30.4.11

Meninos de Ninguém

Tenho tido dias...como direi? Intensos!. Cheios em conteúdo e em produção também. Hoje mesmo (sábado, para os mais distraídos) tenho uma entrevista marcada para a noite. Ontem de manhã tive uma visita que me apertou o coração. À tarde uma entrevista interessantíssima. E por último uma inundação no mercado municipal.
Eu sei que nós mulheres somos seres especiais. Que temos aquele felling só nosso, sexto sentido e sabe-se lá mais o quê. Lembrei-me de repente que até somos capazes de dar vida. Nossa! Este argumento é imbatível! Mas isso de botar gente no mundo tem que se lhe diga. Passo a explicar, a Associação Sindical dos Juizes angariou uma verba e doou-a à Associação de Apoio à Criança de Guimarães que diga-se - em abono da verdade - tem uma casa fantástica em pleno centro histórico classificado pela Unesco. Não falta espaço, organização, muita boa vontade, essencialmente muito amor. Ontem estavam lá 19 crianças entre os 0 e os 5 anos. Estavam na "Casa" da associação. Uma casa que é sua por agora, mas que não será sua por muito mais tempo. Estão lá de passagem, à espera que alguém os queira. Muitos (talvez a maioria) foram rejeitados ainda na maternidade. São meninos de ninguém! E eu que tenho este amor brutal pelas minhas filhas, este amor que chega a doer, a sufocar, nestas ocasiões sinto tanta vergonha de ser mulher.

29.4.11

Vichy

Ai Vitória, Vitória, esse teu marido e esses sapatinhos... Apanhava-os enquanto o diabo esfrega um olho.

Saia mais uns Parabéns!!!



Hoje o meu jornal - entenda-se aquele que melhor escreve, mais atractivo esteticamente, mais diverso e actual, com as melhores reportagens e claro está com os jornalistas mais bonitos - faz anos. O meu director não anda por aí (deve ter ido comprar um bolo e conformar-se que em dia de aniversário o povo merece tarde de folga, tipo tolerância de ponto) e não sei quantos anos faz (shame on you), mas actualizo a informação não tarda nada.
Parabéns minha gente (ou meus meninos, como diz a minha Kiki)

Foi trabalho mesmo



Parecia mesmo para os Apanhados. Enquanto não pus o gravador em rec ainda desconfiei. Rotunda de S. Pedro. Nem viva alma, o cemitério uns metros adiante e as velinhas a iluminar os que já lá estão. ao longe um cafézinho em que se ouvia gritar "goloooooooo. e nós ali a decidir se íamos ou ficávamos...até que aparece um típico JSD, sapatinho mocassin, blusão estilo navy e o perfume no ar. Cara de miúdo (teria quê, uns 17 anos???). E pronto, lá fomos ver a "terra de ninguém" e pensar que eu já estudei naquela escola que se transformou numa selva. Pronto - convenhamos - os miúdos foram pertinentes na denuncia, agora escusavam era de o fazer à noite!

28.4.11

tenho uma pergunta

Quem é que se lembra de convocar uma conferência de imprensa para as 21.30h???? Assim de repente...Ninguém?! Justificava-se, tipo se fosse para jantar com o Sócrates; tomar café com o Cristiano Ronaldo; tomar chá com a Kate, falar do vestido, do cabelo, da lingerie, dos "dotes" do principe... ir à inauguração de uma Prada aqui em Guimarães...uma festinha com dress code...? Até me via a sair do chinelo e a botar as cavali, mas para ir ali à rotunda de S. Pedro??? Isto é para os Apanhados?

Viva o norte

Que bom que era o Braga começar já hoje a ganhar ao Benfica. Perdoem-me, mas entre os dois venha o diao e escolha. Não sou o diabo, mas escolho o Braga.

duas entrevistas e muita resistência ao cansaço



Ontem foi um dia cansativo. Tive duas entrevistas seguidas que é como quem diz umas duas horas e meia a falar (mais a ouvir). A dada altura já não me conseguia concentrar, ainda que o primeiro senhor com quem conversei fosse um doce. O que eu não insisti para que me desse a entrevista. Tem 93 anos. Eu dava-lhe uns...sei lá...70? Adoro velhos. Sinto falta de velhos. Das mãos. Das rugas. Mas, principalmente das palavras. Um homem  de 93 anos sabe tudo! Viveu quase três séculos. Resistiu a mudanças. E resignou-se. Passou do amor com a luz apagada para o amor à luz do dia. E casou duas vezes. Trabalhou no primeiro cinema de Guimarães e lembra-se de virem cá espanhóis assistir a filmes pornográficos. Está-se nas tintas para telemóveis e às tantas nem imagina o que é a internet.
À noite estava de rastos. Caí na cama e quase que adormeci mais depressa que a Carolina. 

