim e deitar-me o pacote ao lixo tem direito a ser meu namorado... O Rui correu tanto na minha direcção que se partiu todo.

Factos

Já não me levanto quando o despertador toca às 7.
Perdi alguma classe desde que tenho de me maquilhar e pentear com a Constança no colo em modo repetição, "Tuca não...Tuca não...Tuca não".
Já devia ter colocado definitivamente de lado os collants cor da pele. Não resistem aos sapatos da miúda.
Não devia ter deixado a Carolina ir para a natação. Hoje, lá vou eu ter que lhe vestir o fato de banho, enfiar-lhe a touca com a bebé pendurada em mim.
Não adianta gritar para que me largue. O ideal é sacudir imediatamente a perna e correr para pôr máscara nas pestanas da esquerda. Voltar, limpar-lhe o nariz e correr para as pestanas da direita.
Parar de insistir para a Carolina calçar o que ela não quer. Ela ganha sempre.
Desistir de perder tempo a fazer penteados xpto à Carolina porque no percurso de casa até à garagem desfaz-los.
Não investir em mais Jeffrey Campbell originais. Há imitações a dar com o pau, até nas sapatarias que vendem ortopédicos.
Para a semana vai ser a sério.

Oiçam com atenção

Aqui do vosso lado direito está um F, de faca, de faneca, de farinha, de fisga, de....FACEBOOK!!!
Já lá foram pôr o like?

18.10.12

Também não é normal

Mas, eu devo ser a única pessoa no mundo que paga para ir ao cabeleireiro e a seguir perde uma tarde em casa a esticar o cabelo pelas próprias mãos.
E a seguir ainda enfia um barrete para tirar o volume.

É um despropósito, eu sei

Especialmente quando dito na semana em que se assinalou o Dia Mundial da Alimentação e num país em que a obesidade infantil regista números alarmantes, mas quem me dera ver qualquer uma das minhas filhas devorar um croissant misto. E preferencialmente, a seguir, pedir outro.

17.10.12

A ver se a gente se entende



Vocês vêm cá. Muitas vezes. Mais do que uma vez. Alguns à espera que eu diga que parti o dente da frente ou que tropecei numa banana e fui abalroada por um camião.
Outras para cobiçar o meu marido, que é um gato. Para ver os canitos. E as meninas.
A verdade é que vêm cá e eu adoro que venham. E sinto-me grata por ter cada vez mais visitas e mais pessoas a enviarem-me emails.
E foi levada nesta onda que me deixei convencer pela página do facebook. Mas, minhas amigas, estou triste.  Tenho poucos likes (snif...snif...). Chega a ser embaraçoso. Por isso, sejam generosas. Se toda a gente que passa por cá diariamente lá fosse clicar já seríamos um número bem mais pomposo.
Como tal, o desafio - bastante modesto - começa por ser chegar aos 50 likes.
Como sabem, estou a reciclar os sapatos, botas e afins, e lembram-se de ter falado nuns guess e coisa e tal? Pois o quinquagésimo like vai ter direito a prendinha.

A resposta é sim. Estou descaradamente a tentar suborná-las.

Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe



Dr. Eduardo Sá, obrigada pelo telefonema de ontem. A estratégia resultou.
A miúda não gritou. Não barafustou. Nem se verificaram problemas de insuficiência respiratória em resultado do choro abafado.
Ainda me lançou um sorriso tímido, como que a dizer, "lá terá que ser... afinal não te venço pelo cansaço". Ou então, "espera por amanhã, tenho outro trunfo na manga"..
Mas, as noites, doutor, continuam itinerantes. Na última lá fiz nova viagem ao quarto ao lado. Dei leitinho. Abanei o rabinho a ver se o sono pegava. Mas, ao invés, a miúda trepava-me e queria brincar com a lanterna. Tenho o ombro esquerdo feito num oito.
Dr. Eduardo Sá, será cedo para um vasldispert a ver se dorme a noite inteira?

16.10.12

Verdadeiramente em apuros



O Verão já era. Kaput. Não há restea de esperança que nos agarre aos shorts.
Da parte que me toca já me fiz aos opacos. E hoje foi dia para organizar o calçado de Inverno.
Quando me deparei com uns sapatinhos da Haity que são uns ratinhos muito fofos, lembrei-me de algumas coisas. Primeiro que não os calço desde 1700. Segundo, o quanto me custaram. E terceiro, como fui feliz - e cobiçada - com eles. Maneiras que decidi limpá-los e estou decidida a levá-los a passear um dia destes.
Com uma correntinha, que comprei de manhã nos chinese,s reciclei umas botas da Primark e ficaram com melhor ar.
Mas, outros...outros estão moribundos. Não vou insistir nos paliativos.
Tenho dois pares da Guess que custaram mais que um salário mínimo encostados na boxe. Já para não falar numas texanas cujo montando despendido me envergonha, ainda mais agora. Corria o risco de virem-me para a porta fazer uma vigília. Vai daí pensei, e se eu os vendesse no OLX (se alguém estiver interessada...).
Conclusão: estamos muito mal de sapatos, botins e afins. Desesperadamente necessitada de algumas aquisições.
Para já, tenho dois em mente (para aquisição imediata) e outro em análise.
Mas, o pior de tudo, foi quando percebi que muito provavelmente (quase de certeza, vá) é que deixei em Lisboa um blusão de pele. Por isso, se virem a Cristina Ferreira com ar muito cool a passear-se com um blusão preto com umas aplicações em dourado, é meu!

