29.2.12

Kate desculpa lá, mas este é meu

Acabei de ver a Kate Moss com este vestido num anúncio da Mango. E não tenho dúvidas que o dito cujo se vai mudar cá para casa.


 25.99 euros. Are you joking???

Boa(s) Noite(s)




Tenho procurado um fulano para uma reportagem e não o encontro. Virou agulha num palheiro. E agora, não sei se mudo de...agulha, ou se dou uma "volta" ao propósito original.
Nisto, sou como os alemães. Não vou por atalhos. Não gosto de desvios. Sou prática. E irritantemente persistente. Por isso, tenho um mapa semanal da indumentária diária, claro está a multiplicar por três. Nunca conseguiria abrir o roupeiro, depois de abrir a janela, e pegar no que me viesse à mão. Impossível. Planifico tudo. Aponto tudo. Não sei se é mania de jornalista... mas acontece-me frequentemente ter uma boa ideia durante o sono e se acordar pego imediatamente no iphone para apontá-la nas notas. Os meus melhores títulos e "entradas" foram mentalmente concebidos enquanto dormia.
Tenho que encontrar o fulano que deambula por estas ruas. E nestas ruas ganha a vida. É ele que quero ouvir. É sobre ele que quero escrever.

De manhã, estive três horas no cabeleireiro para clarear o cabelo. Gostei. O meu homem, não. E eu não gostei, que o dissesse assim, sem falsidade ou delicadeza (whatever). Com a maior das latas, e a menor sensibilidade, disse "andas a gastar dinheiro para envelheceres". Tau!!!  Acertou-me bem aqui do lado esquerdo do peito, pertinho da aorta.

Hoje, ainda tive tempo para um filme "What's your number?" que é como quem diz, com quantos... vá "dormiste", como dizem os americanos. A fulana tinha uma lista com duas dezenas de homens, o que segundo um estudo realizado pelos cientistas da Marie Claire significa que nunca conseguirá ter uma relação estável e constituir família. Claro que a piquena se apaixonou e viveu feliz para sempre.
Ontem vi outro com a Jeniffer Aniston, "just go with it" e adorei. Divertidissimo. Romântico. Com amor. E crianças.
E hoje, tivemos um fim de dia normal. Não houve trambolhões; saltos acrobáticos, da mesa para o sofá e do sofá para a mesa. Não houve nudismo. Nem puxa cabelos e aperta bochechas. Ou dentes que abanam com um sopro.
A fadinha esteve cá e deixou o que a menina tinha pedido, marcadores e post-its (I know, don't ask).
Só a Pipa faz cada vez mais jus ao apelido que lhe arranjei, psicadela. Está um nada alucinada. Tenho para mim que deve andar a ingerir açúcar a mais das gomas das meninas. Às vezes, anda por aí a correr como se estivesse na maratona. Outras ressona que nem gente. E continua sem usar a casa de banho.

Das boas manhãs

A Constança despertou ainda a dormir(se é que me entendem). "é méu... É méu", gritava. Cá está, o desejo contido de desbravar o terreno cuja hegemonia é da mais velha.
E uma mãe tem que acordar com uma pica para fazer frente a estes conflitos.
Nestes casos- em que acorda com um humor tão mau como a escanzelada da Jolie- a minha solução é simples, uma embalagem de toalhitas pir estrear, de preferencia desmaquilhantes. Eu compro no Lidl por 0.99 cêntimos, mas convenhamos, 1€ por dia para entreter a bebé e nunca ter com que me desmaquilhar à noite é assim como que aborrecido.
Ah, kiki livrou-se do dente moribundo. Aproveitei o sono e tirei- o como quem tira um amendoim com recurso ao mindinho. Não deu de si. E quando acordou nem acreditava que já não o tinha.

28.2.12

Se é assim com um dente quando estiver na puberdade enlouqueço

Por hoje o estaminé fechou. Tive um final de dia, e noite, de cão. Não, de cão não, porque trato muito bem o meu canino. Senti-me assim um piriquito naquelas caixinhas com uns buraquinhos.
A Carolina ficou com um dente literalmente pendurado e não o deixou tirar por nada deste mundo. Prometi- lhe uma Wi, uma PlayStation e nada. Não se vendeu.
Fechou a boca e deitou fora a chave. Não falou. Não comeu. Quase tinha um ataque de pânico. Ela e eu.
Agora dorme assim com a boquita para o aberto. E eu estou só à espera que pegue bem no sono para agarrar a oportunidade, que é como quem diz pegar no dente e enfiá-lo por baixo da almofada e esperar pela visita da fada dos dentes.

