Está a terminar uma das mais difíceis aventuras da minha existência terrena. Sem dramas. Puro pragmatismo.
Voar sozinha? Why not? Se o supositório cair estou por minha conta e risco.
Deambular (sozinha) por uma cidade enorme? Para a próxima é usar mais o metro e poupar no táxi.
O tempo, a sós, que me permiti foi uma espécie de sunday de chocolate com molho extra. Começas sofregamente. Depois bate a culpa. No fim, o desejo de prolongar o sabor.
Viver sem os pegamonstros que pari pesa-me nos ombros bem mais do que o peso real dos seus corpos.
E o que vim aqui fazer, depende também da minha resistência à saudade. Se "home is where the heart is", o meu está a milhares de quilómetros.
Mas, Paris é Paris... E ao chegar lembro sempre de mim, aquando da primeira vez aqui, sentada no apoio de braço do autocarro, de boca aberta, encantada com uma cidade que de tão bela duvidei existir. Estava no 11 ano do liceu.
Malas prontas. Baton nos lábios e (shame on me) táxi à porta, despedimo-nos no Kong.
Ai Paris, Paris! Que saudades! As tuas bonecas estão bem... aproveita. Faz bem momentos só para nós! Podesse eu... Beijinhos
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