8.2.13

Num dia perfeito

Se a premissa é a perfeição comecemos então pela primeira hora do dia, a meia noite em que a correr tudo bem estarei já a babar-me para cima da almofada ou a bater a pestana enquanto olho a televisão.
A noite seguirá calma. Sem turismo nocturno, choro ou leite no microondas.
Às 8 desperto.
Tempo para esticar o cabelo e para a make up. Sem gritos de "põe-te a pé... Vai tomar o pequeno almoço... Constança larga-me a perna e vai lá procurar o passarinho que fez cocó no carro da mamã, se o achares põe-lhe um nariz de palhaço no bico..."
Chegar à escola antes das 9 e ao colégio antes das 9.30.
No trajecto ela não vai chorar, espernear com o cinto nem pedir para ir à casa de banho.
45 minutos são suficientes para o pequeno almoço. Como enquanto leio o JN e o DN. Vejo as capas no Sapo. Consulto o correio. FB. E aqui o estaminé, claro.
Pelas minhas contas são cerca de 10.30h. Uma boa hora para começar a trabalhar. O ideal seria seis horas por dia.
E a partir daqui o tempo deixa de o ser ( já estaríamos perto das 17h...). Faço zapping até dormitar naquele jeito meio de lado entre o sofá e a chaise longue com as três almofadas em baixo da cabeça. 40 minutos bastavam.
A seguir vou sozinha buscar o pão e tudo o resto para manter em ordem o sustento familiar. Sozinha poupo na conta do supermercado e da lavandaria porque a mais pequena não resiste ao chocolate.
Recolho-as.
Em casa, o banho é sem birras e estamos as três de pijama num estalar de dedos.
Meia hora para brincarem. Ou verem um filme, enquanto "navego".
A hora do jantar é sem birras.
Mais meia hora de tempo livre até recolherem.
Dentes, leites, histórias. E um sono rápido e tranquilo.
Antes de dormir (e começar tudo outra vez), leio, vejo TV e vejo um filme.
Não era uma maravilha ter tempo para isto tudo?

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