24.7.14

A Carolina começou a namorar!




E nem posso dizer que estou surpreendida dada a preocidade da miúda.
A Carolina começou ontem a namorar. Na piscina. E o melhor? É que o rapaz que assumiu o pedido, oficial, é seu amigo desde os 2 anos de idade! Conhecem-se do colégio quando ainda usavam chupeta e cantavam a galinha pintadinha.
Confirma-se o bom gosto da maior e a tendência das minhas filhas para os loiros.
A miúda chegou a casa em extase. Tinha os olhos brilhantes. E estava mais eléctrica do que o costume. Contou que quando o reviu até chorou...de amor. E que o momento da despedida foi cinematográfico com cada um, no seu autocarro, a acenar e a mandar beijos.
Já em casa foi procurá-lo no facebook. Achou. E começaram a teclar.
"Já contaste a alguém que namorámos", perguntou-lhe o Tomás. "Aos meus pais e às minhas amigas. E tu". "Só à minha mãe". A típica discrição dos homens apaixonados contra a emoção colectiva do gaijedo.
"A minha amiga diz que tu és feio, mas eu acho-te lindo", arriscou. Aos 9 anos não se é selectivo nas declarações.
Percebi também que aos 9 anos já se é romântico, "a minha mãe diz que és perfeita para mim". Ohhhhhhhhhhh. Nesta altura já estava eu, o pai e a irmã - que não sabe ler - atrás do monitor como se a New Wave tivesse voltado à antena.
E aos 9 anos também já se é atrevido, "quando me vais dar um beijo?", perguntou afoito o meu genro.
"Resolvemos isso quando nos voltarmos a ver", desenrascou-se a miúda.
Sogra...sou oficialmente sogra.

23.7.14

Ahahahah!

Constança: mãe está ali um cão!
Mãe: e então? Deixa-o estar...
Constança: aiiiii, que medo!!! Deixa-me entrar...
Mãe: a sério, tu vives com um toucinho como o William e estás com medo daquele cão?!
(Pausa...)
Constança: pois é (risos) afinal vou dar-lhe miminho...
Mãe: miminho também não!
Constança: porquê?!
Mãe: porque o cão não te conhece...
Constança: não te preocupes, antes eu digo-lhe o meu nome.

22.7.14

Eu penduro-vos pelas unhas dos pés... E não é bluf!!!

As sonsas das minhas filhas não dão problemas a ninguém. Só a mim!
As sonsas das minhas filhas fazem-me passar por mentirosa quando me queixo da minha gestão permanente de conflitos. Quando conto da quantidade indecente de vezes que tenho de desembaraçar os cabelos da Carolina das mãos da Constança. Ou de quando me perguntam se tenho gatos. Não tenho. Só uma criaturinha de 4 anos metida a felina que ataca na surdina de uma discussão pela posse de um Nenuco ou de um chupa de coca-cola.
As sonsas das minhas filhas sorriem quando uma alma lhes fala ou lhes gaba a indumentária ou o comportamento. Dizem, por favor e obrigada, as sonsas.
Em casa, gritam, ofendem-se, agridem-se, dramatizam e batem portas (as gajas). Não partilham, sejam barbies ou iogurtes.
Tenho para mim que as férias antecipadas lhes desregulou o lobo frontal.
Esta manhã, eu só precisava de retocar uma unha! Uma pequena unha que danifiquei ao ajeitar-lhes a cama. 5 minutos! Era tudo o que eu precisava. Mas, 5 minutos bastaram para a criatura menor encontrar o recipiente da cera depilatória - que por acaso até nem estava assim à mão ou à vista - e afogar lá tudo o que era material de maquilhagem. Doeu-me o coração ver a menina pegar em pincéis vários tingidos a salmão e colocá-los directamente no lixo.

21.7.14

Reencontro com a balança


Bastou um pouco de cor na pele para me encher de coragem e subir à balança depois de meses de afastamento. Fugi dela como o Duarte Lima da polícia brasileira, mas sabia que um dia teríamos de voltar a um tu cá, tu lá, eu e ela que tantas vezes nos encontrámos com uma frequência diária.
Tenho cometido excessos. E tenho gostado. Ora, pisando na balança e vendo reflectido, em números, os meus excessos faria com que deixasse de os cometer. Porque eu sou assim, obstinada.
Contrariamente, à maioria das pessoas, eu engordo mais no Verão. Em Março começam os aniversários que só terminam em Agosto e pelo meio, chega o calor e a vontade de beber sangria, de comer gelados, de jantar fora, de ficar na varanda a enfardar amendoins. E depois as Gualterianas, as farturas, as bifanas e o pão com chouriço. Já para não falar das férias. Quem é que vai de férias e não come? Ora deixa cá ver, torradas quentinhas só à espera das compotas? Vou dispensar. Olha, arroz doce... Também não. Fico-me pela água e por dois tomates cherry.
A modos que estou com mais 2 quilos do que era suposto. Não gostei, mas também não peguei na gilete do homem para cortar os pulsos. Respirei fundo e reflecti, "Andreia, querida, são 17 horas. Amanhã, pela fresquinha, logo após o primeiro xixi repetes. Pior não há-de ser".
Agora vou só ali beber um chazinho para enganar a fome.

