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17.6.15

Não há processo de emagrecimento sem falar de mamas.


Ontem fiz a primeira avaliação desde que mudei de PT. Não fui surpreendida pelo peso porque não consigo ficar o mês inteiro sem me pesar, por isso esperava estar ali pelos 57.500kg. A balança conseguiu ser ainda mais simpática e registou uns maravilhosos 57kg!
Com este peso começo a ouvir aqueles comentários sempre tão animadores de tios, mãe e marido, do género, "estás a ficar feia de tão magra" ou "pensas que assim é que estás bem?". Nada de novo.
A verdadeira surpresa foi nas medições. Só na cintura perdi 7 centímetros!!!! E na anca 6.
A diferença maior foi no peito. Nem queria acreditar. Pedi para voltar a medir. Menos 10 centímetros!!!!
Eu até nem me importo que digam que estou feia ou magra de mais, mas mamas são mamas e eu sempre as tive. Acho que fui a adolescente mais mamuda da minha geração, motivo de cobiça. E agora foi-se a joia da coroa.
As minhas mamas sempre foram uma espécie de medidor de gordura. Quando engravidei o primeiro sintoma foram as mamas, antes mesmo da falta do período. Ou seja, se engordo elas são as primeiras a notarem-se, se emagreço idem idem, aspas, aspas.
Em relação à massa gorda baixei 5% (de 31 para 26, o ideal é chegar aos 21%) o que perfaz menos 3kg de gordura.
Se chega? Não chega. Quero os 55kg. E manter este estilo de vida que nos arrebata como uma paixão.

 Quando as minhas amigas se faziam notar.

16.6.15

Guimarães Corre Corre


Na próxima segunda feira faz meio ano. Espero não estar a escrever nenhum disparate, mas foi isso que ouvi ontem de um dos organizadores.
Ontem, foi a minha estreia no Corre Corre e adorei. Há muito que estava para ir, mas tenho imensa dificuldade em sair de casa à noite e abandonar as crias. A Carolina não acha piada, mas limita-se a torcer o nariz. A Constança é implacável. Recorre à pior espécie de chantagem emocional. Choro compulsivo, desespero profundo, agarra-me as pernas e ai se me distraio e tento confortá-la. Vai-se o pescoço e o cabelo.
Ontem decidimos praticamente em cima da hora.
Comi uma sopa, equipei-me e saímos de casa sem a criatura se aperceber. Quando deu pela minha falta já eu estaria no segundo quilómetro da corrida.
No Corre Corre deu para perceber que estou mais em forma do que o que julgava. Corro muito pouco fora da passadeira e pensei que muito rapidamente perderia pernas e fôlego. Isso não aconteceu. Senti-me muito capaz. E gostei da sensação. Guimarães é a cidade mais linda do mundo. Esqueçam tudo. Venham correr a Guimarães. Temos avenidas. Temos calçada portuguesa. Centro histórico classificado com turistas que aplaudem à passagem de duas centenas de doidos que correm espontâneamente. Temos vielas em que só passa/ corre uma pessoa de cada vez. Temos um castelo!!!!!!
Ontem ainda tive o prazer de encontrar uma pessoa querida com quem falo e estou muito pouco, mas que gosto muito.
Segunda feira voltarei.

10.6.15

Enfim magra.


Finalmente, ao fim de três meses de treinos regulares sinto os resultados pretendidos.
Na verdade, só no último mês, exterminei 3 quilos. Nos dois primeiros meses cheguei mesmo a ganhar peso. Depois do choque inicial do regresso à actividade física com muitas dores musculares e cansaço, rapidamente o corpo se habituou à rotina e eu passei a treinar dentro de uma zona de conforto. Em Maio, mudei de PT e de plano de treino. Tem vezes que até me apetece chorar só de pensar para o que vou. Chego a ter pesadelos. Mas, percebi que a mudança foi proveitosa.
Reservo um dia para correr e outro para a musculação. Nos restantes, treino de alta intensidade.
Então e como te sentes com menos 3 quilos? Ora, sinto-me praticamente sem mamas, mas não se pode ter tudo, não é verdade?

