3.1.11

Ser mãe

Alimentar as minhas filhas continua a ser uma tarefa deveras difícil. Carolina cresceu com o pediatra, em cada consulta, a dizer-me “engordou pouco, mas está optima”. Agora, com Constancinha a treta é a mesma, “ela cresce muito, mas engorda pouco”. Já estou rendida a estas observações. Já nem digo nada. E agora estou na fase do “nem quero saber”; “nem quero comparar”; “estou-me nas tintas que o teu filho tenha 9 meses e pese 10 kg”. Estou certa que ninguém se esforça mais do que eu para alimentá-las. Eu gatinho de prato na mão, por baixo de mesas, para ir ao encontro da cria que naquele dia achou por bem construir uma cabana. Eu persigo-a até que não reste côdea de comida. E ela canta. Ela salta. Ela corre. Ela vai à casa de banho. Com Constancinha, sou eu que canto. Salto. Imito coelhos, galinhas, cavalos. Dou-lhe puzzles, colheres, boletins do euromilhões, tuperwares…tudo para que se entretenha e esqueça que está a comer.
E vida de mãe é isto. É ir à casa de banho com ela ao colo. É comer com ela ao colo. É estar a escrever com uma mão e com a outra a abaná-la. É estar atrasada para sair de casa e notar que tem outra vez cocó. E toca a tirá-la da cadeira para mudar a fralda e é quando percebes que o babygrow não resistiu a tanta cagada e não te chega mudar a fralda, mas toda a toilette e como insisto em vestir as manas de igual, toca a mudar a mais velha também. É empurrar o carrinho enquanto a carrego no colo. É cantar que nem uma louca enquanto conduzo para ver se lhe calo o choro. Olha é ter de meter baixa uma semana porque está de varicela.
É o melhor do mundo.

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