Parabéns



Hoje a minha "conselheira" faz anos. Não lhe vou cantar os parabéns. Não vou comer uma fatia de bolo (a não ser que me traga num guardanapinho aqui à redação). Nem um presente lhe comprei (maldita crise). Mas não me esqueço da data que me lembra que daqui a menos de quatro meses sou eu. Pois é Mary estamos quase lá... em breve passaremos de vintonas a trintonas. Gostas da alteração?
Hoje a minha melhor amiga faz anos. Aquela que assume uma das personagens secundárias principais no filme da minha vida. Aquela a quem bombardeio de sms's. Àquela hora...a qualquer hora. A quem cobro resposta. A quem cobro presenças. Em festas de crianças e a quem incumbo da tarefa de fotografar (fotos que nunca saem bem). Quase nunca lhe apresentei um gajo de jeito (Deus sabe como lamento). A quem já levei na mais absurda aventura de emancipação. E sem nunca lhe perguntar se alinhava. Assim a pior que me lembro foi quando paguei a um arrumador de carros para lhe fazer companhia enquanto esperava por mim (isto parece ficção, mas é a mais pura das verdades. Ela pode confirmá-lo).
 Quem me dera ter algo realmente importante para te dizer...Um ensinamento, por exemplo. Um conselho daqueles mesmo bons que só os velhos sabem dar. Acho que tu continuas a ser melhor que eu, nisso de aconselhar (és muito melhor que eu em tantas outras coisas)...
Que te posso dizer? És a amiga preferida das minhas filhas! Chega-te?

27.4.11

Aprender com quem sabe


"Mãe, é assim, não vale a pena chateares-te. Vá, faz lá um sorrisinho... Isso...Quando estão a dizer coisas que não nos interessam não ouvimos. Virámo-nos e vimos embora. É assim que eu faço quando o Mário chega ao pé de mim e me diz ai gosto de ti, quero ter um filho contigo...Não lhe ligo nenhuma...Venho embora e depois só falo com ele quando tem mesmo de ser. E só o que é mesmo preciso. Ou se a Tuca mandar".

Mai nada.

nota mental: como é que eu a segura na adolescência se com 5 anos pensam em reprodução?

eu que pensava que as minhas filhas não iam gatinhar


Não anda. Mas gatinha. E continua a morder e cada vez mais de forma intencional. Fá-lo porque sabe que dói. E a seguir dá miminho, quando a irmã já está lavada em lágrimas.
No escuro, ou bate palminhAs – não vá estar um bolo de aniversário escondido com velas em cima. Ou põe o dedo no nariz e faz “shuuuuuuuuuuuuu”.
Como, agora, se movimenta com relativa facilidade, através do recurso aos quatro membros, brinca cada vez mais com a irmã. Sentam-se as duas. Ela fala, fala. A irmã gargalha, gargalha...
E sim, normalmente vestem igual. E se não for a mesma peça, certamente serão os mesmos tons.
Com o João Maria, assim será também...

26.4.11

Gata Borralheira

O meu marido ama-me. Digo mais, quase que me idolatra. E para alguns machos isso faz dele mau marido. Onde é que já se viu? Não me bater; não se esticar de pernas cruzadas em cima da mesa com a cervejinha à mão de semear e os amendoins que lhe vou metendo na boca.Onde é que já se viu ele não ter vergonha de mudar a fralda à filha bebé??? Como é que é possível??? Ele merece a forca ou talvez ser queimado vivo...não, já sei, apedrejado até à morte. Maldito que amas tanto a tua mulher e até ajudas a mudar a fralda e a dar banho à bebé. Imperdoável. Vergonhoso! Quem te vê empurrar-lhe o carrinho de passeio ou a pegares-lhe ao colo. Herege" Mereces morrer.


*dassssss, já não há paciência para bocas conservadoras e foleiras. E pior ditas no dia da liberdade.

24.4.11

Da Páscoa

So far, o Mr. Coelho da Páscoa ainda não apareceu aos pulos com o presente que eu (quase) exigi. A ver vamos, mas o melhor é não me iludir e contar com uns euros a menos na conta no final do mês, porque - como de costume - manda e faz servido serás (ai, a sabedoria popular, sempre tão pertinente).
Ainda não comi uma amendoa que fosse nesta Páscoa. Mas desforrei-me no pão de ló.
O melhor, são sem dúvida as minhas piquenas. Coisas mai lindas, todas iguaiszinha. Vestidos floridos, gancho na cabeça. Estão de ver e chorar por mais.

