Saímos de algum sítio com uma certeza inabalável.Seguras de um sentimento. Mútuo. Saímos sorridentes. E com aquele nervoso miudinho, no meu caso, como se tivesse acabado de tomar um pingo directo.
Se ouvíssemos frases, mas não ouvíssemos as palavras. Interrompidas. Pelo medo. Pela vergonha. Ou porque sim. Porque ali não podiam ser ditas.
E de repente, subtrais aos dias, a melodia da balada já não soa como no início; a saia coral está nude. E o brilho? Desfez-se nas águas mil de Abril que começou hoje.
Talvez apenas estivesse enganada.

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