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20.11.14

O dinheiro que gasto...em papéis.

Ando, pelo menos, desde Fevereiro, ou Março, a tratar de burocracias inerentes à minha moradia.
À parte das conversas com o banco, calharam-me visitas a instituições públicas, como Finanças, Câmara Municipal, Conservatória...
A minha missão era simples. Requerer os documentos necessários e levantá-los.
Ora bem, o primeiro documento atestava que a minha moradia não tinha penhoras sobre ela. Requeri-o nas Finanças, levantei-o na Conservatória. Então e qual é o problema? Perguntam vocês. Afinal, das Finanças até à Conservatória até podias ir a pé.
Não é um problema, são 200 problemas, convertidos em euros. 200 euros por folhas A4 que atestam que a minha casinha não tem penhoras. Vim de lá a morder o lábio.
Segundo documento, declaração não dívida das Finanças. Imprimia-a em casa. Caramba que os nossos organismos públicos funcionam tão bem que é um orgulho desmedido.
Terceiro documento, assento de nascimento, meu e do homem. Voltei à Conservatória. Duas folhas A4, meia dúzia de linhas em cada uma. Custo: 40 euros.
Segui viagem até à Câmara Municipal. Missão: requerer ficha técnica e licença de habitabilidade. Custo: 3 euros e tal pela autenticação, mais 17 euros na altura de os levantar.
Ufa! Até que enfim! Acabou-se o turismo nas instituições públicas. Tenho tudo.
Ou talvez não.
 - Ó dona Andreia então trouxe a ficha técnica e a licença do lote 15?! O seu é o 13!!!
 - Como assim?
 - Trouxe os documentos de outra moradia.
 - Então, mas aquelas gajas senhoras andam a dormir?
 - Aquilo está no nome do construtor, fizeram confusão de certeza... Pagou por aquilo?
 - Claro que paguei.
 - Então venha buscar os documentos errados e leve-os lá. Têm de substituir pelos seus documentos.
E voltamos à Câmara.
 - Bom dia.
 - Bom dia. Menina deram-me a ficha técnica e uma licença de habitabilidade de outra moradia que não a minha.
 - Então e a senhora pediu documentos que não eram seus?
 - Naturalmente que não o fiz. A sua colega, na ocasião, deve ter-se equivocado no requerimento. Eu assinei convencida que estava a assinar o correcto, mas afinal não era. Trocaram o lote.
  - Se assinou, consentiu.
 - Verdade, assinei porque confiei na competência da funcionária e desconhecia o lote e o número do prédio.
 - Agora não sei como é que vamos resolver.
 - Não sabe? Eu digo-lhe. A senhora vai requerer os documentos correctos, lote 13, prédio 1049 e eu vou pagar, pela segunda vez, apesar do equívoco da sua colega. Que tal? Pode ser assim?

6.11.14

Cor no branco (quase) total.


Há 10 anos, quando comprei a minha primeira casa a única coisa branca era o sofá. Estávamos no tempo da cor. Paredes vermelhas. Mobiliário vermelho misturado na madeira ou no preto e cozinhas onde a cor além de obrigatória podia ser arrojada.
Graças a Deus isso mudou. Foram-se pintando as paredes devolvendo-lhes o tom original. O branco voltou a impôr-se.
Duas casas depois, por cá é tudo clean. Da sala aos quartos. O mais branco de todos é o quarto das meninas. Todos os elementos são brancos. Das cortinas à cama.
O branco é pacificador e intemporal.
O melhor é que não corro o risco de ter de mudar o quarto a cada borbulha que lhes aparece.