A “sua” aventura na Segurança Social



Ainda não eram 9 horas quando passou na rua da Segurança Social. Já o povo se enfileirava para quando a funcionária abrisse as portas, um a um, carregasse no botão do atendimento geral.
Decidiu passar mais tarde. Aproveitaria para tomar o pequeno almoço requintado e baixo em calorias que tanto aprecia. O café nos 28 graus - nem mais, nem menos. O sumo de laranja natural, com a sua pedra de gelo e a palhinha rosa choque, como os louboutin, que tem calçados.
Comprou a Vogue de Março e a Máxima que traz o suplemento especial tendências primavera / verão 2012. Folheou e dobrou o canto superior da página que tinha alguma das suas peças de culto.
Pegou no iphone com orelhas de coelho e pom-pom na traseira e fez umas chamadas. “Fatinha, querida, vou passar ainda hoje. Faz-me um sortidinho. Não esqueça o chanel, por favor, tamanho S que estou bem mais magra”.
Voltou à Segurança Social. Estacionou em cima do passeio e deixou com o arrumador 10 euros para lhe vigiar o bólide. “Você tem telemóvel querido? Claro que tem, se o Governo Civil deu aos velhinhos, com certeza, também lhe ofereceram um. Oiça, vou deixar-lhe o meu número se se você os avistar, aos PM,  dê-me um toque que eu volto num instante”.
E lá foi. Passou os bancos lotados. Ocupados por calças de origem duvidosa e senhores de meia branca calçada. Sentiu a mistura do desodorizante label e do hálito a tabaco e café. “Mas esta gente não sabe o que são pastilhas elásticas? Ou chiclas como lhe chamam?”.
Subiu as escadas. Frias. Num alcance rápido e húmido até ao andar de cima.
Meia dúzia de cadeiras. Todas ocupadas.  “Menina você viu aquele filme do Daniel Craig? A menina parece mesmo a fulana do filme que até estava  nomeada para melhor atriz, mas perdeu para a Meryl. Esse seu ar de toxicodependente, o cabelito assim e o ar de cadáver. Fantástico! Foi de propósito para lhe darem o rendimento mínimo ou anda assim todos os dias? As criancinhas da sua rua não se assustam?
E você querida, tem um moreno invejável. É seu ou já começou com o solário? Eu também começo nesta altura. Mas não tem frio aos pés para andar assim na rua de chinelo. Ai querida, andar sem collants histórias, se bem que aqueles sem costuras são fantásticos e podemos calçar a sandalinha que não se nota nada, mas esses pés… Espere lá, pegue no telemóvel que vou dar-lhe o contacto da minha estética. Vou dizer para lhe fazerem uma atençãozinha. Não me leve a mal, mas esse cabelinho também está a precisar de um corte. Ia deixá-la mais light e em vez de parecer que tem 120 quilos, sei lá, talvez passasse por uns 90 ou 95, na pior das hipóteses.
Vocês também estão cá por causa do rendimento social de inserção? É assim que se diz. Vocês é que insistem com o rendimento mínimo. Coitadas, não têm TV Cabo, pois não? Sabem que no Brasil, os favelados têm?  E internet sem fios, também. Acho uma injustiça, vocês também deviam ter”.
Foi interrompida pela funcionária da Segurança Social, “próxima”.
“Ai, sou eu, não se importam, pois não? Tenho o carro em cima da passeio, o querido do arrumador está a controlar, mas tenho cabeleireiro daqui a 10 minutos e não gosto de me atrasar porque elas são umas queridas, mas depois não me fazem a massagem capilar como deve de ser. Vá, foi um gosto conhecê-las”.

Braga campeão?