6.5.15

Eu sou pela saúde e pelas curvas.


A Bárbara Norton de Matos foi a entrevistada do Daniel Oliveira no último Alta Definição.
Falou das inseguranças da adolescência e confidenciou como um casting numa agencia de modelos a atirou para um quadro de depressão e distúrbios alimentares. Disseram-lhe que era gorda, feia e que tinha uma testa enorme.
Muitos anos mais tarde, a Bárbara haveria de ser convidada para uma sessão fotográfica, ousada, para a revista Maxim. Contou, na entrevista ao Daniel Oliveira, que no final das fotos lhe perguntaram como queria as pernas, o peito, o rabo, a barriga. Respondeu que queria tal como eram, com a dimensão e a forma que tinham. Sem photoshop.
No antigamente (como diz a minha Constança) impôs-se a gordura como formosura na imagem da mulher que se queria na cama. E até as crianças magras (como eu fui e como as minhas filhas são) eram associadas a fraqueza, má alimentação, doença, às vezes.
Dizem os números que em Portugal metade são gordos e metade são magros. Ou seja, a percentagem de obesos ronda os 50%.
A gordura já não é formosura, mas o que me inquieta é que já nem a saúde o seja.
Agências de modelo, como aquela por onde a Bárbara passou, manequins, actrizes, celebridades e até rainhas com claro défice de peso e ditaduras de perfeição conseguidas através de programas como o photoshop tornaram a maioria das mulheres inseguras. Quem tiver curvas é gorda.
Os ginásios, as dietas da moda, lançadas umas atrás das outras e muitas delas com créditos em editoras que não pensam duas vezes em publicar tudo, mais do mesmo, muitas vezes, medicamentos para emagrecer, tudo isto incorpora num negócio que rende milhões, à escala global.
Como tudo na vida, o mal está no extremismo, na falta de razoabilidade. Da mesma forma que o esterno da Carolina Patrocínio impressiona, ontem senti pena de uma miúda da idade da Carolina que terá praticamente o meu peso.
A obesidade não é referência de coisa nenhuma, do mesmo modo que a magreza também não o é.
E assim só porque sim e em jeito de curiosidade, socorri-me no antigamente e naquela que é (apesar de morta) a maior divã de sempre. Marylin Monroe sem photoshop. E com curvas.

19.4.15

Ora então, um mês e meio de ginásio, vamos lá saber quanto emagreceste...

A resposta é zero. Isso mesmo. E vamos lá fechar as boquinhas e sobretudo quem tencionava seguir-me as pisadas e já se está a abancar no sofá, toca a levantar o rabo.
A consulta com a nutricionista estava marcada para a terça passada. Como gosto de comparar a minha balança com a dela, decidi pesar-me logo de manhã e ainda estou para descobrir como não faleci. 59.900. Fiquei doida. Furiosa. Mal disposta. Só me apetecia voltar para a cama e chorar.
Mas, as minhas crianças têm as suas obrigações escolares e tive de me fazer à vida.
Entretanto, a consulta foi adiada para a sexta. O que piorou a minha ansiedade. Estava cheia de dúvidas na cabeça. E a espaços lá me lembrava do que a nutricionista tinha dito na primeira consulta sobre ganhar algum peso no início.
Desde o início de Março que vou ao ginásio cinco dias por semana. Faço cardio e musculação, por indicação da minha PT. Passei a correr. Faço sempre cerca de 25km por semana e há até quem ache de mais. Sou disciplinada o suficiente com a minha alimentação, embora cometa alguns excessos ao final de semana. Nada justificava aquele meio quilo a mais desde a avaliação no início de Março.
Para saciar a minha ansiedade comecei a ler. Compulsivamente. E se não estivesse doente, com cancro na tiróide, por exemplo, a única explicação era o aumento da massa muscular.
Mas quem é que quer saber da massa muscular???? Eu queria um 56 na balança. Estou-me nas tintas para o músculo.
Na sexta lá fui à consulta.
 - Engordei - cobrei-lhe logo depois de um olá sonso.
Subi para a balança e 60kg.
Passamos aos valores seguintes que essa gente gosta e valoriza mais do que o peso.
A 19 de Março pesava 58.500, tinha 41.6% de massa muscular e 25.2% de massa gorda.
A 17 de Abril pesava 60kg, tinha 44% de massa muscular e 23.9% de massa gorda.
Parabéns Andreia, foi excelente. Muito bom mesmo.
Oi????? Eu engordei!!!!!! Não concebo pesar 60kg. Só grávida a balança me mostrou este número que para mim tem mais ou menos a mesma importância que um obeso cujo peso tem três dígitos.
E a nutricionista explicou, o que de resto já vinha lendo. Que se dane a balança. O músculo pesa mais do que a gordura. E o que aconteceu foi que emagreci embora tenha ganho mais peso. Não sendo possível ler o emagrecimento na balança, na roupa é notório.
A dificuldade é meter isso na cabeça. Eu estou a tentar. Mas sempre fui muito agarrada à balança. Cheguei a pesar-me diariamente. E parvinha, como sou, já dei por mim a desejar ter mais massa gorda e menos peso.
Bom, se quem sabe, diz que assim é que é é porque é. E bora continuar.
Entretanto, a fofa da minha nutricionista enviou-me esta imagem em jeito de motivação e como que a dizer entendes a diferença totó?


