30.9.12

Perder a cabeça

Mesmo com uma pequena incursão até à minha cama, a Constança hoje só acordou às 9.30. Ou seja, dormiu mais duas horas e meia que o costume.
Quando olhei o telemóvel para ver as horas disse-lhe, "Constancinha, perdeste a cabeça!".
Ela olhou-me em pânico ao mesmo tempo que levou as mãos à cabeça e choramingou, "não, mamã a minha cabexa tá aqui".

Bom domingo























Há uns meses que não sofro da síndrome de Domingo. Desde que me libertei. E bastou para o domingo melhorar - mesmo quando piora o tempo.
De manhã, passeámos.
À tarde dormitei. Ora, no sofá; ora na cama.
E vi o Up Altamente (não, ainda não tinha visto). Adorei. Tão lindo. Tão fofinho.
E consegui que a Constança trocasse o Shrek - pelo menos, por agora.

29.9.12

Facebook

Eu não queria. Juro. E a razão era simples. Só de pensar em criar uma página até me dava logo um nó. Nem o meu facebook pessoal criei.
Depois, a minha convicção era que o blogue é meu e pronto. Quem quer passa por cá. Quem não quer, não acessa.
Com o facebook é diferente. É uma rede. É como estar constantemente a vender-se um peixe que até se quer manter na arca.
Mas, insistiram. Disseram que blogue que se preze tem de ter facebook. É imperativo.
E este cantinho é muito prezado. Vai daí seguimos o protocolo. Mesmo que ninguém goste da minha página (snif...snif)...

A partir de agora a Menina das Sardas já está no facebook

aqui

Bora lá botar o like

E estas hein?!

Hoje dou oficialmente início a uma nova rubrica cuja designação foi inspirada na célebre expressão do jornalista Fernando Peça, "e esta hein?".
A intenção é todas as sextas feiras publicar uma foto, daquelas que consideramos verdadeiros "tesourinhos deprimentes". Por isso, muita atenção - principalmente - ao meu grupo de amigos. Lembram-se daquele documento que vos fiz assinar? Pois que chegou a hora de entenderem a razão. O papel era uma autorização para o uso da vossa imagem, por isso, se calharem em sorte, escusam de ir a correr para a Segurança Social pedir apoio judiciário.
Resta dizer que quem reconhecer a pessoa, ou as pessoas, em questão será premiado.

Eis a primeira foto

Hoje fomos à maternidade





Boss



Não se assustem com o tamanho do bicho

Com tanta coisa a acontecer na última semana, ainda não tive tempo para expôr publicamente a primeira experiência sexual da ex senhorita Pipa.
Pois que a bicha já virou senhora e quiçá já estará embuchada (termo que fica sempre bem, ainda mais por ocasião do remake da Gabriela) porque há dois dias é a loucura neste casa.
O Boss mudou-se para cá. Viraram unha e carne - mais carne que unha.
O ritual começou como de costume. Ele a inspeccionar o material. Ela a bancar a difícil. Chega para lá, mas arrebita daqui... e a coisa foi-se dando.
As meninas adoraram ver as brincadeiras dos canitos. Depois de minimamente explicado que o big Boss não queria comer a Pipa - pelo menos no sentido literal da coisa.
Agora é esperar.
Se correr tudo bem vamos ter um Natal com muitos bulldoguezinhos.

28.9.12

Da TV



A Cristina é alta e magra. Sem tiques de vedeta. Naturalmente simpática.
O Goucha é igual ao que vês. Nem mais alto, nem mais magro. Acessível.
O Pedro Pinto, idem.
As maquilhadoras são umas putas. Não te falam. Não perguntam se gostas de lápis nos lábios. Saiu hoje numa revista o que eu soube por uma delas. A Ana fez a folha ao pai da Fanny.
Os assistentes de produção são uns gatos. Um deles enfiou-me o microfone pelas mamas dentro. Custou para tirá-lo. Eu suava. Ele suava mais, com a mão, nervosa que buscava o fio por dentro do vestido.
O estúdio, parece grande, mas é pequeno. E frio.
As senhoras da plateia são quase sempre as mesmas e juntam-se à porta, em grupos, como as beatas no fim da missa.
As instalações da TVI são um conjunto de pré fabricados. Com estúdios e gabinetes. E fotos dos maiores êxitos colocadas nas paredes.
É assim a televisão. Simples como te aparece aos olhos, à distância de um botão.
E eu era capaz de ser feliz lá dentro.

