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29.8.15

Vamos adiar Setembro.








Partilhamos, as três, a vontade de ficar. Mais uns dias. Hoje, até falamos a vida inteira. Mas, de que nos serve a praia no inverno? E como sobreviveríamos sem Guimarães? Não há melhor lugar no mundo, para se estar e para se ser.
Ainda assim, por agora, ficaremos.
Vamos demorar-nos.

27.8.15

Zona de conforto.








Eu sou uma espécie de cokpit de avião. Com botões aos milhares, luzes, alertas sonoros. Onde tudo pisca. Como eu queria ter um único botão. On/off. Bastava. E descomplicava.
A mente feminina, estupidamente complexa, tende a racionalizar.
Somos um teclado cheio de caracteres quase sempre imperceptíveis.
Esta semana saí da zona de conforto. Fiz as malas de véspera. Não planeei kits. Na verdade, não fiz plano algum. Só pegar nas meninas, sair (da zona de conforto) e ficar bem. O meu compromisso era ficar bem.
600 quilometros depois percebi que, vezes há, que posso prescindir dos botões, das luzinhas e dos alertas. É tão mais simples. Uma bola de berlim de manhã, outra de tarde, sol, sangria bem açucarada e umas corridas. Dás por ti feita máquina. On/off, já está.

22.8.15

Estamos cá.


Há dias alertaram-me para a ausência de um mês aqui no blogue. Um mês? Sinto como se tivesse passado muito mais  tempo.
Escreverei sobre o quê? - justifiquei-me.
Sacudiram-me. Como assim sobre o quê????? Sobre tudo. E nada. Sobre o que sempre foi.
Queixo-me que não me sinto emocionalmente equilibrada para poder dizer/escrever o que que quer que seja e que não posso escrever o que realmente gostaria. E por isso me calo. E calo-me numa altura em que os acontecimentos - e emoções - na minha vida se precipitam a uma velocidade vertiginosa.
Em boa verdade nunca tive tanta coisa para contar. Sensações novas. Lições de vida. Todos os dias.
Quem sabe, quando caminhar no trapézio com segurança, consiga, libertar as palavras que o meu trio de amigas tem ouvido até à exaustão.
Até lá, vou fazer por voltar, com a regularidade devida e merecida.

21.7.15

Da possibilidade de voar...

Vi o Titanic no cinema umas cinco vezes. Três delas, foram na semana de estreia no S. Mamede. É, indiscutivelmente, o filme da minha vida. Que revejo sempre com gosto.
Comovo-me sempre, nunca choro.
A cena na proa do navio com o Jack e a Rose de braços abertos é a minha preferida. O "you jump"; "i jump" tem-me acompanhado.
E eis-me, de novo, na proa, quase à deriva, quiçá prestes a embater num iceberg... mas segura.

15.7.15

Por falar em mudanças...


Algumas considerações:

A mais importante de todas, os meus pés são horríveis. E não se enervem que as unhas já estão arranjadas.
A propósito, as separações emagrecem. E não é só o roupeiro.

14.7.15

To change.


Perdoem-me o estrangeirismo. Soa melhor. Embora o significado se repita, universalmente.
Mudar dói. Mesmo quando nos livros se lê a apologia da mudança como o percurso da felicidade. Tangas. Não há escrituras ou perlimpimpins. Mudar dói. E ainda que acredites que o final feliz aparece 120 minutos depois do filme começar, o gajo vai sofrer, vai levar um balázio na cabeça, vai perder o labrador, vão-lhe atar a mulher a uma árvore, vai apanhar herpes, encravar uma unha e só a 10 segundos do filme acabar é que vai encontrar a mulher presa à árvore e comprar outro cão.
Eu não fui de férias, ainda. Apenas, mudei e como qualquer processo de mudança, também o meu requer adaptação. Estarei a meio do filme.