6.3.12

Um dia vou escrever sobre o Futre

Hoje é o dia.
Já tinha feito um apelo para que me lembrassem do tema "Paulo Futre".
Esta noite, porque é noite de Futrebol, que me diverte estupidamente, tenho de dizer umas coisas sobre esse senhor, que teve uma carreira tão efémera, quanto marcante.
Claro que me lembro do Futre a jogar - não tanto como do Paulinho Cascavel - especialmente do seu cabelo e o ar aguerrido com que corria. Diria até, que tinha um je ne sais quois de rebeldia, que hoje se confirma, quando lhe entramos pela vida adentro. Porque é isso que Portugal - e também Espanha - está a fazer.
O Futre conquistou os portugueses numa situação que se não fosse espontânea seria humor do mais ridículo. E nunca mais parou.
Quiseram-no numa novela. Em anúncios. E em prime time.
Diz-se que também foi convidado para ter uma rúbrica no programa da manhã da Júlia Pinheiro, mas foi a TVI quem o agarrou e não me espantaria se as Noites do Futrebol passassem, em breve, para o canal generalista. É um êxito. E ele é o grande protagonista. Pela naturalidade. E ingenuidade até, com que fala, gesticula, faz perguntas, e sobretudo, dá respostas.
Há quem defenda que devia conduzir o programa sozinho. Eu valorizo o papel do Sousa Martins porque não é fácil segurar o Futre, também na televisão.
Divirto-me a vê-lo(s). Ri-o com ele, mais do que em qualquer comédia ou do que com qualquer piada.
E para os cépticos que acham que aquilo é uma imagem fabricada recordo um episódio que desconhecia, há 20 anos atrás, em directo num telejornal, em que após uma questão, o Futre responde à Manuela Moura Guedes, "e você? Quanto é que ganha?".

Sem comentários:

Enviar um comentário