Em suma



É mais perto se fechares os olhos. Por momentos, que sejam. Disfarças. Encostas a mão à cabeça e dormitas. Sem pudor. Sem respeito pelo motorista que vai falando até entender que já lá não estás.
Acordas na segunda circular.
Alvalade à direita.
E o trânsito, congestionado. Entre buzinas e gente cabisbaixa. Ora conformada, ora irritada.
O trânsito mudou na rotunda do Marquês. Há mais carros que circulam, ainda confusos.
Há mendigos.
Há traficantes que te abordam, mesmo que vistas Channel.
Há vendedoras de poemas copiados madrugada dentro, impressos em folhas A4.
Há turistas, Estudantes. Pretos e chineses. Há gente. Viva. Com vida. Que deambula pelas ruas do Chiado e o Bairro Alto.
E tu, numa estranhez de cidade grande que te agrada.

Lisboa report II












27.9.12

Lisboa report

O trânsito não engana. Chegamos à capital

Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça









                                                                   vou, mas volto

Envergonhada

Mais vale começar já por aqui. Por muito que me custe e até me embarace.
Tenho uma máquina fotográfica nova. Uma boa (e cara) máquina, de profissional. E aqui reside o problema. Não se dá um ferrari a quem não tem dinheiro para o abastecer ou nozes a quem não tem dentes... ou um corpete a quem não tem mamas... ou uma Cannon EOS 1100 D a uma amadora.
Passou-se que esqueci-me do cartão dentro do computador e só dei por ela no estúdio. Então pensei, "se a minha Sonny tinha memória interna, esta topo de gama da fotografia também tem", vai daí desatei a tirar fotos a tudo que era cenário, aos sapatinhos da Cristina, aos cãezinhos convidados e a esta querida, giríssima e muito bem humorada. Além do nome da bicha que temos e comum (Pipa), somos ambas sardentas como perceberam.
Mas, continuando, à noite, peguei no cabo para passar as fotos para o pc que pensei estarem segurissimas na memória interna da máquina. Procura aqui; procura ali; tira cabo; mete cabo; as mãos a começarem a suar e ligo a um amigo, fotógrafo profissional:
 - Carlinhos diz-me por favor onde estão umas fotos que ficaram na memória da máquina.
 - Qual é a máquina?
 - Eh pá, é uma grande máquina que comprei em promoçã na Rádio Popular e ainda vinha com a bolsa e outra lente...uma Cannon EOS 1100D.
- As fotos não estão na máquina.
 - Como assim, não estão na máquina?
 - Não estão. Perdeste-as. Lamento, mas não há solução. Essas máquinas não têm memória interna.
Maneiras que não tenho uma única foto do estúdio :-(

Fica o vídeo

26.9.12

Amanhã falamos

Eu sei que estão ansiosas por saber das minhas andanças. Esperam que vos diga que a Cristina Ferreira é desengonçada e que o Pedro Pinto me deu o nr de telemóvel à saída...
Estou muito cansadinha... Esta vida de figura pública é uma canceira (tadinha da Pipoca que vai a todas).
Maneiras que o Lisbon Report fica para amanhã.

Só um obrigada aos milhares que passaram por aqui hoje (mesmo...sensibilizaram-me).

24.9.12

Lisboa...Lisboa


 
Hove um tempo, no auge do meu sportinguismo, e no desarranjo hormonal da adolescência, que quis mudar-me para a capital.
Hoje, já não.