21.4.11

Os vampiros dos jornais



Já notaram – não será uma característica típica da população nortenha – que todas as manhãs há uma caça ao jornal na pastelaria onde tomamos o pequeno almoço. Não???? Choquei! No café que freqüento já esteve mais longe de haver estalo, chávenas pelo ar, rasteiras, carros arranhados ou pneus furados. E tudo por causa do JN, de O Jogo e de outras revistas cor de rosa e até publicações de fornecedores de café. Mas como quem se apodere de mais folhas na sua mesa é rei, vale tudo na caça ao jornal e à revista.
Eu não sou pessoa dessas coisas (ainda se fosse um vestidinho ou um parzinho de sapatos, ia à luta). Mas, o meu gajo é. E faz cenas dignas de se enfiar num buraquinho. Ele e outros. Tipo levantarem-se ao mesmo tempo. Um agarra numa ponta, outro agarra na outra. Enquanto cada um puxa o jornal para seu lado, dizem “faz favor, deixe estar”; “não, não pode ler”. Mas ninguém o larga.
Há estes. Há os que lêem o jornal encostado aos óculos porque na verdade já não vêm nada, nem os títulos gordos. Há as mulheres que folheiam porque é fino. Eu que compro as minhas próprias revistinhas. E o casal mais pavoroso que alguma vez vi: os vampiros do jornais.  Ela, óculos escuros, faça...sol ou chuva. Botas até ao joelho... faça sol ou chuva. Às vezes leva chapéu e é a típica velha que todos os dias olha ao espelho e pensa “sou tão boa. Ainda tenho tudo no sitio e cacei um ex guarda prisional”. Têm um mercedes velhinho (como eles). Pedem dois galões levam broa (no Natal levaram rabanadas) escondida nos sacos dos comprimidos. Mas, o pior, o que me deixa à beirinha de um ataque de fúria é o assalto descarado aos jornais e revistas de toda a gente. Tipo levantas-te para apanhar um pacote de açúcar que caiu ao chão e pimba foi-se o jornal. Viras-te para ver o que o benjamim deitou abaixo e pimba lá foi outro. Já estive mais longe de me passar com eles. Desde que se dirigiram à minha mesa enquanto eu lia o JN e me perguntaram com toda a naturalidade do mundo “posso pegar?”. Mas, quê? Não está a ver que estou a ler? Tipo jornal aberto na mesa. “Ainda não terminei” respondo com a maior cordialidade que me foi possível. A mulher destilou veneno. Desde essa altura que evito o contacto visual. Não vá a coisa dar para o torto.

Afinal quem são os nabos???

e com essa tonalidade a pender para o escuro resigno-me ao silêncio

Havia mais portugueses no Barcelona - Real Madrid do que no Benfica - Porto. Por isso, atrevo-me a dizer que os portugueses optaram pelo primeiro jogo. Até porque Espanha é Espanha e Mourinho e Ronaldo são dois seres que vão para além do nosso  modesto planeta Terra. São...galácteos, né? É isso que lhes chamam... E depois da (mais uma, toma!) humilhação do Benfica e do seu mui digno treinador que deveria era estar a preparar a procissão do seu enterro (porque não, mudar a história e pelo menos este ano não rescussitar ao terceiro dia), o nosso Mourinho e outros tantos portugueses do Real, ao fim de tanto sofrimento trouxeram a taça (foi uma peninha terem-na deixado cair e mais lamentável ainda foi o autocarro ter-lhe - literalmente - passado por cima. O culpado foi o Ramos que se desculpou dizendo que a Taça estava bem de saúde, mas a verdade é que depois desse episodio mais ninguém a viu). O que interessa é que a Taça de Espanha está ganha e os dois grandes responsáveis são quem???? Ah???? Dois portugueses!!! Digam lá que nós somos uns grandes nabos e blablabla...

20.4.11

Dizem os antigos

A Constança fez ontem 13 meses e não anda. Com a idade dela, a Carolina já dava cambalhotas e podia participar na meia maratona. Com 13 meses, a Carolina já tinha feito quilómetros. A Constança já deu uns passinhos e eu pensei que a coisa estava por dias (continuo a pensar), mas minha santa sogra distraiu-se e a "piquena" estatelou-se no chão. Desde aí tem um medo que se pela. Vive a querer andar, mas não nos larga uma unha que seja. E se somos nós a largá-la ela resmunga como uma velha de 80 anos.
Vai ter mesmo que dar umas voltinhas à Oliveira quando estiver a dar meio dia. "Meio dia a dar, Constancinha a andar". Diz o povo que resulta.

Coisas fofinhas da Zara


* para a menina e para a mamã

19.4.11

A informação que faltava

É verdade, o sapatito de baixo é da zara e é uma pechincha.

