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24.5.16

Cidade 21


Bato palminhas à nova edição da Cidade 21 acabadinha de sair. Primeiro, porque a capa está brutal. Segundo, porque esta é a primeira que conta com textos assinados por mim dos quais destaco a entrevista ao Hélder Reis.
É sempre motivo de orgulho fazer parte de um projecto com qualidade e integrar uma equipa jovem e ambiciosa que não se limita a seguir as tendências do mercado editorial. Um basta para o mais do mesmo. Cheguem-se à frente pessoas empreendedoras.
A partir de amanhã à venda em todo o país.

22.2.16

Do verbo engonhar...




Aquele momento em que tens de escrever algo que já devias ter escrito, pelo menos, há uma semana, mas ocorrem-te mil e uma outras coisas para fazer.
A ver, tenho à frente dos meus olhos uma bacia de roupa para passar a ferro. Diz que a Carolina Patrocínio saiu da maternidade com o ventre liso. Ok. Agora contem-me uma novidade. O look Max Mara da Cristina Ferreira na festa da TVI. Já vi sim senhor e não gostei, mas estava capaz de usar os brincos Channel.
A Constança besuntou o cabelo com o reafirmante das mamas, devia enfiá-la já na banheira. E a Carolina? Será que foi às soluções para fazer os trabalhos de casa de matemática?
Por falar na Constança, não a oiço há meia hora...O que estará a miúda a fazer? Será que voltou a encontrar os tampões?
Tenho aquele contacto para fazer. Essa entrevista é muito importante.
Não é no próximo final de semana que o Vitória joga com o Sporting? Por falar nisso, grande jogo ontem, roubadinhos pá. Interessa que o Sporting ganhe hoje e voltamos à liderança.
Eiiiii, eu tenho mesmo de despachar aquele texto.

20.4.15

Começar a semana no chão.

O que podia ser pior do que começar a semana a ser rasteirada?
Ui. Tanta coisa.
Dar um tiro no pé era bem pior.
Ou esquecer-me da chave dentro de casa. Ou sujar as calças com sangue do período. Um foguete na meia. Azeitona no dente. Uma catota no nariz. Uma dor de barriga. Uns cornos do marido. Um terçolho. Uma candidíase...
Ainda assim, tombar com os queixos no chão, não é a melhor coisa do mundo.

17.3.15

Sou uma boa alma.

Ora, há umas semanas estive a trabalhar numa reportagem sobre uma instituição que acolhe rapazes que, por alguma razão, foram retirados à família. É uma (grande) casa. Pelo apoio social que presta. E pelos anos que comemora.
Na ocasião, foi apresentado o programa de aniversário, mas o meu trabalho lá foi mais além. Consegui conversar com um ex aluno e pedi para conversar com um actual, ao que o psicologo prontamente acedeu. Não tardou a abeirar-se de mim com um rapaz disposto a contar-me a sua história.
Ora, o rapaz fez fotos e deu-me a entrevista. Sendo que, por uma questão de privacidade, até optamos por não expôr a sua imagem.
No entanto, há dias, quando a publicação saiu, o dito rapaz não gostou de ver a sua história, assim escrita, tal como é.
A modos que, como eu, sou uma boa e paciente alma, lá irei conversar com o miúdo e tentar explicar-lhe que a entrevista que me concedeu não era para escrever no meu diário.

3.3.15

Quando me sinto uma super mulher...


Ontem, após a estreia no ginásio, fui almoçar com uma amiga. Tinha aproximadamente 45 minutos. Dali segui para uma conferência de imprensa de onde saí para recolher as criaturas nos seus respectivos estabelecimentos.
 - Vens do ginásio?
 - Sim...
 - Assim tão direitinha? Como é que é possível? Nem o cabelo despenteaste?
Aqui tens um imediatamente após o ginásio e um a seguir ao ginásio, com um pequeno trato. Concordamos nas diferenças, certo?
60 minutos em 24 horas não é nada. Quem é que não arranja uma hora para se enfiar num ginásio a arfar e terminar o dia como se tivesse sido atropelado por um camião do Intermarché? Eu, por exemplo, não consigo descer escadas. Hoje, enquanto conduzia, até evitava virar o volante. Eu sei, não sou exemplo, sou mais sedentária do que o Fernando Mendes a apresentar o Preço Certo.
De manhã, mal tinha terminado o pequeno almoço e já me ligava o meu director. Uma entrevista que há uma semana não se tinha concretizado ia acontecer, Corri para lá. Não aconteceu (o que eu gostava de escrever aqui o que um amigo me disse quando lhe contei do sucedido. A pessoa em causa conseguiu faltar a duas entrevistas que ela própria agendou. Foi, aliás, a pessoa em causa que nos contactou a dar conta do seu projecto...Essa pessoa, por exemplo, das duas vezes que me deixou pendurada, fez-me perder uma hora do meu dia).
Aproveitei o furo e fui para o ginásio de onde vim a sentir-me uma tetraplégica. Sem braços, nem pernas. Voltei rapidamente a casa. Falei com o meu director por telefone enquanto o descompensado do meu cão me atacava. No microondas, a sopa aquecia. O meu cão furou-me as calças com as unhas. Quase lhe parti a colher do pau naquele lombo de leitão...cócegas, como diz o homem. Engoli a sopa e uma banana. Dei um trato no cabelo.Saí. Já estava atrasada para uma entrevista. Na mão, além do caderno preto, um livro que preciso ler para outra peça. Deito-te os olhos enquanto espero - pensei. Não esperei. A minha fotógrafa chegou e trocamos umas ideias. Subimos para a entrevista. Saímos duas horas depois.
Modo mãe accionado. Colégio, escola. Compras no Lidl.
Antes de regressarmos a casa passamos na costureira.
Chegamos, enfim.
Enquanto, elas destroem a sala, eu enfio-me na cozinha onde não sei ser rápida nem arrumada.
Banhos. Jantares. Cama.
Sou só eu que tenho a sensação que o tempo me engole?

2.3.15

Percebes que estás descompensada quando...

No final de uma entrevista a um criador de gabo bovino da raça barrosã te comoves por saber que não tarda os bichos vão para o matadouro.
 - Como assim vão para o matadouro???? Os bois acabaram de ganhar o 1º premio do concurso! Estão tão limpinhos e brilhantes, até parece que fizeram permanente. 
Ainda agora me disse que gosta deles como se fossem cães e vai levar os bichos para o matadouro??? Está a brincar comigo, não está? 
E vai matá-los como?