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23.11.14

O Domingo das folhas caídas, do pequeno almoço caseiro. E da verdade!!!!


Primeiro e porventura o mais importante, não sei o resultado do Vitória, mas desconfio que esteja a perder.
Estou há mais de 20 minutos a tentar ouvir o professor Marcelo e a única coisa que me chega são os grunhidos da minha filha mais velha que depois das 21 horas de Domingo continua com a folia de sexta, pelas 17.30.
Ouvi o professor dizer "estupidamente evidente". Não sei a que se refere.
Tomamos o pequeno almoço em casa. Surpreendente porque nem estava a chover.
Acabei por sair porque precisava mesmo de fazer uma transferência. Fui a quatro Caixas Gerais e todos os ATM estavam temporariamente indisponíveis. O Sócrates deu cabo daquilo. Sua mãe com medo do frio de Paris e profunda conhecedora do custo de vida francês exagerou na mesada, a tal ponto que hoje alguém como eu queria fazer uma miserável transferência e o sistema não me permitiu.
A minha filha mais velha acaba de me aparecer de pijama vestido, enfim. Dá provas de querer desligar. Ufa!!!!! Se bem que continua com perguntas estúpidas:
 - Não vais sair mãe?
 - Claro que não.
 - Então e não me vais comprar o computador?
 - Vês-me de cabelo branco?
 - Não...
 - De barba grande e vestida de vermelho?
 - Não.... Mas vejo-te de barriga.
Aiiiiii (longo suspiro), o bom filho é aquele que te magoa com a verdade.

20.11.14

Eu não estou sempre a chorar, às vezes desenho árvores de Natal.


Missão pijama


Duas notas apenas acerca do tema:

1 - 4627 crianças de Guimarães (mais uma com a Constança cujo colégio não estava inscrito, mas que ainda assim não abdicou da sua missão), pertencentes a 247 salas de ensino, de 49 instituições participaram no Dia Nacional do Pijama.

2 - seria maravilhoso se as criaturas tivessem adormecido no carro. Pegava numa, depois na outra e enfiava-as na cama. Sem banhos. Sem jantar. Porque isto não é só "ai as minhas ricas filhas". Vezes há que me faltam jantares em que a solidão é o prato principal.
Não foi o caso. E como tal, tenho a Carolina à minha frente a imitar a Teresa Guilherme (podia ser pior se estivesse a imitar a Fanny) e a Constança agarrada à minha franja num choro contínuo, ruidoso, persistente, irritante e comparável ao gemido de um cão bebé a suplicar para não ir amanhã para a escola.

19.11.14

Entardecer(es)


Têm tanto de delicioso como de insuportável. Há uma semana, só me apetecia fugir (delas). Hoje, tudo o que quero é fugir para elas e com elas.
Faltam-me as luzes acesas. Os gritos histéricos de uma adolescente em fervoroso crescimento. E o choro, fingido, de uma falsa bebé.
Falta-me a vida da vida delas.

Carolina, a ditadora. Constança, a subordinada.


A mais velha volta da escola carregada de trabalhos de casa. É uma responsabilidade diária. Eu nem sequer discuto porque confio plenamente na professora. Se assim o determina é porque é o melhor.
Habituadas que estão a partilhar, como se vivessem um casamento e estivessem unidas na riqueza e na pobreza, a Carolina nunca se dedicaria ao estudo se não calhasse a mesma obrigação à Constança.
Vai daí, e antes de se agarrar aos seus trabalhos, passa os exercícios da irmã.
Isto seria muito fofinho, se a Carolina não levasse a tarefa ao ponto de lhe imprimir fichas, obrigá-la a escrever, repreendê-la e até aplicar castigos.

18.11.14

Pai Natal, filho, tu vai anotando...





Mango Kids

Acordar algures, em que elas - e um blush no rosto - me bastem.


Há pessoas que me miram directo ao coração. Todos os dias, várias vezes ao dia. Tomara eu deixá-las para trás, mas não posso. É um peso que carrego. Carregarei... até quando, não sei. Carregarei por muitos anos. Assim espero. A verdade é que acontece gostarmos (muito) de quem nem sempre nos é bom. Ou grato. Ou nos ama como devia. Mas, há pessoas que não podemos deixar para trás.
Outras há, cuja ruptura depende apenas da nossa coragem. Às vezes, do nosso egoísmo.
Tenho momentos de desprendimento insano que não sai da mesa da cozinha ou da cama das crianças. E se...? E se...?
Tenho momentos em que me quero fazer estranha. Agarrar na bagagem (na que não pesa) e cortar amarras. Acordar algures em que elas - e um blush no rosto -  me bastem.

17.11.14

O bolo de aniversário do homem.


O tronco de Natal foi providencial para os parabéns, cantados simbolicamente no dia, mas para o jantar de Sábado à noite impunha-se um bolo mais pomposo.
Como sempre, confiei no serviço da Helena do Tudo se Faz e esperei que me surpreendesse.
Nem sempre, o cake design agrada, mas neste caso, eu garanto que a massa é deliciosa. É o bolo caseiro vestido de grife.
Quem conhece o homem está neste momento a pensar que o design não podia ser outro que não este. Camisola do Vitória a assistir ao jogo pela televisão, com os bichos ao lado. Eu acrescentaria o pc e o ipad. E mudava o resultado do Vitória - Sporting.
Fui com a Carolina buscar o bolo. Enquanto eu conduzia, ela carregou-o e foi avaliando os pormenores:
 - Mãe vê-se mesmo que a senhora não conhece a nossa família.
 - Porquê? Não gostaste do bolo?
 - O bolo está giro, mas seria impossível um cenário destes...
 - Porquê?
 - Alguma vez o William ficava assim sossegado?!

O velho barbudo foi oficialmente aceite.


Deu uma volta. Depois outra. A seguir disfarçou. Fingiu-se interessada nas montras. Olhou de longe.Acreditou que passaria invisível. Ele acenava-lhe de longe. Ela fingia que não era com ela.
Mas, o momento era aquele. Constança, 4 anos, estava prestes a enfrentar um importante desafio na sua vida. O contacto com o Pai Natal. Resistiu. Tentou adiar para o dia seguinte. Eu insisti, argumentei com os presentes e ela cedeu. Não chegou a choramingar.
E cá está o primeiro registo que ela tem com o Pai Natal.