17.2.12
A Celine que me perdoe mas let’s talk about hate”
Ódios de estimação? Não alimento muitos.
Assumo, perante a blogosfera que o ar de mosca morta da minha vizinha me tira do sério. E às tantas dou comigo a imaginar, de sorriso malvado, que lhe dou uns quantos abanões. Já me aconteceu engendrar planos mirabolantes e totalmente descabidos como gastar uns 200 euros em hamsters e depositá-los no seu terraço. Ou baratas. Ou revistas de moda e tendências de cabelos para ver se muda aquele loiro twetty.
Isto é um ódio de estimação que tenho até assim para o querido.
Depois há aqueles ódios crónicos, tipo com a minha sogra e a minha cunhada. Além de estimados são crónicos, também. E resistentes a fármacos.
De vez em quando dá-nos uns acessos de ternura e “ai que não tenho que dizer da minha nora, a não ser que é uma menina mimada que sempre teve tudo do pai e ainda não entendeu que estamos em crise e continua a desperdiçar dinheiro em roupa e sapatos e anti depressivos. Já para não falar que é inteligente de mais para conseguir manter uma conversa com ela porque não diz, por exemplo, “andainde” assim, como nós, pessoas simples. Acresce ainda o facto de ainda não ter entrado nos 30 e ficar bem em qualquer trapinho e nem sequer ter de usar cinta por baixo dos vestidos justos. E depois também têm um mal que é muito difícil para a minha família não reparar é que gostam de comer juntos e até esperam que todos terminem para se levantarem da mesa. Usam talheres e limpam a boca a guardanapos. E nós, que somos pessoas simples, comemos quando temos fome, não é? Não precisamos de esperar e agarramos na coxa com a mão e limpamos a boca à toalha porque se os guardanapos estiverem na outra ponta não vamos ficar com a boca suja, valha-me Deus".
Lá está, ódio de estimação e crónico.
Depois tive o azar de ter uma cunhada. Caramba! Podia ter tido um cunhado… estou convencida que seria tudo muito mais fácil. Sempre havia o futebol - que é a única coisa que se discute naquela família - e haverá sempre o Benfica para aqueles doentes das águias. E os golos do Cristiano Ronaldo. Ou seja, tínhamos tema de conversa. E a minha tolerância para o facto dele - meu cunhado - não visitar a minha filha que só por acaso é afilhada - seria maior porque eu pensaria, “ah e tal, é homem e tem SportTV em casa”. Neste momento, honestly, a minha margem de tolerância esgotou.
Primeiro, ainda pensei que 500 metros era uma distância brutal para uma grávida se abalar, nem que fosse uma vez por mês, para visitar a afilhada e a sobrinha bebé, mas quando penso que a sobrinha bebé, sabe o nome do casal que nos serve o pequeno almoço todos os dias e pergunta por familiares que vivem a mais de mil quilómetros de distância e falam outra língua que não o seu português de bebé e não sabe da existência da tia…da única tia, penso que devia repensar a minha vocação e ingressar no clero. Ah, para quem não sabe, a minha filha bebé faz dois anos no próximo mês de março. Sou ou não uma fixe?
Nota: isto podia ser uma pegadinha de Carnaval…mas não é.
Guess what baby?! What goes around, comes around.
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