31.5.13

Ainda as profecias da avó



Ela bem dizia que nunca mais se dormia em condições depois de se ter filhos. Mas ela teve 7!!!
Eu tenho duas, mesmo que às vezes pareça que tenho uma sala do 1º ano à frente. Só lá vou com gritos e ameaças.
Há aquelas noites em que graças a Deus não lhes ponho em vista acima, mas depois há as outras. Primeiro uma, "ai que me dói a barriga"; "vira para mim"; "descobre-me que tenho calor"; "deixa-me puxar-te mais um bocado pela franja". Depois, a outra, "eu fico aqui bem quietinha e cabemos todos... chega só mais para lá" que é como quem diz, passa a almofada e deita a cabeça no colchão.

Os jornalistas espontâneos

http://ovimaranes.blogspot.pt/2013/05/montagem-video-da-conquista-da-taca-de.html

Sou uma defensora assumida do jornalismo espontâneo. De proximidade. Do jornalista que conduz uma entrevista como uma conversa de sofá (naturalmente que há que ter em conta o entrevistado, mas mesmo tratando-se de políticos e governantes é bem mais interessante o que dizem quando despem o fato do profissional e calçam os ténis do homem).
O Daniel Oliveira entrevista como ninguém, mas não o vejo como jornalista. É um bom entrevistador, um exímio comunicador.
Se me direccionar para os jornalistas, os que têm carteira profissional, a minha referência é a Judite de Sousa.
Ontem, na entrevista ao Toni Carreira, chegou a dizer-lhe qual a sua música preferida do cantor e a confidenciar-lhe que a ouve muitas vezes no carro. Acabou a entrevista manifestando o prazer que teve em entrevistá-lo porque, como disse, "gosto de pessoas que se fazem a si próprias".
O Toni, agradeceu e devolveu-lhe a vénia ao partilhar que "ser entrevistado pela Judite de Sousa significava tanto ou mais do que alguns prémios".
As boas entrevistas fazem-se de emoções. De revelações que só se fazem a "amigos". Das perguntas que só os "amigos" fazem. O Daniel Oliveira sabe fazê-lo, mas num registo mais formal, a Judite de Sousa também.
Já o tinha feito quando a abrir a entrevista ao Reynaldo Gianecchini se atreve a perguntar, "a quem é que você sai assim tão bonito?". Uma entrevista que de resto envergonha a outra feita pela Clara de Sousa e emitida no mesmo dia na SIC. Até a Cristina Ferreira esteve melhor.

O minuto 7.56 do vídeo postado em cima é mais um exemplo de jornalismo espontâneo protagonizado por Abel Sousa, um colega da Rádio Santiago, de Guimarães, nos minutos seguintes ao final da Taça de Portugal.

O quê??? Não dizes que devemos partilhar?!







30.5.13

Por favor não façam já a festa



Juro que não é nenhuma piada ao Benfica.

Avós e netos




Filhos das minhas filhas, meus netos são. Dos meus filhos, serão ou não. Disse-me a minha avó (de quem eu era neta oficial, uma vez que sou filha da sua filha).
Não tenho nenhuma dúvida que o amor que a minha avó sentia por mim era diferente dos demais. E até nem acho que fosse por ser filha da sua filha mais nova que teve sempre como uma protegida. A minha avó só não me pariu. Criou-me. "Vivi" com ela durante 27 anos. Os anos que me foram permitidos até que a vi morrer. Partilhou a cama comigo desde as seis semanas de vida.
Mudou-me fraldas de pano (porque ainda sou desse tempo). Vestiu-me. Preparou-me Miluvit e fez-me sopa branca. Virou bicho quando lhe apareci com os joelhos esfolados porque uma rapariga maior me tinha batido.
Quantas vezes, já adulta, lhe entrei cama dentro e me enfiei entre a sua pela morta e flácida pela velhice.
A minha avó escritora, leitora, espectadora de noticias e reality shows...
A minha avó que intercedeu por mim com um namorado depois de me ver recusar comer por um desgosto amoroso...
Sentíamos, uma pela outra, um amor diferente. Diferente do que eu tinha pela minha outra avó. Diferente do que ela tinha pelos outros netos.
Haverá quem não entenda esse sentimento que varia em proporção. Porque não amo todos os tios ou primos da mesma maneira. Há alguns de quem nem sequer gosto.
Esta manhã, cruzei-me meia dúzia de vezes, no shopping com um avô e respectivo neto. Encontrei-o primeiro a abanar um cavalinho com a criança em cima. Lembrei-me imediatamente da minha mãe que em vez de meter o euro começa a abanar a geringonça enquanto aponta para as letras indicativas do valor e a ler A-V-A-R-I-A-D-O.
A seguir o miúdo correu para um comboio mais à frente e antes de chegar ao Continente ainda haveria de passar pelo carro do Noddy e pelo autotanque dos bombeiros. O avô tentava alcançá-lo, mantê-lo debaixo de olho...
Encontrei-o novamente quando saí da caixa. Já vinha com o miúdo dentro do carrinho das compras. Percebia-se que era um idoso humilde, mas a imagem que me fixou e que me fez sorrir-lhe - como raramente sorri-o, principalmente para estranhos - foi o sorriso parvo que trazia no rosto, como que a dizer "é meu neto! Trouxe-o até ao shopping para a mulher limpar o pó e mudar as camas porque amanhã é sexta feira. Estou velho e cansado, mas ainda corro atrás dele... não o perco... tenho canseira! E antes de ir para casa não me livro de lhe comprar um rebuçado... É meu neto!".