Às vezes até eu dou a mão à palmatória

Hoje fui cobrir a "inauguração" de um centro social que já estava a funcionar desde Outubro e cuja respectiva lápide inaugurativa já tinha sido descerrada no 24 de Junho do ano passado que por acaso é o Dia da Cidade. Nessa ocasião até o pároco teve a amailidade de benzer as instalações.
Mas hoje, dia 19 de Abril, e porque sua excelência a ministra do trabalho e da solidariedade social vinha ao distrito porque não voltar a inaugurar o que já estava inaugurado? Normalissimo. Afinal qual
é o problema em gastarem-se mais uns euros contratando uns gajos de gaita de foles enquanto as centrais sindicais discutem com a Troika os contornos do nosso empréstimo pelo FMI. Não vejo nenhum mal nisso. Agora se há coisa que me repugna é a ignorância e muito mais quando essa característica se torna cada vez mais comum nos exemplares da nossa espécie que ganham três vezes mais do que aquilo que nós ganhamos porque conseguiram o tacho de entrar num qualquer ministério e tornarem-se assessores. A Helena André levava com ela pelo menos duas (com quem privei).
assessora: olá precisam de alguma coisa? querem este press release?
nós parolos de uma terriola que por acaso é cidade e se chama Guimarães: não, já enviou isso por email.
assessora: mas se calhar deviam ficar na mesma com este.
nós...:pronto já que insiste... isso não pesa...
assessora: são da imprensa regional?
nós: sim...
assessora: sabem se está aqui a imprensa nacional?
nós: não estão. Não se costumam dar ao trabalho, a não ser que aqui estivesse o Sócrates...
assessora: não, nós é que não convidamos. Mandamos apenas para os regionais...
eu: também para inaugurar o que já está inaugurado...Se fosse mazinha até dizia que isto já é acção de campanha.
assessora: não, isto é obra feita.
eu: lá isso é, a obra está feita e a funcionar há meio ano. Deixe estar que para o ano, quando for a CEC, não faltará cá imprensa, nacional e internacional.
assessora: é verdade. Realmente Braga já merecia um evento como esse porque Braga é uma cidade fantástica.

Ahhhhhhh????? Amiga com quem é que dormiste lá por Lisboa para ires parar ao ministério do trabalho? CEC Guimarães 2012 não te diz nada??? E só uma ressalva, lá pela ministra estar de visita ao distrito de Braga, não quer dizer que nesse mesmo distrito não existam cidades. Guimarães??? Ah??? Estás a ver??? Berço da nacionalidade. Tu existes porque Guimarães existe. Nunca ouviste dizer que Portugal é Guimarães e o resto são conquistas??? Toma! E está esta gaja a ganhar para aí uns 2 mil euros para fazer estas figuras de ignorante.

Quero! Mil vezes QUERO!!!

Não temos presentes na Páscoa? Do marido? Da mãe? Das filhas ( que tal irem às suas contas poupança).
E comigo até ninguém tem aquele problema "ai não sei o que oferecer...". Sabem, sabem...Olhem lá, mais explicita não posso ser. Da sogra? Cunhada? Ah??? Animais de estimação (tenho tantos, comem que nem leões, agora retribuam, vá).
Estou a contar com elas.

18.4.11

À minha afilhada

um conselho da tua madrinha
Esta noite escrevo-te a ti. Porque estás longe e não te posso dizer na cara que continuo a gostar de ti, como sempre. Que te pegava ao colo, na mesma, se preciso fosse. Que te pentearia e que bom que era podermos trocar perfumes e maquilhagens. Irmos andar, à noite, e queimar calorias. Fazermos compras. Sermos amigas. Cumplices. Intimas. Como sempre sonhei que seríamos. A distância trocou-nos as voltas e quase de um dia para o outro levou-te para longe. Bem longe. Mas importa o que trazemos cá dentro. E apesar de continuares a ser "minha". Continuas portuguesa e a entender o que é a saudade.

17.4.11

Boas e más notícias

Comecemos pela má. A Carolina encontrou o rato(a) esticadinho(a) na gaiola e veio a correr "mãe, o rato morreu!". "Não morreu nada, está só a hibernar". "Não, morreu mesmo porque está de olhos fechados e até lhe consigo ver os dentes". Achei melhor averiguar. E encontrei uma cena digna de um filme de terror. Rato(a) esticadinho, assim de papo para o ar, com os dentes arreganhados e moscas. Esses parasitas que já poisavam no bicho. Cenário dantesco! Ate me arrepiei. E chorei o dinheiro que dei pelo bicho.Durou pouco mais de dois meses. E ainda ontem estava tão vivo. Às voltas na sua roda.

A boa é que temos um grilo. Um grilinho numa casinha azul que faz as delicias da minha Kiki e o terror da minha Sassá que não acha piada ao insecto preto de asas e cornos. Mas depois ouviu-o cantar - quase 24 horas depois de se ter mudado cá para casa - e até lhe bateu umas palminhas.
Cá em casa não há verão sem grilos.

Magra mais magra...(há tantas)

Hoje pesei-me. Tinha menos umas gramas (e estou naquela altura do mês em que é suposto estarmos mais inchadas). Que bom que é estar magra. Que sonho que era não ter barriga. Habituei-me a ela. Não há nada a fazer. Sou avessa a facas e anestesias gerais. De modo que antes a minha barriguinha que uma bactéria letal numa clínica qualquer. E os vestidos e sapatos que não comprava com esses eurinhos!

Vou mais é comer uma natinha aqui do meu vizinho Lidl.