9.4.15

Acabaram as corridas.


No mês de Março e início de Abril corri 50km, os últimos dos quais em sofrimento. O que faz de mim uma corredora parva.
Estou em processo de descodificação da nova atleta que há em mim e tenho ainda dificuldade em entender os sinais que o corpo me dá, sendo que neste caso, até era fácil porque praticamente não andava quanto mais correr. Mas enfim...
Achei que gelo e pomada eram suficientes para voltar à passadeira a seguir à Páscoa.
Ontem tive treino com a minha PT e calhei de lhe dizer que estava ali com uma "dorzita". Quando me deitou os olhos ao joelho percebeu logo a inflamação e o inchaço. As corridas estão proibidas por duas semanas. Além disso veio com a conversa que a continuar com a prevaricação a maleita seguinte é a tendinite.
Vou desforrar-me na elíptica e deixar lá as francesinhas, o pica no chão, o pão de ló, o bolo de cidra e o arroz de feijão.
Na próxima terça feira tenho consulta com a minha nutricionista e estou em pânico. Acordo de noite a pensar nos números que me vão aparecer à frente. E para ajudar à festa estou com fome de grávida. Dou comigo a babar com a publicidade do Mc. Donalds; a olhar especada para a vitrine dos bolos; a pestanejar com o novo magnum pink;  a desejar o fim de semana para tirar a barriga de misérias... Há quanto tempo não como uma massa de frango???
Por falar em comida, vou só ali comer uma sopa sem batata.

7.4.15

Mas que grande lontra...



Comi mais em três dias do que em duas semanas. Estou muito envergonhada.
Comecei no jantar de sexta feira com uma francesinha e terminei ontem com um pica no chão. Pelo meio, marcharam doces e salgados.
Posso até nem ter comido este mundo e o outro, mas comi o suficiente para me sentir fisica e emocionalmente desconfortável. Deitei-me com uma barriga equiparável a uma gravidez de termo. Indisposta. E automaticamente a minha cabeça começou a pensar nos disparates.
Como se não bastasse na semana passada só fui três vezes ao ginásio.
Hoje, quando terminei a minha corrida de 5km o Nike Running deitou fogo de artificio. Cheguei aos 50km em 11 corridas. Em Março despachei 37 e em Abril já foram 13. Hoje bati o meu recorde. Consegui correr 1km em 5.56 minutos.
Esta semana vai ser do inferno. Sou um ovo podere se não queimar tudo que a Páscoa me trouxe.

24.3.15

Três semanas de ginásio.




