10.2.11

Benjamim

Nada de alarmante - diz ela. Pois, não é que seja, mas quando ouvi "está com uma infecção no pulmão esquerdo", não queria acreditar. Parece que o mundo me caiu sobre os ombros. "Isso é muito mau doutor?". "Não, não é muito mau, tenha calma". A minha benjamim só tinha tosse, um pouco de febre, mais persistente nos últimos dias, mas nunca pensei que estivesse com uma infecção respiratória. Quer dizer, pensar pensei, mas como sou exagerada, tratei de espantar o agoiro. O doutor que é convictamente contra medicamentos, receitou-lhe um antibiótico (pasmem) para tomar durante 10 dias. Disse ainda que ela estava bem, sem nenhuma dificuldade em respirar e convencido que o antibiótico faria efeito e resolvia a situação. Ponto. Mas, claro está, eu insisti. "Estes quadros evoluem para que tipo de situação se não forem tratados?"; "e se o antibiótico não resolver?"; "será que tem alguma coisa a ver com o episódio do brilhante?".  A resposta à última questão foi "esqueça isso". Tratou de me tranquilizar dado o estado dela, mas como eu insisti, esclareceu-me que as crianças que não respondem ao antibiótico têm de ser internadas para fazer intravenoso. Deus me livre e guarde. A minha pequena mafarrica vai-se tornar a melhor amiga do Klacid. Não voltou a fazer febre, praticamente já não tosse e tem estado no seu melhor...Esta manhã ninguém a aturava. Deu comigo em doida. Perdi a conta às vezes que a ameacei com uma palmada. Tudo porque teima em não ceder ao sono.
E à tarde, lá vou eu mais uma vez para a USF. Em cinco dias, três passei por lá. Não, não estou moribunda. Vamos a sossegar. 

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