Pois, Nilson, diz que estiveste um bocadinho às aranhas


Pois não foram 2, não senhor, foram 4. Dito assim, até choca.
Pela manhã, o meu homem estava tolhido. Fartou-se de sussurrar que, por este andar, os gajos ainda são campeões. Diz que estão a três pontos ou coisa que o valha. E que jogam muito. Eu dizia que sim com a cabeça e fazia uma expressão séria como se um título do Braga fosse a pior coisa que podia acontecer a um vimaranense. Mas, de repente, não me ocorre nada pior. A não ser que fosse uma catástrofe natural. Pior, pior, só se um tsunami na Póvoa chegasse aqui. Ou o castelo desabasse. Ou a estátua do Afonso fosse roubada...
E naquele diálogo dramático, ainda antes do pequeno almoço, caí no erro de me lembrar do Boavista que em bom tempo foi campeão nacional e era tido como o quarto grande do futebol português.
Hoje, são eles, os vizinhos do lado, o quarto grande. E não adianta assobiarem para o ar e maldizerem o que escrevo. Aceitem. Resignem-se, perante as evidências. Vá, inspirem e expirem devagarinho. Agora, digam comigo, "os gajos estão a jogar muito"...Isso, mais uma vez, "os gajos estão a jogar muito"...
Mais calmos?

27.2.12

Desejos (impossíveis) para 2012



Não tenho o bronze da piquena, nem o cabelo preto e farto. 
Ok, reconheço também que está em melhor forma que eu, apesar de eu estar muito bem.
Assim, à primeira vista, também terá mais uns centimetrozinhos. Coisa pouca, tipo uns 30...Mas, uma coisa eu sei... com este casaquinho Chanel eu também faria uma grande figuraça. Para ser sincera, até acho que ia melhor com o meu loiro natural e tom de pele.
Make it possible (tu que me lês no gabinete de engenharia depois de conferires os resultados dos 12332421 campeonatos desses grandes países que são Portugal e o estrangeiro)

Por falar em Vitória





Quando subi aos aposentos perdia por dois com o Braga. O maridão, no sofá, só bufava. Resmungava. E culpava o Nilson pelos golos sofridos. Tenho para mim que sofre pela derrota do Vitória e porque talvez lhe tenha estragado as apostas do totobola.
Quer dizer, não sei o resultado final. Como disse só amanhã me inteiro da situação.
Já disse que comecei no jornalismo pelo desporto? Cobria jogos de futebol dos campeonatos distritais e da segunda liga e pagavam-me três contos por página.

De manhã tive uma reunião de trabalho. Produtiva. Vamos a jogo.

À tarde fiz um rastreio ao meu "cortiço" e estou melhor do que imaginava. Eu sabia que tinha perdido uns quilos - cerca de quatro, para ser concreta - mas eles continuam a deixar-me, assim, naturalmente. E estou a adorar.
O meu IMC é de 22 e a massa gorda de 30%, sendo que neste particular posso melhorar a performance. O ideal era estar nos 27%.
E fiquei a saber que aquela história que as mulheres engordam entre 1 e 2 kg quando estão com o período não é mito. É facto.

Ao final da tarde as meninas estavam loucas. Correram quilómetros sala fora, com a cadela atrás para ajudar à festa. Espalharam cereais. E gomas pelas carpetes novas. Arrastaram a mesa para um canto. Atiraram com as almofadas para o chão. E voltaram a correr. E a gritar. Nossa!!! A Carolina grita mais que a Júlia Pinheiro. Atrevo-me a dizer que ela só grita. Porque está feliz. Porque se zanga e faz birra. Porque quer alguma coisa. Porque não quer mais sopa. Porque perdeu um chinelo. Porque quer cócegas. Porque quer o cabelo solto...
A minha filha mais velha que fará 7 anos em Maio está na pré parvalheira?
Ah, acrescentar que me trata, a mim, que só por acaso sou a mãe por "miúda".

A Tininha na red carpet???

Ontem à noite, o canal americano E estava a transmitir em directo da red carpet, enquanto na TVI a Maria João Abreu chorava com a Romana a cantar Witney Houston. Pensei que com um bocadinho de sorte podia ver o Brad chegar com a sua Angelina, mas calhou-me o George no seu Armani o que já foi um gosto para os meus olhos vermelhinhos de sono.
O pior foi mesmo o meu homem a ressonar ao lado e às tantas a queixar-se que estava a ver uma passadeira vermelha. E ainda teve a lata de me dizer "olha, quando chegar a Tininha, acorda-me". Eu não sei se o disse intencionalmente para me irritar ou se o gajo até a dormir tem essa capacidade inconsciente.

