2.4.12
Trabalho e cocó
Eu devia estar no Algarve a comer bolas de berlim. Mas, não. Estou cá por cima, com temperaturas mais baixas que na semana passada, com textos para escrever e entrevistas marcadas.
E coisas que ainda me faltam.
Não consigo escrever se me faltam coisas. Não consigo, pá. Gosto de ter tudo na mão e aí sim, toca a dar aos dedos. Assim, como dificilmente deixo um texto por terminar. Gosto de começar e acabar, nem que isso signifique não almoçar ou deitar-me mais tarde. Outra mania que tenho é apontar tudo. Gravo, mas raramente ouço a gravação porque o mais importante está no papel. A não ser que seja uma entrevista.
E detesto acumular trabalho. DETESTO! Lá nisso, sou muito organizadinha.
Hoje já sofri duas vezes de rejeição. Primeiro, para o pequeno almoço. Depois para almoçar. A responsável dá pelo nome de Mary. Deixa-te andar. What goes around, comes around. Uma gaja precisa de atenção e as amigas onde estão??? Em manifestações contra as fusões das freguesias. Ou a comer doces típicos. Lontra!
Ah, e continuo à espera de um email. Importante.
Detesto esperar. Eu sou pontual. Respondo na hora. Devolvo a chamada se por acaso não atender. E fazerem-me isto é terrorismo psicológico.
A Carolina não quer ir para o ATL. Faz da casa da vizinha um colégio e se eu deixasse até dormia lá. Quer dizer, ela pensa que dormia, mas aquilo é bichinho da mamã e é rara a noite em que eu não tenha de vir embalá-la.
A Constança continua o desfralde. Numa semana, só no primeiro dia é que cheguei ao colégio e encontrei-a de fato de treino porque tinha havido um incidente. De resto, sempre impecável.
Em casa, na brincadeira com a mana às vezes esquece-se. Ela e eu. No que respeita ao xixi tem corrido melhor do que o previsto. Agora, com o cocó, a história é outra. Começo a notá-la desconfortável. Ofereço-lhe o pote, mas ela recusa. Fica estranha. Procura lugares discretos e pede-me que vá embora. Segundos depois, com a maior das latas diz "cocó", como se tivesse sido surpreendida.
Nunca fez cocó no pote! Nem na sanita. E eu não sei como vou resolver isso.
Acho que para já vou preocupar-me com o xixi.
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Por cá, o ATL é em casa da avó e a Carolina está convidada para pasar um dia em cheio. Condições: não ser alérgica a gatos e não se deixar impressionar com cães. Se gostar de cavalos (para ver) melhor. Oferece-se: comidinha caseira a tempo e horas. Aviso: probabilidade elevada de precisar de uma barrela no final. Que achas?
ResponderEliminarEu acho o máximo e quando lhe disser ela fica em êxtase.
ResponderEliminarPosso encarar isso como um convite?
Se sim, vamos combinar...
Claro que e um convite. Para quando? Temos ferias até segunda-feira.
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