Conversas improváveis



Falo pouco para quem não conheço. Reservo-me esse direito. De observar...
Falo muito para amigos e  família. Sou do tipo tagarela que já mandam calar com a maior das latas. Sou monopolizadora. Mas, boa ouvinte. O que não interessa nada para o quero dizer, para as conversas que nunca chegam a ser porque azedam antes - como a sopa no verão.
Na sexta fui à feira (juro por Deus que não punha lá os pés desde o início de Agosto), apesar do frio que tomou conta sem aviso e das gotas de chuva que chegaram a cair.

Os excertos que se seguem são da exclusiva responsabilidade dos intervenientes e provam que esta alma de gatilho na língua está cada vez mais controlada (reservo-me o direito do silêncio quando as palavras são inúteis)...

 - Olha que fofo este colar...
 - E também tem o porta chave igual menina...
 - Ah que pena...o meu carro é de cartão...
 - Você não tem chave do carro???
 - Não, é um cartão - respondo naturalmente enquanto procuro mais bijuteria.
 - Então ponha na chave de casa...
- Também não uso chave de casa...
- Oh menina você tem alguma coisa contra as chaves? Como é que entra em casa, então?
 - Entro sempre pela garagem...com os comandos...
  - Tu deves ter um barraco, deves - observa a cigana, em surdina.


Ao fim da tarde, já ligeiramente atrasada fazia figas por um lugar de estacionamento. Tinha uma reunião marcada e uma pessoa já à espera.
Adiante na estada, avisto o meu lugar. Estaciono. Enquanto ajeito o cabelo e pego na pasta, vejo duas senhoras, que não sendo idosas já estão claramente em pleno gozo da reforma, conversarem, entre gestos e olhares cortantes para o meu automóvel.
Quando saí, aparece uma delas, meio que escondida por trás da porta:

 - Vai demorar muito tempo?
 - Porquê? Precisa do lugar?
 - Isso não interessa... estou-lhe a perguntar se vai demorar muito tempo. Não pode estacionar a´.
 - Não?! Onde está o sinal de proibição? A garagem? Tão pouco estou em segunda fila ou a bloquear algum carro...
 - Mas esse lugar é meu!
 - A senhora então paga por este lugar... Pode me emprestar? Para quando vai precisar dele outra vez?
 - NÃO INTERESSA PARA QUANDO VOU PRECISAR!!!QUERO SABER SE VAI DEMORAR...
 - Olhe, chame a policia.



Porque é para lá que vou

Também está a chover em Lisboa?

23.9.12

Boas e más

Se pudesse falar não me calava... Mas, não posso...
Ontem, recebi um presente que namorava há meses... E hoje o universo encarregou-se de me mostrar que não gira em torno de mim... Porque a verdade é que este Setembro tem sido surpreendentemente bom...
Estou sem computador! Faleceu... Não resistiu a uma queda acidental ( a justiça chamaria de homicídio involuntário. O suspeito é um indivíduo de sexo feminino de aproximadamente um metro que costuma andar descalça e não raras vezes sem roupa).
Eu dou notícias (até porque há aí uma grande surpresa nos próximos dias).

20.9.12

E depois a bonança


O tempo não sobrou de manhã. Não pude mimar a cadela antes de sair, apressada, com mochila, lancheira e bolsa num braço e bebé no outro.
Chegamos 5 minutos atrasadas como de costume. E como de costume eu carrego sozinha a responsabilidade do atraso. Porque não me basta lavar os dentes e o rosto.
E hoje...ah (!) hoje a bebé foi pela primeira vez para o colégio com um totó.
Voltei ao dentista, claro. E ao pequeno almoço discuti o indiscutível.
Eu - a quem ela chama bruta - lia nas entrelinhas a união de um povo. A mão de ternura no coração de aço do polícia, blindado até aos olhos. Por aquela menina de 18 anos, de longos cabelos e olho azul.
Invoquei a história remota de 74 e a outra revolução, feita de cravos em vez de pólvora. E a democracia que conquistamos.
Ela, queixava-se dos brandos costumes, do abracinho que tirou o protagonismo ao verdadeiro propósito da manifestação... Discutimos o indiscutível.
E depois o correio que afinal nem sempre são contas electrónicas para pagar ou a mensalidade da DECO, ou correntes da tanga, ou spam, ou publicidade...
Às vezes, há convites que nos tiram o fôlego.

