24.1.13

Histórias


Sou boa com histórias. A vivê-las e a contá-las.
Crio personagens. Altero argumentos. Misturo-os. Tipo o Shrek com burro falante, gato das botas, princesas da Disney, Pinóquio e capitão Gancho.
A minha mente é suficientemente criativa para terminar a história só quando terminam a sopa.
Mas, à noite, com uma criança como a Constança a tarefa complica. O nível de exigência aumenta.
Se eu digo, "a mamã da Capuchinho chamou-a..." ela interrompe-me, "da janela ou da porta da rua?".
Se eu digo, "de repente apareceu o lobo mau...", ela interrompe-me, "o lobo tinha sapatos ou sapatilhas?".
Se eu digo, "o lenhador encontrou o lobo e abriu-lhe a barriga...", ela interrompe-me, "onde é que o lenhador trazia a faca? Foi à cozinha buscá-la?"...

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