16.4.11

Aos quatro fantásticos padrinhos elas oferecem um jardim

Estou a pensar acabar com a tradição do dia dos padrinhos. Antigamente ainda era o Domingo de Ramos, mas desde que se instituiu o dia dos padrinhos as coisas mudaram. No meu tempo eu levava um raminho de oliveira ao meu tio e ao meu pai. Agora é toda uma parafernália de ramos e flores e papagaios. E galinhas. E seus ovos pindéricos de todas as cores. Daqui a pouco, a Páscoa em vez de ser dos afilhados passa a ser dos padrinhos. E eu tenho quatro fantásticos padrinhos, todos descasados. Por isso aos quatro padrinhos das minhas filhas elas oferem-lhes um jardim. Está bom?

15.4.11

Ai coelha mais jeitosa


Sim, tenho-me desdobrado em entrevistas. Não, não tenho trabalho acumulado. Sim, tenho descurado aqui do cantinho que é este meu singelo e modesto blog. Também, pus-me a pensar, isto de nós, gajas e gajos, que temos blog traduz-se numa certa atitude presunçosa, né? O que nos passa pela cabeça para escrever foleirices (quando não são lamechices) e partilhar a nossa vidinha que nem ao menino Jesus interessa e esperar que nos leiam. Que nos "vejam"e que até jantem mais cedo como os brasileiros para ir ver a novela das 8... Não sei...pus-me a pensar nisto...Mas, depois encontrei uma resposta. Mesmo que não interesse a mais ninguém, interessa à minha Kiki que me faz perguntas do género, "mãe já postaste hoje?"; "mãe também posso ter um blog?"; "escreves no teu blog que vou fazer de coelho na peça da escola e tenho um pom-pom no rabo do tamanho da tromba de um elefante e que as orelhas que tenho na cabeça ou estão para trás ou para a frente, mas nunca para cima". Ai minha filha como eu te quero. E que linda que estavas no teatrinho. Nunca vi coelha mais jeitosa. E sim era verdade, raio de orelhas anarquistas aquelas. E o pom-pom era mesmo gigante, mas ficava-te uma coisa de apertar e não largar mais. E a voz projectada para o público. E não te enganaste uma única vez. Já é costume eu babar em todas as realizações do teu colégio. É que não é por nada (tipo, não é por ser tua mãe, é unânime mesmo), mas és sempre a melhor.

14.4.11

Eles que se danem. Nós até temos 27 graus em Abril!

a primeira vez que o FMI chegou a Portugal
O quê? Ainda não escrevi sobre o dentista? Nem sobre a fada dos dentes? É que ainda doi pensar no dinheiro que gastei nessa bendita sexta feira que correu tão bem que até me surpreendeu. Mas, também não escrevi sobre o FMI, esses senhores que nos vão salvar da bancarrota. Aborrece-me um bocado que venha para aqui gente de fora achar que nos endireita. Ainda mais quando hoje até ouvi aí um estudo - ao que tudo indica sério - que dizia que somos o terceiro país da UE que mais trabalha. 9.5 horas diárias é a média de trabalho do português. Só os chineses e outros que já não me lembro trabalham mais que nós. Oh pá fiquei a pensar... mas quê? Se trabalhamos pa caraças e isto está como está, então somos todos uns ganda burros?Será?

13.4.11

So far...So good

Troquei o sofá pela secretária. Os filmes pelos caracteres. O LCD pelo pc. A "siesta" pela pestana (bem) aberta e juro que para primeiro dia até nem bocejei muito.
O telemóvel despertou pouco depois das 7 e foi um gosto (que doida que estás!). A desarrumação da redação, a ventoinha ligada em Abril como se já estivessemos em Julho. O eterno desafio das freguesias. As reuniões de quarta feira. O pólen a entrar pela janela. Os espirros. As entrevistas e começámos bem hoje (não percam a próxima edição). Eu sou do mais pindérico e compulsivo que há em matéria de trapos e afirmo peremptoriamente que o meu perfil encaixava na dondoca mais futil do planeta. Digamos que sou uma espécie de aspirante a Vitória Beckam (sem barriga porque a mulher está grávida, se bem que aquilo é bem capaz de ter 9 meses e um ventre liso ou de ser mãe biológica sem ter parido). Bom, mas à parte de tudo isto, de vez em quando dão-me uns acessos de loucura e agarro-me à realização que a minha profissão me dá. A esta independência e à convicção que sou boa, que nunca dependeria de ninguém (o diabo seja surdo)... Há coisas que não se dizem, nem a brincar. Espero não me arrepender, mas para primeiro dia até que nem foi nada mau. Amanhã acho que vou repetir.

