1.1.12
2012
Não gosto de passagens de ano. Assim como não gosto de despedidas nem de finais modernos em que o final nem sempre é feliz.
Não saio no final do ano, por opção. Ontem não foi diferente. Jantei em família. Virei a meia noite em família, com a Carolina febril no colo. Comemos marisco, jogamos wii. Regressamos de madrugada . A Carolina não voltou a ter febre - pelo menos por agora.
O Ano Novo é só um número. Embora mentalmente também faça a minha lista onde desta vez consta inscrição no ginásio, plano rigoroso de poupança e essencialmente controlo da mente. Não sei se o farei. O ginásio é a meta mais fácil de cumprir.
2011 não começou bem, mas acabou por se compôr ainda que o final não tenha sido bom com as maleitas das pequenas. Doenças de inverno, eu sei.
Não tenho vocação para falar da crise ou da Troika. Para opinar sobre o regresso ao escudo ou aconselhar, por exemplo hábitos de poupança porque apesar de os saber de cor, dificilmente os cumpro. Tenho uma grande dificuldade em equilibrar a razão e o coração. E ainda não encontrei a fórmula para evitar o conflito.
Começo o ano com uma filha doente, uma viagem marcada e desempregada. Voltei a ver a final da Casa dos Segredos menos de 24 horas depois da edição original. Esta noite vou assistir ao Avatar, até adormecer. E já me questionei como vou ocupar a primeira hora após o telejornal.
Neste primeiro dia de Janeiro e de 2012 apetece-me dizer que tenho umas saudades imensas do calor das tardes de primavera com os “amanheceres” e “anoiteceres” fresquinhos.
Decidi que neste novo ano, só peço desejos que sejam impossíveis (até prova em contrário). De resto, saúde basta-me, para mim e para as minhas e o meu.
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Neste texto não vi nenhum desejo que não sejas capaz de realizar!! Mas a preguiça pode impor-se... ;-)
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