19.9.12

Relatório de uma inchada

Era só o que me faltava numa fase em que era suposto sentir-me o mais segura possível. Tenho um abcesso que resulta de uma infecção no dente e que por este andar me deixará cega de um olho quando amanha saltar da cama pouco depois das 7.
Mas, não... Não foi isso que me levou às urgências.
Como diz a miúda da dança do ventre, há que ver o lado positivo... Se não tenho fiambre, ponho manteiga... Eu tenho sempre outros dentes e outro olho, não me dói e a penicilina já corre nas veias.
So help me god.

As imagens da manhã


Não fosse eu uma hipocondríaca, este episódio que me levou às urgências e que não contarei, teria sido divertido.
Agora, que até já passou, reconheceria a sua graça, não fosse esta dor de dentes com ameaça de abcesso que me aflige.
E quando tudo está bem, há a porcaria de uma areia que entra na sandália ou o perfume que deixa uma mancha incómoda no vestido, já para não falar na camada a mais de verniz que puseste nas unhas.
Havemos de sobreviver... Até porque há sempre Clavamox DT.

Já não basta a habitual crise horária matinal

Depois ainda me acontecem coisas como se fosse alguma personagem do American Pie.

18.9.12

Já entenderam que não estou na Venda do Pinheiro

Nunca pousei nua para uma revista, não tenho 20 centímetros de unhas, nem cabelo descolorado e o facto de ter tirado as extensões também pesou para a decisão da Voz.
A minha orientação sexual já não se usa bem como ter uma família tradicional - ou seja, duas crianças filhas do mesmo pai e da mesma mãe.
Há uns quatro anos deixei de bater no Nelson e o único telemóvel que lhe parti foi aquele Nokia - o primeiro que saiu sem antena. Agora que penso, devia ter feito psicoterapia e reabilitação bem mais tarde e talvez ainda tivesse hipóteses de mostrar as cuecas à Teresa Guilherme - e ao país - no confessionário.
Convenhamos que o meu segredo até era forte - pelo menos, assim pensei. Mas, afinal, o ficheiro que eu julguei secreto há muito andava nas bocas do povo. Mais propriamente desde a derrota eleitoral do Sócrates para este pseudo governante cujo nome me recuso a pronunciar.
Aquela foto do agente da Reuters no jardim do Carmo que regista o nosso beijo apaixonado antes dele partir para Paris, foi parar às mãos do Paulo Portas que a usou para seu benefício no caso dos submarinos. Ora, toda gente sabe da amizade entre o Paulinho e a Teresinha.
Entenderam como é que a minha participação com o segredo "tive um caso com o ex primeiro ministro" ficou desde logo inviabilizada?
Isto depois de ter feito 20 malas de roupa; duas caixas de sapatos de medicamentos; um trolley de bijuteria e sérum para o cabelo e umas 30 caixas de unhas postiças da Primark.
Quando souberam que o meu segredo era tudo menos secreto - até porque o Guterres, numa das visitas a S. Bento viu a minha foto na secretária do Zé e foi tudo menos discreto - nem me deixaram terminar o pequeno almoço. Regressei e puseram no meu lugar aquela loirinha muito educada de Lousada... quer dizer, não sei se foi ela ou aquela morena bondosa que puxava pelo namorado à porrada.

Quem não tem cão...

Cortei o cabelo.
Estava completamente farta de estar agarrada ao cabelo comprido - ainda mais não sendo natural - e arrisquei. Salvo seja, cortei-o pelos ombros, inteiro. E acho que desde Junho não me sentia tão bem com o cabelo.
Confesso a minha inveja pelas miúdas com os lindos, longos, brilhantes e naturais cabelos. E como já disse, o cabelo que teremos no futuro depende do que tivemos no passado e a minha rica mãezinha nunca me devia ter cortado o cabelo, mas enfim...