A menina das sardas

Para a Carolina e para a Constança. E para o castanho curioso dos seus olhos...







23.4.14

Pressa.







Parece vagar, mas é pressa. Porque ainda o tempo não me intimida. Diz-se rápido, mas faz-se lento quando os planos que se seguem já o são há dois meses. E resta-me o vagar da espera.
Quero sempre a pressa. Do sol para as sandálias. Do Verão para a praia. Do Dezembro para o Natal.  Da noite para a novela. Das páginas para o final.
Estou com pressa. Para a nova vida que aí vem.

22.4.14

Criaturas entregues




E aquela sensação que falta alguma coisa. E a mão sempre esticada para segurar a delas.
As portas de trás que não se abrem. E as cadeiras vazias no pequeno almoço.
A ausência compensada pelo silêncio e pela liberdade de acção. Não há sopa. Nem morangos. Nem a Frozen em modo contínuo.
E o terceiro período que se faz num fôlego só.

21.4.14

Franjas




Sou acérrima defensora da franja que está para mim como a salvação para resistir a dois anos sem cortes radicais no cabelo. Porque canso-me. E de vez em quando dou co o a pensar, "então e se mudasse radicalmente o visual?! Podia fazer um bob...", mas rapidamente o meu lado racional e preventivo acciona o alarme e pisca a vermelho "franja...franja...", que é como quem diz, queres cortar, então corta a franja que o estrago é menor. Assim faço e gosto sempre. É o suficiente para renovar a imagem.
Mas, tanto no caso da Paola como da Giovanna preferia o velho visual.

Entretanto, a querida que se segue arrojou a sério


não me decido de qual gosto mais.

18.4.14

Tenho um hordéolo


Recuso-me a dizer que tenho um terçolho. Vai daí procurei o nome clínico da enfermidade. Hordéolo. Estou com um hordéolo e dito desta forma até parece que dói menos.

Rush... A minha proposta para a sexta feira santa, chuvosa e aborrecida.













Não é boa ideia enfiarem-se nos shoppings. Anda tudo atrás de amêndoas e de vestidos da Zara para as crianças estrearem na Páscoa.
Em casa, podem sempre procurar filmes na box que acabam por não ver ou então - graças a mim - escolherem logo o Rush - duelo de rivais. Verdade que eu adooooooro F1 e assim à primeira o público maioritariamente feminino que me lê estará já a torcer o nariz, mas meninas aguentem aí os cavalos. Primeiro, o filme é baseado numa história real e este é um bom exemplo em que é tão melhor quando a realidade supera a ficção. Tem aquela cena básica do sexo, amor qb, ingrediente obrigatório para nós que nascemos com útero e depois a adrenalina e a competitividade da F1.
Eu já vi uma vez, mas tenho esta coisa de consumir até à náusea tudo que gosto.

As imagens são reais! E depois de verem o filme vão cá voltar e revê-las. That's a promise.

A fotogenia é discutível mas...





o blogue é meu e quem manda no pedaço sou eu.

17.4.14

Família (a minha)


Todos os dias trago em mim a melhor família do mundo. Raras são as vezes que o digo. Porque são coisas minhas. Porque não me dou ao amor que se mostra sem se fazer. Que se exibe nas mãos apertadas ou nos braços sobre o ombro. Não me dou ao amor explícito.
Mas trago-o sempre em mim.

16.4.14

Mas que gente é esta?

Nunca morri de susto. Poucos me ouvem queixar. Sou optimista. Ou costumava ser. Acreditava nas pessoas e no país. Até hoje.
Sem preparação prévia dei de caras com a realidade. Esbarrei-me com ela e a topada que me deu doeu mais à noite quando arrefeceu. Dei por mim a pensar que futuro teremos? De que é feita esta gente?
Não discuto desemprego nem emigração. Vejo tantas vezes a miséria de dinheiro, de comida e conforto, mas custa-me mais a miséria de carácter. Eu que relativizo. Que vejo sempre o copo meio cheio e descortino a luz no mais opaco dos caminhos. Esbarrei-me com o português que não faz, não quer fazer e ainda desdenha dos que fazem. Gente nova, mais nova do que eu. Gente sem dinheiro a quem foi dada a hipótese de aperfeiçoarem qualificações e ainda tirarem algum. Com transporte e comida. Só lucro. Não era suficiente. Todos recusaram. Reclamaram. Que não, que não era para eles, que tinham filhos pequenos e não se podiam meter nisso, que é perda de tempo.
Gente nova, mais nova do que eu. Com cabeça de avestruz a dormir em cama de corpo e meio na casa da mãe.

Deste pequeno grande amor.







15.4.14

Estamos de volta à escola


A minha ligação à Alemanha vem da infância. Fez-se das viagens do meu pai. Foi da Alemanha que veio o meu primeiro Sega que intermediou uma longa amizade com o Sonic.
Quando no final do meu 9º ano tive de optar entre continuar com o francês ou iniciar uma nova língua não hesitei. Escolhi alemão. Não é fácil não senhor, mas compensei a dificuldade com uma pronúncia quase perfeita.
Ficou-me do alemão muita coisa, mas com o tempo, com o facto de nunca o usar, excepto nos pequenos almoços com sê dona Merkel, resta-me o básico.
Decidi, então, que como não tenho crianças, cães, marido, trabalho nem que comprar pão todos os dias, devia voltar à universidade e agarrar no alemão como deve ser.
Só para avisar que a partir de Maio vai ser um rodopio só.

Como derreter um cubo gelo (como eu)

Red.






Estas imagens registam duas coisas. A primeira vez em sandálias da Constança. E a primeira vez da Carolina com meias da cor da pele.