Morning report

O turismo nocturno no outono é assim uma espécie de praia na Póvoa de Varzim. Tem dias que o povo está na areia de sweat ou toalha às costas para se tapar do vento. Incursão de cama em cama tem o seu quê de ciência experimental quando, de noite, a temperatura se mantém agradável. Mas, agora? Poupem-me meninas com esses xi-xis e leitinhos.
Não sei como está o tempo por esse país fora mas aqui, onde Portugal se fez, há rajadas de vento, tão fortes que tombaram a gaiola de Seunacibe e o pássaro bateu asa.
Apetece-me enfiar-me num shopping e gastar até ao último cêntimo.
Nota: o desafio dos 5€ já terminou e não, não fui bem sucedida.

15.10.12

Cacos

Mães de Portugal e desse grande país que é o estrangeiro e onde tenho tantos leitores, sejam solidários com esta mãe desesperada.
Continuo com as unhas partidas. Tenho os tacões gastos e a meia opaca do ultimo inverno. O cabelo mal esticado, as camas por fazer e a roupa passada que ainda não fui buscar. Tenho ranho da Constança no meu chanel.
Basicamente estou em apuros.
De manhã parti a travessa com os restos do arroz de pato e assim está este pobre coração. Em cacos.
A miúda insiste em não ir para o Colegio.
E uma hora a chorar desde que acorda até que chega sendo que na despedida a cena assume contornos de terror, não é fácil.
Solidariedade precisa-se. Obrigada.

13.10.12

Nós por cá


A Carolina começou na natação. É a última modalidade que experimenta das que são possíveis na escola. Já  praticou dança, ballet, capoeira e karaté. Este ano convenceu-me com a natação.
Ontem lá fui espreitar. E não gostei. Muita canalha para três professores, entre miúdos em pânico para porem um pé na água, que fará os dois. Muita correria, profundidade a mais e nem de propósito, uma menina ficou com o braço preso numa barra da piscina.
Ela portou-se lindamente e aquando deste episódio que me fez querer sacar de serra eléctrica até olhou para mim, numa de "tem calma, está tudo controlado. Vês os meus bracinhos, ambos no ar a acenar para ti".
A seguir ainda fui com a Constança ao médico.
Choradeira, em doses industriais e colírio.
A miúda estava-se nas tintas para o olho. Acredito que de manhã até ficou grata porque assim pôde ficar em casa, mas depois que o doutor lhe tocou, traumatizou. Acordou depois das 23 aos gritos, "ai, o meu olhinho, mamã...ai, ai...". Quase que peguei em nós duas e nos enfiei no automóvel a caminho do hospital. Até que me lembrei da Carochinha. "Quem quer, quem quer casar com a carochinha?". E a miúda interrompe o choro e responde, "queo eu, xou o cão, faxo ão, ão".
Ok. Vamos continuar. E em pouco minutos adormeceu.
O pior foi de manhã. A sério, nunca vi nada igual (só quando goglamos acidentados ou massa encefálica).
O olho da miúda estava do tamanho de uma tangerina, completamente fechado com as pálpebras coladas. Nos bordos uma mistura de pus e sangue, espesso, como um pão muito barrado que transborda. O pai agarrou-a para eu poder limpá-la (e a sujeira era mesmo muita). Assustei-me. Mas, depois de limpo, aos poucos ela foi abrindo o olho e ele foi desinchando também.
O colírio de quatro em quatro horas tem feito um bom trabalho e como por magia aquela azeitoninha está quase sã.
Eu decidi hibernar.
Tenho três unhas partidas. Um toco no cabelo. Estou mais pálida que um cadáver. Comi uma caixa de bombocas e um pacote de tulicreme às colheradas. Para o almoço de amanhã temos arroz de pato. Para a sobremesa pudim, leite creme e bolo de ananás. Mas, tenho a depilação feita.

E este hein?



Com um dia de atraso, é certo, mas cá está. E para compensar vou ser mais generosa no prémio.
Adenovírus para o premiado que pode dar direito - entre outras maleitas - a uma conjuntivite como a da minha mais nova.