Uma Louis Vuitton não se sentaria no meu pé esquerdo; não roubaria as bolachas favoritas das meninas e se a mais pequena lhe entornasse a sopa, o que acontece cinco em sete dias da semana, temo que ficasse inutilizada. A psicadela leva com sopa e mais amiúde com ice tea de limão, mas dada a sua pequena dimensão é só enfiá-la no lavatório e fica como nova.
As minhas filhas adoram bolsas, mas não estou a vê-las rebolar com a Louis Vuitton ou a fazerem a Louis Vuitton correr atrás delas jardim fora. Também não me parece que jogassem à bola. Ou dormissem juntas.
Mas, agora que me concentro na questão, a Louis Vuitton também não me encheria a cozinha de cocó. Nem roía sapatos e bandoletes.
Bom, adiante...
A psicadela chama-se Pipa. A sugestão foi da Carolina e imediatamente aceite pela irmã que repetiu "Pita". Agora, já diz "Pipa".
É branca. Uma bulldoga francesa, ainda que a raça seja oriunda de Inglaterra usada nos primórdios para caçar ratos. Nunca a vi numa caçada, mas na pesca à tartaruga é imbatível.
Tem problemas oculares e insuficiência respiratória - farta-se de ressonar. Há quem diga que também têm problemas cardíacos. São tipos complicados para se reproduzirem. Diz que não é fácil encaixarem - se é que me faço entender. E está provadíssimo que a maioria das "buldogas" só parem de cesariana.
Hoje rendo-lhe a minha homenagem (porque a minha vida, e família, sem cães, simplesmente não era possível)
| chegou-nos assim |
| hoje está assim |
| É a bebé quem morde o cão |
| e o cão faz companhia a ver o Shreek |
| dá cá mais um abracinho |
| tem uma difícil vida de cão |
| e até faz pose nos seus aposentos |
| e de vez em quando estica-se e dorme na cama |
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