30.7.14

Hora do banho





As minhas filhas não são grandes apreciadoras do banho. Pudessem elas desaparecer quando chega a hora de saltarem para a banheira.
Já foi pior, ao ponto de correr pela casa atrás da mais nova que fugia, sem roupa, aos gritos e se enfiava nos cantos menos acessíveis. Actualmente, tem vezes, que já nem chora a lavar o cabelo.
Mas este é um post sobre poupança. Se tiver duas filhas partilhe a água.

29.7.14

O que eu gosto deste príncipe!




E ser prÍncipe é a única coisa que não interessa para nada porque grande parte da realeza é assim para o sonso, senão vejamos o mano William.
O Harry é fofo. É rebelde. É espontâneo. Farta-se de meter o pé na argola. Gosta de cães. E de crianças. Consegue ter um sorriso autêntico e bancar o bad boy no Afeganistão...
Desta vez, foi notícia porque, num torneio de natação feminina, fez de emplastro numa foto. Olha o príncipe Harry a posar para o meu iphone! Naturalmente que este senhor mudou a foto de perfil no FB e bateu o record de likes.

28.7.14

Cocó inconveniente

Estou a fechar a última edição antes das férias, mas as miúdas andam por aí. A Carolina tanto vai como não vai para o ATL e a pequena criatura absorvente já não vai para o colégio desde o final de junho.
Até há uma semana atrás ia para a escola da avó, mas a avó ficou de férias e então resta-lhe passear por casa. São passeios tranquilos, do quarto para a sala, mas desarrumados, carrega com ela tudo o que vê. Mas, tudo bem, respiro fundo e continuo a escrever. Vinha sendo assim. Até que hoje, a meio de uma entrevista por telefone, a criatura que se entretinha a servir cafés aos cães lembrou-se que queria fazer cocó.
 - Quero fazer cocó!
E eu ignorava e afastava o telefone para o homem não saber das necessidades intestinais da miúda. Mas, ela gritava, aflita.
 - Diz-lhe que espere, tenho de fazer cocó!!!

27.7.14

É este tipo que manda cá em casa




Em quase 32 anos de vida (para a semana faço anos) sempre tive cães. Cinco, para ser precisa. Já perdi três.
Quando a Pipa chegou cá a casa não achei muita graça ao cão bibelot. Não ladrava, não roía, praticamente não brincava. Mas, depois de ganhar confiança tornou-se numa companhia perfeita para ter em casa. Em casa mesmo, não no jardim ou no terraço, em casa. Estava ali a aquecer-nos os pés ou atenta aos nossos passos, mas na sua pacatez.
Entretanto, chegou o bicho em cima. Enoooooorme!!!! Esfomeado. Irrequieto.  Com uma pata de jaguar. Qualquer movimento é significado de estragos. Ele destrói tomadas, rói móveis, faz buracos na parede, fura piscinas, mergulha para fontanários públicos, faz xixi em todo e qualquer objecto vertical com mais de 5 centímetros.
Vou desculpando o seu comportamento e justificando-o com a sua meninice de cachorro - o chouriço ainda não tem um ano. Entro em negação. É impossível fazer o que quer que seja com ele. Porque ele quer toda a atenção do mundo. Salta-nos para o colo, lambe-nos da ponta dos dedos à ponta dos cabelos. Morde-nos. E eu desvalorizo. Mas, hoje, o homem assumiu o que todos sabemos. O cão é chato pa caralho. E é o patrão cá de casa. Ao ponto de nos tirar das espreguiçadeiras para lá sentar o seu real (e grande) rabo.

25.7.14

A rapariga caiu-me dos braços

Assim.... pemba!!!! Em cheio no chão de paralelo no estacionamento.
Voou-me do colo, como já me voou o iphone ou as chaves do carro.
Não se magoou? Não. A miúda é dura ou como dizia a minha avó, o diabo tem mão na canalha. Nem um arranhão ou uma esmurradela. Um grande susto apenas.
Tem a mania que ainda me cabe no colo. E cabe. Especialmente, se eu estiver deitada e ela se encaixar no meu corpo. O problema é quando me pede colo e faz de mim carrinho de passeio. Vai no colo de ipad na mão. Eu tropecei nos meus saltos de 20 centímetros, ela desiquilibrou-me ainda mais com o seu peso e fui incapaz de a segurar. Voou!