E a minha vida mudou. Parece uma grande tanga, eu sei, mas é verdade, verdadinha, juro pelo meu pai morto.
Há um mês eu pensava exactamente o mesmo. Da minha varanda via os tolos passarem a correr, a todas as horas do dia. Doidos. Podiam estar a ver a Casa dos Segredos. Ou a esplanar. Mas, aquela gente corria com gosto. E quem lhe ganha, o gosto, dificilmente para.
Eu inscrevi-me no ginásio para perder peso. Sem tangas, foi esse o meu objectivo. Não sofro de obesidade mórbida e nem sequer estou acima do peso ideal, mas sentia necessidade de perder dois ou três quilos. Além do ginásio, comecei com consultas de nutrição para aprender a comer e para ter um controle mais preciso do peso e de todas as variantes. Descobri, por exemplo que os meus ossos pesam 2.200 quilos, o que é muito. Normalmente, os peso dos ossos nas mulheres fica-se por 1.5 quilos.
Em três semanas no ginásio já perdi 1.5 quilos. Mas, mais gratificante do que a redução nos números da balança é a forma que o meu corpo ganhou em tão pouco tempo (perguntem ao homem que ele confirma).
Estou neste momento com 58.5kg. Tenho 42% de massa muscular e o IMC está nos 22.9.
A massa gorda ainda está alta, nos 25.2, mas antes do ginásio estava nos 29.
Ao fim de tão pouco tempo perceber estes resultados é melhor do que comprar uns sapatos novos.
Além do treino no ginásio, cinco vezes por semana, tenho corrido, no mínimo 4km por dia. Ontem fiz o meu quilometro mais rápido, 5.57 segundos.
Vão continuar sentadas no sofá?

16.3.15

Derreada.


Esta parece uma daquelas fotos da necrologia, mas o que importa são os quilómetros do lado esquerdo.
A minha intenção era correr 5km e só não o fiz porque estava a sofrer de fazer xixi. Nem sei como consegui estar 30 minutos em cima da passadeira. Mal lhe pus os pés em cima e percebi o peso da minha bexiga pensei que com sacrifício talvez fizesse 2km, mas o tempo foi passando, e os quilómetros também, e eu ia aguentado.
Quando me estiquei na banheira nem sei como consegui sair de lá. Estou absolutamente derreada.

15.3.15

Notícias do ginásio.


Passaram duas semanas e estou firme. Dizem as estatísticas que o maior número de desistências é a partir da terceira. Bom, não me apetece pagar sem beneficiar. Além disso, não há nada mais motivador do que os resultados e os PT´s do ginásio.
Sigo o meu plano de treino com alguma aldrabice à mistura. Tenho investido na passadeira. Até há uns dias apenas a passo. Até encontrar um amigo - na passadeira ao lado - que me desafiou:
 - E quê??? Não corres??? Vá lá... Corremos os dois.
Aumentei a velocidade e corri. Corri 4 km na primeira vez. Mas, estava capaz de correr muito mais.
É incrível como tantas vezes não conhecemos os nossos limites simplesmente porque não os testamos. Não arriscamos.
Eu já não paro.

9.3.15

Parece mal se eu vomitar?


Como as minhas filhas não me deixam ir ao ginásio ao fim de semana, estive dois dias entregue ao sedentarismo. No Sábado, hibernei. No Domingo, dediquei-me à criação da melhor playlist para praticar exercício.
Hoje, regressei.
Depois de 40 minutos na passadeira, quando terminei, deparei-me com uma espécie de visão canina. Só quadradinhos.
Continuei o meu plano de treino com afinco. A arrastar-me, mas empenhada. Até que a dada altura, só sentia as tripas revolverem e a meia torrada do pequeno almoço chegar-me à goela.
Sou mulher de vomito fácil, a modos que não convém abusar no exercício.

4.3.15

Corro o risco de me tornar uma maluquinha...

Mas gostava apenas de acrescentar que não imaginava que tivéssemos tantos músculos. Dói-me em cada pedaço de pele onde toco.
Tipo, ai tenho comichão aqui em cima da mama direita. Auuuuuuu. A sério que isso é tudo músculo?
Estou maravilhada.

3.3.15

Quando me sinto uma super mulher...