26.2.12

O Vitória ganhou ao Benfica!!!

Já perceberam que não sou de bola. Talvez para manter o equilíbrio conjugal porque o meu marido é todo bola.
Acho que também já escrevi aqui no estaminé o meu sportinguismo e naturalmente vitorianismo, embora não o reconheça, em casa, para não dar abusos ao homem que como qualquer vimaranense sofre da doença chamada "vitoriatite aguda".
Eu não sou de futebol agora, porque no passado fui a mais persistente reivindicadora de se criar uma equipa de futebol feminino no Vitória. Cheguei inclusive a falar com o "saudoso" (interpretar como quiserem) Pimenta Machada. O projecto - no meu tempo - nunca avançou.
Mas, eu queria jogar futebol. Por isso, fui para Fafe, para um clube chamado Fornelos que militava no campeonato nacional. Cheguei lá graças ao meu pai. E fui imediatamente inscrita na Federação Portuguesa de Futebol. No meio do terreno; à frente e até na baliza. Joguei até entender que gostava mais das minhas pernas do que da bola jogada naqueles pelados pejados de pedras.
Deixei o futebol. E além das botas também pus de lado o carinho pela modalidade.
Sou das que só sabe o resultado no dia seguinte.
Mas, o que eu quero dizer com isto é que é delicioso o amor que se sente pelo Vitória nesta terra. Não são só homens. Novos e velhos. Ou os putos levados ao estádio pela mão do pai. O que mais me enternece é o vitorianismo das senhoras. Algumas quase nos 80.
Por isso não resisto a partilhar o que ouvi - de uma das tais senhoras -  esta manhã no café enquanto tomava o pequeno almoço.

"O Benfica perdeu com o Vitória! É verdade. E quando o Vitória marcou o golo eu dei um salto que nem eu sei como não me aleijei!!! Eu estava sozinha. Vocês sabem, eu sou sozinha e naquela ocasião até os gatos estavam na rua. O Vitória ganhou ao Benfica e não é que eu até só queria o empate".

How do we look today?




Meninas Primark (conjunto)
sapatos zara
bandolete H&M


Camisa H&M
Calças H&M
Sapatos feira
blusão não faço a menor ideia
bolsa Primark





Nota: o cabelo está como o meu marido gosta, à dona de casa desesperada.

A verdade é que não lhe resisto

Eu disse que não me importava que se esfregasse no chão do café





25.2.12

Pronta a dormir

Estou naqueles dias. Ou melhor, naquelas noites, em que só me apetece tapar-me até aos olhos e fazer zapping. Até o meu corpo ceder ao sono dos justos por, pelo menos, 8 horas.
A Kiki já dorme. Constancinha aussi. E a próxima sou eu.

How do we look today?

Carolina
gabardine burberry
meias microbe

Constança
casaca blumarine
collants Primark

vestidos mayoral




vestido Primark
blusão não faço a menor ideia
óculos Primark
sapatos Primark


Sugestão acertada

Peguei na Máxima - com o seu suplemento de moda - e olhei de esguelha a Lux Woman. Reflecti. E decidi que ia comprar uma de cada vez. Mas, cedi à curiosidade e passei a mão pelas páginas. Qual não foi o meu espanto - e orgulho, também - quando me deparo com isto



Claro está que a trouxe comigo.

24.2.12

Adenda ao post anterior

Acrescentar apenas que os trouxe da feira. Da tenda do meu cigano favorito.

Arranjei mais um cantinho para estes dois




Irmãs mais velhas



A Carolina ensinou uma palavra nova à Constança. E juntou-nos, enfileirados, para assistirmos à apresentação do novo vocábulo do benjamim.
Esperávamos uma nova imitação, de um bicho qualquer, se bem que a fasquia já está elevada nesse âmbito. O reportório musical também é vasto. E até os legumes identifica. Da simples batata. À courgette.
O que seria?
"Estão prontos?" - perguntou.
Mais que prontos. Ansiosos.
"Constança, o que tens aqui?".
"A vulva", respondeu prontamente. Sem hesitações. E sem merecer qualquer reparo ou correcção.
Ficamos realmente surpreendidos.