6 days and counting




29.5.13

Pendura alimentar

Percebo que venho excessivamente carregada das compras quando pouso os sacos no banco do passageiro e o carro começa a apitar que nem louco para que o leite, a manteiga, o fiambre, os iogurtes e demais géneros alimentícios coloquem o cinto de segurança.

Step by step














28.5.13

Dos dias




Estou empenhada num novo projecto e esse empenho tem roubado tempo ao estaminé.
Tenho escrito menos quando devia escrever mais.
Tenho uma reportagem em mãos. Das grandes. São muitas pessoas para entrevistar. Pensei agarrar-me a ela hoje, mas não deu. E entretanto percebo que amanhã já é quarta feira e que daqui a uma semana nem sequer vou estar em Portugal.
Mas eu não preciso de dias maiores porque bastam-me os que tenho e são mais que suficientes para me fazerem deitar cansada todas as noites.
Por isso, está tudo bem.


É tudo uma questão de altura




Hoje fechei uma porta.
Não fechei porta nenhuma porque não cheguei a abri-la. Entendo agora que nunca chegou a ser um caminho viável.
Raramente uso estradas nacionais, principalmente em dias úteis. Não gosto, aliás, de gente comparável a nacionais esburacadas e tortuosas. Vias sem placas indicativas.
Segui outra direção. Em boa hora. Um trilho que desconheço com uma paisagem agradável. Um caminho novo. Até porque nunca fui de velhos e usados. Ou de homens baixos.

Inversão de papéis

No carro, no regresso da escola da Carolina, a caminho de casa:
 - vamos nos despachar, está bem Constancinha?
Quando chegarmos, a mamã vai-te vestir, depois vou-me maquilhar, para chegarmos ao colégio antes de fechar o portão.
Num tom cordial responde-me:
 - podes te calar mãe? Estás a falar muito e doem-me os ouvidos.