12.4.11

Deste amor por elas


E de te (vos) amar assim, muito e amiúde
É que um dia em (vosso) teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinicius de Moraes

11.4.11

Equilíbrio

Enquanto a Constancinha caminha em passos desgovernados rumo aos passos certeiros e firmes que há-de dar no seu futuro. Eu corro para o meu equilíbrio. Para a minha estabilidade emocional. Que me abrirá outras portas. Muitas. Como um princípio na direcção de muitos fins. Arrisco ao dizer que estou mais segura que ela, a benjamim. É sempre mais fácil erguer-se e andar quem já caiu algumas vezes. Temos em comum o destino. Ambas sabemos para onde vamos. Ela quer andar. E andar mais, enquanto nos agarra, nem que seja um milímetro de unha. É o suficiente para saber que não cai. Eu quero que me agarre. Sempre. Que se estique e me alcance.
A vida (ou esta minha vida) é o puzzle de 500 peças que a Carolina mantém na mesa da sala. Já não faço ideia quem lhe ofereceu ou em que ocasião. Mas, recordo-me bem que quando o viu disse que nunca seria capaz de o montar. Hoje, é admirável a estratégia que usa, a calma... E quase por magia, as 500 peças estão quase todas encaixadas umas nas outras. Eu também tenho encaixado todas as peças do meu puzzle e houve dias (num passado próximo) que julguei que não seria capaz. Pois fui. Estou orgulhosa por isso. E agradeço. A quem esteve sempre comigo. À M, obrigada por estares sempre aí, no teu canto e por inistires na tua presença sempre que eu esquecia que te continuava a ter. À A (também) por me mostrar que nada mudou e que amigas hoje, amigas para sempre. Ao meu director, pela paciência. Pelas palavras. E desabafos. Pelos abanões. Pela insistência (é reconfortante estar de volta)... And, to my family of course. Mum, love of my life, por tudo que não disseram. Por tudo que ouviram. Pelo silêncio. E pelo barulho, também. E a elas. Ao cheiro delas enquanto dormem e suam. Ao banho com elas. Às lágrimas que enxugo. Aos tropeços que seguro. Às unhas que crescem e às marcas que deixam na minha pele. Porque, elas, as duas, têm o mesmo hábito de arranhar antes de dormir. A elas e aos dentes que caem ou aos que acabam de nascer. A elas por me mostrarem em cada segundo do dia que estão aqui e é aqui que eu também tenho de estar.
Por serem as pessoas mais pequenas por quem nutro o maior amor do mundo e de todas as ruas (como diz a minha Kiki).


* filha da p, o Braga acabou de marcar ao Vitória para estragar este post que tinha tudo para ser perfeito.

Então e o PSD?

Eu e todos os portugueses...
Toda a gente fala do Fernando Nobre. Acusam-no de "vendido" e "vira casacas" e o diabo a quatro. Há movimentos de revolta dos seus (ex) apoiantes no facebook. Antes vê-lo em missão aí num país terceiro mundista do que de rabo sentado na bancada do PSD na AR. Os entendidos lembram - com o objectivo de descredebilizar ainda mais o senhor - que ele já foi monárquico, bloquista e se calhar até já trocou o Sporting pelo Benfica e o Mc Donald's pelo Burger King, mas eu - como sempre muito pertinente - pergunto, então e o PSD??? Ah?? Não tem culpa no cartório? O senhor foi convidado a concorrer por Lisboa. Quer dizer, primeiro armam esta grande barracada, deixam-nos literalmente desgovernados. Vem-se-nos o FMI pela porta dentro e agora sacam do Nobre, como quem saca um coelho da cartola. E ainda criticam o Zé, por insistir no teleponto e por fazer daqueles congressos verdadeiros espectáculos de luz, som, cor... Por meter lágrima no canto do olho. E bandeiras da nação imponentes e esvoaçantes. E aplausos e nomes próprios (muito bom o Toninho Costa dirigir-se ao Primeiro como Zé). Afinal é disto que o país precisa.

10.4.11

E ela de autocarro entre os braços murmurava "ohohohohohoh". Foi quando eu perguntei, "mas nesta casa não há um nenucozinho que seja? Quiçá um barriguita?". Partiu-me o coração ver o meu benjamim a embalar um autocarro. O melhor que se arranjou foi um S. Bernardo.
Ontem foi a festa do pequeno/ grande Rodrigo. Nunca vi tanta roda junta. Ele era rodas de camião, de todo o terreno, de bicicleta, de autocarro, de motas... Thank good vivo entre lacinhos e nenucos e florzinhas e muito rosa. E oiço a minha Kiki dizer: "pronto meu pequenino, está aqui a mamã, vamos dormir um sonhinho. Não chores mais", em vez de, "vou pegar nete carro e patir ito tudo". E ele parte mesmo. Esta manhã na Mango voaram carteiras. Na Blanco, choveram cabides. Mas vê-lo chamar "Kiki" e apreciá-los enquanto passeavam os dois de mão dada foi...bonito!

PS: a casa da Maria ficou pronta. Chegamos a compará-la com as obras de S. Torcato, mas finalmente terminaram e (para já) ainda não acabou o mundo.