Ontem, após a estreia no ginásio, fui almoçar com uma amiga. Tinha aproximadamente 45 minutos. Dali segui para uma conferência de imprensa de onde saí para recolher as criaturas nos seus respectivos estabelecimentos.
 - Vens do ginásio?
 - Sim...
 - Assim tão direitinha? Como é que é possível? Nem o cabelo despenteaste?
Aqui tens um imediatamente após o ginásio e um a seguir ao ginásio, com um pequeno trato. Concordamos nas diferenças, certo?
60 minutos em 24 horas não é nada. Quem é que não arranja uma hora para se enfiar num ginásio a arfar e terminar o dia como se tivesse sido atropelado por um camião do Intermarché? Eu, por exemplo, não consigo descer escadas. Hoje, enquanto conduzia, até evitava virar o volante. Eu sei, não sou exemplo, sou mais sedentária do que o Fernando Mendes a apresentar o Preço Certo.
De manhã, mal tinha terminado o pequeno almoço e já me ligava o meu director. Uma entrevista que há uma semana não se tinha concretizado ia acontecer, Corri para lá. Não aconteceu (o que eu gostava de escrever aqui o que um amigo me disse quando lhe contei do sucedido. A pessoa em causa conseguiu faltar a duas entrevistas que ela própria agendou. Foi, aliás, a pessoa em causa que nos contactou a dar conta do seu projecto...Essa pessoa, por exemplo, das duas vezes que me deixou pendurada, fez-me perder uma hora do meu dia).
Aproveitei o furo e fui para o ginásio de onde vim a sentir-me uma tetraplégica. Sem braços, nem pernas. Voltei rapidamente a casa. Falei com o meu director por telefone enquanto o descompensado do meu cão me atacava. No microondas, a sopa aquecia. O meu cão furou-me as calças com as unhas. Quase lhe parti a colher do pau naquele lombo de leitão...cócegas, como diz o homem. Engoli a sopa e uma banana. Dei um trato no cabelo.Saí. Já estava atrasada para uma entrevista. Na mão, além do caderno preto, um livro que preciso ler para outra peça. Deito-te os olhos enquanto espero - pensei. Não esperei. A minha fotógrafa chegou e trocamos umas ideias. Subimos para a entrevista. Saímos duas horas depois.
Modo mãe accionado. Colégio, escola. Compras no Lidl.
Antes de regressarmos a casa passamos na costureira.
Chegamos, enfim.
Enquanto, elas destroem a sala, eu enfio-me na cozinha onde não sei ser rápida nem arrumada.
Banhos. Jantares. Cama.
Sou só eu que tenho a sensação que o tempo me engole?

Vamos lá começar o dia.


O meu primeiro dia no ginásio.


Vou tentar ser objectiva.
Acho que foi a primeira vez que pisei uma passadeira. E notou-se. Ou pelos menos, a minha PT, notou.
Safei-me. Até perto do final do treino fui uma resistente ao ponto de surpreender, mas a verdade é que tinha-me colocado num patamar tão baixo que era impossível não surpreender.
As flexões rebentaram comigo. O que quero dizer com rebentaram comigo? Ora bem, quero dizer que me deixaram num ponto de não sentir os meus bracinhos.
Os alongamentos passivos (feitos pela minha PT) são maravilhosos. Melhor do que alongar é alguém alongar-nos.
Ao final da tarde, no regresso de uma conferência de imprensa, parecia uma aleijadinha a descer as escadas. Subir e descer do carro também foi penoso.
Ao jantar, bastou dar uma colher de sopa à Constança para perceber que as minhas mazelas se estendem dos membros inferiores para os superiores.
Mas, amanhã lá estaremos. Se não for impossível levantar-me da cama.

28.2.15

Gorda e doente.


Posso até ser ajeitadinha de roupa vestida, mas sem ela, conheço melhor que ninguém as minhas fragilidades ao ponto de nunca usar a merda do vestido que a Irina usou na festa da Vanity Fair.
A modos que constatar que tenho tanta massa gorda como a Júlia Pinheiro não foi surpresa. Já o peso levou-me novamente a amaldiçoar toda e qualquer balança unidas numa cabala para me levarem ao Júlio de Matos. Enfim...
No check up que fiz antes de iniciar a minha missão desportiva e de emagrecimento o que mais me perturbou foi a análise à glicemia que indicou 126. Não estava em jejum, mas como tinha comido há mais de duas horas, era suposto estar mais baixa. Incomodou-me ao ponto de em dois dias já me considerar doutorada em diabetes...eu que já tinha esquecido que era hipocondríaca.
Gorda e doente. Era só o que me faltava. E só não vim do ginásio a rastejar porque no rastreio à minha pele foram só boas notícias.