27.5.13

Os jornalistas e a Final




Notícia seria o Benfica perder. Porque seria a terceira derrota numa final decisiva.
Ainda que a época já estivesse irremediavelmente perdida com o título do Porto e a derrota da Liga Europa, a Taça de Portugal serviria, quando muito, para lavar a honra. Nunca para salvar a época.
Notícia seria o Benfica perder. Mais que o Vitória trazer a Taça para Guimarães. Mesmo, sendo a primeira. Mesmo com a militância dos adeptos que, até ontem, nunca tinham sentido a justiça de um título.
Enquanto jornalista não posso deixar de notar o péssimo trabalho levado a cabo por alguns colegas, nomeadamente de estações televisivas.
No 1º lugar do ranking está uma questão feita por um repórter da TVI a um adepto do Vitória no final da partida. A pergunta foi "acha que o Benfica deixou o Vitória ganhar?". Oi???
Vamos ignorar a realidade e até admitir que este jornalista pudesse ser concorrente do BB ou que estivesse a acompanhar a clausura do Bento XVI, ainda assim, estou convicta que a minha Carolina era capaz de uma questão mais pertinente. Ou inteligente.
Os jornalistas do sul criticam a malta cá de cima pelo que consideram ser uma militância ao Porto, ao seu treinador e presidente. Basicamente, acham que somos cobardes na hora de perguntar porque temos medo da cara feia do Vítor Pereira.
Bom, o que eu vi ontem na conferência de imprensa do Jesus foi vergonhoso. Como é que é possível, todos, termos visto, em directo, o Cardozo empurrar o treinador, apontar-lhe o dedo e os jornalistas presentes na sala de imprensa calarem-se perante esta resposta "o Óscar estava de cabeça perdida e tive de lhe dizer que quando perdemos, perdemos todos... ele lá entendeu e pediu desculpa ao colega". O quê????? Jesus, amigo, o gajo empurrou-te. Todos vimos. Portugal e atrevo-me a dizer o resto do mundo. Podia jurar que lhe li os lábios dizerem "a culpa é tua". E se dúvidas houvesse o dedo que te apontou dissipa-las-ia.
Como é que o jornalista que fez esta pergunta se ficou com esta resposta???? Afinal quem são os cagões??? Ou isso foi tudo pena do homem?
Mais, o treinador benfiquista dá a entender que a sua continuidade já estava decidida e que não seria aquele jogo a comprometer o futuro. Como é que depois do que se passou no final da partida não há um jornalista que o entale com a agressão (sim, porque foi uma agressão... uma cena que fazia corar o próprio Balotelli) do Cardozo??? Meus amigos, até eu que não entendo da coisa já percebi que o balneário do Benfica ruiu!
Finalmente, caro Nuno Luz, é um facto que Guimarães é no Minho. Mas, factual é também Braga pertencer a esta bela região minhota, por isso, para encheres chouriços nos teus directos, pensa noutra coisa, não digas que todo o Minho está em festa, porque estás a enganar as pessoas.
E nem vale a pena comentar o rodapé da TVI porque, ao menos isso, não é escrito por jornalistas.

Vitória

Se pegar numa bola de futebol consigo dar dezenas de toques, repartidos pelos joelhos e pelos pés.
Sei identificar um fora de jogo; marcar um lançamento de linha lateral. Até sei o que significa a expressão "polícia" quando se está a jogar. Mas, não sei nada de técnica e táctica.
Quando as equipas entram em campo não faço a mínima ideia se vão jogar em 4/3/3 ou 4/4/2.
E para mim, os únicos argumentos válidos para as substituições são queimar tempo ou trocar alguém cansado por outro mais fresco.
Mas, de emoções, eu sei.
Eu sei que houve gente de Guimarães que pediu dinheiro emprestado para estar no Jamor.
Sei que há gente que vai passar mal até ao final do mês porque esteve no Jamor.
Sei que hoje, em Guimarães, mais de metade da população está rouca do tanto que gritou e chorou ontem.
Sei que grande parte não foi trabalhar e muitas crianças e adolescentes fizeram gazeta porque ontem o Vitória chegou ao Toural perto das 3 da manhã e a essa hora no centro da nossa cidade estariam - seguramente - mais de 20 mil pessoas. O resto já não cabia e assistiu, em directo na RTPIN.
Sei também que os vitorianos que estavam no Jamor (cerca de 14 mil), visivelmente menos (bem menos) que os benfiquistas eram todos, sem excepção, de Guimarães. Aqui nascidos; criados e muitos emigrados que viajaram para ver a sexta final, ainda que as cinco anteriores tenham terminado com derrotas. Mesmo que o único troféu, de menor importância, já leve 25 anos de prateleira.
Eram vitorianos na pronúncia. Inequivocamente vitorianos, ao passo que os benfiquistas - em esmagadora maioria - trocavam, como nós, os "v" pelos "b", ao contrário da gente de Lisboa que vaia com "cabrão" e não com "filho da puta", como nós. Viajaram de Vizela, de Fafe, de Braga, de Terras de Bouro...
Os vitorianos saíram do berço no número que nos foi permitido sair. Mais bilhetes no vendessem e mais seríamos na bancada.
Eu, que não entendo nada de futebol e que até me assumo do Sporting, sei que o Vitória vende 14 mil lugares anuais. E que a equipa que venceu ontem a Taça de Portugal ao Benfica e que os desnorteou ao ponto de se empurrarem e de se acusarem de dedos em riste...ao ponto de virarem costas ao digno vencedor na hora da consagração... tem uma média de idade de 22 anos!
Era isto...tão somente isto.

