1.10.12

Trabalhar ou não trabalhar?



Tenho ouvido as mais variadas respostas a esta pergunta.
"Que remédio porque preciso de dinheiro".
"Sim porque não me dou em casa".
"Sim porque estar em casa não é vida".
"Sim porque não quero que o homem me controle o dinheiro".
Dos quatro exemplos, o primeiro parece-me o mais pertinente, justificado pela necessidade de sobreviver e de permitir a sobreviência, de filhos, por exemplo.
O resto são tangas.
Quem é que no seu juízo perfeito não gosta de passear em chinelos pela casa. Enrolar-se na manta e deixar-se dormir no sofá. Levar e buscar os filhos à escola. Ir buscar o pão e trazer os ingredientes para o jantar?
E nesta rotina descomprometida ter ainda tempo para ver a cidade. As montras. As promoções do Continente.
Estar em casa é vida. E poder ainda fazer o que se gosta - livremente - é a melhor vida que se pode ter.
Não sinto falta de ninguém da última publicação onde trabalhei. As pessoas trocam-se.
Sinto falta do meu caderno de apontamentos. E só dele. E do gravador pousado que gravava o que quase sempre não chegava a ouvir - porque tinha o meu caderno. Mas, até ele é substituível.
E em breve (breve...breve) vou encher outro cujas páginas serão criadoras de um novo produto.

3 comentários:

  1. eu acho que trabalhar não é só uma questão de dinheiro... sim eu gosto de estar em casa, brincar com a minha irmã, e ir ver o meu mar a pé, mas já estou há mais de um ano a procurar o meu 1º trabalho e nada. é algo que preciso mesmo e nem é pelo dinheiro, porque ter comida e roupa lavada sem me preocupar sabe bem, é mesmo uma questão de evolução e realização pessoal.

    ps. gostei do blog :)

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  2. A realização pessoal está muitas vezes dependente da realização profissional.
    É justo-e legitimo- querermos evoluir, progredir na carreia.
    E também há quem se realize só no trabalho. E isso basta-lhe. Outros realizam-se em casa, no lar... A meter colheres de sopa e a passar roupa...
    É discutível, sim...
    Marisa, volte sempre.

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  3. E ela a dar-lhe... Diz, não diz nada, e a gente fica aqui, a salivar, sem saber...

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