Escapei-me. Entre mil e um disfarces de Carnaval - porque instituí a regra de um para cada dia - vim aqui, mas já vou. Tenho uma Branca de Neve na sala, mas já tive, uma Carochinha e uma vampira. Mesmo agora deu uma dentada na maça e caiu redonda no chão. Os nenucos viraram anões. E a irmã - porque incomoda-a - fechou-a na cozinha e apagou-lhe a luz (eu já disse, não antevejo uma relação pacífica entre as manas).
Os dias são apenas dias. O que não é mau, porque, aí há uns dias, nem isso eram. Não eram nada.
Estou ansiosa, não ansiosa não (bani esta palavra do meu vocabulário). Estou... entusiasmada para regressar ao activo. Convicta que vai correr bem. E "engatar" no ritmo que mantinha antes de "avariar".
Ainda a propósito de Carnaval, é aquela coisa...tipo uma ternurinha ver os pequenos disfarçados. E tão felizes. Depois de correr cidade e meia à procura de uma peruca preta para a minha Carolina e ter achado uma género hippy nuns chineses. E de lhe ter dado um corte para se assemelhar à Branca de Neve, pequena Kiki, de manhã, fez uma birra e antes que lhe enfiasse a peruca, assassinou-a. Eu gostava de ser daquelas criativas que não dão meia centena de euros em disfarces de Carnaval que quase toda a gente compra. Gostava de "criar" um disfarce único daqueles que deixa os outros a babarem. Mas, pronto, não se pode ser bom em tudo.
Sim, perquena Sassá também terá seu Carnaval. Aliás, essa tem mil e dois disfarces das cinco edições que a irmã já viveu.
E pronto... vim, mas já vou.

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