Foi assim madrugada fora...

26.5.13

Final da Taça de Portugal




Estou há 30 minutos a fazer zapping entre a RTP1, a SIC Notícias e a TVI24 e começo a irritar-me sobremaneira qual não é a predominância vermelha que me entra sala adentro.
Onde andam os passageiros dos mais de 200 autocarros que partiram esta madrugada de Guimarães? E aqueles que viajaram em dezenas de viaturas próprias para estar no Jamor a apoiar o Vitória?
Não acredito que estejam incógnitos... Vocês costumam fazer-se notar. Façam barulho...
Estou neste momento a assistir à saída do autocarro do Benfica, num directo do Nuno Luz.
Aguardo, ansiosa, a saída do Vitória.
A propósito, uma partida de futebol, implica sempre duas equipas e ainda que a distribuição dos bilhetes para a final tenha sido desigual, não me parece correcto que as estações televisivas - especialmente a pública - não dividam de forma justa o tempo de antena concedido aos intervenientes. Neste caso, Benfica, Vitória e respectivos adeptos.
Ah e tal, mas os benfiquistas são mais é natural que apareçam mais.
O tanas para os vossos milhões, amigos. Talvez mais logo se repita o pranto colectivo.
Não me lixem, porque no vale do Jamor, tenho a certeza que os vitorianos não estão armados em Wally e disfarçados, entre uma toscana e uma perna de frango.

21.5.13

A festa II





https://www.facebook.com/obastidorcolorido?fref=ts

Primeira observação, está de cabelo apanhado, o que ultimamente só acontece não quando o rei faz anos, mas quando é a própria a fazer.
A segunda é em relação ao outfit. As jardineiras são lindas e conhecendo a preferência da Carolina em usar calção, pensei que fossem uma boa opção. Mas, depois lembrei-me daquelas pernas de sapo do Sapo e pensei "vais parecer a Olivia Palito".
Não podia estar mais enganada. Foi o look perfeito. Casual, mas ao mesmo tempo festeiro. Pratico, feminino e assentou-lhe que nem uma luva.

As minhas filhas também chamam nomes

As mães que visitam estes espaço iludidas que do lado de cá está uma exemplar irrepreensível na arte de educar e criar, fechem a página antes de lerem o que passarei a escrever.
Acho que já tinha dito, e ilustrado com fotos, os momentos em que baixa na minha mais nova um ser rastejante e usa as roupinhas mimosas como panos do chão.
Amiúde também anda descalça pelo jardim.
Come gelados e chocolate, como se não houvesse amanhã (confesso que aqui tenho de intervir). Já provou coca-cola e beija na boca a cadela
Guess what, não adoece desde Dezembro de 2011!
Hoje o dia começou mal e isto graças a Deus significa apenas que estávamos atrasadas.
A mais velha recusa-se a sair de casa sem arrumar o quarto. Valha-me todos os santos que me saiu uma gata borralheira.
Eu gritava. Ela chorava. E a pequena só dizia "eu estou-me a portar bem... olha mana, não choro". E a mana mais chorava...
A via que dá acesso directo à escola, esburacada desde 1800, está em obras (estamos em ano de autárquicas?!) e num trajecto maior, maior é a probabilidade de me enervar.
Vou batendo com os dedos no volante. E assobiando. Penso em voz alta, "terça feira, 9 da manhã... Maio... what a hell, mas esta gente não vai trabalhar?????".
Aparece mais um...pisca para a esquerda... ah espera aí, afinal é para a direita... oh, deixa estar, vou seguir em frente, mas a 20... apreciar o dia que nasceu bonito...
Era suposto fazer o quê? Tudo bem amigo, não há problema. Pressa para quê? Afinal, se a minha filha chegar atrasada à escola, no máximo trará uma notinha na caderneta. E se a mais nova também chegar tarde ao colégio o pior que pode acontecer é fecharem o portão. Ninguém morre, se tiver que a levar pela frente e isso implicar percorrer 1km com ela ao colo e uns saltos de 20 centímetros. Havemos de lá chegar...
É claro que de parvalhões a anormais lhes chamei de tudo. E elas fizeram a segunda voz.

