17.3.15

Sou uma boa alma.

Ora, há umas semanas estive a trabalhar numa reportagem sobre uma instituição que acolhe rapazes que, por alguma razão, foram retirados à família. É uma (grande) casa. Pelo apoio social que presta. E pelos anos que comemora.
Na ocasião, foi apresentado o programa de aniversário, mas o meu trabalho lá foi mais além. Consegui conversar com um ex aluno e pedi para conversar com um actual, ao que o psicologo prontamente acedeu. Não tardou a abeirar-se de mim com um rapaz disposto a contar-me a sua história.
Ora, o rapaz fez fotos e deu-me a entrevista. Sendo que, por uma questão de privacidade, até optamos por não expôr a sua imagem.
No entanto, há dias, quando a publicação saiu, o dito rapaz não gostou de ver a sua história, assim escrita, tal como é.
A modos que, como eu, sou uma boa e paciente alma, lá irei conversar com o miúdo e tentar explicar-lhe que a entrevista que me concedeu não era para escrever no meu diário.

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