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22.11.14

A que sabem estes Sábados?


Sabem a garganta inflamada, que arranha sempre que a comichão vem.
Sabem a cão. Ao seu pêlo e ao seu cheiro. Cães que deviam ter as unhas cortadas, mas não fui capaz. Temi cortar-lhes os "dedos".
Sabem a choro. E berros. No norte berramos. E escutam-se dos quartos (onde elas estão a tentar secar plasticina) à cozinha (onde os bichos brincam com os novos brinquedos de 1 euro comprados nos chineses depois do pequeno almoço).
Cheiram a cenoura do bolo que está no forno, feito sem fermento.
Sabem a bocejos do sono que espero dormir depois de comer um pão com tuli creme.

19.11.14

Entardecer(es)


Têm tanto de delicioso como de insuportável. Há uma semana, só me apetecia fugir (delas). Hoje, tudo o que quero é fugir para elas e com elas.
Faltam-me as luzes acesas. Os gritos histéricos de uma adolescente em fervoroso crescimento. E o choro, fingido, de uma falsa bebé.
Falta-me a vida da vida delas.

17.11.14

O bolo de aniversário do homem.


O tronco de Natal foi providencial para os parabéns, cantados simbolicamente no dia, mas para o jantar de Sábado à noite impunha-se um bolo mais pomposo.
Como sempre, confiei no serviço da Helena do Tudo se Faz e esperei que me surpreendesse.
Nem sempre, o cake design agrada, mas neste caso, eu garanto que a massa é deliciosa. É o bolo caseiro vestido de grife.
Quem conhece o homem está neste momento a pensar que o design não podia ser outro que não este. Camisola do Vitória a assistir ao jogo pela televisão, com os bichos ao lado. Eu acrescentaria o pc e o ipad. E mudava o resultado do Vitória - Sporting.
Fui com a Carolina buscar o bolo. Enquanto eu conduzia, ela carregou-o e foi avaliando os pormenores:
 - Mãe vê-se mesmo que a senhora não conhece a nossa família.
 - Porquê? Não gostaste do bolo?
 - O bolo está giro, mas seria impossível um cenário destes...
 - Porquê?
 - Alguma vez o William ficava assim sossegado?!

12.11.14

O meu homem faz anos.


Eu estou chateada com ele porque todos os dias se esquece de levar o lixo e não há maneira de tampar a coca cola.
Sobrevivi (mais um dia, pelo menos), saí do médico, comprei-lhe um tronco de Natal, pedi fósforos ao vizinho e cantámos-lhe os parabéns.
Mas, continuo chateada.