24.7.14

A Carolina começou a namorar!




E nem posso dizer que estou surpreendida dada a preocidade da miúda.
A Carolina começou ontem a namorar. Na piscina. E o melhor? É que o rapaz que assumiu o pedido, oficial, é seu amigo desde os 2 anos de idade! Conhecem-se do colégio quando ainda usavam chupeta e cantavam a galinha pintadinha.
Confirma-se o bom gosto da maior e a tendência das minhas filhas para os loiros.
A miúda chegou a casa em extase. Tinha os olhos brilhantes. E estava mais eléctrica do que o costume. Contou que quando o reviu até chorou...de amor. E que o momento da despedida foi cinematográfico com cada um, no seu autocarro, a acenar e a mandar beijos.
Já em casa foi procurá-lo no facebook. Achou. E começaram a teclar.
"Já contaste a alguém que namorámos", perguntou-lhe o Tomás. "Aos meus pais e às minhas amigas. E tu". "Só à minha mãe". A típica discrição dos homens apaixonados contra a emoção colectiva do gaijedo.
"A minha amiga diz que tu és feio, mas eu acho-te lindo", arriscou. Aos 9 anos não se é selectivo nas declarações.
Percebi também que aos 9 anos já se é romântico, "a minha mãe diz que és perfeita para mim". Ohhhhhhhhhhh. Nesta altura já estava eu, o pai e a irmã - que não sabe ler - atrás do monitor como se a New Wave tivesse voltado à antena.
E aos 9 anos também já se é atrevido, "quando me vais dar um beijo?", perguntou afoito o meu genro.
"Resolvemos isso quando nos voltarmos a ver", desenrascou-se a miúda.
Sogra...sou oficialmente sogra.

23.7.14

Ahahahah!

Constança: mãe está ali um cão!
Mãe: e então? Deixa-o estar...
Constança: aiiiii, que medo!!! Deixa-me entrar...
Mãe: a sério, tu vives com um toucinho como o William e estás com medo daquele cão?!
(Pausa...)
Constança: pois é (risos) afinal vou dar-lhe miminho...
Mãe: miminho também não!
Constança: porquê?!
Mãe: porque o cão não te conhece...
Constança: não te preocupes, antes eu digo-lhe o meu nome.

22.7.14

Eu penduro-vos pelas unhas dos pés... E não é bluf!!!

As sonsas das minhas filhas não dão problemas a ninguém. Só a mim!
As sonsas das minhas filhas fazem-me passar por mentirosa quando me queixo da minha gestão permanente de conflitos. Quando conto da quantidade indecente de vezes que tenho de desembaraçar os cabelos da Carolina das mãos da Constança. Ou de quando me perguntam se tenho gatos. Não tenho. Só uma criaturinha de 4 anos metida a felina que ataca na surdina de uma discussão pela posse de um Nenuco ou de um chupa de coca-cola.
As sonsas das minhas filhas sorriem quando uma alma lhes fala ou lhes gaba a indumentária ou o comportamento. Dizem, por favor e obrigada, as sonsas.
Em casa, gritam, ofendem-se, agridem-se, dramatizam e batem portas (as gajas). Não partilham, sejam barbies ou iogurtes.
Tenho para mim que as férias antecipadas lhes desregulou o lobo frontal.
Esta manhã, eu só precisava de retocar uma unha! Uma pequena unha que danifiquei ao ajeitar-lhes a cama. 5 minutos! Era tudo o que eu precisava. Mas, 5 minutos bastaram para a criatura menor encontrar o recipiente da cera depilatória - que por acaso até nem estava assim à mão ou à vista - e afogar lá tudo o que era material de maquilhagem. Doeu-me o coração ver a menina pegar em pincéis vários tingidos a salmão e colocá-los directamente no lixo.

