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28.9.14

Um Domingo assim...


Tenho sono ao Domingo, não é novidade. Quem não tem sono ao Domingo não será uma pessoa normal. Mais ainda, num Domingo assim. Sem personalidade.
Só me ocorre cama e mãos entre os joelhos dobrados.
Até porque o dia de ontem não foi fácil (mas depois conto).

23.9.14

Noites tranquilas


Num sofá vazio. Com o comando largado.
Dormem, uma em cada quarto. Jantaram cedo. Desarrumam pouco. Deitaram-se logo depois do banho. A Constança escovou os dentes meia dúzia de vezes. Perguntou se morria caso engolisse a pasta dos dentes. Adormeceu depois de levar o Santiago à cidade dos tubarões simpáticos.
Gosto de estar só quando a casa está cheia. Penso e decido melhor se nada me faltar.

Há quem tenha medo de mudar...já eu, tenho medo que nada mude.

Porque hoje fui desafiada.

21.9.14

Que grande serão de Domingo!


O Toni canta na 1.
Sol de Inverno acaba. A seguir entra Manzarra - e o que eu gosto do puto. Tenho que analisar esta minha pancada por homens de barba.
E a Casa dos Segredos!!!! Aiiiiiiii...A Casa dos Segredos...

20.9.14

Assim vai o dia





Estou a pensar em como despacharia sem dificuldade uma lata de leite condensado quando sou interrompida por três crianças famintas.
Arrasto-me até à cozinha. O cão lambe-me as pernas. A cadela rosna ao cão.
Seis fatias de pão de forma, seis fatias de queixo, outras tantas de fiambre. Sumos, iogurtes. E migalhas na mesa.
Não sei se tenho mais fome ou mais sono.

Meu Sábado esquizofrénico


17.9.14

Um dia atrás do outro



O final de Agosto e o início de Setembro não foram fáceis. As férias fazem-nos aditos de coisas demais.
A realidade ameça doer, no corpo e na alma. E fazer figas nem sempre é suficiente.
Mas, a vida encaixa-se. Os dias arranjam-se. Como o jantar de quarta feira. Abres a arca e qualquer coisa há-de aparecer para cozinhar.
A noite encurta, pelo sono, que resulta do dia que, às tantas, se faz cheio.
E a música volta a ser trauteada na fila do trânsito matinal. São as mesmas pessoas no elevador. Os mesmos carros que se cruzam na faixa contrária. Como um puzzle. A vida encaixa-se.

Vai a meio a semana...


E a vida entra nos eixos.
A Constança já entra no colégio pelo próprio pé. Orgulhosa. O melhor é que entra na sala de sorriso rasgado.
A Carolina também lá anda. Hoje vestiu saia e prendeu o cabelo. Só espero que não traga lanche para casa.
O William não voltou a comer a parede nem os bonequinhos do Lidl.
E eu já não vejo todas as novelas. Sucumbo ao cansaço que resulta da engrenagem da vida. Por isso, sei, que entramos nos eixos. Mas acordo fresca como uma alface. Despenteada, mas fresca.

16.9.14

Porque é que é Setembro e já me parece Novembro?


O cão do meu pai, o Bill, um pequinez albino, morreu em Setembro. No meu primeiro dia numa redação sem ar condicionado, com as janelas abertas. Estivemos em reunião. Cinco, numa mesa de quatro. Estava um calor infernal. Eu conduzia um Ford Puma cinzento quando a minha afilhada me gritou despachada, "olha o Bill morreu". Saí do carro sem o travar. Foi a minha primeira grande perda. O Bill foi envenenado.
A primeira reportagem que fiz naquele jornal foi sobre cães envenenados e sobre a falta de condições no canil municipal.
Era Setembro e parecia Julho.
Hoje, é Setembro e parece Novembro.

12.9.14

Foste mesmo embora...






Não tenho memória de um Verão tão pobre. Eu acho que nem houve Verão este ano. Tivemos pequenos agradinhos de sua santidade Pedro. Imaginem-se no Quem Quer Ser Milionário a jogarem para 50 mil euros. Resposta errada e consolam-vos com 500 euros. O nosso Verão foi mais ou menos isto.
Depois toda a gente botou fé em Setembro. Agora é que é. E eu ainda acreditei que voltaria à praia. Programei Domingos. Mantive a tralha de veraneante à mão de semear. Até comprei biquinis. Mas, acho que a meio de Setembro caiu-me a ficha. O Verão que não chegou a ser, já não será. E suspiro quando me conscencializo do ano inteiro que vem por aí.
O tempo passa.