Ode a Guimarães


Estar de férias é bom
rir, comer, viajar
beber martinis com a família
não pensar em engordar

Mas Guimarães é a casa
para onde quero sempre voltar
no avião, em cima da asa
só penso em não quinar

a calçada portuguesa, o castelo, o Toural
que saudades!
que beleza!
Aqui nasceu Portugal

Descemos à cidade
a família e o cães
gente de toda a idade
nas esplanadas são mais que as mães

no jardim da Alameda
estava tudo a fotografar
Mumadona? Afonso Henriques?
Deixa lá ir espreitar

branco e distinto
pequeno sem igual
divertiu-me, não minto
só na minha terra Natal!

20.7.14

Constança e os pauzinhos


Estarei, porventura, diante da melhor descoberta em prol da nutrição da criatura mais nova. Os pauzinhos chineses!
As refeições passarão a ser, ainda, mais longas, mas seguramente mais engraçadas. E o objectivo de prato limpo será cumprido.

19.7.14

Guimarães veste Prada


Vai mas é chover ó c#%6#/$


Então a tua filha banha-se com o cão? Escusam de se estar a perguntar e a dar aos dedos afiados para vir aqui destilar veneno porque o tema nem sequer é esse. Mas, by the way, tem dias que sim. Depende do número de banhos que dá por semana. Se a conseguir manter razoavelmente limpa banha-se sozinha (aproveitando a água da irmã, claro), se for daquelas semanas em que se entope de chocolate ou come muita terra, banha-se com o bicho. É tudo uma questão de poupança que como acabamos de constatar é muitas vezes, a diferença entre viver e morrer.
Adiante, vai uma pessoa, a ascendência e a descendência, de férias e pimba, toma lá chuva e friozinho outonal. Não satisfeito, S. Pedrrró, perde a cabeça e brinda-nos com tempestade, trovoada. Não um, nem dois, nem três dias... Perdi-lhes a conta.
Em Portugal, era a loucura. Ai que não se aguenta o calor! Espera, deixa-me só aumentar o ar condicionado. Rodrigo, cuidado com essa onda! Olha aí mais um pouco de açúcar na caipirinha. Rrrrrrrrrr.
Aterro, sedenta de desidratação e suores vários. Numa de vou deixar-te com água na boca, durante dois dias ainda se esteve bem, mas confirma-se o desequilíbrio mental do santo. Chega o final de semana e ele é mantinhas nos pés, home cinema, chá e bolachas...

17.7.14

Da comoção de ser português


Não há, de facto, nenhum lugar como a nossa casa/ terra. Para nós que somos e estamos cá e para os que são, mas não estão. É -lhes emprestada uma casa, são-lhes dados rascunhos culturais. E vivem. Vivem bem. Fazem bem, como qualquer português. Mas são fiéis à terra, às raízes. Falam convictamente o português. Ensinam-no aos filhos - impõem-no, às vezes. Comovem-se. E comovem.Quando falam do orgulho de ser português. Do sonho de regressar. Da persistência de voltar ano após ano, com os braços que se arrepiam à medida que os quilómetros diminuem e o cheiro à terra se entranha no ar.

15.7.14

8 anos. E mais 10.


Conheço-te desde sempre. E não gosto. Porque na mesma proporção me conheces também. E me vês nua, mesmo de inverno coberta de roupa e embrulhada em mantas.
Por isso (talvez) sejamos loucos. Por passarmos mais vida juntos do que separados.

12.7.14

Eurodisney


Pensamos e voltamos a pensar. Estamos longe de Paris. Chove em França e a temperatura não chega aos 20 graus. Além de tudo isso havia um pormenor com pouco mais de 1 metro de seu nome Constança. A miúda é doida pelas princesas em geral e pelas da Disney, em particular, ultimamente com um enfoque nas irmãs da Frozen. Mas, uma coisa é andar com elas dentro da bolsa outra é aparecer-lhe uma de 1.70m.
Mesmo assim, decidimos arriscar. 2 horas no TGV et voilá. Aquele indescrítivel mundo de encantar.
Um mix de susto e deslumbramento. Colo e dá-me asas. A estranheza que resulta da certeza que o sonho salta da tela e fala francês.
E a promessa que voltaremos no Natal.

10.7.14

As nuvens já ali



Tenho feito estradas que fiz há 17 anos com o meu pai ao volante. A minha mãe a pendura. E eu, deitada sobre o banco traseiro, coberta com um manto de estrelas.
Em 15 dias, percorremos o sul de França, espreitamos Itália e a Suiça.
O meu pai, apaixonado por viagens e fotografia, registou sensações (em foto) que guardo na gavetas desarrumadas da sala e que tenho recuperado nos últimos dias.
Trilhos de mão dada no encalço do melhor enquadramento. Colo. Vilas medievais. Serões em esplanadas alaranjadas. Queijo. Bolachas de manteiga.
E os anjos aqui tão perto.