*amanhã novidades sobre o dentista e a fada dos dentes.

7.4.11

Ai a genética!

Vou abrir um pouco o livro sobre a minha infância. Objectivo: tentar convencer os crentes que não sou perfeita. Pois é, podia ser, mas não sou a última coca-cola do deserto (passo a publicidade). Quando muito sou a penúltima. A última bebeu-a o Rodrigo Santoro quando nos perdemos (os dois) no Sahara.
Bem, mas voltando à campanha pela minha condição de simples mortal, a minha Carolina herdou de mim uma característica odontológica peculiar. À luz da odontologia, ou da medicina, isto deve ter algum nome. Se tem, não sei, mas passo a explicar. Os meus dentes de leite não me cairam. Tiveram todos de ser arrancados por uma dentista (leia-se carniceira) ali da zona do centro histórico. Ai meu Deus, só de pensar arrepio-me toda. Ainda parece que estou a ver a assistente de cento e tal quilos entrar pelo consultório e segurar-me braços e pernas para procederem à extração dos pequenos ratinhos. A coisa boa é que me fartei de receber a visita da fada dos dentes. Antes que algum dos dentes da minha Kiki seguissem a natureza e caissem um atrevido de um definitivo decidiu não esperar e vai de romper sem pedir permissão. Amanhã vai tirá-lo. E há-de receber também a visita da fadinha. Juro que a minha primogénita não vai ficar como eu, com trauma de dentistas.
Eu já tinha avisado. Não sou perfeita. E este é um dos meus esqueletos bem guardados no armário. Mas, continuem a ler-me tenho outros...

Li este texto e não resisti



O país de Sócrates contado (pelo próprio) às criancinhas

6.4.11

Hoje o meu marido arruinou-me a sessão.

terapeuta: relaxe, imagine o mar, o borbulhar das ondas, a areia...Relaxe...está relaxada?

E só se ouvia o telemóvel na bolsa a vibrar como se fosse auto-destruir em 20 segundos e aquela fosse a sua última função.

E eu só pensava "filho da mãe, ainda não percebeste que não posso atender??? E tu que até sabes onde estou..."

5.4.11

Pique-nique

E voltou a vontade do pique-nique. E a frustração por não ser fada do lar. Não se pode ter tudo.Não se pode ser tudo. Tenho outros atributos, mas ninguém me demove da convicção que não ser uma "Maria" é o maior desgosto da minha mãe. Quando perco a cabeça e decido fazer o jantar, sujo tanta (mas tanta) loiça que perco o apetite só de antever o que vou ter de arrumar. E demoro uma eternidade. Tipo uma tarde para preparar o jantar. Não sou despachada. Tipo aquelas mulheres que em 5 minutos te põem a comer. Mas podemos sempre fazer um pique-nique com fast-food...
Que dizes M?

Luz sem luz

Sou mulher de rotinas. De horários. Gosto de passar pelas mesmas pessoas, todos os dias. De ouvir os cães aquela hora. De ver os mesmos carros.  E chegar ao colégio na mesma hora que os mesmos pais de todos os dias. Cumprimentar a irmã que está na recepção. Pousar o casaco no cabide. Vestir-lhe a bata. Beijá-la e dizer-lhes duas coisas: que a amo e que se divirta. E saio.
No pequeno almoço já não me perguntam o que quero. Servem-me. Vou todos os dias a um café de "bairro", intimista. Tratámo-nos pelos nomes e o melhor de tudo, é em vidro. E aquele sol a "incomodar" a partir das 9 da manhã deixa-me rendida. O sol e as senhoras que se juntam em grupos de meia dúzia a falar...da vida airada. Na segunda feira uma delas dizia - com toda a propriedade - "ao menos hoje de manhã ainda não ouvi falar da crise, só se falava do Porto que foi campeão na casa do Benfica". Eu tenho apenas um reparo a fazer. Na segunda feira (ontem) falava-se mais no apagaão na Luz (olha que irónico) do que do título do Porto. Oh pá eu acho vergonhoso aquilo. Inacreditável! Apagarem-se as luzes assim e estarem nas tintas para a segurança das pessoas... Mas, o Benfica é o maior clube de Portugal (é o que dizem, para mim não é) ou é assim tipo Carcavelinhos e aqueles clubes da Liga dos Últimos??? Eu se fosse benfiquista aproveitava a quaresma para me penitenciar por este acto vergonhoso.

4.4.11

Parabéns

                                                 And is name was Rodrigo.

Um beijo tão brilhante quanto aquela cabeleireira loira como o sol. Tão repenicado quanto aquelas bochechas rechonchudas. E tão ternurento quanto aquele "vozeirão" de bebé de dois aninhos acabados de viver.

*e claro está à parideira também, porque este dia também é dela.