21.7.14

Reencontro com a balança


Bastou um pouco de cor na pele para me encher de coragem e subir à balança depois de meses de afastamento. Fugi dela como o Duarte Lima da polícia brasileira, mas sabia que um dia teríamos de voltar a um tu cá, tu lá, eu e ela que tantas vezes nos encontrámos com uma frequência diária.
Tenho cometido excessos. E tenho gostado. Ora, pisando na balança e vendo reflectido, em números, os meus excessos faria com que deixasse de os cometer. Porque eu sou assim, obstinada.
Contrariamente, à maioria das pessoas, eu engordo mais no Verão. Em Março começam os aniversários que só terminam em Agosto e pelo meio, chega o calor e a vontade de beber sangria, de comer gelados, de jantar fora, de ficar na varanda a enfardar amendoins. E depois as Gualterianas, as farturas, as bifanas e o pão com chouriço. Já para não falar das férias. Quem é que vai de férias e não come? Ora deixa cá ver, torradas quentinhas só à espera das compotas? Vou dispensar. Olha, arroz doce... Também não. Fico-me pela água e por dois tomates cherry.
A modos que estou com mais 2 quilos do que era suposto. Não gostei, mas também não peguei na gilete do homem para cortar os pulsos. Respirei fundo e reflecti, "Andreia, querida, são 17 horas. Amanhã, pela fresquinha, logo após o primeiro xixi repetes. Pior não há-de ser".
Agora vou só ali beber um chazinho para enganar a fome.

Ode a Guimarães


Estar de férias é bom
rir, comer, viajar
beber martinis com a família
não pensar em engordar

Mas Guimarães é a casa
para onde quero sempre voltar
no avião, em cima da asa
só penso em não quinar

a calçada portuguesa, o castelo, o Toural
que saudades!
que beleza!
Aqui nasceu Portugal

Descemos à cidade
a família e o cães
gente de toda a idade
nas esplanadas são mais que as mães

no jardim da Alameda
estava tudo a fotografar
Mumadona? Afonso Henriques?
Deixa lá ir espreitar

branco e distinto
pequeno sem igual
divertiu-me, não minto
só na minha terra Natal!

20.7.14

Constança e os pauzinhos


Estarei, porventura, diante da melhor descoberta em prol da nutrição da criatura mais nova. Os pauzinhos chineses!
As refeições passarão a ser, ainda, mais longas, mas seguramente mais engraçadas. E o objectivo de prato limpo será cumprido.

19.7.14

Guimarães veste Prada


Vai mas é chover ó c#%6#/$


Então a tua filha banha-se com o cão? Escusam de se estar a perguntar e a dar aos dedos afiados para vir aqui destilar veneno porque o tema nem sequer é esse. Mas, by the way, tem dias que sim. Depende do número de banhos que dá por semana. Se a conseguir manter razoavelmente limpa banha-se sozinha (aproveitando a água da irmã, claro), se for daquelas semanas em que se entope de chocolate ou come muita terra, banha-se com o bicho. É tudo uma questão de poupança que como acabamos de constatar é muitas vezes, a diferença entre viver e morrer.
Adiante, vai uma pessoa, a ascendência e a descendência, de férias e pimba, toma lá chuva e friozinho outonal. Não satisfeito, S. Pedrrró, perde a cabeça e brinda-nos com tempestade, trovoada. Não um, nem dois, nem três dias... Perdi-lhes a conta.
Em Portugal, era a loucura. Ai que não se aguenta o calor! Espera, deixa-me só aumentar o ar condicionado. Rodrigo, cuidado com essa onda! Olha aí mais um pouco de açúcar na caipirinha. Rrrrrrrrrr.
Aterro, sedenta de desidratação e suores vários. Numa de vou deixar-te com água na boca, durante dois dias ainda se esteve bem, mas confirma-se o desequilíbrio mental do santo. Chega o final de semana e ele é mantinhas nos pés, home cinema, chá e bolachas...

17.7.14

Da comoção de ser português


Não há, de facto, nenhum lugar como a nossa casa/ terra. Para nós que somos e estamos cá e para os que são, mas não estão. É -lhes emprestada uma casa, são-lhes dados rascunhos culturais. E vivem. Vivem bem. Fazem bem, como qualquer português. Mas são fiéis à terra, às raízes. Falam convictamente o português. Ensinam-no aos filhos - impõem-no, às vezes. Comovem-se. E comovem.Quando falam do orgulho de ser português. Do sonho de regressar. Da persistência de voltar ano após ano, com os braços que se arrepiam à medida que os quilómetros diminuem e o cheiro à terra se entranha no ar.