3.5.12

Foi uma pena...ou talvez não



Há pessoas más. E pessoas capazes de fazer maldades.
Eu pertenço ao segundo grupo.
E quando se trata de agir, duvido que haja alguém que o faça com tanta frieza. E calculismo.
Raramente, deixo de fazer o que planeei. Cumpro.
Falo. Questiono. Magoo. Bato, se preciso for.
Sim, respondo a provocações. É inteligente fazê-lo? Talvez não seja. Mas, é saudável.
Não corram o risco de me ligar com conversa imprópria. Desadequada. Sem argumentos. Enganaste-te se esperas que respeite a minha altivez perante a tua insignificância. Talvez devesse. Mas, não o faço. Ponho-te a mão na cara. Agarro-te os colarinhos. Grito mais alto.
Tinha mil e uma coisas para te dizer. E podia fazê-lo agora. Escancarar tudo. Com nomes. E provas.
Mas, não o faço. Porque já não é furo. Não é exclusivo. Nem sequer é notícia.
Vou dizer-te do que devias ter pena.
Devias ter pena de bancares o corajoso no teu dia especial e depois não teres estofo para segurares o touro.
Devias ter pena da ignorância ao achares que o que eu comentei, já não foi dito antes em todas as bocas - até pelos teus.
Devias ter pena "dos teus",a quem envergonhaste.
Devias ter pena de não teres o que tenho. Como disseste, aliás, que tinhas pena delas - porque nunca vais ter nada assim.
Devias ter pena de usares em vão o nome da mulher que me criou.

Eu só tenho pena de não te bater mais.

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