3.4.11

One big step for me

Hoje, dia 3 de Abril, pelas 19h53, Constancinha deu 3 passinhos. Sozinha. Ai que emoção.

Tem muita razão

Um anónimo perguntou-me de que tanto reclamo. Apeteceu-me responder-lhe (ainda que não saiba a quem respondo... se calhar até é mais fácil assim). Reclamo do sábado com toda a legitimidade que me assiste porque ainda é o meu sábado. Reclamo da mania das limpezas da minha mãe que na minha humilde opinião virou já transtorno psicológico. "Ai estou cheia de sono"; "então mãe, vai dormir, é sábado, aproveita"; "não, não, vou aspirar a casa do cão e depois a do rato".
Mas, meu querido anónimo que o tomo como "amigo" e lhe dedico estas linhas como resposta à sua questão que tem toda a pertinência, sou resmungona. Sou mesmo. Acho que já tinha dito. Reclamo de tudo. Reclamo de todos. Reclamo se emagreço porque me desaparecem as mamas. Reclamo se engordo porque não tenho soutien que me sirva. Reclamo se não lavo o cabelo, mas reclamo se o lavo e fica com volume durante dois dias. Reclamo das revistas que compro porque nunca saiem os temas que gosto de ler, mas a verdade é que nunca deixo de as comprar. Reclamo se me perco em compras, mas todos os meses faço juras que no próximo serei mais contida. Reclamo que não saio, mas quando me convidam recuso. Reclamo da minha base, mas não tenho coragem de trocar. Reclamava que não tinha filmes de jeito para ver nem bons livros para ler e agora que tenho tudo, reclamo de quê? Que o LCD avariou! Convenhamos que esta é uma reclamação legítima.Reclamo que no verão tenho sardas a mais. Reclamo que no inverno desaparecem... Enfim caro anónimo que o tomo como amigo, ficou a conhecer um pouco desta complexa mulher. Eu diria como quase todas as mulheres.
Mas a sua questão é de todo pertinente, porque não tenho do que me queixar (reclamar é outra história). Já ganhei mais do que aquilo que me tiraram.

2.4.11

E era tão bom ser normal, pelo menos ao sábado

E fazer o que fazem as pessoas normais...

Sábado rima com pânico

É mais um indício da minha anormalidade. Admito. Mas o sábado é o pior dia da semana. Rima com pânico. É muita coisa no mesmo espaço. Duas cadelas; um rato (a), um peixe (a), duas crianças, mais amiga, três adultos. Dois andadores, um parque, uma cadeira de bebé, mesa de actividades, mota 3 em 1, a parafernália dos objectos da mais velha - o último um puzzle de 500 peças (desconfio que terá 499 depois da Constança o ter achado). E depois - porque é sábado - há ainda aspiração central, aspirador, vassoura, esfregona, panos do pó e panos limpos. Eu tenho urgência de contratar uma senhora de limpeza, séria, que não passe o tempo a apreciar o meu guarda roupa, mas que o use efectivamente para arrumar.
Ao sábado só me apetece enfiar a cabeça na terra. E estas cadelas ninguém as cala???

1.4.11

Depois do sol vem a tempestade

Um bom fim de semana para estar por casa com cadelas e crianças
Depois de um dia como o de hoje (ainda que parte da tarde tenha sido passada na cama), dizem que amanhã até pode chover. E que as temperaturas vão cair a pique (prevêm-se menos 10 graus que hoje). E quê? Que digo eu à Carolina que hoje foi de pernoca laroca de fora e bracinhos ao léu? Olha filha afinal vamos ter de pôr a gola alta e vestir o kispinho. E ligar o ar condicionado nos 25 graus. Valha-me Deus, eu bem digo que o S. Pedro é um ganda maluco. E já agora, porque estamos numa de maluqueiras, hoje, só hoje, dia 1 de Abril e juro que não é "pegadinha", um homem atirou-se de uma ribanceira de uns 20 metros que vai ter aqui à circular urbana; a minha tia foi vítima de um assalto à mão armada e aqui ao pé de casa (em frente para ser precisa) apareceu um fiat uno roubado. Ganda animação!

S. Pedro é um ganda maluco

28 graus. Temperatura máxima para o distrito de Braga. Há minutos, no carro, marcavam já 27. É a loucura! E eu metida na cama. Curioso, né? A TV da sala tem o diabo metido nela e ganhou vida própria. Ora desliga-se. Ora liga-se. E era só o que me faltava andar aqui subjugada ao humor de uma televisão, ainda que a mesma me tenha custado dois salários mínimos.
Se tivesse companhia e jeito para fritar rissóis pegava nesta bicicletinha e ia fazer um pique nique até ao campo. Estendia uma mantinha na relva. Ouvia os passarinhos. Afastava as formigas. E namorava muito. Mas não tenho e resta-me esta minha caminha e a vista fantástica que desfruto desde o meu quarto.
Também podia ir fazer compras, mas -como o país- estou à espera do FMI.