27.3.12

Curiosidade




Tenho tanta. Sobre tudo.
Eu sou a que pergunta, a que coloca as questões. Sérias ou nem tanto. Num convívio sou eu quem pergunta o que toda a gente quer saber, mas não tem coragem de perguntar.
Ando com muita vontade de estar com uma pessoa. Tenho muitas perguntas para lhe fazer.
Quero saber se essa pessoa é corajosa. Se arrisca. Se se deixa arrebatar ou, ao contrário, existe sob a forma de ciência exacta. Tolhida por convenções e se rege por códigos que não são válidos na conduta da vontade.
Quero saber se essa pessoa sorri quando o momento não impõe simpatia. E se me conhece para além de uma base de dados. Sem profissões, nem relações. Sem usar a terceira pessoa. E sem títulos.
Quero saber, se assim, num pôr do sol qualquer, num dia que até podia ser de chuva, voltarias a tocar-me com os olhos?

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