Boatos



Sou o tipo de pessoa que é fácil difamar. Correr um boato sobre mim é tão certinho como a senhora que vende sardões e passarinhas à entrada da rua Gil Vicente. E atenção que sustento a minha convicção apenas com os que me chegam aos ouvidos. Imaginem, os que não chegam.
Desde dizerem que trouxe um gajo do Brasil da vez que lá estive com o meu próprio gajo, a inventarem que fiz um escândalo na farmácia, ou que estava embriagada no meio da rua quando ainda nem sequer era menstruada...já me calhou de tudo. Ou porque tenho uma aparência demasiado cuidada para quem não tem onde cair morta. Ou, aqui del rei que hoje não me maquilhei e repeti os sapatos de anteontem.
Isto, para mim, é um study case, porque juro, a pés juntos, que a minha vidinha não interessa a ninguém. Deito-me às 21 praticamente todas as noites. Mudo uma bebé dos pés à cabeça todas as madrugadas. Acordo, por volta das 7 - às vezes sem o marido e com a mais velha ao lado. Estico o cabelo todos os dias. E todas as manhãs bebo meia de leite sem açúcar e como um pão integral com manteiga.
Normalmente tenho um ar altivo de quem tem dificuldade em fazer amigos. Não calço tacões com menos de 10 centímetros.
Tenho sinusite e uma obsessão por medicina e saúde. Quase tão grande como por vestidos. E sapatos.
Quando não estou em casa, estou a caminho de casa, depois de levar ou buscar as minhas crias.
Em casa, faço as camas. Guardo roupas. Limpo os cocós da cadela. Vejo TV. E filmes. Leio...
Como tal, esqueçam. Este seria um reality show condenado ao fracasso. Não bebo álcool, nunca teriam a sorte de me ver bêbada. Não há aqui heroína enterrada no jardim. Nem artigo contrafeito. Não há homens escondidos dentro do roupeiro. Nem swing.
Ah! Também não tenho silicone nas mamas. E o meu cabelo é natural.
Rendimento mínimo? Assim de repente nunca me passou pela cabeça...mas pensando bem, era capaz de me dar para mais uns sapatinhos por mês.
Give me a break!

Pequena Constança

Não enfardou o pomposo - e saudoso- orarias papa oito cereais e mel mas comeu um iogurte de coco, os preferidos da mummy. Como tal vou ser arriscada e acreditar que o vento está a mudar e voltaremos aos pequenos almoços fartos de sempre.
Também não chorou. E até permitiu uma echarpe tigress enrolada no pescoço.
Evolução favorável, meus senhores.

23.2.12

À minha maneira



Combinamos às 9.30 horas. Mas saímos já perto das 10. Do programa constava o pequeno almoço - que não podia ter corrido melhor porque encontramos mais duas primas. E nós, que estamos poucas vezes em família, de repente éramos cinco primas sentadas à mesma mesa a beber leite com café, comer torradas, desfiar conversa(s), gargalhar. E recordar.
Seguimos para Braga - I know, I'm so sorry - onde chegamos já depois das 11. Só na Primark, estivemos perto de duas horas. E adivinhem? Encontramos outra prima que ainda menos vemos. Mais beijinhos, conversa sobre crianças e experiências insólitas partilhadas como necessidades fisiológicas com bebés sentadas nos joelhos, enquanto nós nos sentamos na sanita.
A seguir, Stradivarius, Blanco e pausa para o almoço.
Depois Kiddy's, Mango, Zara e por último H&M.
Muitos quilómetros, uns quantos euros e seis horas depois, regressamos.
Foram meia dúzia de horas muito agradáveis num autêntico dia primaveril com um sol brilhante e o termómetro nos 20 graus. Mas, o melhor foi a companhia. Estar com a minha afilhada e sentir que se o tempo nos permitisse. E a distância não fosse tão grande seríamos, como eu sempre soube, grandes amigas e confidentes.

E não, o meu plano de pequeno almoço não resultou. Constancinha continua a sua abstinência à papa e à sopa. Trouxe tudo que havia no Continente que rimava com pequeno almoço. Leia-se, iogurtes de todos os sabores e espécies e mais papas. Se não resultar, vai mesmo o frango com cenoura. Não volta é ao colégio com uma dentada de bolacha no bucho.