24.2.15

Senhores da Primark troquem imediatamente os espelhos dos provadores.


Sou acérrima defensora da Primark. Numa mesa de seis mulheres, cinco maldizem a marca irlandesa e uma - euzinha - não só saio em sua defesa como dou imediatamente um curso intensivo de como fazer compras na Primark. Sugiro-lhes dias e horas específicas e faculto-lhes um mapa por onde devem seguir no enorme armazém. Não é fácil senhoras, mas o meu método labiríntico é infalível e já me valeu verdadeiros achados.
Há duas coisas que nunca me aconteceram - pronto três. Uma é ficar mais de um mês sem ir à Primark. Outra é não comprar nada sempre que lá vou. E a terceira é resistir a um sunday de chocolate com molho extra.
O meu homem abomina aquilo. Mais depressa fazia uma colonoscopia sem anestesia. Ainda assim, sempre que lá vou, ousa perguntar-me se lhe trouxe algo da marca do demo.
Por regra não experimento, na loja, o que compro. Espero para ver em casa e na maioria das vezes corre-me bem porque conheço o meu corpo há 32 anos, mas naturalmente que há excepções. No caso, as excepções são sempre na Primark. Porquê? Porque o corte está a léguas da Zara ou da Mango. Ou seja, por bandas irlandesas não vale a pena inventar. Não há cá a loucura que nos assalta numa Zara que nos leva muitas vezes a arrojar num modelo. Na Primark quanto mais básico - ou clássico - melhor.
Posto isto, ontem lá fui à procura de roupa de treino entusiasmadíssima com a nova linha desportiva. Como não é algo que compre com frequência - e não tenho a Primark à porta de casa - achei por bem experimentar.
A começar pelos provadores, aqueles espelhos em círculo são altamente ameaçadores. Eu diria mais, são constrangedoras. Vejo-me de frente, de lado e de trás. Descortinam-me todas as fragilidades, desde o cabelo vergonhoso na nuca ao rabo gelatinoso. Juro por Deus que pensei que fosse mais ajeitadinho. Nos provadores da Primark eu não sou eu. Nos provadores da Primark eu sou a Fani e tenho mais 15 quilos em cima.
Conclusão trouxe um par de calças e dois calções.  E as t´shirts de 6 euros (em cima) são irresistíveis para quem, como eu, gosta da Disney e dos Looney tunes. Pudera eu e tinha trazido todas.

23.2.15

Vida Nova


Quando olho para trás e recordo a criança que jogava à bola à porta de casa, com o poste da luz e o muro a fazer de baliza, ou a miúda a quem a malvada da mãe escondia o elástico porque, se dependesse de mim, saltava dia e noite. Ou anos mais tarde, lembro a adolescente que jogava futebol no campeonato nacional e voleibol na praia.  Hoje, apraz-me perguntar onde raio está essa rapariga enérgica que não encontro há quase 20 anos?
Em 2014, tentei levar o ténis a sério, mas o Inverno e a chuva tramaram-me os planos. Eu sei que posso jogar em terreno coberto, mas o ténis sabe melhor ao ar livre. Vai daí, encostei a modalidade que mais gozo de me dá. Pretendo desencostá-la assim que a Primavera chegue.
Não basta a minha disciplina alimentar e fazer olhos cegos ao Big Tasty que a cada 5 minutos me aparece à frente. Decidi que tinha de mexer o rabo. Não sou de espontaneidades matinais. Nunca me deu para a loucura de saltar da cama às 7 e desatar a correr. Sozinha não seria capaz. Então, inscrevi-me hoje no ginásio.  Já está. Já paguei. Não chove lá dentro. Não preciso de acordar cedo. Vou quando me apetece. Fidelizei-me o que significa que irei sempre. Contratei também os serviços de uma PT (não quero cá homens a ver-me as fragilidades).  E até ao Verão voltaremos a falar.