20.5.13

A festa I



Percebi (só) ontem que as crianças - independentemente da idade - não andam, correm. Não falam, gritam. Não vêm filmes quando estão em grupo. Não jogam cartas. Não brincam com plasticina.
Prometo reconsiderar a minha preferência em fazer festas dentro de casa.
À parte, dos copos de sumo entornados em cima dos adultos e das almofadas voadoras, correu tudo muito bem, obrigada.

19.5.13

Há 8 anos




10h
 - Quer ficar com o seu marido?
 - Não, prefiro que ele vá.

12h
 - Epidural. Anestesista desorientada. À terceira foi de vez.

15h
 - Posso me pôr a pé? Preciso de fazer uns telefonemas.

15.01h
 - Ui! Está tudo tão turvo... Desmaio.

17h
 - Senhora enfermeira, epidural, por favor.

17.10h
 - Muito obrigada.

19h
 - Suas gandas #Jhjhjhkjjasghe#$$$ quero epidural!!!! ajhsjashajshdhj#####ghagshgasha####
EPIDURAL!!! ajshhahsgh##2%$%$TYJG

20h
 - É assim, desisto. Chamem a minha mãe e façam-me uma cesariana.

20h.30h
 - Puxe... Vá... Então?! Você não puxa nada!
 - Agora é que não puxo mesmo... Vocês desmotivam uma pessoa...
E parem de me carregar na barriga whjkhsdg###/ghfaghfsgvg###...

21.00h
Bisturi. Corte incisivo.

21.05h
Ventosa. Ei-la, arregalada e viscosa, a primogénita.

Tu que devoras o mundo



E gritas como se nunca te ouvissem.
E corres com a pressa do coelho da Alice.
E devoras o mundo como devoras morangos.

      Gosto de ti...há oito anos e nove meses.

17.5.13

À noite, na cama



 - Olá, como está a menina? Já dorme?
 - Não, ainda não. E o menino?
 - Também não...
 - Passei para lhe dar um beijinho, senhora professora.


Se o meu marido fosse o sujeito masculino deste diálogo, eu não ia gostar.
Então e se o sujeito feminino tivesse acesso à password do meu marido??? Ui!!! Era gaja para lhe fazer as malas...

Facebook



Conheci o trabalho em rede quando comecei a trabalhar em jornalismo.
Com os computadores que tínhamos na redação não precisávamos de disquetes. Entravamos no pc que quiséssemos. Colocávamos um texto no desktop. Íamos buscar uma foto...
Estávamos todos ligados.
Hoje estamos assustadoramente ligados nas redes sociais. E se na maioria das vezes acho isso bom.  Noutras, tenho reservas. Porque não gosto de lebres que afinal são gatos. Não gosto de cópias. De realidades paralelas.
Assim de repente, conheço várias pessoas que não têm conta no FB. A maioria tem menos de 10 anos ou mais de 65.
No meu círculo de amigos, conheço apenas um com 28 anos que, por opção, não tem.
Até há menos de um mês o meu marido também não tinha. Gabava-se disso. E eu, secretamente, admirava-o por isso. Porque encarava esse despojo virtual como uma forma de liberdade.
O meu marido não só não entendia a utilidade do FB como criticava os dependentes da rede.
Hoje, o meu marido é um deles. Está 24 horas ligado. E eu deixei de lhe admirar a liberdade.

É a hora




Sou a independente mais dependente que conheço.
Os últimos tempos têm-me mostrado que sou capaz.
E nos próximos dias vou testar-me. Vou mesmo.

16.5.13

Eu, resignada, vou fechar a janela e cobrir-me até às orelhas




Aviso à direcção:
Não cumprirei prazos. 
Deem-me um mês de sol, sem habilidades, e entrego 500 mil caracteres.
Não farei entrevistas porque me recuso a tirar as sandálias e é altamente provável enfiar um pé num charco.
A modos que falamos quando S. Pedro quiser.

(ah, lembrem-se que o meu contrato é sem termo).

Girls in a box



Não teria importância se a mais pequena não desaparecesse no interior do cesto da roupa suja...

Diz-me o que comes, dir-te-ei a que cheiram os teus "puns"



Ora aí está um tema deveras interessante para o enriquecimento cultural - científico, até - dos portugueses, discutido, em directo, no programa matinal com maior audiência da televisão nacional. Com direito, inclusive a esclarecimentos médicos sobre o tema.