Hoje foi dia de compras



Para elas.
Tudo na Primark.

Para ele.
Primark, também.





E para mim. Os sapatos são da Primark. Os vestidos da Blanco.
Trouxe ainda outro vestido preto, mas no foto ficava michuruca. E uns acessórios.
Por trazer ficou um blusão fantastic da Stradivarius e uma camisa H&M. Conto adoptá-los amanhã.
E Mary, como vês o teu olho gordo resulta. Devias usar a técnica mais vezes, mas de preferência com outros. Já percebeste que a gabardine amarela ainda não chegou ao estaminé. E temo que não chegue.

22.2.12

E agora vou sonhar

que ando neste carro

com este blusão (burberry)

e estes (discretos) sapatinhos

Manias de bebé



A Constança está com a mania que não gosta de sopa. Pelo menos, da sopa de casa que a avó lhe prepara, como sempre, com dedicação e muitos legumes. Percebo que ela tem fome, mas quando repara no prato, cheio de sopa, abana com cabeça e de dedo em riste avisa logo, "eta papa não". E tem sido isto, pelo menos, desde ontem.
Como sou uma mãe prevenida tenho sempre aqueles boiões com refeições preparadas. E quando a pequena borboleta dá com os olhos no frasquinho de arroz, frango e cenoura, apressa-se a saltar-me para o colo de boca aberta, para poupar no tempo. Amanhã, vou testá-la e colocar a sopa no recipiente a ver se a engano.
Mas, o problema da pequena cria não é só com a sopa, é também com a papa de oito cereais e mel que comia ao pequeno almoço. Revoltou-se. Não há aplicação de iphone que a convença. Nem babyTV. Nem Noddy, ou Many Mãozinhas. Pecinhas de dominó. Carteira, dinheiro e cartões multibanco. Simplesmente, não come. E chora. Começo pacientemente, a tentar dar-lhe a volta. E termino, histérica. Aos gritos. Desesperada.
Para amanhã, tenho um pequeno almoço diferente. Torçam para que resulte.

How do I look today?


óculos ray ban
blusão blanco
túnica zara

sapatos Primark
cadela bulldog francês

details

21.2.12

Duas metades


Sou mãe galinha. Detesto quando repreendem as minhas filhas, mesmo que tenham toda a razão do mundo. Para isso, estou cá eu.  Estou cá (só) eu para falar de dedo em riste e ameaçar com palmadas.
Sou obcecada por doenças, mesmo quando não o são - graças a Deus nunca foram. Uma temperatura de 37 graus basta para me provocar insónias e tirar o apetite.
Nisso, sou obcecada. O passado deixou-me calos nas mãos. Não gosto de dores de cabeça. De quartos com luzes apagadas. E medicamentos na mesa de cabeceira.
Mas, não me importo que as minhas filhas rastejem no chão do café, andem descalças em casa, partilhem o iogurte com a cadela. Estou-me nas tintas se arrastam casas de bonecas e carrinhos de bebé para a sala. Ou riscam as paredes.
Podem comer guloseimas uma vez por semana e molhar as batatas fritas no ketchup.
A Carolina pode começar a ver a primeira novela da noite. E o pai ensina-a a jogar póker e dominó.
A Constança dá beijinhos à cadela. De vez em quando partilham comida. Bebe leite de vaca com um pouco de açúcar.
A Carolina usou chupeta quase até aos quatro anos e biberón até ir para o primeiro ano. Mas deixou a fralda, definitivamente com dois anos.  Nunca fez xixi na cama.
A Constança já usou o pote. E isola-se para fazer cocó. Abaixa-se e até desce as calças. Imita os animais todos. Sabe todas as músicas. E os nomes dos familiares. Próximos e com quem se relaciona. Já escolhe os sapatos que quer calçar e fiquei este ano a saber que odeia o carnaval.
Diz a educadora que é a melhor no “faz de conta”. O seu desenho animado favorito é o Shrek.
Ambas têm obsessão por mim. E a palavra que mais dizem ao longo do dia é “mãe”.
Têm olhos grandes. E escuros. Os cabelos são diferentes. Um é liso. Outro encaracolado ( cresce para cima).
São duas. E são minhas. Minhas metades.

E comprar uma roupinha nova para o iphone?