O final de Agosto e o início de Setembro não foram fáceis. As férias fazem-nos aditos de coisas demais.
A realidade ameça doer, no corpo e na alma. E fazer figas nem sempre é suficiente.
Mas, a vida encaixa-se. Os dias arranjam-se. Como o jantar de quarta feira. Abres a arca e qualquer coisa há-de aparecer para cozinhar.
A noite encurta, pelo sono, que resulta do dia que, às tantas, se faz cheio.
E a música volta a ser trauteada na fila do trânsito matinal. São as mesmas pessoas no elevador. Os mesmos carros que se cruzam na faixa contrária. Como um puzzle. A vida encaixa-se.

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