15.5.13

Irmãos benfiquistas

Estou sinceramente solidária com o vosso desgosto.
Profundamente preocupada com a saúde do pantera negra que acabei de ver em directo muito periclitante - quase me apeteceu segurar o homem.
Vocês têm sido sujeitos a terrorismo emocional e receio inclusive pela saúde da maioria dos portugueses de Portugal e do mundo, considerando a quantidade excessiva, na minha opinião, de benfiquistas.
Esta era a única final que torci para que vencessem. E mereciam ter erguido a taça.
O meu conselho é que comecem a preparar a próxima época porque não duas sem três e a final de 26 de Maio, também já era.

A torcida do Benfica ou uma cena para os apanhados

Hoje, no dia em que o Benfica joga a final da Liga Europa (minuto 68) - a propósito acabou de empatar - assisti a três episódios relacionados com o jogo, no mínimo insólitos.
Primeiro, no pequeno almoço, falei da partida de mais logo ela perguntou-me "joga contra quem?".
Ok, vindo de ti, já não me devia surpreender com estas coisas, mas sabes pus-me a reflectir e talvez devesse preocupar-me... É cultura, também, amiga! Vamos perder uns pequenos almoços a estudar a história do futebol (tipo idade do Lampard, altura do Lucho...).
Durante a tarde, na emissão especial da SIC, conduzida pela sportinguista Rita Ferro Rodrigues que fez questão de vestir vermelho, uma das repórteres, entre milhares de pessoas que estavam na zona do Terreiro do Paço, escolheu um idoso:
 - então logo temos uma nação a torcer pelo Benfica...
 - pelo Benfica????? Olhe menina, o Benfica está para a história desportiva como o Salazar está para a história de Portugal... NUNCA!!!
A miúda que desconheço tentou a sorte (testou a pontaria) junto de uma senhora:
 - logo ganha o Benfica...
 - eu sou do Sporting! Não quero que o Benfica ganhe...
 - mas vai ganhar...
 - vai...vai... vai ganhar como ganhou no Sábado ao Porto.
E finalmente, o Figueiras desceu às margens do rio Tejo e aproximou-se de um grupo de adolescentes:
 - olá meninas, logo todas vão torcer pelo Benfica independentemente dos vossos clubes. Tu, por exemplo, qual é o clube do teu coração?
 - quer mesmo que eu responda?
 - claro, hoje todos os portugueses são do mesmo clube...
 - o clube do meu coração é mesmo o Chelsea.
Eu tenho uma pergunta. Há alguém a torcer pelo Benfica ou foi só falta de pontaria dos profissionais da SIC?

Faz sempre jeito



É verdade que quem mede 1.40 não pode usar rasos e nesta categoria incluem-se sabrinas, bailarinas, havaianas, ténis e afins. Mas, como tenho mais 5 centímetros já não parece mal, especialmente se tiver estas sapatilhas nos pés.

14.5.13

Contingências


E assim se despe o modelito italiano.

As crianças e as festas


















Independentemente do sucesso - ou insucesso - das festas, o final, o recolhimento, a hora de dormir é invariavelmente igual. As minhas filhas pensam que o fandango continua e passam a noite entre episódios de sonambulismo e choro. Estão a ver aquele lamento sem lágrimas que reproduz um "ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh" persistente? Pronto, é esse mesmo. E desta vez não foi diferente.
Mas, nós por cá, gostamos de festas e festinhas. De preparar as roupas, os complementos...
A minha pequena Constança foi a heroína. Atrevo-me a dizer que foi o primeiro dia em 3 anos que percebeu que (também) é feliz sem mim.
A miúda ia ao jardim, ao parque, jogava à bola, comia rissóis, usava a casa de banho e muito raramente olhava o meu poiso. E sorria, tipo "afinal não vais a lado nenhum sem mim".
A coroa de flores que tem na cabeça foi o objecto de culto.
A irmã, retirou-a ainda antes da foto.
A mais nova, orgulhosa do seu adereço, esteve sempre muito cuidadosa. Endireitava-a. Se lhe caísse, pedia a alguma adulto para a colocar... Tirou a coroa só quando vestiu o pijama.